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terça-feira, 29 de outubro de 2013

LG diz que smartphone G Flex cura arranhões como Wolverine

A LG anuncia o G Flex, seu primeiro smartphone com tela curva, e diz que ele é capaz de eliminar arranhões superficiais automaticamente, como Wolverine

Smartphone LG G Flex
Divulgação
A LG anuncia o G Flex, seu primeiro smartphone com tela curva. A empresa sul-coreana diz que o aparelho tem uma tecnologia que permite o reparo automático de arranhões superficiais em seu corpo.

No comunicado em que apresenta o G Flex, a LG compara essa tecnologia de auto-reparo a Wolverine, o herói dos quadrinhos e dos filmes da série “X-Men” que é capaz de se curar rapidamente quando ferido.

Segundo a empresa, o corpo do G Flex tem uma película que faz arranhões desaparecerem em minutos. É algo que terá de ser avaliado em testes independentes para que sua eficácia seja determinada..

O G Flex, que roda o sistema Android, tem tela OLED flexível de 6 polegadas, montada de modo a formar uma curva acentuada. A tela é HD (720p). Nisso, ela perde para a do Galaxy Round, da Samsung. O Round, primeiro smartphone com tela curva no mundo, anunciado há três semanas, tem tela full HD (1080p).

O G Flex pesa 177 gramas e é um pouco gordo, com espessura de até 8,7 milímetros (ela varia ao longo do comprimento). Tem um poderoso processador Qualcomm Snapdragon 800, com quatro núcleos, e câmera de 13 megapixels. Começará a ser vendido na Coréia do Sul em novembro.

Ainda há dúvidas sobre que benefícios uma tela curva traz a um smartphone (se é que traz algum benefício). Samsung e LG mencionam coisas como melhor ergonomia e visualização de vídeos mais imersiva.

A Samsung ainda tenta explorar a tela curva com efeitos criados para ela. Ao rolar o Galaxy Round sobre a mesa com a tela desligada, por exemplo, a tela é momentaneamente ligada para exibir mensagens e alertas. O vídeo abaixo (em inglês) demonstra esse recurso:

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Descoberta científica abre caminho para a cura de Alzheimer

Cientistas encontraram substância capaz de barrar a morte de neurônios em ratos em pesquisa classificada pelo The Guardian como “decisiva e histórica”

Mulher em exposição do cérebro humano
Matt Cardy/Getty Images
Uma descoberta da equipe da Universidade de Leicester (Inglaterra) publicada nesta semana trouxe boas notícias: a ciência está cada vez mais próxima de encontrar a cura para o Mal de Alzheimer. Esta doença hoje atinge mais de 36 milhões de pessoas em todo o mundo. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2050, este número deve triplicar.

Pois a equipe de neurcientistas liderada pela professora Giovanna Mallucci descobriu uma substância capaz de barrar a morte de neurônios. Testada em ratos de laboratório, tal substância conseguiu impedir a neurodegeneração nestes animais, que eram portadores da chamada “doença de príon”.

O estudo havia previamente descoberto que o acúmulo de proteínas no cérebro destes ratos doentes era responsável por ativar um mecanismo de defesa das células. Este processo, por sua vez, bloqueava a produção de novas proteínas.

Segundo a equipe, o normal seria que a produção normalizasse em algum momento, mas nestes ratos isto não foi observado. Constataram então que este seria justamente o “gatilho” que levaria os neurônios à morte, pois algumas das proteínas essenciais para a sua sobrevivência deixavam de ser produzidas.

Ao injetar a substância, os cientistas conseguiram bloquear este mecanismo paralisador da produção de proteínas em uma parte do cérebro destes ratinhos, normalizando, assim, todo o processo. Foi possível então impedir a morte das células e ainda restaurar os níveis de proteína e a comunicação entre os neurônios. Conclusão: prolongaram a vida destes animais.

Bom, ainda de acordo com a equipe, em entrevista ao jornal “The Guardian”, a pesquisa está em estágio inicial e pode ser que a produção medicamentos leve um tempo para se tornar realidade. Além disso, o processo causou sérios efeitos colaterais nos ratos, fato que levou os cientistas a preverem que testes em humanos ainda estão longe de acontecer.

Independente disso, a comunidade científica considerou os resultados altamente significativos e celebrou o estudo. “Futuras gerações certamente verão esta pesquisa como um pilar histórico e decisivo”, considerou o The Guardian.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Pesquisadores descobrem molécula capaz de destruir o vírus da AIDS

Batizada de DAVEI, ela é capaz de tornar o HIV inofensivo, mesmo quando há resistência a medicamentos

Pesquisadores descobrem molécula capaz de destruir o vírus da AIDS
Reprodução/Wisegeek
A AIDS é responsável pela morte de aproximadamente 2 milhões de pessoas todos os anos, principalmente devido à capacidade que o vírus tem de se tornar resistente aos medicamentos e adquirir características mutantes, fazendo com que mesmo os tratamentos mais modernos não sejam totalmente eficazes.

Ainda assim, o que se tem disponível hoje para tratar a doença é suficiente para garantir que os pacientes tenham melhor qualidade de vida. Quando o assunto é o vírus HIV, as pesquisas são constantes e cada nova descoberta é, na verdade, uma nova esperança, se não de cura, de melhores condições de tratamento.

A boa notícia é que a Universidade de Drexel, na Filadélfia, nos EUA, divulgou uma descoberta feita por seus pesquisadores, que encontraram uma nova molécula, capaz de causar a autodestruição do vírus HIV antes mesmo de ele infectar as células.

Reprodução/MinhaVida

Mecanismos

Assim como os outros vírus, o HIV age inserindo seu material genético em células saudáveis, invadindo suas estruturas até que elas “estourem”. A molécula criada pelos pesquisadores da Universidade de Drexel foi batizada de DAVEI – sigla em inglês para “dupla ação inibidora de entrada viral”. Ela é capaz de alterar alguns componentes de ligação celular do próprio HIV, com a ajuda de uma proteína que “engana” o vírus, fazendo com que ele mantenha seu revestimento protetor aberto e fique vulnerável.

A DAVEI se conecta ao vírus e faz com que o HIV reaja da mesma forma que reagiria se estivesse ligado a uma célula, despejando seus materiais genéticos e destruindo a cápsula necessária para que o vírus invada uma célula, tornando-o inofensivo. Ou seja: mesmo que o paciente esteja infectado, é possível que uma destruição do vírus aconteça antes que as células sejam contaminadas, prevenindo o desenvolvimento da imunodeficiência.

Essas descobertas não garantem a cura para a AIDS, mas indicam novas possibilidades de estudos para o combate aos vírus, incluindo aqueles que são resistentes aos medicamentos tradicionais. Para que você consiga visualizar melhor os mecanismos que explicamos até agora, acompanhe o vídeo a seguir – em inglês. Ele ilustra a ação da DAVEI de uma maneira bem simples.