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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

iWatch, o relógio da Apple, pode ter tela de safira

Depois de investir 700 milhões de dólares numa fábrica de safira sintética, a Apple parece estar planejando usar esse material em seu relógio inteligente iWatch

Yrving Torrealba
A Apple pode usar safira na fabricação da tela do iWatch, o relógio inteligente que a empresa está desenvolvendo. A informação foi divulgada por The Wall Street Journal(WSJ).

No texto, o analista Eric Virey, da firma especializada em materiais Yole Developpement, lembrou que uma tela de safira chega a ser cinco vezes mais cara do que aquelas feitas de Gorilla Glass, material usado pela Apple e por outros fabricantes no revestimento de seus smartphones.

Porém, o tamanho menor da tela de um relógio inteligente fazem com que a opção pela safira se torne mais viável. A Apple investiu, recentemente, 700 milhões de dólares numa fábrica para produzir safira sintética.

Assim, não há dúvida de que a empresa planeja usar esse material em algum produto. "Ninguém, até hoje, investiu tanto dinheiro em safira", afirmou Virey ao WSJ.

Fábrica

Localizada na cidade de Mesa, no Arizona, a fábrica será operada pela fabricante de materiais GT Advanced Technologies. Toda a produção será dedicada à Apple.

Pensada para reproduzir as propriedades do mineral, a safira sintética não se trinca e não se arranha tão facilmente quanto o vidro. Além disso, o material é capaz de resistir a altas temperaturas e à corrosão química.

A safira já vem sendo usada como proteção contra arranhões em relógios caros. A própria Apple aplica o material no revestimento das lentes de câmera de seus smartphones e do sensor biométrico do iPhone 5s.

A possibilidade do iPhone 6 contar com tela de safira já foi discutida pela imprensa especializada. Na internet, circularam fotos de sua suposta tela e rumores de que o gadget estaria perto de começar a ser produzido em massa.

Nos sites de tecnologia, comenta-se que a Apple deve lançar o smartphone em 9 de setembro.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Apple e Google brigam por exclusividade em games, diz WSJ

As empresas estão conversando com desenvolvedores para conseguir apps de jogos primeiro

Divulgação
Google e Apple estão brigando pela atenção de desenvolvedores de games para dispositivos móveis. Segundo o jornal The Wall Street Journal, as duas empresas têm conversado com empresas de jogos importantes para conseguir exclusividade ou preferência no lançamento de novos games.

Em contrapartida, quem aceitar oferecer o título com exclusividade terá posição de destaque nas lojas de apps. Geralmente, a área de games é uma das mais populares em smartphones e tablets e, com frequência, os joguinhos figuram entre os mais vendidos ou baixados.

Segundo a publicação, as empresas estão seguindo a fórmula do mercado tradicional de games, em que a exclusividade de determinado jogo ajuda a vender mais aparelhos. Por isso, as duas querem que seus clientes tenham acesso exclusivo aos jogos.

Até onde se sabe, a Apple já negociou com a Electronic Arts o lançamento do Plants Vs. Zombies 2 primeiro nos seus aparelhos. Só depois de dois meses os usuários de Android teriam acesso ao título.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Celular vira chave de quarto em hotéis dos EUA

Natalie Keyssar for The Wall Street Journal
Os hóspedes que chegam ao hotel Aloft em Nova York ou no Vale do Silício logo poderão fazer algo que hotéis vêm há anos sonhando oferecer: passar direto pela recepção e entrar em seus quartos usando seus smartphones como chave.

A rede de hotéis, que pertence à Starwood Hotels & Resorts Worlwide Inc., planeja proporcionar essa facilidade até março em dois hotéis, um no bairro do Harlem, em Manhattan, e outro na cidade de Cupertino, na Califórnia.

Os hóspedes desses hotéis vão receber uma mensagem num aplicativo da Starwood contendo uma chave virtual que, através da tecnologia bluetooth, abrirá a porta do quarto com um toque ou giro do celular. A empresa afirma que o iPhone 4 ou modelos mais novos e os celulares que rodam a versão 4.3 ou mais recente do sistema Android serão compatíveis com a chave virtual.

Executivos da Starwood esperam que isso seja uma das maiores mudanças tecnológicas no setor hoteleiro desde a introdução das redes gratuitas de internet sem fio. "Acreditamos que se tornará o novo padrão de como as pessoas vão querer entrar num hotel", diz Frits van Paasschen, diretor-presidente da Starwood. "Pode ser uma novidade no começo, mas achamos que vai virar algo básico na administração de um hotel."

Nem todo mundo tem tanta certeza. Tentativas passadas de empregar a tecnologia para agilizar o processo de check-in tiveram resultados conflitantes.

Robert Habeeb, diretor-superintendente da First Hospitality Group, dona de 55 hotéis nos Estados Unidos, diz que retirou os quiosques de check-in de dois de seus hotéis da marca Holiday Inn porque eles quase não eram usados pelos clientes. Ele concluiu que muitos viajantes estão dispostos a sacrificar rapidez pela conveniência de falar com um funcionário e garantir que o quarto tem a vista e a localização que querem, ou tentar obter um melhor. Outros hóspedes podem querer ainda serem cumprimentados ao chegar.

A recepção de um hotel, diz Habeeb, "pode ser uma interação que as pessoas apreciam".

Hotéis nunca foram conhecidos por liderarem inovações tecnológicas. A indústria muitas vezes fica para trás, em parte porque muitos hotéis pertencem a uma empresa e são administrados por outra, complicando investimentos em tecnologia.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Google, Facebook e Amazon investem para controlar infraestrutura da web

Bloomberg News
Gigantes da tecnologia como Google Inc. e Facebook Inc. estão se esforçando para aumentar seu controle sobre a estrutura física da internet no mundo, acirrando a disputa com as companhias de telecomunicações.

Nos últimos 12 meses, as firmas que fornecem grande parte do conteúdo on-line do mundo aumentaram o investimento em infraestrutura de internet. As iniciativas incluem o financiamento da instalação de cabos submarinos ou subterrâneos, acordos de longo prazo para alugar a chamada fibra óptica escura — cabos instalados, mas não utilizados — e a construção de redes próprias.

No processo, elas estão começando a concorrer com empresas de telecomunicações que as consideram clientes. O Google passou anos montando uma rede privada de cabos de fibra óptica e agora controla mais de 160.000 quilômetros de rotas em todo o mundo, diz uma pessoa a par do assunto. É uma malha maior que a rede de quase 65.000 quilômetros que a telefônica Sprint Corp. opera na área continental dos Estados Unidos.

Executivos das empresas de tecnologia dizem que o objetivo é reduzir custos, melhorar o desempenho dos seus serviços de internet e garantir que elas terão espaço suficiente para absorver o crescente tráfego de vídeos, fotos, jogos e outros conteúdos gerados pelos seus serviços.

O Facebook começou em junho a usar redes ociosas de fibras escuras na Europa para ampliar sua rede e conectar seu novo centro de dados em Lulea, na Suécia, a 60 quilômetros do Círculo Ártico. Tanto o Google como o Facebook vêm investindo em novos cabos submarinos nos últimos anos.

A Amazon.com Inc. e a Microsoft Corp. também estão investindo pesadamente em infraestruturas de rede para acomodar seu crescente negócio de computação em nuvem.

É verdade que os projetos estão gerando uma nova onda de investimentos num setor debilitado por mais de dez anos de preços em queda e excesso de capacidade. Mas as empresas de telecomunicações, já perturbadas pela ideia de acabarem reduzidas a meros canais para um tráfego valioso, temem que a tendência atual possa relegá-las a um papel ainda menor, de meros construtores desses canais.

Ainda assim, o setor está sendo forçado a se adaptar já que o dinheiro — e o equilíbrio de poder — está se voltando para as empresas de conteúdo.

"As regras estão mudando", disse Erik Hallberg, que gerencia a rede central de telecomunicações (também chamada de backbone) da telefônica sueca TeliaSonera AB. A empresa é provedora da rede do Facebook na Europa. "Todos nós no mercado precisamos ter a mente mais aberta."

A perspectiva de uma avalanche de tráfego na internet levou empresas como a Global Crossing Ltd. e a Tyco International Ltd. a gastar bilhões de dólares nos anos 90 com a instalação de fibras ópticas nos EUA, causando um excesso de oferta que quebrou algumas delas e deixou muitas outras descapitalizadas.

O tráfego on-line está agora disparando, alimentado pela transmissão de vídeos e smartphones que estenderam o alcance da internet a milhões de novos usuários, muitos deles de baixa renda e em regiões menos conectadas do mundo.

Só a transmissão de vídeos do YouTube devora mais da metade da capacidade da rede mundial do Google, segundo uma pessoa a par da operação. Mas muitas empresas de telecomunicações, ainda curando as feridas deixadas pelo estouro da bolha de internet, veem com cautela novos investimentos em fibra óptica.

As empresas de internet estão respondendo ao investir elas mesmas em redes físicas para garantir que podem suportar esse tráfego e se expandir. Essa disposição deriva em parte da redução dos gastos com nova infraestrutura por empresas de telecomunicação, mas também reflete a segurança que as empresas da web veem em possuir seus próprios ativos.

O Google começou sua incursão ao âmago da internet em 2008, quando se uniu a um grupo de investimento para construir uma rede de cabos de US$ 300 milhões conectando a Califórnia ao Japão.

A empresa americana estendeu seu alcance na Ásia com uma malha de cerca de 9.700 quilômetros que ligou seis países, inclusive Cingapura, e entrou em operação em junho deste ano. O Google já fechou acordos de longo prazo para assumir o controle de rotas privadas de fibra óptica conectando seus principais centros de dados às 12 maiores centrais de internet nos EUA, segundo vários executivos do setor.

O custo da eletricidade também está motivando as firmas de conteúdo a investir em fibra óptica. Em vez de construir centros de dados em áreas onde a eletricidade é cara, a Microsoft procura por lugares de energia barata e usa fibras ópticas para conectar os centros de dados aos usuários.

De fato, os centros de dados antes representavam a maior parte do investimento da Microsoft em infraestrutura, mas agora os seus gastos com operações de redes estão "crescendo e atingindo a mesma ordem" de grandeza, disse Christian Belady, gerente geral de centros de dados da empresa americana. Dinâmica semelhante também está levando a Amazon a investir mais na infraestrutura de internet.

O Facebook, por sua vez, fechou um contrato no ano passado com a TeliaSonera para instalar uma rede de alta capacidade por toda a Europa para acomodar o uso crescente da rede social na região. A empresa também conectou seus terminais de internet a um novo centro de dados na Suécia, onde o clima mais temperado permite à empresa economizar milhões de dólares em energia.

"Se você tem dinheiro suficiente e necessidade de largura de banda [...], chega um ponto em que faz sentido construir" suas próprias redes, diz Michael Murphy, presidente da NEF Inc., uma consultoria americana do setor de telecomunicações.


quinta-feira, 7 de novembro de 2013

As telas dobráveis estão chegando

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LG
A Samsung Electronics Co. e a LG Electronics Inc. lançaram smartphones com telas curvas recentemente, levando a uma pergunta óbvia: por que alguém gostaria de curvas no telefone?

A resposta, na verdade, não parece ter muita importância para as duas gigantes de tecnologia da Coreia do Sul, que veem os telefones de tela curva apenas como um ponto de partida para o verdadeiro prêmio: dispositivos móveis e de vestir, com telas completamente dobráveis, que podem ser usados no pulso ou serem enrolados como uma folha de papel.

Um pedido de patente que a Samsung fez na Coreia do Sul no mês passado mostra um dispositivo móvel parecido com um tablet com uma tela que pode ser dobrada ao meio. A Samsung, que não comenta sobre patentes ou produtos a serem lançados no futuro, também está desenvolvendo um dispositivo para ser usado na cabeça, que pode tocar música e receber chamadas de telefone quando estiver sincronizado a um smartphone, de acordo com outro pedido de patente também registrado em outubro.

Esses dispositivos exigem novos tipos de tela porque não são retangulares e planos como a maioria dos smartphones atuais. Apesar de não estar claro quando esses novos dispositivos chegarão ao mercado, as tentativas de desenvolver aparelhos flexíveis são um reflexo tanto da necessidade de criar uma nova geração de aparelhos que os consumidores considerem indispensáveis quanto de um grande avanço tecnológico. Rivais nos Estados Unidos, como a Microsoft Corp., a Apple Inc. e o Google Inc., também estão trabalhando em dispositivos para vestir e têm testado protótipos com fornecedores na Ásia, segundo pessoas a par do assunto.

Assim como as telas de cristal líquido substituíram tubos de raios catódicos em televisores anos atrás, os fabricantes coreanos estão agora concentrando esforços em telas de diodo orgânico de emissão de luz, que oferecem cores mais vivas e podem ser fabricadas ainda mais finas que telas de cristal líquido, já que não requerem uma luz de fundo.

As fabricantes de telas do Japão e de Taiwan também têm experimentado diferentes tipos de telas flexíveis, mas nenhuma foi capaz de atingir a produção em massa.

Em laboratórios separados, empresas rivais que são afiliadas da Samsung e da LG aproveitaram a estrutura mais simples das telas de diodo para acrescentar um pouco mais de elasticidade à camada inferior das telas de smartphones para evitar que elas rachem na hora de serem curvadas ou dobradas.

Isso foi feito com a substituição do vidro na parte de trás da tela por plástico. Com o plástico, as telas ficam mais leves e flexíveis. Mas elas podem ser mais vulneráveis a riscos e é difícil selá-las completamente e impedir que entre umidade — um obstáculo tecnológico que as empresas ainda estão tentando superar.

"As curvas são um passo preliminar na direção das telas flexíveis", diz Lee Bang-soo, vice-presidente sênior da LG Display Co., que fabrica telas para empresas como a Apple Inc. "A tecnologia por trás disso vai permitir o desenvolvimento de novos produtos que serão […] flexíveis, dobráveis e enroláveis."

Para fabricar uma tela que pode ser dobrada ao meio, a Samsung tem que substituir todos os componentes de vidro da tela por plástico durável — uma técnica que ainda está a anos de distância, de acordo com os engenheiros.

O filme de plástico precisa ser à prova de riscos, altamente resistente ao calor, elástico o suficiente para que possa ser dobrado em ângulos agudos e transparente como o vidro. A produção em massa desses filmes de alta qualidade também é um desafio por causa da complexa estrutura química dos materiais.

Quando a tecnologia estiver madura o suficiente, as possibilidades poderiam ser enormes. Um tablet ou até mesmo uma tela de televisão portátil poderia, por exemplo, ser dobrados várias vezes para caber numa bolsa ou num bolso.

Enquanto esse dia não chega, os fabricantes de hardware podem optar por continuar usando uma combinação de vidro e plástico. Para produzir uma tela dobrável, por exemplo, uma empresa poderia colocar duas folhas de vidro lado a lado e conectá-las com filmes de plástico, disse Kang Chung-seok, executivo da Kolon Industries Inc., uma empresa coreana que desenvolve novos materiais como filmes finos de plásticos para telas de próxima geração.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Facebook está interessado em comprar BlackBerry, diz jornal

The Wall Street Journal informa que executivos da BlackBerry e do Facebook já estão conversando sobre o assunto

Facebook está interessado em comprar BlackBerry, diz jornal
Target HD
Ao que tudo indica, a disputa pela compra da BlackBerry acaba de ganhar mais um integrante: o Facebook. De acordo com o site do The Wall Street Journal, a empresa de Mark Zuckerberg já está em contato com os executivos da companhia de aparelhos móveis para fazer um lance inicial.

Segundo a página do jornal, representantes de ambas as companhias não foram encontrados para comentar sobre o assunto. Entretanto, a reunião pode dar mais força à ideia de que o Facebook tem planos de desenvolver o seu próprio smartphone.

Com a compra da BlackBerry, o Facebook abriria mão de parcerias para ver esse projeto se tornar realidade, além de levar a sua rede social a um número ainda maior de aparelhos.

Vale lembrar que, além do Facebook, há indícios de que empresas como Samsung e Google também tenham interesse na BlackBerry. A ideia, segundo o The Wall Street Journal, é que a venda seja feita até novembro deste ano.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Google inicia produção de relógio inteligente, diz jornal

Google
Reuters
O Google finalizou o desenvolvimento de seu relógio inteligente e entrou em fase de negociação para a produção em massa do dispositivo, segundo informações do jornal The Wall Street Journal. 

O Google estaria negociando com fabricantes asiáticos para dar início a produção de seu relógio inteligente, que rodaria o sistema Android e o assistente Google Now e teria compatibilidade com o Google Glass.

Um relógio inteligente deixaria o Google em uma posição ainda mais consolidada no mercado de tecnologias para vestir. A empresa já tem um lugar de destaque com os óculos Google Glass e um smartwatch se encaixaria nos planos da companhia para o setor. 

O dispositivo também chegaria em um momento onde diversas empresas tentam emplacar suas novidades para este mercado. Recentemente a Samsung lançou seu Galaxy Gear, mas vem enfrentando dificuldades nas vendas do dispositivo. 

Além disso, tradicionais empresas de tecnologia como Microsoft e Apple também podem lançar seu próprio relógio inteligente a partir do ano que vem.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Samsung pode lançar concorrente do Google Glass em 2014

Uma patente registrada na Coreia do Sul revelou que a Samsung teria planos de anunciar o suposto Gear Glass já no ano que vem

Mulher usa Google Glass
Antonio Zugaldia/Flickr
Foi revelada nesta semana uma patente registrada em outubro pela Samsung de um dispositivo muito similar ao Google Glass, os óculos de realidade aumentada do Google. O documento foi divulgado pela primeira vez pelo jornal Korea Real Time, braço coreano do jornal The Wall Street Journal.

A patente mostra um par de óculos em estilo esportivo, apesar de o seu design ser similar ao produto desenvolvido pelo Google. De acordo com o documento, os óculos contam com fones de ouvido integrados.

Assim, segue a empresa, o usuário poderá atender ligações e ouvir música enquanto pratica exercícios físicos, por exemplo. Na pequena tela que ficaria localizada próxima à lente dos óculos, como no Glass, serão exibidas notificações provenientes do smartphone da pessoa. 

Apesar de a notícia da patente ter vindo à tona apenas nesta semana, há quem aposte nesta ideia desde o início do mês. O blogueiro de tecnologia Eldar Murtazin, por exemplo, conhecido por ter um bom acervo de fontes dentro da Samsung, é um deles.

No último dia 7 de outubro, Murtazin divulgou um tuíte no qual dizia que a empresa está desenvolvendo um produto similar ao Google Glass e que pode vir a se chamar Gear Glass. Ainda de acordo com ele, o gadget poderá ser revelado entre abril e maio de 2014.

Se estes rumores se confirmarem, será possível verificar que a Samsung está mesmo de olho na categoria de “computação para vestir”. Estes óculos passarão então a fazer companhia ao recém-lançado Galaxy Gear, relógio inteligente revelado pela empresa há alguns meses.

Óculos de realidade aumentada

Além do Google e dos rumores que cercam a Samsung, é possível que a Microsoft lance um modelo de gadget como este. Nesta semana, vieram à tona boatos de que a empresa já testa óculos de realidade aumentada e que pode lançá-los no ano que vem.

O pioneiro Google Glass começou a ser disponibilizado para um grupo seleto de desenvolvedores no início do ano. Ao que tudo indica, o dispositivo estará pronto para ser comercializado ao público geral também em 2014.

Por que o iPad pode dominar o mundo da computação

Divulgação
Há dois caminhos possíveis para a divisão de tablets da Apple Inc.: o chamado Cenário Maravilhoso e o Cenário Super-Extra-Maravilhoso-Com-Chantilly.

No primeiro, a linha de iPads da Apple continua a ganhar muito mais dinheiro do que os tablets rivais e provavelmente continua a ser a mais vendida da categoria. Mas, com a concorrência cada vez mais acirrada de dispositivos de baixo preço, o iPad pode lentamente entregar seu domínio e acabar escorregando para talvez 25% ou menos do mercado de tablets. Isso não seria desastroso para a Apple. Neste cenário, o iPad estaria no mesmo lugar que seu irmão mais velho, o iPhone, com os ganhos espetaculares de uma participação de mercado regular. Em outras palavras, incrível.

No segundo cenário, o iPad vira a mesa. Como fez a divisão de iPods, os tablets da Apple manteriam uma liderança imbatível de longo prazo tanto em lucros como em participação de mercado. É claro que você vai ver um monte de rivais disputando o segundo lugar, mas esse será um espetáculo à parte. Para a indústria de PCs, este cenário é um pesadelo.

Se você acredita que os tablets estão se tornando o principal aparelho de computação do nosso tempo, tanto em casa como no trabalho, então o domínio de mercado da Apple estabeleceria uma rentabilidade colossal e estável. O iPad tornaria a Apple o equivalente de uma combinação da Microsoft Inc., Intel Inc. e Dell Inc. no negócio de computadores do futuro.

Na terça-feira, a Apple lançou uma série de novos iPads. Qual dos dois caminhos é o mais provável, se considerarmos os novos modelos?

Vou violar tudo que aprendi nas aulas que tive na Pundit University e fazer uma previsão firme: acho que os novos iPads da Apple vão ajudar a levá-la para o segundo cenário, o super-extra-com-chantilly. Com o iPad, a Apple está entrando com força total — e é provável que vença.

Eu sei que você está cético. A participação de mercado do iPad está caindo ultimamente e, no terceiro trimestre, a Apple registrou a primeira queda em vendas comparadas com o mesmo período do ano anterior. No início desta semana, defendi que a divisão da Motorola, do Google Inc., era uma tentativa de longo prazo para acabar com os lucros da Apple com smartphones.

Agora, depois de anos lançando produtos considerados ruins, o Google e outros concorrentes também estão fazendo tablets bons e baratos — então será que o iPad não é tão vulnerável quanto o iPhone?

Mas na coletiva de imprensa da Apple na terça-feira, o diretor-presidente Tim Cook falou sobre dois números que devem dar dor de cabeça aos rivais.

O primeiro número é US$ 299. Esse é o novo preço do iPad mini nos Estados Unidos, US$ 40 a menos do que o mesmo modelo vendido no ano passado e o menor preço já cobrado por um iPad. Assim como na divisão de reprodutores de música, a Apple não pretende vender o produto mais barato do mercado. Mas ao oferecer bastante diversidade de preço na sua linha e adicionar um número suficiente de recursos novos anualmente, ela vai continuar a ampliar sua acessibilidade, enquanto continua a gerar lucro.

Lembre-se que com os aparelhos de música digital essa estratégia funcionou perfeitamente: uma década após seu lançamento, o iPod ainda domina 78% do mercado. Estou apostando que a história se repitirá com os tablets. Quando você considera o software de produtividade gratuito que a Apple está adicionando a todos os iPads, seus preços são baixos o suficiente para dar ao tablet uma vantagem sobre seus rivais mais baratos.

O segundo número de Tim Cook é: 64%. Essa é a parcela de aparelhos da Apple que está usando o iOS 7 — a mudança mais radical de seu sistema operacional móvel desde que o iPhone chegou ao mercado, em 2007 — apenas algumas semanas depois de seu lançamento. A rápida adesão ressalta uma das principais vantagens do iPad: trata-se de uma plataforma unificada, enquanto os outros tablets estão sozinhos.

É verdade que alguns tablets rivais oferecem melhores especificações e preços mais baixos — o Nexus 7, do Google, custa US$ 229 nos EUA, é fino, leve, rápido e tem uma tela fantasticamente nítida —, mas todos sofrem com problema fatal que limita seu apelo. Os rivais da Apple não possuem muitos aplicativos otimizados para tablets. Enquanto isso, o iPad conseguiu atrair mais de 400.000 aplicativos que são projetados para o tamanho de sua tela.

Há uma razão muito simples: quando os programadores desenvolvem aplicativos para o iPad, eles funcionam em todos os modelos, do iPad que custa US$ 299 nos EUA aos que custam mais do que US$ 800.

Os rivais da Apple não podem reivindicar nenhuma semelhança a esse tipo de uniformidade de modelos. O sistema operacional do Android, do Google, é perigosamente fragmentado. Os tablets de fabricantes diferentes e em tamanhos diferentes executam versões diferentes do Android, inclusive a versão completamente reformulada do Kindle Fire, da Amazon.com. Isso aumenta o tempo e o custo para desenvolver aplicativos para o sistema, o que torna o Android um problema para implantações empresariais de grande escala.

Os céticos podem dizer que a fragmentação atinge também os smartphones do Android e, mesmo assim, o sistema operacional do Google conseguiu superar a fatia de mercado do iPhone. Mas os tablets são diferentes. As pessoas encaram os tablets mais como PCs do que como telefones — eles servem para tarefas simples de computação e, por causa disso, são muito mais dependentes de uma grande biblioteca de apps.

Um telefone sem aplicativos ainda é mais ou menos útil. Você ainda pode fazer ligações e enviar mensagens. Mas um tablet sem aplicativos decentes o suficiente? É decididamente um aparelho de segunda linha: você vai perder os jogos mais novos, os aplicativos sociais mais recentes, tudo o que é novidade. Lembre-se que o Twitter Inc. só lançou um aplicativo para tablets Android este mês, mas o aplicativo para o iPad existe há muito tempo.

E aqui está a pegadinha que ilustra todo o problema de participação de mercado do Android: por enquanto, o app do Twitter está disponível apenas em tablets Samsung Electronics Inc. Se você tem o Nexus 7 ou qualquer outro tablet do Android, você terá que lidar com a versão deturpada do aplicativo do Twitter para o smartphone.

A uniformidade do iPad é especialmente importante para sua aplicação no ambiente de negócios. A Apple está posicionando o tablet como substituto para computadores numa variedade de tarefas comerciais — nos balcões de atendimento ao cliente, nas recepções de restaurantes, em bancos, escolas, cabines de avião, praticamente em todos os lugares que alguém precisaria de um computador, mas não quer lidar com um PC. Nessas implementações de grande escala, a plataforma de desenvolvimento única e confiável do iPad é fundamental para a manter baixos os custos de manutenção e desenvolvimento.

Esta vantagem é reforçada por ela mesma: quanto mais as pessoas compram o iPad, mais programadores são atraídos, fortalecendo a plataforma e conquistando mais usuários. Em termos econômicos, essa dinâmica, na qual o aumento de vendas melhora o produto, elevando ainda mais as vendas, é conhecida como efeito de rede.

Você também pode chamá-la de o segredo do sucesso do Windows, que agora está alimentando a hegemonia da Apple pós-PC.

Carl Icahn quer que Apple recompre US$ 150 bilhões em ações

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CNBC
O investidor ativista americano Carl Icahn aumentou seu investimento na Apple Inc. em 22%, para 4,73 milhões de ações, e está intensificando sua campanha para pressionar a empresa a promover uma recompra maciça de ações no valor de US$ 150 bilhões, de acordo com uma carta que ele enviou ao diretor presidente da Apple, Tim Cook.

O investidor bilionário sugeriu que a empresa faça uma oferta de recompra de forma independente e disse que ele próprio não venderia suas ações para tirar proveito da operação. "Nas minhas intenções aqui não há nada no curto prazo", disse.

Icahn possui agora aproximadamente 0,5% da Apple, uma participação avaliada em cerca de US$ 2,5 bilhões com base no preço aproximado de US$ 525, que é o valor que o investidor sugeriu para a oferta de recompra de ações.

Como parte de sua tese, Icahn afirma que três anos depois da recompra, com o benefício do crescimento dos lucros, a ação da Apple poderia atingir US$ 1.250.

Uma pessoa próxima à Apple disse que não havia nenhuma razão óbvia para qualquer acionista vender ações em uma oferta de recompra a US$ 525 cada.

A empresa já lançou um plano para devolver US$ 100 bilhões para os acionistas, incluindo uma recompra de US$ 60 bilhões, ao longo dos próximos três anos, plano que a empresa descreve como o maior de sua história. Referindo-se a esse plano em sua carta, Icahn escreveu que, embora "possa parecer uma grande recompra, ela simplesmente não é grande o suficiente, já que a Apple detém atualmente US$ 147 bilhões em dinheiro em seu balanço".

Icahn revelou em agosto, em uma mensagem no Twitter, que tinha comprado uma participação na Apple e estava conversando com Cook. Os dois jantaram juntos há algumas semanas no apartamento de Icahn, em Nova York, disse Icahn também pelo Twitter.
"Como propusemos durante o jantar, se a empresa decidir tomar emprestado o total de US$ 150 bilhões com uma taxa de juro de 3% ao ano para lançar uma oferta de recompra ao preço de US$ 525 por ação, o resultado seria um aumento imediato de 33% no lucro por ação", escreveu Icahn em sua carta a Tim Cook.

[image]Bill Gross, fundador e diretor-gerente da Pacific Investment Management Co. LLC, ou Pimco, escreveu no Twitter que Icahn deveria "deixar a Apple em paz e passar mais tempo como Bill Gates. Se o Icahn é tão inteligente assim, ele deveria usar [essa inteligência] para ajudar as pessoas e não a si mesmo".

Quando Icahn começou a discutir a recompra, as ações da Apple estavam abaixo de US$ 500 por ação. Ontem, elas fecharam a US$ 531,91, com alta de 1,32%.

Icahn disse ontem, em entrevista ao The Wall Street Journal, que a matemática da operação ainda funcionaria mesmo se a Apple fosse obrigada a recomprar ações a um preço superior a US$ 525, embora os ganhos recentes da empresa na bolsa mostrem que a Apple precisa agir rapidamente.

"Muitos críticos só ficam perguntando: Por que Icahn não deixa nossas empresas em paz?", disse ele. "Para mim, isso é o mesmo que dizer: Por que Teddy Roosevelt não deixou os monopólios em paz quando eles estavam estrangulando a nossa economia?"

Em entrevista à rede de televisão CNBC ontem, Icahn disse que o custo médio do investimento que fez na Apple foi de cerca de US$ 440 por ação, o que o colocaria hoje em posição de obter mais de US$ 400 milhões em lucros com o papel.

Icahn disse também que, se a Apple não seguir o plano que sugeriu, ele iria pelo menos "testar as águas" de uma potencial batalha por "proxy" (ou seja, tentaria obter o apoio de outros acionistas para pressionar a empresa) para derrubar alguns membros do conselho de administração da Apple. O investidor afirmou que ele próprio não integraria o conselho.

Icahn revelou a carta enviada a Cook ontem, quando inaugurou um website para apresentar seus argumentos de governança corporativa. O site sofreu falhas técnicas que dificultaram que os visitantes tivessem acesso à carta na primeira parte do dia.

O site inclui uma ilustração do artista Chad Crowe que compara a estrutura das empresas americanas ao sistema feudal, uma reclamação frequente de Icahn.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Microsoft testa rival para Google Glass, diz WSJ

Fontes ouvidas pela reportagem revelaram que empresa encomendou peças usadas em dispositivos como os óculos de realidade aumentada do Google

Pessoas testam o Google Glass
 Justin Sullivan/Getty Images
A Microsoft está testando um dispositivo similar ao Google Glass. O rumor foi divulgado nesta manhã pelo jornal The Wall Street Journal (WSJ), que alega ter ouvido fontes próximas à empresa. De acordo com a reportagem, a companhia encomendou componentes a fornecedoras asiáticas que seriam compatíveis com os usados nos dispositivos da categoria “computação para vestir”.

O The Verge lembra que, no ano passado, surgiram evidências de que a Microsoft estava trabalhando em um gadget similar para seu console Xbox. O conceito que vazou na época mostrava óculos de realidade aumentada que poderiam se conectar via 4G ou Wi-Fi. Segundo o site, este protótipo era marcado como um produto “para 2014”.

Bom, ainda de acordo com as fontes ouvidas pelo WSJ, a estratégia da gigante tem como objetivo fazer com que ela acompanhe as mudanças do mercado de dispositivos móveis no mesmo passo da concorrência, deixando para trás a imagem de empresa concentrada em software.

Faz bem: quando todos olhavam para este setor com atenção, a Microsoft deixou o bonde passar e lançou seu tablet com atraso, quando suas rivais, como Apple e Samsung, já estavam consolidadas. Até o próprio Ballmer reconheceu em certa ocasião que a empresa deveria ter anunciado o seu dispositivo mais cedo.

Mas, no que diz respeito aos gadgets “para vestir”, o timing da empresa fundada por Bill Gates pode estar de acordo com o esperado. Especialmente quando se considera que esta categoria ainda está se estruturando. Atualmente, um dos seus maiores expoentes é o Google Glass, que nem sequer está à venda para o público geral.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Consoles se rendem aos jogos gratuitos

Antes vistas como facções em guerra na indústria de videogames, que movimenta anualmente US$ 66 bilhões, os defensores do console tradicional e dos jogos gratuitos estão firmando uma aliança surpreendente, cada um tentando atrair novos jogadores do campo adversário.
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Reprodução
Ambos veem oportunidades para superar as diferenças com uma nova geração de máquinas de videogame da Sony e da Microsoft, aguardadas para novembro.

Os jogos gratuitos, especialmente os criados para dispositivos móveis, podem atrair um novo público ocasional para as novas máquinas. Os consoles, por sua vez, oferecem uma nova porta de entrada para um público fiel, com um histórico de altos gastos com videogames.

"É só uma questão de tempo até que os jogos gratuitos alcancem grande popularidade nos consoles", diz David Reid, diretor de marketing da CCP Games, em um e-mail. A CCP, desenvolvedora islandesa de jogos on-line, criou o "Dust 514", gratuito, um subproduto do seu grande sucesso "EVE", para o PlayStation 3 da Sony e está pensando em possibilidades para o PlayStation 4.

A Microsoft ofereceu há um ano seu primeiro jogo gratuito no serviço de download Xbox Live Arcade e tem ampliado as ofertas. A Sony passou a permitir jogos grátis para o PlayStation 3 e busca mais desenvolvedores independentes para o PlayStation 4. A Nintendo Co. tem provado oferecer alguns títulos gratuitos por tempo limitado.

Os fabricantes de consoles estão pondo em risco seu relacionamento de longa data com as criadoras de jogos ao reduzir as barreiras de entrada para os desenvolvedores independentes.

Está ocorrendo uma espécie de polinização cruzada na indústria: os fabricantes de jogos para consoles estão passando a produzir títulos para smartphones e os criadores de jogos para dispositivos móveis e PCs estão fabricando jogos para consoles.

Os jogos gratuitos, que geram receita por meio de compras de itens virtuais ao longo do jogo, como armas e munição, vêm ampliando muito sua popularidade nos dispositivos móveis, à medida que a velocidade de conexão fica mais rápida e o poder de computação dos celulares e tablets acelera. Os consoles rodam jogos com preço médio de US$ 60 (nos Estados Unidos) para títulos recentes e populares.

O número de usuários de jogos gratuitos e em dispositivos móveis está ultrapassando o de tradicionais jogadores de console em 3 para 1 nos EUA, segundo pesquisa da consultoria NPD Group. Embora os jogadores de console ainda gastem mais dinheiro per capta, o grande volume de jogos baixados nos smartphones fez explodir o mercado mundial de jogos grátis. Em 2013, a receita com jogos gratuitos deve crescer 25%, para US$ 31,85 bilhões, e a de consoles e de jogos para consoles é estimada em US$ 26,24 bilhões, de acordo com a firma International Development Group.

A Sony espera incentivar todos os desenvolvedores a criar jogos gratuitos, tornando mais fácil elaborar jogos para o PlayStation 4. A Microsoft não quis dar detalhes sobre seus planos de jogos gratuitos para o Xbox One, mas um porta-voz disse que a empresa está sempre procurando explorar novos modelos de jogos.

O diretor geral da Nintendo, Satoru Iwata, antes acusava os jogos gratuitos de destruir o valor do software para games, mas agora abrandou sua posição. Quem baixar o "Wii Sports Club" no mês que vem pode ganhar 24 horas de acesso gratuito aos jogos disponíveis e depois comprar passes para acesso de um dia na loja virtual da Nintendo. A empresa também lançou seu primeiro jogo grátis no 3DS, "Darumeshi Sports Store".

Os interesses comerciais dos dois lados talvez estejam se alinhando, mas a divisão cultural entre as duas formas de criar os jogos permanece grande. Os games para console costumam envolver produções em escala hollywoodiana, tomando dois anos ou mais de elaboração e investimentos maciços. Em contraste, o sucesso dos jogos móveis depende de lançá-los rapidamente, depois de identificar as preferências dos jogadores.

Yasuhito Baba, produtor sênior da DeNA Co., firma japonesa que desenvolve jogos para celulares e plataformas de jogos, descreveu os problemas ocorridos quando se uniu a um fabricante de jogos para consoles para desenvolver conjuntamente o recém-lançado "Magic & Cannon", um jogo para smartphones.

"Quando você desenvolve jogos para console, deseja alcançar a perfeição", disse Baba. "Um jogo para smartphone não tem importância alguma se você chegar [ao mercado] atrasado."

Com PCs em queda, Lenovo estuda comprar a BlackBerry

Divulgação

A Lenovo Group Ltd. estuda fazer uma oferta pela totalidade da BlackBerry Ltd., a fabricante canadense de smartphones em dificuldades, segundo pessoas a par do assunto, no mais recente sinal do apetite voraz de empresas chinesas por aquisições internacionais.

A fabricante chinesa de computadores pessoais e smartphones assinou um acordo de "confidencialidade" que lhe permite analisar os dados financeiros da BlackBerry, disse uma das pessoas.

Porta-vozes da BlackBerry e da Lenovo, que é a maior fabricante de PCs do mundo, não quiseram comentar.

Se for concretizado, o acordo entre a Lenovo e a BlackBerry estaria entre as maiores e mais notáveis aquisições de uma firma ocidental por uma chinesa e destacaria, mais uma vez, o desejo de empresas da segunda maior economia do mundo de se tornar jogadores de peso no Ocidente, onde podem adquirir conhecimento industrial e mais produtos para vender aos seus consumidores.

No mês passado, a Shuanghui International Holdings Ltd. concluiu a compra do frigorífico americano Smithfield Foods Inc. por US$ 4,7 bilhões, a maior aquisição de uma empresa dos Estados Unidos por uma chinesa.

Mas caso a Lenovo vá adiante com um oferta para comprar a BlackBerry, algo ainda bastante incerto, ela certamente enfrentará análises dos governos do Canadá e EUA. As ofertas pela BlackBerry devem ser apresentadas até 4 de novembro, de acordo com uma pessoa familiarizada com o processo de venda.

A BlackBerry é a fornecedora de 470.000 dos 600.000 smartphones usados pelo Departamento de Defesa dos EUA, de acordo com um porta-voz do Pentágono. Ao todo, mais de 1 milhão de aparelhos BlackBerry eram utilizados por funcionários dos governos federal e estaduais dos EUA até o fim de 2012, segundo a empresa. O presidente Barack Obama já foi visto com um BlackBerry, mas a Casa Branca não confirmou se ele continua usando o aparelho.

Um porta-voz do Comitê de Investimentos Estrangeiros dos EUA, que provavelmente revisará uma compra da BlackBerry pela Lenovo, não quis comentar. Um porta-voz do ministro da Indústria canadense James Moore — responsável pela aprovação de qualquer oferta liderada por uma empresa estrangeira que possa surgir pela BlackBerry —, disse que o governo está ciente que a fabricante de smartphones está explorando uma venda, mas se recusou a comentar sobre o processo ou "especulações" sobre possíveis compradores.

Ao mesmo tempo, a Lenovo é bem conhecida em Washington. Em 2005, ela comprou a divisão de computadores pessoais da International Business Machines Corp., a IBM, por US$ 1,25 bilhão — na época, uma das maiores aquisições já feitas por uma empresa chinesa. Desde então ela já fez vários negócios menores que exigiram aprovação do governo americano. Em junho, a Lenovo abriu uma fábrica no Estado da Carolina do Norte. Mais de um terço de seus doze principais executivos são ocidentais, segundo o site da empresa.

A BlackBerry pode se aventurar a tolerar um pouco de oposição política e um processo de avaliação prolongado para ser recompensada com um preço mais alto, diz Jeff Bialos, advogado e ex-assessor do Departamento de Estado dos EUA. "Se todos os fatores forem iguais, [a BlackBerry ] preferiria ser vendida para uma compradora americana", diz Bialos. "A China seria escolhida pelo valor mais alto."

Em 2012, a Lenovo gastou US$ 110.000 em lobby nos EUA, de acordo com a OpenSecrets.org. Em 2011, foram US$ 480.000. Ambas as somas são relativamente modestas em comparação com outras grandes empresas de tecnologia. A Hewlett -Packard Co., por exemplo, gastou US$ 7,2 milhões em lobby em 2012.

Quanto ao Canadá, atualmente qualquer proposta de uma firma estrangeira para adquirir uma empresa do país superior a 344 milhões de dólares canadenses (US$ 334 milhões) requer uma análise do governo para ver se o negócio vai gerar um "benefício econômico líquido", ou causar algum risco de segurança para o país.

O governo conservador do Canadá rejeitou três propostas de aquisições de ativos do país por empresas estrangeiras desde que assumiu o poder no início de 2006. Mas no ano passado, aprovou um acordo de US$ 15,1 bilhões pelo qual a estatal chinesa Cnooc Ltd. comprou a empresa de exploração de petróleo em areias betuminosas Nexen Inc.

A Lenovo enfrentaria competição pela BlackBerry, que em agosto se colocou oficialmente à venda, depois de anos perdendo mercado para rivais como Apple Inc. e Samsung Electronics Co.

No mês passado, a BlackBerry chegou a um acordo preliminar de aquisição por US$ 4,7 bilhões pela Fairfax Financial Holdings Ltd., seguradora canadense que já é uma das maiores acionistas da empresa. A firma de private equity Cerberus Capital Management LP, que assinou um acordo de confidencialidade, e os fundadores da BlackBerry Mike Lazaridis e Doug Fregin, também consideram ofertas.

Ao contrário de algumas grandes empresas chinesas, a Lenovo, de capital aberto, não é estatal. Um relatório deste ano da firma de pesquisas IDC mostrou que ela se tornou a maior fabricante mundial de PCs no segundo trimestre, superando a Hewlett-Packard, enquanto as vendas no setor como um todo caíram 12% em relação a um ano antes.

Mesmo assim, as vendas de PCs da Lenovo também vêm caindo, e a empresa indicou que está tentando ampliar seus negócios de smartphones para conseguir outra fonte de crescimento.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Apple dá sinais de que falhou na estratégia do iPhone barato

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Bloomberg News
Os esforços da Apple Inc. para ampliar sua base de clientes com uma versão mais barata do iPhone parecem não estar obtendo os resultados esperados.

A gigante da tecnologia reduziu as encomendas do iPhone 5C às empresas asiáticas que contrata para sua fabricação, segundo pessoas a par da situação. Ao mesmo tempo, varejistas e operadoras de telefonia celular vêm divulgando uma demanda morna para o smartphone, o que levou alguns a reduzir os preços.

O fato de que o 5C pode ter ficado aquém das expectativas da Apple pode não ser de todo ruim, especialmente se isso significar que os consumidores estão comprando mais dos 5S, a versão mais avançada e cara do iPhone que foi lançanda junto com o 5C no mês passado e que, nos Estados Unidos, custa US$ 100 a mais. A Apple aumentou as encomendas do iPhone 5S para o atual trimestre, disseram dois executivos da fabricante taiwanesa Hon Hai Precision Industry Co.

Mas pode ser um sinal de que a Apple calculou mal sua estratégia para introduzir pela primeira vez dois novos modelos de telefones simultaneamente.

A Apple não retornou pedidos de comentários.

Gervais Pellissier, diretor-presidente da telefônica francesa Orange SA, diz que o 5C não está vendendo tão bem como esperado porque é muito caro, e o iPhone 4S, mais antigo, continua sendo uma opção atraente e mais barata. Pellissier diz que o 5C está vendendo "muito menos" do que o modelo 5S.

Da mesma forma, funcionários de várias lojas da rede varejista de eletrônicos Best Buy Co. em todo o leste dos EUA informaram que estão com grandes estoques do 5C, porém muito menos unidades do 5S. Um funcionário avaliou que o 5S está superando seu irmão mais barato em vendas numa base de três para um.

A Apple colocou seus novos celulares à venda em 18 de setembro, em meio a desafios cada vez maiores nos dois extremos do mercado, o sofisticado e o básico, apresentados por competidores fortes como a sul-coreana Samsung Electronics Co. Na faixa sofisticada, a Samsung apresentou no mês passado o Galaxy Note 3, um smartphone de tela grande à venda nos EUA por US$ 700 ou mais. Na faixa mais popular, a Samsung oferece smartphones na China por menos de US$ 100.

Os investidores vinham pressionando a Apple para reagir à concorrência oferecendo um smartphone mais barato para atrair novos compradores, especialmente na China e em outros mercados emergentes de rápido crescimento. Alguns analistas julgaram que a Apple poderia oferecer um aparelho com preço de varejo em torno de US$ 350.

Mas a Apple escolheu um caminho diferente. O 5C é basicamente o iPhone 5, lançado no ano passado, com a diferença que vem em cinco cores diferentes. Ele é vendido nos EUA por US$ 549, mas pode ser adquirido por US$ 99 com um contrato de dois anos com uma operadora.

Quando os dois modelos foram postos à venda, a atenção dos consumidores se focou principalmente no iPhone 5S, que oferecia uma câmera melhor, uma nova tecnologia de sensor de movimentos e um sensor de impressão digital. A demanda pelo modelo dourado foi especialmente alta no início, levando a Apple a aumentar as encomendas.

Hoje as lojas on-line da Apple nos EUA e na China prometem entregar o iPhone 5C no prazo de 24 horas. Mas as encomendas do iPhone 5S demoram de duas a três semanas.

Este mês, a Apple informou às suas duas fabricantes terceirizadas de Taiwan, Pegatron Corp. e Hon Hai, que iria reduzir as encomendas do iPhone 5C para o atual trimestre, disseram as pessoas a par da situação.

A Pegatron, que monta dois terços dos iPhones 5C, segundo analistas, recebeu a informação de que as encomendas seriam cortadas em menos de 20%, disse uma pessoa a par do assunto. Para a Hon Hai, o corte seria de uns 30%, segundo duas pessoas a par do assunto. Um executivo da Hon Hai, que também é conhecida como Foxconn, disse que parou de contratar mais operários devido à redução da encomenda. No mês passado, um executivo havia dito que a Hon Hai iria reforçar a equipe, antecipando fortes encomendas para o iPhone 5C.

Um fornecedor de componentes foi avisado que as encomendas para peças do iPhone 5C seriam cortadas em 50%, disse uma pessoa a par do assunto.

A redução nas encomendas pode indicar uma demanda fraca, ou então que a Apple queria garantir um estoque adequado do 5C, para que os potenciais compradores, que provavelmente estariam migrando de aparelhos rivais, não precisassem sair de uma loja da Apple de mãos vazias. Como isso poderia se agravar com a opção de várias cores, os varejistas tinham grandes estoques de cada uma.

Ainda assim, os sinais de demanda fraca estão em todo o mundo. A China Telecom decidiu baixar o preço do iPhone 5C de 16 gigabytes em 700 yuans (US$ 115) para 3.788 yuans. O Wal-Mart Stores Inc. também passou a oferecer o 5C por US US$ 79 com um contrato de dois anos, um desconto de US$ 20.

"Naturalmente, não está claro o que é o 'sucesso', mas é claro que uma redução de preços por parte de varejistas não é um sucesso, especialmente para a Apple, e especialmente tão depressa", disse Rajeev Chand, diretor-gerente do banco de investimentos Rutberg & Co.