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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Teste com LiFi, substituto do WiFi, atinge transferência de 150 Mb/s

Pesquisadores chineses conseguem manter 4 PCs conectados à internet por meio de uma única lâmpada de LED

Teste com LiFi, substituto do WiFi, atinge transferência de 150 Mb/s
Reprodução/Mcapdevila via Wikimedia Commons
O conceito de LiFi não é exatamente uma novidade. Há algum tempo pesquisadores tentam viabilizar sistemas que usam a luz para a transferência de dados, em vez das ondas de rádio utilizadas pelo WiFi.

E os estudiosos começam a apresentar resultados bem interessantes para essa tecnologia. Um dos relatos mais recentes, contado pelo Xinhua News, é o de uma pesquisa elaborada por Chi Nan, professor de tecnologia da informação da Fudan University, localizada em Shanghai, na China.

Nan e sua equipe conseguiram fazer com que quatro computadores permanecessem conectados à web por meio de uma lâmpada de LED de 1 watt, atingindo taxas de transferência de até 150 megabits por segundo.

Para o pesquisador, o LiFi é muito mais eficiente do que o padrão sem fio que usamos atualmente — primeiro porque o sistema em desenvolvimento não precisaria de milhões de antenas, que custam caro e ocupam bastante espaço, espalhadas pelo mundo.



O LiFi poderia usufruir inclusive da iluminação pública para a transferência de dados, tendo como única exigência o uso de lâmpadas de LED no lugar das tradicionais incandescentes. Porém, Chi Nan relata que a tecnologia ainda precisa percorrer um longo caminho para estar disponível comercialmente, pois ainda possui alguns desafios — como o fato de o desligamento da luz cortar completamente a troca de pacotes de dados.

Protótipos desse mecanismo estarão em exposição na China International Industry Fair, conferência que será realizada a partir do dia 5 de novembro em Shanghai. No vídeo acima, você pode conferir uma palestra (em inglês) de Harald Haas, professor da University of Edinburgh, exibindo o conceito e o funcionamento do LiFi pela primeira vez.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Cientistas criam tablet 3D que não precisa de óculos

Cientistas chineses desenvolveram um tablet que permite ver imagens em três dimensões (3D) sem a necessidade de óculos

Tablet
Frederick Florin/AFP

Cientistas chineses da Universidade de Jiaotong, em Xangai, desenvolveram um tablet que permite ver imagens em três dimensões (3D) sem a necessidade de óculos, anunciou nesta quarta-feira a imprensa local.

Esta tecnologia permitirá aos usuários desfrutar de conteúdos em 3D sem utilizar nenhum tipo de equipamento nos olhos, disse à agência "Xinhua" Fang Yong, do Instituto de Pesquisa Wuxi de Jiaotong e responsável pelo projeto.

Sua equipe patenteou a tecnologia para aplicá-la também em televisões e computadores. Espera-se que os primeiros tablets possam ser lançados no mercado ainda este ano, enquanto os televisores estarão à venda até 2015, explicou Yong.

As descobertas serão apresentadas no próximo mês na 15ª edição da Feira Industrial Internacional da China, que será realizada em Xangai e contará com a participarão de mais de 60 universidades chinesas, taiuanesas, japonesas e sul-coreanas.

No evento, outras universidades de Xangai apresentarão suas invenções, como um serviço de gestão de trânsito que aconselha os motoristas em tempo real com as melhores rotas para evitar engarrafamentos na cidade, desenvolvido pela Universidade de Tongji, antecipou hoje o jornal oficial "Shanghai Daily".

Outros avanços que serão apresentados na feira incluem uma lixeira que organiza os dejetos e um robô que limpa o solo automaticamente.