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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Operadoras ampliam pontos de Wi-Fi para desafogar rede 3G e 4G

SeongJoon Cho/Bloomberg
Com o objetivo de descongestionar suas redes móveis, as operadoras de telefonia no Brasil pretendem ampliar em 2014 o número de pontos de acesso à Internet que utilizam a tecnologia Wi-Fi, como forma de melhorar o serviço em um ano em que preveem aumento do uso de dados devido à Copa do Mundo.

Os investimentos para a instalação de pontos de Wi-Fi, os chamados hotspots, em lugares públicos e privados são até 10 vezes menores que os necessários para a instalação de redes 3G e 4G, segundo analistas. No entanto, por terem cobertura limitada, essas redes são vistas como complementares aos serviços de Internet móvel das operadoras, e não como substitutas.

A Claro, do grupo América Móvil, pretende ampliar a sua rede de hotspots lançada em maio de 2013. A empresa tem atualmente 6 mil pontos de conexão no país, segundo o diretor de serviços de valor agregado da operadora, Alexandre Olivari. Todos estão localizados em lugares públicos de grandes centros urbanos.

"Devemos ampliar os investimentos em hotspot este ano, mas daremos agora foco maior em Wi-Fi indoor do que outdoor", disse Olivari, citando como exemplo aeroportos, restaurantes e shoppings centers. "O Wi-Fi serve como um complemento para a falta de espectro no 3G e 4G", completou.

Para a Copa do Mundo, a Claro negocia acordos com operadoras internacionais para que visitantes estrangeiros tenham acesso às redes sem fio no Brasil. A Claro também instalará em parceria com concorrentes redes Wi-Fi em mais da metade dos 12 estádios que receberão jogos durante o Mundial.

REDE PEQUENA

Apesar do recente interesse das operadoras, a rede Wi-Fi brasileira é considerada pequena se comparada a outros países. Números da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) de dezembro de 2013, citados pela Consultoria Teleco, apontam 158,9 mil hotspots no Brasil.

A Oi responde por quase 96 por cento dos hotspots do país, com 152,5 mil pontos, ainda segundo números da Anatel citados pela Teleco.

A empresa, no entanto, afirma ter encerrado 2013 com 500 mil hotspots -- saindo de 27 mil em 2012 -- e que irá atualizar os dados junto à Anatel neste mês. A empresa não deu previsões para este ano por estar em período de silêncio devido à fusão com a Portugal Telecom.

A Oi foi uma das primeiras a investir no segmento, em 2011, e atingiu a liderança principalmente devido à parceria com a FON, uma comunidade global com 12,3 milhões de usuários que compartilham conexão pela rede sem fio.

A operadora também adotou a estratégia de permitir acesso gratuito, por até 15 minutos, a usuários de outras operadoras. "A Oi está expandindo sua rede de Wi-Fi, implantando novos pontos de conexão gratuitos em bancas de jornais do Rio de Janeiro", disse a operadora em comunicado.

Procurada, a Vivo não informou sua rede de hotspots. Já a TIM Participações disse ter encerrado 2013 com 719 pontos de conexão sem fio, tendo iniciado o ano com apenas 50. "Em 2014, a companhia vai continuar a expansão de forma ainda mais acelerada."

INVESTIMENTOS

Em um cenário em que as operadoras são pressionadas pelos reguladores e pela crescente demanda por dados a investir em suas redes 3G e 4G, o Wi-Fi serve para melhorar o serviço, segundo Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco.

"O Wi-FI por si só não é uma fonte de receita, mas acaba sendo uma maneira de reforçar o 3G", disse. "É uma maneira de melhorar as avaliações de desempenho na Anatel."

Para alguns especialistas, contudo, a melhor forma de massificar o uso da Web móvel no Brasil é por meio de Wi-Fi público e grátis, já que os pacotes de dados ainda são considerados caros por boa parte dos usuários.

Na opinião de Sérgio Amadeu, professor da Universidade Federal do ABC e integrante do Comitê Gestor da Internet, os governos podem financiar redes sem fio nas grandes cidades -- como está sendo feito pela prefeitura de São Paulo, com o projeto Wi-Fi Livre, que tem como meta chegar a 120 pontos de conexão.

"O poder público pode ter interesse de pagar, junto com empresas, em troca de publicidade. Há um caminho a ser pensado", disse Amadeu.

Para Lucas Pinz, gerente sênior de tecnologia da Promon Logicalis, que fornece equipamentos de rede sem fio para as operadoras, o desafio do wireless ainda é a expansão nacional. "Os hotspots ainda estão muito concentrados em Rio e São Paulo, há um potencial enorme de crescimento."

Segundo os dados mais recentes da Anatel, o país encerrou novembro com 88,4 milhões de acessos via 3G, aumento de 4,22 por cento sobre outubro, e 923,3 mil acessos via 4G, aumento de 26,4 por cento em relação ao mês anterior.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Nova faixa para rede 4G deve ser aprovada nesta quinta-feira

A Anatel deve aprovar a destinação da faixa de 700 megahertz, atualmente ocupada pelos canais 52 a 69 da TV aberta

Celular com tecnologia 4G
REUTERS/Arnd Wiegmann
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deve aprovar nesta quinta-feira, 31, a destinação da faixa de 700 megahertz (MHz), atualmente ocupada pelos canais 52 a 69 da TV aberta, para a telefonia e internet de quarta geração (4G). Com isso, o governo poderá leiloar a frequência para as operadoras de telecomunicações até maio de 2014.

Para evitar conflitos com os radiodifusores, o custo da migração dos canais afetados para outros espaços do espectro - nos canais ímpares vazios, a partir do canal 13 ficará a cargo das teles, bem como o custo para combater a interferência do sinal de 4G na transmissão de TV nos locais com maior concentração de usuários.

A ideia é tranquilizar o setor de radiodifusão, preocupado com os custos e problemas que a migração pode trazer nas grandes cidades. Em 4,8 mil municípios, a faixa já está totalmente desocupada.

Nos próximos dias, a Anatel deve abrir consulta pública para calcular os custos da migração e do replanejamento dos canais. O edital da faixa de 700 MHz só será publicado depois que os valores estiverem definidos.

A exemplo do que foi feito no leilão da faixa de 2,5GHz, também destinada para o 4G e realizado em junho de 2012, a Anatel vai oferecer quatro faixas nacionais para a frequência de 700 MHz. Na época, cada uma das quatro grandes operadoras de telefonia celular - Claro, Tim, Vivo e Oi - adquiriu um lote de abrangência nacional.

Embora a união entre a espanhola Telefónica - detentora da Vivo - e a Telco, controladora da Telecom Itália, possa obrigar o grupo a se desfazer da TIM, a avaliação é a de que outros competidores podem se interessar pelos lotes, como a GVT, a Nextel ou ainda um grupo internacional.

Cada um dos quatro lotes nacionais deverá ter 10 MHz + 10 MHz, mas a Anatel estuda oferecer um lote único de 40 MHz + 40 MHz em municípios menores de até 30 mil habitantes. Os lotes são oferecidos em pares para que uma parte sirva para download e outra para upload de dados.

A ideia é possibilitar que provedores regionais adquiram a faixa nessas cidades, antecipando a oferta da internet 4G em locais que não estão entre as prioridades comerciais das grandes teles. Os provedores que comprarem esses lotes poderiam abrir a faixa para as teles que também venham a se interessar pela cobertura.

Quando formatar o edital do leilão do 700 MHz, a Anatel também deve autorizar as teles a utilizar essa faixa para cumprir as metas de cobertura de 4G impostas no leilão de 2,5 GHz.

Ambas as frequências servem para a mesma tecnologia: a de 2,5 GHz, com maior capacidade e menor raio de cobertura, deve ser usada nos grandes centros urbanos, enquanto a de 700 MHz - que necessita de menos antenas - deve ser usada em áreas com menor concentração de usuários.

terça-feira, 2 de julho de 2013

A tentação das redes Wi-Fi abertas e os riscos para seus dados

Ninguém resiste a um Wi-Fi público, especialmente para mandar um email urgente para o escritório. Entenda os riscos e aprenda a evita-los.


Você provavelmente já leu ao menos um artigo alertando para os perigos inerentes ao uso de uma conexão Wi-Fi pública, então sabe que os malfeitores são capazes de interceptar as informações que trafegam por estas redes. É relativamente fácil capturar informações “sensíveis” trafegando na vasta maioria dos hotspots públicos - em locais como cafés, restaurantes, aeroportos e hotéis, entre outros, e obter endereços de e-mail, senhas e ler mensagens não criptografadas, e até se apossar de informações de login em sites populares.
Mas não há forma mais eficiente de entender o perigo do que presenciar uma interceptação em tempo real. Portanto, fui até um café na minha vizinhança disposto a “bisbilhotar” para ver o que conseguiria encontrar. Minha intenção não era “hackear” o computador ou smartphone de ninguém - isso é ilegal. O que fiz é similar a escutar a conversa entre dois radioamadores ou pessoas usando um walkie-talkie na vizinhança. Assim como estes aparelhos, as redes Wi-Fi operam em frequências de rádio públicas que podem ser “sintonizadas” por qualquer um nas proximidades
Ao chegar no café abri meu notebook e comecei a capturar os dados trafegando pela rede Wi-Fi, tecnicamente chamados de “pacotes”, usando uma versão de demonstração gratuita de um software para análise de redes Wi-Fi. Os pacotes surgiam na minha tela em tempo real, muito mais rápido do que eu poderia ler, então parei a captura após alguns minutos pra ver o que havia “caído na rede”.
Primeiro procurei por pacotes contendo código HTML, para ver quais sites os outros usuários do hotspot estavam visitando. Embora eu tenha visto atividade dos outros clientes, não capturei nada muito interessante. Então visitei meu próprio site, www.egeier.com, em meu smartphone. Os pacotes “brutos” com código HTML pareciam “lixo”, mas o analisador de rede foi capaz de reconstruir a informação e exibí-la como uma página web comum. A formatação estava um pouco errada, e algumas imagens estavam faltando, mas ainda assim o resultado continha informação suficiente.
Ao usar meu notebook para me conectar ao meu próprio servidor FTP, consegui capturar os pacotes contendo meu nome de usuário e senha. Detalhes que permitiriam que qualquer malfeitor nas redondezas ganhasse acesso ilimitado aos meus sites.
Os computadores não são os únicos adequados a esse tipo de espionagem. Também rodei um app chamado DroidSheep em um smartphone Android com “root”. Este app pode ser usado para ganhar acesso a contas em serviços web populares como o GMail, LinkedIn, Yahoo e Facebook.
Felizmente há formas de proteger sua atividade online enquanto você está por aí com seu notebook, tablet ou smartphone. Veja algumas para se manter seguro

1) Sempre que fizer login em um site, certifique-se de que a conexão é criptografada. A URL da página de login deve começar com HTTPS em vez de HTTP.

2) Certifique-se de que a conexão continue sendo criptografada durante toda a sessão. Alguns sites, entre eles o Facebook, criptografam o login mas depois lhe redirecionam para uma sessão insegura, deixando-o vulnerável às práticas que já descrevemos.

3) Muitos sites lhe dão a opção de criptografar toda a sessão. No Facebook você pode fazer isso habilitando o item Navegação Segura em Configurações de Segurança. Uma boa forma de garantir estes três primeiros itens é usando uma extensão para o navegador como a HTTPS Everywhere da Electronic Frontier Foundation, que força automaticamente o uso de conexões HTTPS sempre que possível.
4) Ao checar seu e-mail, faça o login usando o navegador e certifique-se de que a conexão é criptografada. Se você usa um cliente de e-mail como o Outlook, verifique as configurações veja se a criptografia está habilitada nas contas POP3, IMAP e SMTP.
5) Nunca use o FTP, ou outros serviços que você sabe que não são criptografados
6) Para criptografar sua navegação web e outras atividades online, use uma VPN (Virtual Private Network - Rede Virtual Privada).