Mostrando postagens com marcador virtual. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador virtual. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Bitcoin continua se valorizando em ritmo impressionante

Em três semanas desde o fechamento da loja online ilegal Silk Road, a cotação da bitcoin já subiu 45%

A moeda virtual Bitcoin
Flickr.com/zcopley
Três semanas depois do fechamento da loja online ilegal Silk Road pelo FBI, a bitcoin não só recuperou seu valor como continuou sua impressionante trajetória de alta. 

A Silk Road vendia drogas e outros artigos ilegais. A bitcoin, por proporcionar anonimato, era o meio de pagamento usado nela. Até onde se sabe, era o lugar que recebia o maior volume de pagamentos nessa moeda. 

Quando a loja foi fechada, a cotação caiu, o que era previsível. Na Mt. Gox, a mais conhecida casa de câmbio de bitcoins, a moeda chegou a ser negociada por 123 dólares, 15% menos que os 145 dólares que ela havia atingido poucos dias antes. 

Mas a crise durou apenas três dias. Em 3 de outubro, a bitcoin retomou sua trajetória de alta, que se acelerou nesta última semana. Nesta terça-feira, ela chegou a ser negociada a 205 dólares na Mt. Gox, 45% mais que o valor atingido antes do fechamento da Silk Road.

O fechamento da Silk Road não abalou a bitcoin por dois motivos. Primeiro, outras lojas ilegais vêm atraindo os antigos clientes da Silk Road. As duas mais conhecidas são a Sheep Marketplace e a BlackMarket Reloaded. 

Ambas vendem drogas, armas e outros artigos ilegais que eram oferecidos na Silk Road. Esse comércio eletrônico funciona na web oculta, fora do alcance do Google e dos browsers comuns. Para chegar às lojas, usa-se o Tor, um sistema que permite a navegação anônima no submundo da internet.

O segundo motivo por que a bitcoin continua forte é que o volume maior dessa moeda está nas mãos de especuladores que jamais fizeram uma compra na Silk Road.

No momento, eles estão lucrando muito. É difícil pensar em outro investimento que tenha rendido tanto em tão pouco tempo (os irmãos Winklevoss, conhecidos por sua participação no nascimento do Facebook, podem comemorar).

As emissões de bitcoins são limitadas pelo algoritmo matemático que define a moeda. Não há como exceder o limite imposto pelo algoritmo. Como o uso da moeda e sua compra por investidores crescem, ela se valoriza. 

Podemos imaginar alguns cenários em que a cotação da bitcoin cairia, talvez de forma definitiva. Isso poderia acontecer se surgisse um meio alternativo de pagamento capaz de substituí-la com alguma vantagem prática.

A bitcoin também poderia se enfraquecer se muitos governos decidissem proibi-la e combater seu uso. Mas, por enquanto, nenhum desses cenários é real. Então, até que alguma coisa mude, a bitcoin segue em alta.


terça-feira, 13 de agosto de 2013

Estado de Nova York investiga moeda virtual Bitcoin

Entre as companhias às quais se pediu relatórios estão empresas que vendem bitcoins ou aceitam pagamentos com esta moeda virtual

A moeda virtual Bitcoin
Flickr.com/zcopley

O regulador de serviços financeiros do estado de Nova York (DFS) pediu relatórios a 22 empresas sobre as atividades relacionadas com a bitcoin, moeda virtual da internet, informou nesta segunda-feira uma fonte próxima ao caso.

Os requerimentos foram enviados na semana passada e tratam "de uma longa série de informações, inclusive controles sobre lavagem de dinheiro, proteções aos consumidores, estratégias de investimentos, documentos de apresentação (perante investidores em potencial) e outros materiais", indicou a fonte.

Entre as companhias às quais se pediu relatórios estão empresas que vendem bitcoins ou aceitam pagamentos com esta moeda virtual, como BitInstan, BitPay, Coinbul, Zipzap e Coinbase, mas também sociedades de investimento como a Google Ventures (intermediária da gigante da internet), Winklevoss Capital Management (fundada pelos dois irmãos que ficaram conhecidos por acusar Mark Zuckerberg de ter roubado deles a ideia do Facebook) e Andreessen Horowitz.

O DFS não confirmou a lista de sociedades às quais formulou os pedidos, mas destacou em um memorando público "ter lançado uma investigação sobre mecanismos regulatórios, que deveria pôr em andamento sobre as divisas virtuais".

O DFS concluiu que o setor deveria estar pelo menos submetido a algumas das regras que afetam os operadores de câmbio de moeda e inclusive se questiona se deve implementar normas específicas, sempre segundo o documento.

"Vimos casos em que o anonimato que as moedas virtuais oferecem foi utilizado por perigosas organizações do crime organizado, como o tráfico de drogas, a lavagem de dinheiro, o tráfico de armas e a pornografia infantil", destacou o texto.