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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Homem controla perna biônica só com o cérebro

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Andrew A. Nelles for The Wall Street Journal

Num avanço que pode, futuramente, melhorar a mobilidade de milhares de pessoas amputadas, cientistas anunciaram que um homem de 32 anos conseguiu controlar os movimentos de uma perna artificial motorizada usando apenas seus pensamentos.

Ajudado por sensores que recebem impulsos dos nervos e músculos que antes levavam os sinais cerebrais para o joelho e o tornozelo, agora amputados, o paciente conseguiu subir e descer escadas e rampas, de uma forma bem parecida com a que fazia com a perna natural, seguindo as instruções vindas do cérebro. Um ponto importante: ele conseguiu flexionar o tornozelo da perna artificial, permitindo-lhe um andar quase normal, algo que não é possível com as próteses atuais.

"É [uma mudança da] água para o vinho" entre a perna biônica experimental e a prótese mecânica que ele usa todos os dias, disse Zac Vawter, engenheiro de software de Yelm, no Estado americano de Washington, que perdeu a perna direita num acidente de moto há quatro anos. "Para subir uma escada com a minha prótese normal, a minha perna boa tem que subir primeiro cada degrau", acrescentou. "Com esta, posso subir e descer colocando um pé depois do outro."

Os pesquisadores disseram que Vawter é a primeira pessoa a conseguir controlar uma prótese desse tipo apenas com seus sinais cerebrais. Os dispositivos atuais mais avançados que incluem joelho e tornozelo exigem apertar um botão de controle remoto, digamos, no início de um lance de escadas para balançar a perna e subir o degrau, disse Levi J. Hargrove, pesquisador do Centro de Medicina Biônica do Instituto de Reabilitação de Chicago.

Para Vawter, disse Hargrove, "é tudo intuitivo. Ele pode subir ou descer uma escada com passos normais".

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Pesquisadores criam orelha biônica com impressora 3D

Órgão artificial de hidrogel tem uma antena embutida nos tecidos. Pode captar tanto sons como sinais de rádio

Orelha biônica

Houve um tempo em que impressoras eram máquinas que só mexiam com tinta e papel. Com o surgimento das impressoras 3D, elas estão se tornando uma importante ferramenta em diversas áreas – entre elas, a medicina. Prova disso é a última criação de pesquisadores da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos: a orelha biônica.


O órgão artificial combina células e nanopartículas de hidrogel impressas em 3D com uma antena embutida nos tecidos que pode captar sinais de rádio. "O resultado foi um órgão plenamente funcional que pode ouvir frequências de rádio milhões de vezes mais altas do que a frequência de áudio captada pelo ouvido humano", disse Michael McAlphine, chefe da pesquisa, ao site Mashable.

Além disso, "orelhas direita e esquerda podem ouvir música em estéreo", garante o resumo do estudo publicado no site Nano Letters. O mais incrível é o fato da orelha biônica ter sido criada com uma impressora 3D que, nos Estados Unidos, pode ser comprada pelo equivalente a  2 mil reais.

A notícia é divulgada na mesma semana em que foi noticiado o implante de uma prótese de traqueia impressa em 3D num bebê com graves problemas respiratórios.

Assista aqui ao vídeo da impressão da orelha biônica: