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terça-feira, 29 de abril de 2014

Novo Moto X+1 pode vir com tela de 5,2 polegadas, diz site

O site The DroidGuy obteve acesso a documentos de testes benchmark do suposto Moto X+1, de codinome XT912A

Photopin
Mesmo após a compra da Motorola pela Lenovo, a empresa confirmou que lançaria um novo Moto X ainda este ano, mas sem revelar detalhes sobre o aparelho.

Mas o site The DroidGuy obteve acesso a documentos de testes benchmark do suposto Moto X+1, de codinome XT912A.

De acordo com os dados, o futuro Moto X+1 terá uma nova e maior tela com 5,2 polegadas e resolução full HD (1080p) — o atual tem 4,7 polegadas e resolução HD (720p) —, processador quad core Snapdragon 800 de 2,3GHz, câmera de 12 megapixels, 2GB de RAM e 32GB de armazenagem interna.

Como destaca o site, embora essas especificações não sejam definitivas, elas não são também consideradas topo de linha como o que vemos no Galaxy S5 ou HTC One M8, por exemplo.

O que sugere que o novo Moto X pode continuar a ser tratado como um smartphone intermediário.

O novo Moto X+1 foi confirmado pela Motorola e deve ser lançado ainda neste ano e pode ser o primeiro dispositivo móvel lançado após a venda da Motorola Mobility para a Lenovo.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Motorola confirma planos para novo Moto X e um smartwatch

Divulgação
A Motorola pode estar saindo das mãos do Google para entrar nos domínios da Lenovo, mas isso não significa que ela parou trabalhar. Sem apresentar nenhum produto na MWC, a empresa confirma que está trabalhando em novos aparelhos, entre os quais estão a nova geração do Moto X e um smartwatch.

O novo Moto X tem previsão de lançamento para o final do verão do hemisfério norte. Isso significa que provavelmente ele deve chegar ao mercado em mais ou menos setembro de 2014. 

Já o smartwatch deve sair ainda neste ano, sem especificar uma janela de lançamento. A única coisa que se sabe é que a empresa pretende se encaixar nas expectativas do consumidor sobre estilo e duração da bateria.

Claro, detalhes nesta etapa de desenvolvimento são muito raros. A empresa já surpreendeu por revelar que há planos de lançar novos aparelhos, já que normalmente isso só é confirmado quando o evento de anúncio se aproxima.

Outra novidade importante para os fãs da Motorola é que o MotoMaker, serviço que permite que o comprador personalize totalmente as cores e estilo do aparelho antes de adquiri-lo está se expandindo. No segundo trimestre deste ano, ele deve chegar ao México e à Europa. Sem previsão no Brasil, por enquanto, apesar de os planos existirem.

O evento serviu para mostrar que apesar de viver este período de transição, a Motorola não está parada. Vale também lembrar que, por enquanto, a empresa ainda funciona sob o nome do Google, já que fusões e grandes aquisições do tipo só são totalmente concluídas meses após o anúncio. Basta ver o caso da Nokia e da Microsoft, que ainda são empresas separadas, mesmo que a fusão tenha sido anunciada há cinco meses.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Depois de vender Motorola, Google compra 5,94% da Lenovo

Gigante de busca teria comprado US$ 750 milhões em ações da empresa chinesa, para quem vendeu a Motorola na semana passada

Getty Images
Depois de vender a divisão de celulares da Motorola para a Lenovo, no último dia 29, o Google anunciou hoje a compra de 5,94% da empresa chinesa por 750 milhões de dólares.

A informação foi registrada nesta sexta-feira na Bolsa de Valores de Hong Kong. De acordo com o documento, o Google teria comprado hoje 618,3 milhões de ações por 1,213 dólar de Hong Kong cada.

O negócio foi fechado no mesmo dia que o gigante de busca vendeu oficialmente a Motorola Mobility para a fabricante chinesa por 2,9 bilhões de dólares. E responde, em parte, o motivo de a empresa ter vendido a Motorola por um quarto do preço dias antes.

O Google pagou 11,5 bilhões de dólares pela divisão de celulares da Motorola em 2011, com a intenção de ofertar seu próprio smartphone. Mas, ainda que o gigante de buscas tenha ficado com as patentes da marca de celulares, a Motorola não rendeu lucros ao Google.

Em 2013, a empresa de celulares teve prejuízo de 928 milhões de dólares, ante os 616 milhões perdidos em 2012.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Sony pode se juntar à Lenovo no mercado de PCs

Reprodução
A Sony pode estar próxima de fechar um acordo de cooperação com a Lenovo para melhorar a distribuição dos computadores Vaio, segundo noticiou a rede de TV japonesa NHK.

A joint venture com a chinesa teria como foco o mercado exterior, uma ideia para melhorar a imagem da marca que tem sofrido com as baixas do setor por causa da popularidade dos dispositivos móveis.

Embora tenha confirmado em partes a informação da emissora, a Sony afirmou que ela não está totalmente exata. Em comunicado repercutido pela Reuters, a japonesa disse que "continua a analisar várias opções para seus negócios de PCs, mas a reportagem da imprensa sobre uma possível aliança entre a Sony e a Lenovo para o seu setor de PCs é imprecisa".

Conceito do Nexus 6 tem smartphone colorido e de tela curva [vídeo]

Fãs brincam com possibilidade de um novo smartphone, que pode ser fabricado pela Lenovo

Reprodução
A compra da Motorola pela Lenovo deu início a um rumor interessante: o próximo smartphone da linha Nexus pode ser fabricado justamente pela companhia chinesa, agora dona de uma divisão de dispositivos móveis que antes era da Google. Sabendo disso, o 91mobiles.com tratou de criar um conceito do que seria um futuro "Nexus 6".

O aparelho tem duas características marcantes: a possibilidade de ser vendido em várias cores (verde, azul, amarela, vermelha, preta e branca) e tela curva, característica já presente no LG G Flex e no Galaxy Round.

Outro item inspirado em aparelhos já existentes é o painel traseiro "regenerável", como acontece com o celular da LG. O formato seria adequado ao formato do rosto do consumidor.

Nas especificações técnicas, o grupo exagera um pouco: a tela de 5,2" seria acompanhada de um processador de 3 GHz e até 128 GB de armazenamento interno. Até o sistema operacional é inventado: Android 4.5 Lollipop (ou "pirulito"), algo que ainda nem foi pensado pela Google.



quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Google vende Motorola para a Lenovo por US$ 2,9 bilhões

Reprodução
Depois de ser comprada pelo Google por US$ 12,5 bilhões em 2012, a Motorola mudou de mãos novamente. A empresa passa a ser parte da Lenovo graças a um acordo selado nesta quarta-feira entre a gigante das buscas e a empresa chinesa.

O acordo prevê a transferência de US$ 2,91 bilhões, e a forma de pagamento inclui dinheiro e algumas ações da companhia chinesa.

A venda foi confirmada pelo Google em comunicado divulgado para imprensa e investidores nesta quarta-feira. A empresa diz que manterá a maior parte das patentes da Motorola, incluindo as novas aplicações e invenções feitas sob seu comando.

Contudo, a Lenovo receberá uma licença para utilização do portifólio de patentes e outras propriedade intelectuais, além de receber outras 2 mil patentes, a marca "Motorola" e as marcas registradas.

Quando o Google comprou a Motorola em 2012, a ideia era adquirir as patentes registradas pela Motorola Mobility. De quebra, recebeu também uma fabricante de smartphones que lançou sob o slogan de "a Google Company" o Moto X e o Moto G, além de outros aparelhos restritos ao mercado americano. 

No entanto, a Motorola nunca deu lucro para o Google. Trimestre após trimestre, a sua aquisição pesava ainda mais nos cofres da desenvolvedora do Android. Isso provavelmente deve ter motivado a venda. 

"A aquisição de uma marca icônica, com uma linha de produtos inovadores e uma equipe incrivelmente talentosa globalmente fará a Lenovo se tornar imediatamente um competidor forte no ramo de smartphones", diz Yang Yuanqing, da Lenovo, lembrando do histórico da empresa em abraçar outras marcas como o Think da IBM. Hoje a empresa é uma das maiores no ramo de PCs.

Larry Page, CEO do Google, vê a venda como uma nova oportunidade. "A Lenovo tem a experiência para levar a Motorola Mobility para o posto de uma das maiores marcas no ecossistema Android. A venda permitirá ao Google devotar a nossa energia para a inovação no Android para o benefício de usuários de smartphones em todo o mundo.

Já Dennis Woodsite, CEO da Motorola Mobility, vê a mudança de ares como uma forma de "um caminho rápido para atingir a meta de alcançar as próximas 100 milhões de pessoas com internet móvel". "Com os lançamentos recentes do Moto X e o Moto G, estamos em grande aceleração e a experiência da Lenovo com hardware e seu alcance global podem ajudar a ampliar isso", diz ele no comunicado.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Lenovo investe US$100 mi em centro de pesquisa no Brasil

Photo

A Lenovo anunciou nesta segunda-feira que investirá cerca de 100 milhões de dólares em um centro de pesquisa e desenvolvimento de softwares na Unicamp, em Campinas, segundo comunicado da empresa.

O projeto conta com o apoio da Investe São Paulo, a agência estadual de fomento a investimentos, e é o primeiro do gênero para a Lenovo, com foco voltado para a inovação em soluções de softwares corporativos e tecnologias para servidores de ponta, armazenamento de dados e nuvem.

"São Paulo é a mais recente integração ao nosso diversificado portfólio global de centros de projetos da empresa, localizados nos Estados Unidos, Taiwan e China", afirmou em nota Roy Guillen, vice-presidente do Enterprise Product Group da Lenovo.

A Lenovo estima que o projeto gere 100 postos de trabalho, chegando nos próximos anos a 220 empregos para "desenvolvimento de alto nível", segundo o comunicado. As operações devem ser iniciadas em janeiro de 2014.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Lenovo ultrapassa LG e se torna 3ª maior em smartphones

Análise divulgada pela Gartner revelou que o planeta conta hoje com 500 milhões de smartphones e, pela 1ª vez, Lenovo aparece entre as maiores

Smartphone da Lenovo
Bobby Yip/Reuters
O mundo conta hoje com quase 500 milhões de smartphones, de acordo com números revelados nesta manhã pela empresa de pesquisas e consultoria Gartner. Ainda segundo a empresa, as vendas destes aparelhos representaram 55% de todo o mercado mundial de celulares. A percentagem é a maior participação já registrada para os smartphones.

Mas uma das surpresas reveladas pela análise da Gartner está na lista das maiores fabricantes destes aparelhos. Pela primeira vez, os chineses da Lenovo figuram na terceira posição entre as maiores marcas do mundo.

Foram quase 13 milhões de unidades vendidas e que fizeram com que a empresa abocanhasse 5,1% do mercado global. Para se ter uma ideia, estes números impulsionaram a Lenovo a ultrapassar os sul-coreanos da LG, que figuram na quarta posição com pouco mais de 12 milhões de aparelhos vendidos.

Este ranking conta ainda com a Samsung na primeira colocação, com mais de 80 milhões de smartphones vendidos, e a Apple em segundo, com 30,3 milhões. A última posição ficou com a Huawei com quase 12 milhões de aparelhos.

A Nokia, que já foi líder soberana no mercado de celulares, nem sequer é citada na lista das maiores marcas de smartphones. Ainda figura, contudo, na relação das grandes fabricantes de celulares com cerca de 63 milhões de unidades vendidas e quase 14% de participação. Bem atrás da Samsung, é verdade, que domina 25,7% desta categoria.

No que diz respeito ao mundo dos sistemas operacionais, o relatório da Gartner trouxe poucas surpresas. Android segue firme com o título de maior do mundo, está presente em mais de 205 milhões de aparelhos mundo afora e tem 80% de participação. O iOS, da Apple, continua na segunda posição, com quase 31 milhões de dispositivos e uma fatia de 12,1% do mercado.

O grande vencedor nesta relação, consideraram os analistas da Gartner, é o Windows Phone. Com um crescimento de 123%, este sistema da Microsoft registrou o maior aumento entre todos os outros e seus números devem melhorar ainda mais. A aquisição da Nokia pela empresa fundada por Bill Gates, prevê o relatório, irá contribuir para tornar este sistema mais atraente aos consumidores.

China

Se há um país a quem os primeiros colocados nestas listas devem agradecer, este país é a China. A Lenovo, por exemplo, que agora é uma das maiores fabricantes de smartphone do planeta, confia aos chineses 95% de todas as suas vendas.

No caso do Android, o sistema tem 41% dos seus aparelhos vendidos no país, enquanto a Samsung é a única fabricante internacional a figurar entre as maiores marcas com Android em território chinês.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Ashton Kutcher é o novo engenheiro da Lenovo

Reprodução
Steve Jobs está trabalhando na Lenovo - ou quase isso. O ator Ashton Kutcher, que recentemente incorporou o cofundador da Apple em uma cinebiografia hollywoodiana, foi anunciado nessa terça-feira, 29, como mais novo engenheiro de produtos da companhia chinesa - que garante: ele vai trabalhar de verdade.

Em comunicado, a Lenovo afirmou que Kutcher trabalhará com os times de engenharia da empresa pelo mundo no desenvolvimento da linha de tablets Yoga. Sua contribuição será quanto às especificações de design, software e usabilidade, embora ele obviamente não seja obrigado a passar oito horas por dia dentro de um laboratório.

Não é a primeira vez que a Lenovo contrata alguém famoso, a empresa também já teve o astro da NBA Kobe Bryant entre os seus para divulgar uma linha de smartphones. A diferença é que Kutcher ganhou até um cargo por lá.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Novo iPad não mostra preocupação da Apple com concorrência

Apesar de rivais terem apresentado tablets a preços menores, a empresa apresentou um iPad mini com uma tela de alta definição por um preço US$ 70 mais caro

iPad mini Retnia
REUTERS/Robert Galbraith
A Apple Inc. não parece preocupada com a concorrência do iPad.

Apesar de rivais como a Amazon.com Inc., a Samsung Electronics Co. e a Google Inc. terem apresentado tablets a preços menores, o presidente da Apple, Tim Cook, foi na direção oposta ontem. Ele apresentou um novo iPad mini com uma tela de alta definição por um preço mínimo de US$ 399, US$ 70 mais caro que o modelo do ano passado.

A Apple também apresentou um modelo mais leve e fino para seu tablet maior, renomeado iPad Air, pelo mesmo preço inicial, US$ 499.

Os novos iPads foram apresentados após a estreia do iPhone 5c no mês passado, a um preço superior ao esperado pelos analistas, destacando como a Apple é atraente para o setor mais exclusivo do mercado, de onde vem a maior parte dos lucros.

A companhia com sede em Cupertino, Califórnia, espera que os consumidores vejam seus produtos como uma combinação única de hardware, software e serviços, mais valiosa do que as alternativas de menor preço.

“Pode-se notar, pela decisão sobre os preços, que a Apple não tem muito medo da concorrência”, afirmou Benedict Evans, analista da Enders Analysis, que participou do evento da Apple no centro de São Francisco ontem. O principal executivo de marketing da Apple, Phil Schiller, declarou que a companhia observa uma bifurcação no mercado de tablets.

De um lado, a Apple está focada em oferecer dispositivos de alta qualidade enquanto o outro tem dispositivos de qualidade inferior e enfrenta mais pressão sobre os preços, explicou Schiller.

Mercado saturado

Os novos iPads da Apple, que serão enviados a partir do mês que vem, estrearão em um mercado saturado, onde companhias como a Samsung, a Asustek Computer Inc., a Google e a Amazon apresentaram tablets, normalmente a preços menores.

A concorrência aumenta a pressão sobre a Apple porque o iPad é sua segunda maior fonte de recursos depois do iPhone. O sucesso dos novos modelos é muito importante porque a companhia tenta reativar o crescimento da receita, que diminuiu.

A Samsung, a Asustek, o Lenovo Group Ltd., a Acer Inc. e outros estão oferecendo tablets a preços de até menos da metade do custo inicial do anterior modelo de iPad mini, de US$ 329. A Amazon.com apresentou novos Kindle Fire no mês passado, com telas de maior resolução a partir de US$ 299. A Microsoft Corp. e a Nokia Oyj também apresentaram modelos novos nesta semana.

Participação decrescente

Devido à concorrência, a participação da Apple no mercado de tablets caiu para 32 por cento no segundo trimestre, comparado com 60 por cento um ano atrás, segundo a IDC.

Além disso, mais de três anos depois de Steve Jobs ter apresentado o iPad, o crescimento do mercado global de tablets está mostrando sinais de desaquecimento. A previsão é de que os envios de tablets aumentem 28 por cento em 2014, para 301 milhões de unidades, após dobrar em 2012, segundo a Counterpoint Research.

Ontem Cook fez alusão à concorrência remarcando que “todos parecem estar fabricando tablets”.

Mas Cook afirmou que o iPad é usado quatro vezes mais do que todos os outros tablets juntos, em parte devido aos mais de 470 mil aplicativos específicos para tablets disponíveis na App Store. A Apple vendeu mais de 170 milhões de iPads, disse Cook. A companhia também apresentará o novo iPad Air na China simultaneamente com outros mercados.

“Independentemente do que vocês tiverem ouvido ou lido sobre tablets vendidos ou ativados, o iPad é mais usado do que os outros”, disse Cook.

“O foco da Apple nunca foi a fatia do mercado”, explica Carl Howe, analista do Yankee Group. “Eles se contentam com a parte lucrativa do mercado”.

Matéria publicada em http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/novo-ipad-nao-mostra-preocupacao-da-apple-com-concorrencia

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Com PCs em queda, Lenovo estuda comprar a BlackBerry

Divulgação

A Lenovo Group Ltd. estuda fazer uma oferta pela totalidade da BlackBerry Ltd., a fabricante canadense de smartphones em dificuldades, segundo pessoas a par do assunto, no mais recente sinal do apetite voraz de empresas chinesas por aquisições internacionais.

A fabricante chinesa de computadores pessoais e smartphones assinou um acordo de "confidencialidade" que lhe permite analisar os dados financeiros da BlackBerry, disse uma das pessoas.

Porta-vozes da BlackBerry e da Lenovo, que é a maior fabricante de PCs do mundo, não quiseram comentar.

Se for concretizado, o acordo entre a Lenovo e a BlackBerry estaria entre as maiores e mais notáveis aquisições de uma firma ocidental por uma chinesa e destacaria, mais uma vez, o desejo de empresas da segunda maior economia do mundo de se tornar jogadores de peso no Ocidente, onde podem adquirir conhecimento industrial e mais produtos para vender aos seus consumidores.

No mês passado, a Shuanghui International Holdings Ltd. concluiu a compra do frigorífico americano Smithfield Foods Inc. por US$ 4,7 bilhões, a maior aquisição de uma empresa dos Estados Unidos por uma chinesa.

Mas caso a Lenovo vá adiante com um oferta para comprar a BlackBerry, algo ainda bastante incerto, ela certamente enfrentará análises dos governos do Canadá e EUA. As ofertas pela BlackBerry devem ser apresentadas até 4 de novembro, de acordo com uma pessoa familiarizada com o processo de venda.

A BlackBerry é a fornecedora de 470.000 dos 600.000 smartphones usados pelo Departamento de Defesa dos EUA, de acordo com um porta-voz do Pentágono. Ao todo, mais de 1 milhão de aparelhos BlackBerry eram utilizados por funcionários dos governos federal e estaduais dos EUA até o fim de 2012, segundo a empresa. O presidente Barack Obama já foi visto com um BlackBerry, mas a Casa Branca não confirmou se ele continua usando o aparelho.

Um porta-voz do Comitê de Investimentos Estrangeiros dos EUA, que provavelmente revisará uma compra da BlackBerry pela Lenovo, não quis comentar. Um porta-voz do ministro da Indústria canadense James Moore — responsável pela aprovação de qualquer oferta liderada por uma empresa estrangeira que possa surgir pela BlackBerry —, disse que o governo está ciente que a fabricante de smartphones está explorando uma venda, mas se recusou a comentar sobre o processo ou "especulações" sobre possíveis compradores.

Ao mesmo tempo, a Lenovo é bem conhecida em Washington. Em 2005, ela comprou a divisão de computadores pessoais da International Business Machines Corp., a IBM, por US$ 1,25 bilhão — na época, uma das maiores aquisições já feitas por uma empresa chinesa. Desde então ela já fez vários negócios menores que exigiram aprovação do governo americano. Em junho, a Lenovo abriu uma fábrica no Estado da Carolina do Norte. Mais de um terço de seus doze principais executivos são ocidentais, segundo o site da empresa.

A BlackBerry pode se aventurar a tolerar um pouco de oposição política e um processo de avaliação prolongado para ser recompensada com um preço mais alto, diz Jeff Bialos, advogado e ex-assessor do Departamento de Estado dos EUA. "Se todos os fatores forem iguais, [a BlackBerry ] preferiria ser vendida para uma compradora americana", diz Bialos. "A China seria escolhida pelo valor mais alto."

Em 2012, a Lenovo gastou US$ 110.000 em lobby nos EUA, de acordo com a OpenSecrets.org. Em 2011, foram US$ 480.000. Ambas as somas são relativamente modestas em comparação com outras grandes empresas de tecnologia. A Hewlett -Packard Co., por exemplo, gastou US$ 7,2 milhões em lobby em 2012.

Quanto ao Canadá, atualmente qualquer proposta de uma firma estrangeira para adquirir uma empresa do país superior a 344 milhões de dólares canadenses (US$ 334 milhões) requer uma análise do governo para ver se o negócio vai gerar um "benefício econômico líquido", ou causar algum risco de segurança para o país.

O governo conservador do Canadá rejeitou três propostas de aquisições de ativos do país por empresas estrangeiras desde que assumiu o poder no início de 2006. Mas no ano passado, aprovou um acordo de US$ 15,1 bilhões pelo qual a estatal chinesa Cnooc Ltd. comprou a empresa de exploração de petróleo em areias betuminosas Nexen Inc.

A Lenovo enfrentaria competição pela BlackBerry, que em agosto se colocou oficialmente à venda, depois de anos perdendo mercado para rivais como Apple Inc. e Samsung Electronics Co.

No mês passado, a BlackBerry chegou a um acordo preliminar de aquisição por US$ 4,7 bilhões pela Fairfax Financial Holdings Ltd., seguradora canadense que já é uma das maiores acionistas da empresa. A firma de private equity Cerberus Capital Management LP, que assinou um acordo de confidencialidade, e os fundadores da BlackBerry Mike Lazaridis e Doug Fregin, também consideram ofertas.

Ao contrário de algumas grandes empresas chinesas, a Lenovo, de capital aberto, não é estatal. Um relatório deste ano da firma de pesquisas IDC mostrou que ela se tornou a maior fabricante mundial de PCs no segundo trimestre, superando a Hewlett-Packard, enquanto as vendas no setor como um todo caíram 12% em relação a um ano antes.

Mesmo assim, as vendas de PCs da Lenovo também vêm caindo, e a empresa indicou que está tentando ampliar seus negócios de smartphones para conseguir outra fonte de crescimento.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

S400, da Lenovo, é notebook básico, mas com tela touchscreen

Notebook S400, da Lenovo
Divulgação

A Lenovo trouxe para o Brasil um novo modelo de notebook, o S400 Touch. O aparelho tem configurações básicas e pode agradar os consumidores que procuram por um notebook barato, mas que dê conta das tarefas do dia a dia.

Um dos destaques do S400 é a sua tela, que é HD, tem 14 polegadas, além de ser sensível ao toque. Equipado com Windows 8 e webcam HD, o notebook vem com o teclado AccuType, que tem teclas curvas e, segundo a Lenovo, oferece maior conforto e agilidade ao digitar.

Em termos de conectividade, o S400 tem uma saída HDMI, duas portas USB 2.0 e uma porta USB 3.0. Seu processador é um razoável Intel Core i3 de terceira geração, mas vale lembrar que, atualmente, já existem chips mais novos e poderosos da Intel.

Outro ponto favorável ao dispositivo é o seu preço. No Brasil, o notebook pode ser encontrado por 1,8 mil reais.