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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Moeda virtual baseada em Kanye West será lançada neste mês

Grupo de programadores está prometendo lançar ainda neste mês uma nova, a CoinYe West, baseada no rapper norte-americano Kanye West

Reprodução
O Bitcoin não é a primeira moeda virtual a circular na internet – e nem será a última. Aproveitando o sucesso do dinheiro alternativo, um grupo de programadores está prometendo lançar ainda neste mês uma nova, a CoinYe West, baseada no rapper norte-americano Kanye West.

O funcionamento será parecido com o da moeda criptográfica que se destacou em 2013, mas terá algumas particularidades. “Nosso objetivo é fazer com que as pessoas usem esse tipo de dinheiro mais facilmente”, disse um dos responsáveis pelo projeto, que não preferiu ficar no anonimato, ao site Noisey. “A CoinYe West é uma moeda criptográfica para as massas, enquanto o Bitcoin é para os acumuladores de dinheiro hardcore.”

Usuários, então, podem ter menos dificuldades para minerar (ou “colher”, como os desenvolvedores dizem no slogan da CoinYe West). Para isso, os desenvolvedores prometem liberar, antes do lançamento, arquivos “protegidos por senhas e encriptados contendo os binários e os códigos para a carteira virtual e o daemon”, o “executável” da moeda.

As combinações para liberá-los serão divulgadas no “tempo certo”, depois de múltiplas votações que “orquestrarão um lançamento justo”. Como no caso do Bitcoin, o total de moedas será limitado. No caso, serão 66.666.666.666 de CoinYes, e cada bloco terá 666.666 delas, quantia que diminuirá a cada 100 mil deles.

O rapper Kanye West tem como maior sucesso seu primeiro álbum, "The College Dropout", três vezes platinado pela RIAA, associação norte-americana de gravadoras. Mas boa parte de sua fama se deve pela excentricidade e auto-estima elevada: West já se auto-proclamou gênio e, mais recentemente, deus. Além disso, em 2009, "roubou" de Taylor Swift o troféu de melhor videoclipe para dá-lo a Beyoncé, em uma cena memorável.

Possíveis problemas – O lançamento está prometido para daqui oito dias, mas pode muito bem não acontecer. Os desenvolvedores temem uma represália por parte do próprio Kanye West, que pode não gostar da ideia de ver uma moeda virtual inspirada em seu nome. Pelo Twitter, os programadores já tentaram chamar a atenção do cantor para a CoinYe, de forma a evitar que ele a tire de circulação.

Não houve resposta, mas isso não deve impedi-los de lançar a moeda no próximo dia 11. Fazendo isso, irão contra também a comunidade de Bitcoin, que não se mostrou muito empolgada com a ideia no fórum BitcoinTalk.

Moedas alternativas – A CoinYe não é a primeira moeda “criativa” inspirada no sucesso do Bitcoin, e um dos exemplos citados pela Noisey é a Dogecoin. Baseado no meme Doge, o dinheiro criptográfico chegou a fazer relativo sucesso na última semana, mas seu valor foi comprometido por um roubo em massa feito por um cracker. Hoje, um usuário com milhares delas pode vendê-las por menos de um mísero centavo de dólar.

Antes dela, no entanto, várias alternativas mais sérias ao BTC circularam e ainda circulam pela web. A de maior sucesso talvez seja a Litecoin, criada em 2011 e com cada unidade valendo mais ou menos 24 dólares ou 0,03 Bitcoin na cotação desta sexta-feira, 3. Sua estrutura é similar à do “rival”, tanto que eles são baseados no mesmo código-fonte. A diferença crucial está no “block rate”, que é quatro vezes menor no caso da LTC.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Magnata de Las Vegas aceita bitcoins como pagamento por mansão de US$ 7,85 milhões

Reprodução
O magnata Jack Sommer, que já foi dono de cassino em Las Vegas, decidiu vender sua mansão de 25 mil metros quadrados. Detalhe: ele aceita bitcoin como forma de pagamento. "Há pessoas que têm muitos bitcoins, e elas estão loucas para gastar em alguma coisa. Se você aumentar a consciência desses potenciais compradores, você pode tocar em novos mercados”, afirmou Sommer ao Review Journal.

Sommer conheceu o bitcoin pelos seus dois filhos, que mineram e transacionam a moeda. O empresário já foi dono do The Aladdin Resort, localizado nas Las Vegas Strip e hoje é membro do conselho de um grupo que controla propriedades imobiliárias pelos EUA. Ele viu no bitcoin a oportunidade de atrair compradores internacionais, além, é claro, de conseguir uma valorização com a moeda virtual.

Se a venda for concluída, essa será a maior transação imobiliária já feita com bitcoins. A mansão tem 39 aparelhos de ar-condicionado, acabamentos de mármores do Brasil, Islândia e China. As prateleiras da biblioteca são de aço inoxidável revestidas de cerejeira americana. A casa para hóspedes possui 2 mil metros quadrados.

“Esta casa foi um exercício de quantos detalhes legais poderíamos colocar nela”, afirmou Sommer.Veja o vídeo da mansão:


sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Homem joga fora HD com R$ 17 milhões em bitcoins

"Guardei o HD em uma gaveta por três anos e esqueci completamente dos bitcoins", disse o profissional de tecnologia da informação James Howells

AFP
17,418 milhões de reais. Esse é o valor atual das 7.500 unidades da moeda virtual chamada bitcoin armazenadas em um HD que o profissional de tecnologia da informação James Howells jogou fora, de acordo com a BBC.

Howells não pagou quase nada pelos bitcoins em 2009 e poderia agora ser um milionário: o valor do bitcoin chegou a 1.000 dólares nesta semana, ou seja, 2.322 reais.

Após ter derramado uma bebida sobre seu computador, o morador do País de Gales, no Reino Unido, o desmontou e removeu o HD.

"Guardei o HD em uma gaveta por três anos e esqueci completamente dos bitcoins", disse Howells.

Neste ano, ele resolveu jogar fora antigos equipamentos de TI e o HD foi um dos que foi para o lixo. "Quando eu descobri qual era o valor do bitcoin, a ficha caiu e eu percebi que os bitcoins que eu tinha "mineirado" estavam no HD que eu joguei fora."

Howells chegou a ir ao aterro sanitário local, mas descobriu que todo o lixo com mais de três meses já havia sido enterrado a três ou cinco metros de profundidade. Seria necessária uma equipe de 15 ou 20 pessoas com equipamento e proteção.

"A verdade é que eu não tenho o dinheiro para fazer isso acontecer no momento, sem um valor de retorno garantido", disse.

sábado, 16 de novembro de 2013

Apple remove aplicativo de negociação de bitcoin

Essa não é a primeira vez que apps para negociação de Bitcoin são barrados pela Apple

iPhone 5S, da Apple
Divulgação
A Apple removeu da App Store o aplicativo CoinBase, usado para negociação de bitcoins. Segundo o site TechCrunch, a empresa de Cupertino não deu nenhuma explicação para a startup que publica o app.

“Não temos certeza do motivo para ele ter sido removido e nós pedimos esclarecimentos para a Apple", disse Brian Armstrong, CEO do CoinBase.

Esta não é a primeira vez que apps para negociação de Bitcoin são barrados pela Apple. Apps como Blockchain Wallet e BitPak foram impedidos de serem publicados. A alegação era de que as aplicações não preenchiam todos os requisitos legais necessários.

O bitcoin é uma moeda virtual, cujas negociações são feitas por meio de carteiras digitais criptografadas. Não possui controle e nem banco central emissor. Os apps possibilitam, entre outras coisas, rastrear o dinheiro, acompanhar cotações e realizar pagamentos.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Primeiro caixa eletrônico para bitcoin estreia no Canadá

O caixa eletrônico, fabricado pela Robocoin, fará a troca das moedas virtuais em dinheiro e vice-versa

A moeda virtual Bitcoin
Flickr.com/zcopley
A moeda virtual bitcoin ganhará seu primeiro caixa eletrônico (ATM) hoje (29). A máquina será inaugurada na cidade de Vancouver, no Canadá.

O caixa eletrônico, fabricado pela Robocoin, fará a troca das moedas virtuais em dinheiro e vice-versa.

A moeda virtual é vista como uma alternativa e uma proteção por aqueles que não querem que seu dinheiro seja controlado pelo governo ou por bancos.

A estrutura do bitcoin é, atualmente, descentralizada em uma vasta rede de computadores mantidos por entusiastas, que produzem novas moedas e também verificam e registram as transações financeiras, que são criptografadas e anônimas.

Os ATMs da Robocoin funcionarão com leitura biométrica. O usuário terá a palma da mão escaneada para assegurar que não sejam feitos múltiplos depósitos, bem como para evitar a lavagem de dinheiro.

Além disso, haverá também um limite de depósito de 3 mil dólares canadenses por dia que pode ser feito diretamente no caixa eletrônico. O dinheiro é trocado em tempo real e enviado para a carteira virtual em usuário. Após completar a transação, o usuário recebe um código QR Code na tela da máquina e um recibo.

Inicialmente a Robocoin irá operar no Canadá e Estados Unidos, mas a empresa afirma já ter recebido pedidos de mais de 20 países como Austrália, Quênia, Irlanda, Filipinas e Tailândia.

Cada caixa eletrônico tem um custo estimado de US$ 20 mil. Este primeiro modelo será instalado próximo a uma cafeteria no centro de Vancouver.

Estudante faz milhares de dólares em Bitcoin investindo apenas US$ 27

Reprodução

Imagine se lembrar de um investimento feito há anos e descobrir que ficou cheio de dinheiro. Foi o que aconteceu com o estudante norueguês Kristoffer Koch.

Em 2009 ele gastou 150 coroas (US$ 26,60) comprando algumas unidades da moeda virtual e se esqueceu disso.

Em abril deste ano, quando a Bitcoin estava em destaque na mídia, Koch se lembrou que investira na moeda. "Pensei comigo: eu não tinha alguma coisa daquilo?", declarou em entrevista repercutida pelo News.com.au.

A surpresa foi grande: quando finalmente lembrou de sua senha (porque ele esquecera), o estudante descobriu que o saldo havia chegado em 5 mil Bitcoins, o equivalente a 5 milhões de coroas - ou US$ 885,5 mil.

Koch descontou 1/5 do valor, mas isso foi suficiente para ele comprar um apartamento em Toyen, uma das regiões mais ricas da capital Oslo.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Bitcoin continua se valorizando em ritmo impressionante

Em três semanas desde o fechamento da loja online ilegal Silk Road, a cotação da bitcoin já subiu 45%

A moeda virtual Bitcoin
Flickr.com/zcopley
Três semanas depois do fechamento da loja online ilegal Silk Road pelo FBI, a bitcoin não só recuperou seu valor como continuou sua impressionante trajetória de alta. 

A Silk Road vendia drogas e outros artigos ilegais. A bitcoin, por proporcionar anonimato, era o meio de pagamento usado nela. Até onde se sabe, era o lugar que recebia o maior volume de pagamentos nessa moeda. 

Quando a loja foi fechada, a cotação caiu, o que era previsível. Na Mt. Gox, a mais conhecida casa de câmbio de bitcoins, a moeda chegou a ser negociada por 123 dólares, 15% menos que os 145 dólares que ela havia atingido poucos dias antes. 

Mas a crise durou apenas três dias. Em 3 de outubro, a bitcoin retomou sua trajetória de alta, que se acelerou nesta última semana. Nesta terça-feira, ela chegou a ser negociada a 205 dólares na Mt. Gox, 45% mais que o valor atingido antes do fechamento da Silk Road.

O fechamento da Silk Road não abalou a bitcoin por dois motivos. Primeiro, outras lojas ilegais vêm atraindo os antigos clientes da Silk Road. As duas mais conhecidas são a Sheep Marketplace e a BlackMarket Reloaded. 

Ambas vendem drogas, armas e outros artigos ilegais que eram oferecidos na Silk Road. Esse comércio eletrônico funciona na web oculta, fora do alcance do Google e dos browsers comuns. Para chegar às lojas, usa-se o Tor, um sistema que permite a navegação anônima no submundo da internet.

O segundo motivo por que a bitcoin continua forte é que o volume maior dessa moeda está nas mãos de especuladores que jamais fizeram uma compra na Silk Road.

No momento, eles estão lucrando muito. É difícil pensar em outro investimento que tenha rendido tanto em tão pouco tempo (os irmãos Winklevoss, conhecidos por sua participação no nascimento do Facebook, podem comemorar).

As emissões de bitcoins são limitadas pelo algoritmo matemático que define a moeda. Não há como exceder o limite imposto pelo algoritmo. Como o uso da moeda e sua compra por investidores crescem, ela se valoriza. 

Podemos imaginar alguns cenários em que a cotação da bitcoin cairia, talvez de forma definitiva. Isso poderia acontecer se surgisse um meio alternativo de pagamento capaz de substituí-la com alguma vantagem prática.

A bitcoin também poderia se enfraquecer se muitos governos decidissem proibi-la e combater seu uso. Mas, por enquanto, nenhum desses cenários é real. Então, até que alguma coisa mude, a bitcoin segue em alta.


terça-feira, 13 de agosto de 2013

Estado de Nova York investiga moeda virtual Bitcoin

Entre as companhias às quais se pediu relatórios estão empresas que vendem bitcoins ou aceitam pagamentos com esta moeda virtual

A moeda virtual Bitcoin
Flickr.com/zcopley

O regulador de serviços financeiros do estado de Nova York (DFS) pediu relatórios a 22 empresas sobre as atividades relacionadas com a bitcoin, moeda virtual da internet, informou nesta segunda-feira uma fonte próxima ao caso.

Os requerimentos foram enviados na semana passada e tratam "de uma longa série de informações, inclusive controles sobre lavagem de dinheiro, proteções aos consumidores, estratégias de investimentos, documentos de apresentação (perante investidores em potencial) e outros materiais", indicou a fonte.

Entre as companhias às quais se pediu relatórios estão empresas que vendem bitcoins ou aceitam pagamentos com esta moeda virtual, como BitInstan, BitPay, Coinbul, Zipzap e Coinbase, mas também sociedades de investimento como a Google Ventures (intermediária da gigante da internet), Winklevoss Capital Management (fundada pelos dois irmãos que ficaram conhecidos por acusar Mark Zuckerberg de ter roubado deles a ideia do Facebook) e Andreessen Horowitz.

O DFS não confirmou a lista de sociedades às quais formulou os pedidos, mas destacou em um memorando público "ter lançado uma investigação sobre mecanismos regulatórios, que deveria pôr em andamento sobre as divisas virtuais".

O DFS concluiu que o setor deveria estar pelo menos submetido a algumas das regras que afetam os operadores de câmbio de moeda e inclusive se questiona se deve implementar normas específicas, sempre segundo o documento.

"Vimos casos em que o anonimato que as moedas virtuais oferecem foi utilizado por perigosas organizações do crime organizado, como o tráfico de drogas, a lavagem de dinheiro, o tráfico de armas e a pornografia infantil", destacou o texto.