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terça-feira, 18 de novembro de 2014

Valor de mercado da Apple pode atingir US$1 trilhão, dizem investidores


A valorização das ações da Apple pode levar a maior empresa listada em bolsa a um valor de mercado de até 1 trilhão de dólares, disseram alguns dos maiores investidores dos Estados Unidos nesta segunda-feira.

"É um papel de retorno de dois dígitos", disse Steve Einhorn, alto executivo do fundo de hedge de 10 bilhões de dólares Omega Advisors.

"Nós temos (ações da Apple) e gostamos delas", disse ele durante o Reuters Global Investment Outlook Summit, em Nova York. A companhia poderá atingir a marca do trilhão de dólares "eventualmente", afirmou Einhorn.

As ações da Apple acumulam alta de cerca de 42 por cento neste ano, ajudadas por fortes vendas do celular iPhone. Atualmente, a companhia tem valor de mercado de cerca de 670 bilhões de dólares, segundo dados da Thomson Reuters.

No mês passado, a Apple voltou a ser pressionada pelo investidor bilionário Carl Icahn para recomprar mais ações já que acumula um caixa de 133 bilhões de dólares.

Em junho, a Apple fez um desdobramento de suas ações na proporção de sete para uma e aumentou a autorização para recompra de papéis de 60 bilhões de dólares, anunciados mais cedo este ano, para 90 bilhões de dólares.

O valor de mercado da Apple pode chegar a 1 trilhão de dólares no próximo ano, disse Michael Corcelli, diretor da Alexander Alternative Capital. "Agora a Apple é a que mais obviamente vai subir", disse Corcelli.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Apple e IBM fecham parceria para alavancar iOS nas empresas

Divulgação
Apple e IBM querem dominar os escritórios. As empresas anunciaram nesta terça-feira, 15 uma parceria para entrar com os dois pés no mercado corporativo unindo esforços para levar o iOS para o ambiente de trabalho.

Cada uma oferecerá uma parte da experiência: a Apple deve entrar com “a experiência elegante de usuário do iPhone e do iPad”, enquanto a IBM contribui com suas ferramentas de big data e análise de dados. A aliança poderá transformar a Apple, sempre focada no consumidor final, em uma pedra no sapato da Microsoft, que sempre foi dominante no ambiente corporativo, com o Windows e ferramentas como o Office, serviços em nuvem e servidores.

Assim a IBM deverá vender dispositivos iOS para clientes, já com softwares corporativos criados em colaboração com a Apple. Alguns aplicativos deverão ser disponibilizados no quarto trimestre deste ano, mas outros só serão lançados em 2015. Estes apps, usando a infraestrutura de nuvem da IBM coexistindo com o iCloud, deverão ser específicos por indústrias, divididos por varejo, saúde, bancos, viagens, telecomunicações e seguros, por exemplo.

A Apple também anunciou nos planos para um novo “AppleCare for Enterprise”, plano que estende o serviço de atendimento da Apple para empresas. Com isso, haverá suporte 24 horas e por 7 dias da semana para usuários e departamentos de TI.

Tim Cook explica a necessidade de uma parceria com a IBM para alavancar a Apple no ambiente de trabalho. “Somos bons em criar experiências simples e criar dispositivos. O tipo de especialidade na indústria necessária para transformar o mercado corporativo não está no nosso DNA, mas está no da IBM”, afirma em entrevista ao Re/code.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Empresa promete relógio inteligente modular no estilo do projeto Ara

Reprodução
Uma startup de Londres decidiu aplicar aos relógios inteligentes o conceito do projeto Ara, do Google, com seus celulares modulares. A equipe responsável pelo projeto Blocks fez um evento mostrando o protótipo, ainda bastante rústico, mas funcional, do relógio utilizando o sistema Android Wear, provavelmente.

A expectativa é permitir que qualquer um possa criar sua própria configuração do relógio para se encaixar às suas necessidades e preferências. Isso incluiria, por exemplo, uma tela de e-ink (como no Kindle), para quem quer economizar bateria. Quem procura mais funcionalidades poderia usar blocos que melhorem a interação com o aparelho, como microfones, sensores de movimento para controle e câmera. Isso poderia ser mudado sem precisar ficar trocando de aparelho sempre que algum recurso novo surgir.

O conceito aplicado a um relógio de pulso começou a ser trabalhado desde 2013 e a ideia é manter a plataforma para que qualquer fabricante possa criar seus próprios módulos. A empresa começará a lançar seu kit de desenvolvimento para que os outros comecem a trabalhar neste sentido.

Engadget
Por enquanto, no entanto, há uma barreira que já está sendo trabalhada pela equipe do Blocks que é a estética e ergonomia. O protótipo acima, fotografado pelo Engadget, mostra que eles ainda estão longe de alcançar o ponto em que as pessoas se sintam confortáveis em usar os aparelhos neste pulso, tanto em relação a beleza quanto ao conforto. Além disso, outro ponto de foco no momento é a criação dos circuitos impressos.

Apesar de as imagens conceituais mostrarem os Blocks finalizados executando o Android Wear, do Google, ainda não se tem certeza de como será o software do relógio inteligente, embora o sistema seja a principal aposta. “Consideramos o Android o Wear por causa da bela interface e o fato de ser aberto encaixar com a nossa visão. A questão é se conseguimos aplicar a ideia da modularidade ao Android Wear”, diz Alireza Tahmasebzadeh, cofundador do Blocks à Wired.


segunda-feira, 19 de maio de 2014

Microsoft dá indícios de que abandonará de vez marca Nokia

Quando adquiriu a Nokia, a Microsoft comprou o nome Lumia, usado na maioria de seus dispositivos móveis, mas não a marca "Nokia"

Divulgação
A Microsoft deu mais indícios de que pretende abandonar a marca Nokia após comprar a companhia em setembro do ano passado. No fim da semana passada, a Nokia apresentou em São Paulo sua nova linha de aparelhos Lumia para o mercado da América Latina. O nome do evento? "Lumia And More", nada de Nokia.

Quando a criadora do Windows se refere à marca é somente como "nova divisão da Microsoft”.

No final do mês de abril, um documento divulgado pelo site NokiaPowerUser indicava que a marca Nokia seria deixada de lado e passaria a se chamar "Microsoft Mobile".

"Este é o primeiro evento da Microsoft e da Nokia como uma única empresa na América Latina". Esta frase foi repetida algumas vezes durante o lançamento do Lumia 630 pelo vice-presidente sênior da nova divisão da Microsoft, Anderson Teixeira.

Quando adquiriu a Nokia, a Microsoft comprou o nome Lumia, usado na maioria de seus dispositivos móveis, mas não a marca "Nokia", que foi licenciada por dez anos. "Não sabemos o que acontecerá com o nome depois deste período", afirmou Teixeira.

Outro ponto importante ressaltado na apresentação foi que as empresas irão cooperar entre si para oferecer a melhor experiência de uso nos dispositivos móveis. "O objetivo é trazer tudo de melhor e todos os recursos da Microsoft para criar um ecossistema com todas as capacidades da companhia. A meta é inovar." Com isso, a Microsoft quer triplicar a participação de mercado do sistema Windows Phone até 2018.

A empresa informou também que procura diferentes alternativas para decidir qual será a marca do futuro.

No entanto, fato é que o fim da Nokia enquanto um forte nome na indústria de telefonia móvel está previsto desde o anúncio da venda para a Microsoft, no ano passado. A marca será usada pelas remanescentes divisões da empresa — para quem não sabe, a companhia ainda mantém negócios que não foram vendidos junto com a divisão de dispositivos móveis.

A empresa ainda detém 10 mil patentes e deve manter o foco no serviço de mapas Here, na sua unidade de infraestrutura de redes e serviços, a NSN, e em seu novo setor de Tecnologias Avançadas, que tem foco em inovação em "tópicos estrategicamente importantes". Além disso, vale lembrar que a Nokia criou recentemente um fundo de investimento de 100 milhões de dólares para investir em startups de tecnologia com soluções para a criação de carros inteligentes.

Nokia X - Apesar do futuro parcialmente incerto do nome da divisão móvel da Microsoft, a empresa confirmou que trará ao Brasil os smartphones de relativo baixo custo Nokia X, que rodam uma versão modificada do sistema Android, do Google. No entanto, ainda não há preços anunciados nem uma data oficial para o lançamento, apenas um vago "em breve".

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Apple tenta comprar empresa de áudio Beats por US$ 3,2 bilhões

Reprodução
A Apple está próxima de concluir a maior aquisição de sua história. Segundo o Financial Times, a empresa está perto de fechar a compra da Beats Electronics, responsável pelos famosos fones de ouvido que carregam o nome da marca, e que agora possui um serviço de streaming de música.

A compra da empresa fundada por Jimmy Iovine e o astro do rap Dr. Dre pode ser anunciada na semana que vem, de acordo com a reportagem. Fontes familiarizadas com a negociação afirmam que o negócio está próximo da conclusão, mas ainda não está definido. Alguns detalhes ainda podem desmanchar toda a transação.

Quem acompanha a Apple sabe que é estranha uma aquisição deste porte. Desde a época de Steve Jobs, a companhia sempre se manteve discreta, evitando comprar empresas de renome como a Beats, que também representam um gasto muito alto. Essa seria uma cisão entre o modelo Jobs e o estilo Tim Cook de dirigir a maçã.

Segundo a publicação, o acordo inclui o serviço de streaming de músicas lançado neste ano e os negócios de equipamento para áudio. Assim, a marca Beats passaria a pertencer à Apple.

No ano passado, em setembro, a Beats recebeu um investimento de US$ 500 milhões do Carlyle Group, que avaliou a empresa em US$ 1 bilhão. Caso a quantia se confirme, significaria que seu valor foi triplicado em menos de um ano.

Matéria publicada em http://olhardigital.uol.com.br/pro/noticia/41897/41897

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Facebook completa 10 anos; veja trajetória da empresa

Brasil atingiu um total de 76 milhões de usuários ativos mensais em 2013
Reprodução
Nesta terça-feira (4), o Facebook, uma das maiores redes sociais do mundo, comemora 10 anos de existência. 

Fundado em 2004 por Mark Zuckerberg, Eduardo Saverin, Dustin Moskovitz e Chris Hughes, o site, que antes se chamava “The Facebook”, era destinado, inicialmente, aos estudantes da Universidade de Harvard.

Poucos meses depois do lançamento, a rede social foi expandida às universidades de Stanford, Columbia e Yale. No final do ano letivo, Zuckerberg  e Moskovitz se mudaram para Palo Alto, na Califórnia, onde se juntaram a Adam D'Angelo, Sean Parker e Andrew McCollum para se dedicarem ao desenvolvimento do Facebook.

Pouco tempo depois os proprietários do site HarvardConnection, Divya Narendra, Cameron Winklevoss e Tyler Winklevoss, posteriormente chamado ConnectU, entraram com uma ação judicial contra o Facebook alegando que Zuckerberg teria utilizado ilegalmente informações pertencentes ao HarvardConnection. No entanto, a ação não procedeu e o Facebook ainda recebeu US$ 500 mil do investidor anjo e co-fundador do PayPal, Peter Thiel. No final de 2004, o site já contava com uma base de mais de 1 milhão de usuários.

No ano seguinte, o Facebook recebeu mais investimentos e comprou o domínio “facebook.com” da AboutFace por US$ 200 mil. A rede social foi repaginada e expandida para mais de 2 mil colégios e 25 mil universidades no Canadá, Reino Unido, México, Porto Rico, Ilhas Virgens Americanas, Austrália, Nova Zelândia e Irlanda.

Em 2006, o site atingiu o valor estimado de US$ 2 bilhões, novos recursos foram adicionados à plataforma e se expandiu para a Índia, Alemanha e Israel. Em setembro desde mesmo ano, Facebook deixou de ser exclusivo do mundo acadêmico e foi aberto o cadastro para todo o público.

Na metade de 2007, a rede social anunciou um plano para adicionar classificados grátis em seu website, que hoje é a fonte de renda do Facebook. Meses depois, a Microsoft comprou 1,6% da companhia por US$ 240 milhões. No ano seguinte, em uma tentativa de eliminar concorrentes, Zuckerberg fez uma oferta milionária para comprar o Twitter, que foi rejeitada pelos fundadores do microblog.

No início de 2012, o Facebook se tornou a maior rede social no Brasil e na America Latina, ultrapassando o Orkut, Tumblr, Twitter. Segundo dados da ComScore, a rede atraiu 36,1 milhões de visitantes durante o mês de dezembro de 2011, superando os 34,4 milhões registrados pela rede social do Google.

Além disso, esse foi um ano importante para o Facebook, pois suas ações foram lançadas na bolsa da Nasdaq, onde registrou 421,2 milhões em ações vendidas, e devido à grande procura, aumentou o valor de uma ação de US$ 34 para US$ 38, atingindo o máximo esperado. Em outubro, Zuckerberg informou que havia já mais de 1 bilhão de usuários ativos no Facebook.

No Brasil

Em setembro do ano passado, a empresa divulgou dados que colocavam o Brasil como o principal mercado latino-americano, com 76 milhões de usuários ativos mensais. Vale lembrar que o País é o terceiro com maior número de usuários, perdendo somente para os Estados Unidos e a Índia, com 179 milhões e 82 milhões de usuários ativos mensais respectivamente.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

O que sua empresa pode aprender com o uso dos games

Getty Images
No ano passado, a NET resolveu ajudar toda a sua equipe a compreender como funciona cada processo de suas operações de um jeito inusitado. Por meio de um game, cada funcionário foi convidado a se tornar o gerente de várias áreas da empresa, como vendas, atendimento, instalação e comercial.

Funcionava da seguinte forma: quem se candidatasse a entrar na brincadeira, recebia um desafio real de determinado setor e precisava solucioná-lo para passar para a próxima fase. Para cada problema, havia uma gama de respostas, e o jogador precisava a escolher a que melhor se encaixava. As questões eram lançadas semanalmente e o tempo de resposta variava de um a três dias. 

A estratégia usada pela NET faz parte de um fenômeno chamado gamificação, que nada mais é do que "usar a mecânica e o pensamento dos jogos em contextos que não são de games para engajar pessoas e resolver problemas", na definição de Gabe Zichermann, autor do livro "The Gamification Revolution: How Leaders Leverage Game Mechanics to Crush Competition" (em português, algo como "A revolução da gamificação: como líderes usam a alavanca da mecânica de games para esmagar a concorrência). 

Pelo menos na companhia de TV por assinatura, a iniciativa funcionou. Das 16 mil pessoas que integram o time da NET, 6 mil completaram todas as etapas do jogo. "Foi um programa de comunicação muito positivo. Conseguimos passar um conteúdo que às vezes é muito técnico de uma forma lúdica e que gerou aprendizagem, com uma linguagem jovem, próxima à do nosso público", conta Daniely Gomiero, gerente de responsabilidade social e comunicação da empresa. 

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Empresa cria serviço para comprar avaliações no Lulu

Serviço lançado por brasileiros promete contra-atacar o polêmico app Lulu oferecendo aos homens a chance de comprar avaliações para o seu perfil

Reprodução
Serviço lançado por brasileiros promete contra-atacar o polêmico app Lulu com uma estratégia inusitada: oferecer aos homens a chance de comprar avaliações para o seu perfil. Colocado no ar na noite de quarta-feira (27), o site LuluFake oferece pacotes a partir de R$9,90 aos interessados em parecer um bom partido, pegador, ou até fiel. “Vamos jogar o jogo delas e transformar o Lulu na maior ferramenta de marketing pessoal dos homens”, diz Nicolas Moreira, um dos fundadores da empresa.

Lançado na semana passada no Brasil, o aplicativo Lulu já teve mais de 5 milhões de visualizações. Ele permite que mulheres avaliem homens — basta se cadastrar com um perfil no Facebook e selecionar o rapaz a ser avaliado. Perguntas de múltipla escolha em forma de teste (como “o senso de humor dele é...” e “depois do sexo ele...”) determinam a nota geral do sujeito, mas as usuárias também podem incluir hashtags prontas na avaliação. #SempreCheiroso; #Bebezão e #TrêsPernas são alguns dos exemplos disponíveis.

“Muitos homens estavam se sentindo ofendidos e retirando seus perfis do Lulu”, diz Moreira, 24 anos, estudantes de administração da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), em São Paulo. Um deles até mesmo processou o app. Já alguns decidiram “pagar na mesma moeda” anunciando um aplicativo para homens avaliarem mulheres por seu desempenho sexual. “Mas achamos que a versão feminina simplesmente viraria uma forma de denegrir a imagem das mulheres. Eu não gostaria de um espaço onde um cara pudesse falar baixarias da minha irmã, por exemplo”, diz Moreira.

O LuluFake foi criado em parceria com Flavio Estevam, um dos fundadores do NamoroFake, site que vende namoradas virtuais para o Facebook. A página possui mais de sete mil meninas reais cadastradas, interessadas em ganhar dinheiro se passando por namorada, ex-namorada ou ficante de um estranho por alguns dias. No LuluFake, elas poderão ser contratadas para fazer boas avaliações.

Os usuários interessados preenchem um pequeno questionário dizendo se são solteiros ou comprometidos e escolhem a imagem que querem passar. Os solteiros têm opções como garanhão, romântico, estrela pornô e bom partido. Os comprometidos têm opções similares, porém todas acrescidas do adjetivo “fiel” (por exemplo, fiel+romântico). O próximo passo é escolher um dos três pacotes disponíveis: Pegador, que inclui apenas uma boa avaliação; Comedor, com 5 avaliações, e Kid bengala, com 15.

Ao desembolsar valores que variam de R$9,90 a R$49,90, os homens têm a certeza de receber hashtags como #SabeDasCoisas; #BemCriado e #MãosMágicas. Tudo em menos de 24 horas. "Estamos usando o bom-humor para anular os possíveis efeitos negativos do Lulu na reputação dos homens”, diz Moreira. “Acho que, se eles forem inteligentes, não irão deletar seus perfis”.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Bill Gates se emociona ao falar sobre o futuro da Microsoft

Gates não deu muitos detalhes sobre as buscas pelo novo CEO que irá substituir Steve Ballmer, mas afirmou participar do processo de seleção
Stefan Postles/Getty Images
Durante a divulgação do balanço anual da Microsoft, Bill Gates se emocionou ao falar sobre a busca da empresa por um novo CEO.

Gates não deu muitos detalhes sobre as buscas pelo novo CEO que irá substituir Steve Ballmer, mas afirmou participar do processo de seleção, dizendo que a empresa está entrevistando candidatos internos e externos.

“Ao longo de nossos 38 anos de história tivemos apenas dois CEOs, o que é bastante incomum. É um cargo complexo para ser preenchido e estamos comprometidos com esta busca”, disse Gates.

Gates se emocionou ao agradecer os 13 anos de Ballmer como CEO da Microsoft e pelo privilégio de também ter tido a oportunidade de liderar um talentoso grupo de funcionários.

“Nós temos um compromisso para assegurar que o próximo CEO seja a pessoa certa na hora certa para esta empresa que [Ballmer e eu] tanto amamos”, disse Gates, visivelmente emocionado.

“Nós compartilhamos um compromisso de que a Microsoft sucederá como uma companhia que faz do mundo um lugar melhor”.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Dispositivos dobráveis são promessas para o 2015 da Samsung

Por Eric Colombo

As telas dobráveis poderão aparecer  em  smartphones, tablets, relógios inteligentes e também em outros dispositivos para vestir.

Reprodução
Ao divulgar os seus números financeiros, a Samsung aproveitou para anunciar, que irá lançar em 2015, dispositivos com a tela dobrável.

A tecnologia já vem sendo usada em aparelhos, como por exemplo no Galaxy Round, da própria Samsung, e poderá ser aplicada em smartphones, tablets, relógios inteligentes e outros dispositivos para vestir 

A  Samsung diz que seus investimento para esse tipo de tecnologia, se iniciarão entre o próximo ano e 2015, onde o foco da empresa será dispositivos de telas curvas e dobráveis.

Abaixo você pode ver um vídeo promocional, no qual a Samsung divulga o conceito de telas dobráveis.


Fonte: INFO

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Empresa afirma que precisão de toque nas telas de iPhones 5s e 5c é pior que a do GALAXY S III

Um recente estudo da empresa OptoFidelity para verificar a precisão de telas sensíveis ao toque está dando o que falar — pudera, basta juntar as palavras “Apple” e “falha” no título de qualquer artigo para que a coisa ganhe uma proporção enorme. Neste caso, o título em questão foi “Testes TPPT da OptoFidelity mostram falhas significativas na precisão de toques em iPhones”.

Resumidamente, eles testaram a precisão do toque da tela de um iPhone 5s, um iPhone 5c e um Samsung GALAXY S III. O teste foi realizado por dedos artificiais (mecânicos) de robôs, os quais fizeram centenas de toques/gestos nas telas. Depois, as localizações desses toques são comparadas com os locais exatos onde os registros dos toques foram feitos. Se o toque foi registrado em até 1mm do local exato que o dedo mecânico encostou, ele é mostrado no mapa como um ponto verde — caso contrário, o ponto é vermelho.

O resultado, você pode conferir abaixo:


Sim, de acordo com eles a precisão dos toques nas telas dos iPhones 5s e 5c é muito pior do que na do GALAXY S III, que se saiu muito bem no teste e perdeu precisão apenas nas margens da tela. Para os mais curiosos, o estudo completo pode ser lido neste PDF.

Só que algumas pessoas estão questionando a metodologia do estudo que, consequentemente, influencia o resultado obtido pela OptoFidelity. Uma dessas pessoas é Nick Arnott, do Neglected Potential.

Como ele bem observou, a área verde do resultado do iPhone mostra exatamente aquela região imaginária que é alcançada facilmente pelo dedão, independentemente da mão com a qual você esteja segurando (apesar de ele ter usado como exemplo a direita). Faça o teste você mesmo: pegue o seu aparelho e veja como o dedão cobre toda essa área, já que você não precisa esticá-lo para encostar nesse pedaço da tela — bem diferente de tentar tocar no canto esquerdo/direto superior, por exemplo.

Essa imagem mostra exatamente o ponto no qual Arnott quer chegar, vejam só:


Nela, podemos ver os resultados do teste de precisão de toques sobrepostos no teclado do iOS. No centro, sobre as teclas T e Y, por exemplo, os círculos negros que representam o toque do dedo mecânico mostram pontos verdes quase que centralizados em seu interior, indicando que o iPhone registrou os toques muito próximo de onde eles realmente aconteceram.

Mas se a gente for um pouco para a esquerda ou para a direita, a imprecisão começa. Repare que os pontos começam a mudar numa mesma direção. Nas letras E e W, por exemplo, vemos os pontos verdes se movendo para o lado esquerdo do círculo preto, local exato do toque do dedo mecânico. Já na área próxima à letra Q, o iPhone começa a registrar os toques 1, ou mais para a esquerda de onde o toque real do dedo mecânico aconteceu. A mesmíssima coisa acontece para o outro lado, invertendo, é claro, a direção dos toques/imprecisões.

A conclusão do teste indica que isso é uma falha na precisão da respectiva parte da tela sensível ao toque, mas será que isso é uma falha ou um recurso?

Para Arnott — na verdade para qualquer pessoa —, existe um padrão nessas imprecisões: quanto mais você se afasta da área facilmente coberta pelo dedão, maior é a imprecisão do toque. O pulo do gato aqui é justamente esse, pois essa imprecisão acaba facilitando as coisas para o usuário, tornando o local exato que o dedão quer encostar mais próximo da área facilmente acessada por ele. Reparem que o ponto exato do dedão que entra em contado com a tela vai mudando de acordo com o quanto ele está esticado. De novo, faça um teste (este mais extremo) e tente encostar no ícone da bateria do iPhone, lá em cima. Dá para perceber que a parte do dedão que encosta na tela é diferente da que encosta quando você quer tocar no meio da tela, por exemplo.

A percepção que temos da tela também varia, afinal, não vemos o aparelho num ângulo reto (90º) a todo momento. Resumindo a ideia de Arnott, o teste da OptoFidelity é totalmente robótico/automático e não leva em consideração variações mais do que normais do uso de um aparelho desses por um humano.

Os robôs viram os alvos de seus toques na tela num ângulo perpendicular. Eles também estão tocando na tela num ângulo perpendicular, todas as vezes. Geralmente, essa não é a forma como pessoas interagem com seus telefones.

O que o teste *não* mostra é a precisão de toques de usuários baseados no local aonde essas pessoas querem tocar. A aposta de Arnott é exatamente essa: apensar de não ter como comprovar, ele acredita que a Apple baseia seus estudos e testes justamente nesse tipo de comportamento, tentando entender aonde o usuário quer encostar baseando-se na maneira como pessoas reais seguram um iPhone, algo totalmente diferente do que a OptoFidelity avaliou.

Para os céticos de plantão, não custa lembrar de um comercial veiculado pela Apple na época do lançamento do iPhone 5. Confira:


Se a empresa chegou a criar um comercial para destacar o tamanho de tela que eles consideram perfeito e como, com apenas um dedo, a gente consegue ter acesso a praticamente toda a tela do aparelho, eu coloco a minha mão no fogo e estou com Arnott: a Apple leva tudo isso (utilização real do produto) em consideração na hora de calibrar a precisão dos toques na tela do aparelho.

Para terminar, a OptoFidelity — que comercializa soluções de testes automatizados, é bom deixar claro — também realizou estudos parecidos com aqueles da Agawi que já destacamos aqui no site. Nele, uma câmera mede o tempo de resposta de um app, ou seja, a latência entre o tempo que um usuário (nesse caso, dedos mecânicos) toca na tela do dispositivo e a resposta no display do aparelho.



Facebook está interessado em comprar BlackBerry, diz jornal

The Wall Street Journal informa que executivos da BlackBerry e do Facebook já estão conversando sobre o assunto

Facebook está interessado em comprar BlackBerry, diz jornal
Target HD
Ao que tudo indica, a disputa pela compra da BlackBerry acaba de ganhar mais um integrante: o Facebook. De acordo com o site do The Wall Street Journal, a empresa de Mark Zuckerberg já está em contato com os executivos da companhia de aparelhos móveis para fazer um lance inicial.

Segundo a página do jornal, representantes de ambas as companhias não foram encontrados para comentar sobre o assunto. Entretanto, a reunião pode dar mais força à ideia de que o Facebook tem planos de desenvolver o seu próprio smartphone.

Com a compra da BlackBerry, o Facebook abriria mão de parcerias para ver esse projeto se tornar realidade, além de levar a sua rede social a um número ainda maior de aparelhos.

Vale lembrar que, além do Facebook, há indícios de que empresas como Samsung e Google também tenham interesse na BlackBerry. A ideia, segundo o The Wall Street Journal, é que a venda seja feita até novembro deste ano.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Com PCs em queda, Lenovo estuda comprar a BlackBerry

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A Lenovo Group Ltd. estuda fazer uma oferta pela totalidade da BlackBerry Ltd., a fabricante canadense de smartphones em dificuldades, segundo pessoas a par do assunto, no mais recente sinal do apetite voraz de empresas chinesas por aquisições internacionais.

A fabricante chinesa de computadores pessoais e smartphones assinou um acordo de "confidencialidade" que lhe permite analisar os dados financeiros da BlackBerry, disse uma das pessoas.

Porta-vozes da BlackBerry e da Lenovo, que é a maior fabricante de PCs do mundo, não quiseram comentar.

Se for concretizado, o acordo entre a Lenovo e a BlackBerry estaria entre as maiores e mais notáveis aquisições de uma firma ocidental por uma chinesa e destacaria, mais uma vez, o desejo de empresas da segunda maior economia do mundo de se tornar jogadores de peso no Ocidente, onde podem adquirir conhecimento industrial e mais produtos para vender aos seus consumidores.

No mês passado, a Shuanghui International Holdings Ltd. concluiu a compra do frigorífico americano Smithfield Foods Inc. por US$ 4,7 bilhões, a maior aquisição de uma empresa dos Estados Unidos por uma chinesa.

Mas caso a Lenovo vá adiante com um oferta para comprar a BlackBerry, algo ainda bastante incerto, ela certamente enfrentará análises dos governos do Canadá e EUA. As ofertas pela BlackBerry devem ser apresentadas até 4 de novembro, de acordo com uma pessoa familiarizada com o processo de venda.

A BlackBerry é a fornecedora de 470.000 dos 600.000 smartphones usados pelo Departamento de Defesa dos EUA, de acordo com um porta-voz do Pentágono. Ao todo, mais de 1 milhão de aparelhos BlackBerry eram utilizados por funcionários dos governos federal e estaduais dos EUA até o fim de 2012, segundo a empresa. O presidente Barack Obama já foi visto com um BlackBerry, mas a Casa Branca não confirmou se ele continua usando o aparelho.

Um porta-voz do Comitê de Investimentos Estrangeiros dos EUA, que provavelmente revisará uma compra da BlackBerry pela Lenovo, não quis comentar. Um porta-voz do ministro da Indústria canadense James Moore — responsável pela aprovação de qualquer oferta liderada por uma empresa estrangeira que possa surgir pela BlackBerry —, disse que o governo está ciente que a fabricante de smartphones está explorando uma venda, mas se recusou a comentar sobre o processo ou "especulações" sobre possíveis compradores.

Ao mesmo tempo, a Lenovo é bem conhecida em Washington. Em 2005, ela comprou a divisão de computadores pessoais da International Business Machines Corp., a IBM, por US$ 1,25 bilhão — na época, uma das maiores aquisições já feitas por uma empresa chinesa. Desde então ela já fez vários negócios menores que exigiram aprovação do governo americano. Em junho, a Lenovo abriu uma fábrica no Estado da Carolina do Norte. Mais de um terço de seus doze principais executivos são ocidentais, segundo o site da empresa.

A BlackBerry pode se aventurar a tolerar um pouco de oposição política e um processo de avaliação prolongado para ser recompensada com um preço mais alto, diz Jeff Bialos, advogado e ex-assessor do Departamento de Estado dos EUA. "Se todos os fatores forem iguais, [a BlackBerry ] preferiria ser vendida para uma compradora americana", diz Bialos. "A China seria escolhida pelo valor mais alto."

Em 2012, a Lenovo gastou US$ 110.000 em lobby nos EUA, de acordo com a OpenSecrets.org. Em 2011, foram US$ 480.000. Ambas as somas são relativamente modestas em comparação com outras grandes empresas de tecnologia. A Hewlett -Packard Co., por exemplo, gastou US$ 7,2 milhões em lobby em 2012.

Quanto ao Canadá, atualmente qualquer proposta de uma firma estrangeira para adquirir uma empresa do país superior a 344 milhões de dólares canadenses (US$ 334 milhões) requer uma análise do governo para ver se o negócio vai gerar um "benefício econômico líquido", ou causar algum risco de segurança para o país.

O governo conservador do Canadá rejeitou três propostas de aquisições de ativos do país por empresas estrangeiras desde que assumiu o poder no início de 2006. Mas no ano passado, aprovou um acordo de US$ 15,1 bilhões pelo qual a estatal chinesa Cnooc Ltd. comprou a empresa de exploração de petróleo em areias betuminosas Nexen Inc.

A Lenovo enfrentaria competição pela BlackBerry, que em agosto se colocou oficialmente à venda, depois de anos perdendo mercado para rivais como Apple Inc. e Samsung Electronics Co.

No mês passado, a BlackBerry chegou a um acordo preliminar de aquisição por US$ 4,7 bilhões pela Fairfax Financial Holdings Ltd., seguradora canadense que já é uma das maiores acionistas da empresa. A firma de private equity Cerberus Capital Management LP, que assinou um acordo de confidencialidade, e os fundadores da BlackBerry Mike Lazaridis e Doug Fregin, também consideram ofertas.

Ao contrário de algumas grandes empresas chinesas, a Lenovo, de capital aberto, não é estatal. Um relatório deste ano da firma de pesquisas IDC mostrou que ela se tornou a maior fabricante mundial de PCs no segundo trimestre, superando a Hewlett-Packard, enquanto as vendas no setor como um todo caíram 12% em relação a um ano antes.

Mesmo assim, as vendas de PCs da Lenovo também vêm caindo, e a empresa indicou que está tentando ampliar seus negócios de smartphones para conseguir outra fonte de crescimento.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Maravilhoso Discurso realizado por Steve Jobs em Stanford 2005

Por Eric Colombo


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Em 2005, Steven Paul Jobs, o grandioso visionário, Steve Jobs, fundador de uma das maiores empresas de tecnologia, e hoje a marca mais valiosa do mundo, realizou um discurso aos formando de Stanford, extremamente motivador e emocionante.



Eu particularmente, já havia lido, a aproximadamente 1 ano atrás em uma de suas biografias, porém hoje, pela primeira vez, resolvi buscar um vídeo desse discurso, e a forma em que Jobs usa de suas palavras, é incrível, assim como sua vida foi.

Um grande conselho que Jobs deixa ao mundo nesse discurso é "O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém. Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas." 

Leia e veja abaixo o vídeo do discurso na íntegra e “Continue com fome, continue bobo.” 



Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias. 
A primeira história é sobre ligar os pontos. 
Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais 18 meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei? Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior. Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina. 
Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: “Apareceu um garoto. Vocês o querem?” Eles disseram: “É claro.” 
Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade. E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usados para pagar as mensalidades. Depois de seis meses, eu não podia ver valor naquilo. 
Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu, gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria ok. 
Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz. No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes. Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo. 
Muito do que descobri naquela época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço. Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante. 
Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse. 
Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois. 
De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa – sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim. 
Minha segunda história é sobre amor e perda. 
Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação — o Macintosh — e eu tinha 30 anos. 
E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir. Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses. 
Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira. Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale [do Silício]. 
Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo. Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa. 
A Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple. 
E Lorene e eu temos uma família maravilhosa. Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple. 
Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama. 
Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz. 
Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue. 
Minha terceira história é sobre morte. 
Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: “Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último.” Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: “Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?” E se a resposta é “não” por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa. 
Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo — expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar — caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração. 
Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração. 
Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas. 
Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de três a seis semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas — que é o código dos médicos para “preparar para morrer”. Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus. 
Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem. 
Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. 
Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade. 
O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém. 
Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas. 
Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior.
E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. 
Todo o resto é secundário. 
Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid. 
Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes de o Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições deWhole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês. 
Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro.
Abaixo, estavam as palavras:
“Continue com fome, continue bobo.” 
Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos. 
Obrigado.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Como era o Google em 1998?

Por Eric Colombo

Reprodução

Hoje o gigante da tecnologia, o Google, comemora os seus 15 anos de existência, e para celebrar o Google disponibilizou um Doodle, com um game, onde o jogador acerta piñatas e tenta atingir a maior pontuação, e o mais legal, um Easter Egg.

Ao realizar um busca no site, digite "google in 1998", e o resultado será uma página do Google a 15 anos atrás, lá nos seus primórdios. Layout, logotipo, mecanismos, todos foram colocados ali, para que recordemos e matemos a saudade do início dessa grandiosa empresa, que esta presente em nossas vidas e que nos auxilia dia após dia. 

Vale lembrar que para conseguir acessar a página do Google em 1998, é necessário alterar as configurações do site, para isso, basta realizar uma busca qualquer no site, ai então, no lado superior direito, clicar em configurações, e em "Idiomas (languages)", deve-se alterar o idioma do site para "English" e pronto, basta buscar "google in 1998" e aproveitar a nostalgia.