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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Como descobrir o que o Google sabe sobre você

Andrew Harrer/Bloomberg
Não é segredo que o Google coleta dados sobre a vida de seus usuários. O objetivo disso é poder oferecer propagandas e anúncios bem direcionados. A grande vantagem para o Google é poder cobrar um valor mais alto das empresas que fazem os anúncios.

Ao usar o Google ou qualquer outro produto da empresa, os usuários estão autorizando que informações sejam coletadas (você não achou que o Google oferecia esse monte de coisas legais de graça à toa, não é?).

São diversos métodos usados para coletar as informações. Desde os termos buscados no Google, até o que é compartilhado no Google+ ou os lugares que são buscados no Maps.

Se você quiser descobrir tudo (ou quase tudo) que a empresa sabe sobre você, aqui vai um guia rápido.

Para isso, basta entrar na página de configurações enquanto logado na conta do Google. A página é https://www.google.com/settings

Lá, é preciso clicar em “Histórico da Conta”, que fica na parte superior da página. Depois disso, basta ir até o final da página, encontrar “Anúncios” e clicar em “Editar Configurações”. Se você preferir, este é o link direto para a página.

O Google mostra de forma automática o que ele sabe sobre o usuário. São desde informações básicas como sexo e idade, até outras mais complexas.

Na parte de “Interesses” ao clicar em “Editar” são exibidos os assuntos que o usuário acha interessantes. No meu caso, são 150 áreas de interesse encontradas pelo Google.

Os assuntos são relativamente apurados. Um ou outro fogem das minhas áreas de interesse de verdade. Isso se explica por buscas por termos que estejam fora da minha área de interesse real.

O Google ainda mantém registrados todos os vídeos que o usuários já assistiu no YouTube, as buscas feitas no YouTube e um mapa de lugares por onde se passou.

E esse mapa é uma das coisas mais assustadoras (e interessantes). Ele funciona especialmente para usuários de Android que autorizaram o funcionamento dessa ferramenta. O smartphone (ou tablet) pode pegar a geolocalização entre determinados espaços de tempo.

O mapa pode ser acessado neste link. É possível visualizar os dados escolhendo as datas. O usuário também pode escolher por apagar as informações de alguns dias ou então exportar todo o conteúdo.

Matéria publicada em http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/como-descobrir-o-que-o-google-sabe-sobre-voce

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Google pode anunciar smartphone e tablet Nexus amanhã

A empresa deve publicar o anúncio de lançamento do smartphone Nexus 6 e do tablet Nexus 9 amanhã, de acordo com a Forbes

EvLeaks
O Google pode anunciar seus novos dispositivos da linha Nexus amanhã. Já se sabia que um novo tablet e um novo smartphone deveriam chegar ainda neste ano pela parceria entre o Google e alguma fabricante. Uma reportagem da Forbes, no entanto, afirma que o anúncio oficial acontecerá amanhã, quarta-feira.

O Google teria aberto mão de realizar um grande evento. As novidades seriam apresentadas, portanto, em um post no blog oficial da empresa.

A Forbes confirma os rumores anteriores. O novo tablet Nexus será mesmo fabricado pela HTC. Ele deve chegar com tela de 8,9 polegadas, além de um processador dual-core e uma câmera traseira de 8 MP. Ele deve ser o primeiro dispositivo do mercado a rodar o Android L, a próxima versão do sistema operacional do Google.

Já o smartphone, deve ser uma versão crescida do Moto X, da Motorola. Hoje uma imagem vazou hoje mostrando o suposto aparelho (veja no início deste texto). Em aparência, ele é realmente muito similar ao Moto X de segunda geração.

Na foto é possível ver que o smartphone roda o Android L. O design dos ícones dos apps é levemente diferente do usado atualmente no Android. Os ícones, na parte inferior da tela, de home, voltar e visualizar os apps abertos também estão bem diferentes.

Os rumores para o Nexus 6 (o smartphone) são: tela de 5,9 polegadas com resolução de 2.560 x 1.440 pixels e câmera de 13 MP (aparentemente a mesma do Moto X).

Para aumentar as expectativas para o lançamento, alguns anúncios em vídeo do Android vazaram hoje. As animações devem ser usadas na divulgação da nova versão do sistema.

O primeiro deles (veja no final deste texto) faz uma referência ao novo smartphone. Nele, um bonequinho tira um grande smartphone do bolso – e, convenhamos, um smartphone de 5,9 polegadas é bem grande.

Entre os anúncios, o tablet deve ser o menos interessante para os consumidores brasileiros. A HTC deixou de atuar no Brasil em 2012. O Nexus 9 não deve chegar por aqui.

Por outro lado, o smartphone Nexus 6 deve ser comercializado no Brasil – e não deve demorar para isso acontecer. A Motorola vem apostando bastante no país e lançando seus smartphones aqui quase que ao mesmo tempo em que lança nos Estados Unidos.

Os rumores afirmam que os produtos devem entrar em pré-venda na sexta-feira desta semana (ao menos nos Estados Unidos) e que estarão disponíveis para os compradores no início de novembro.

Veja a seguir um dos anúncios do novo Android:



quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Nasa testa Google Glass no fundo do mar

Divulgação
A Nasa levou astronautas até o fundo do mar para fazer experiências com os óculos inteligentes do Google, o Glass. O objetivo da Agência Espacial Americana é testar o funcionamento do gadget e de outros dispositivos em condições semelhantes às encontradas no Espaço, na expectativa de utilizá-los em missões oficiais.

A iniciativa faz parte do projeto NEEMO - Missão de Operações em Meio Ambiente Extremo. De acordo com o porta-voz do programa, Bill Todd, o ambiente subaquático é o que simula com mais fidelidade as situações vividas por astronautas.

“Eu nunca estive no espaço e sempre me perguntei como seria estar do outro lado. Essa experiência certamente me deu uma boa ideia de como é”, afirmou o astronauta Mark Vande Hei, ao site Mashable.

A experiência foi realizada no laboratório subaquático da Nasa localizado na Flórida, nos EUA. No vídeo abaixo, você confere os detalhes da simulação.


Android L deve incluir recurso de múltiplos perfis em smartphones

Reprodução
Os usuários de tablets Android já devem estar familiarizados com o recurso multiusuário do sistema. Agora, o recurso, que é um alívio principalmente para quem vê crianças usando o dispositivo frequentemente, deve chegar aos smartphones com o lançamento do Android L, ainda em data desconhecida. 

A informação parte de um fórum do Android, onde um usuário decidiu reclamar sobre a falta do recurso. Algumas horas depois, um desenvolvedor respondeu de forma assertiva, falando que a “a equipe de desenvolvimento já implantou este recurso, disponível na próxima build pública.” 

A única dúvida que realmente fica no ar é se “a próxima build pública” realmente se refere ao Android L, que deve chegar até o final do ano, ou algum update menor que poderá sair até lá. 

Além de quem tem de lidar frequentemente com crianças, quem poderá receber a notícia são as pessoas que utilizam um mesmo celular para fins pessoais e profissionais. A inclusão de perfis separados ajuda a não misturar as coisas. O Google também deve investir bastante no Android para ambientes corporativos e esta possibilidade pode vir bem a calhar.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Aplicativo traz experiência do Android puro para smartphones

É possível eliminar as chamadas skins que modificam as telas do sistema, assim como acontece nos smartphones da LG, da Samsung e da Sony

Reprodução
O aplicativo Google Now Launcher foi liberado para funcionar oficialmente para diversos smartphones com sistema Android.

Essencialmente, o que esse app faz é simular a experiência de uso oferecida pelo Android puro, sem modificações de fabricantes. Ou seja, é possível eliminar as chamadas skins que modificam as telas do sistema, assim como acontece nos smartphones da LG, da Samsung e da Sony.

É preciso ter um aparelho com sistema Android 4.1 ou com alguma edição superior para utilizar o Google Now Launcher.

O lançador estava disponível somente para os aparelhos da linha Nexus, como o LG Nexus 5 e o Asus Nexus 7.

Além de eliminar modificações, o aplicativo coloca o assistente pessoal Google Now como parte importante do sistema. Basta deslizar o dedo para esquerda na tela inicial para ter acesso a informações úteis, bem como ao recurso de pesquisa na web, que pode ser ativado com o comando de voz "Ok, Google Now" — desde que o app esteja aberto.

Após a instalação do aplicativo, é preciso ativar o launcher no seu aparelho. Para isso, vá ao menu configurações, procure pela opção início e ative o novo recurso.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Google oferece US$ 1 milhão para quem revolucionar a eletricidade

Reprodução
O Google abriu nesta terça-feira, 22, as inscrições para o Little Box Challenge, um desafio ambicioso. A empresa pagará US$ 1 milhão para quem conseguir criar um inversor de energia que seja menor, mais barato e tão potente quanto os que estão no mercado atualmente.

O inversor é um mecanismo capaz de transformar corrente direta de fontes de energia como painéis solares e tranformá-la em corrente direta, a ser usada em casas, carros, etc. Reduzir seu tamanho criaria novas formas menos custosas de levar eletricidade a lugares remotos do planeta, segundo o Google.

A intenção da empresa é premiar a pessoa que projetar e construir um inversor capaz de operar na escala de quilowatts, com a maior densidade de energia, de pelo menos 50 watts por polegada cúbica. O Google espera, com o concurso, uma redução de tamanho de 90% em relação aos inversores já existentes.

Para quem tiver um projeto, o prazo de inscrição se estende até o dia 30 de setembro, e o vencedor deve ser conhecido em janeiro de 2016. Daqui a um ano, no dia 22 de julho de 2015, as equipes registradas deverão oferecer detalhes técnicos e uma aplicação para testes.

O concurso é realizado em parceria com o IEEE (Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos). Você pode conferir mais sobre o desafio neste link, em inglês.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Google Chrome encurta a vida da bateria de notebooks

Uma falha do Google Chrome faz com que notebooks com Windows gastem até 25% mais energia do que deveriam. O bug não atinge outros sistemas operacionais

Adam Berry/Getty Images
O navegador Google Chrome pode estar gastando muita bateria de notebooks usando o sistema operacional Windows. O problema vem de um ajuste que o Google fez em seu navegador, afirma o jornalista Ian Morris em um texto na Forbes.

De acordo com ele, o problema é no chamado “system clock tick rate” (algo como "taxa de pulso do relógio do sistema"), um parâmetro interno do Windows que regula de quanto em quanto tempo o processador irá “acordar” para procurar trabalho.

“Para economizar energia, o processador dorme quando nada precisa de sua atenção, e acorda em intervalos pré-definidos”, escreve Morris.

De acordo com ele, o normal é que o processador acorde 64 vezes por segundo em uma situação corriqueira. A regulagem do Chrome, no entanto, faz com que ele o processador procure por trabalho 1.000 vezes por segundo.

Uma simples aplicação é capaz de mudar o comportamento do sistema todo. Então, enquanto o navegador estiver aberto, o computador irá fazer essa verificação mais vezes.

Em navegadores como o Internet Explorer ou o Mozilla Firefox, a taxa de verificação aumenta em meio a tarefas específicas, como assistir um vídeo no YouTube.

Durante a navegação normal, o clock fica na taxa de 64 verificações por segundo. Já no Google Chrome, esse gasto de energia é constante—esteja o usuário no YouTube ou apenas com uma página em branco aberta.

Esse aumento na taxa de verificação pode elevar o consumo de bateria em até 25%, de acordo com a Microsoft. O usuário, infelizmente, não pode ajustar isso manualmente. Está entregue, portanto, à regulagem do Google.

A única opção é deixar de usar o Google Chrome e adotar o IE ou o Firefox. Caso o gasto de bateria não seja um incomodo tão grande, basta continuar usando o Chrome normalmente.

O autor do texto ainda reforça que o problema só acontece em notebooks que usam Windows. Aparelhos da Apple ou outros rodando o sistema Linux não sofrem com o bug.

O problema vem sendo discutido num fórum oficial sobre o Chrome há algum tempo. O Google reconhece que a falha existe e diz que ela só ocorre em algumas situações. Resta esperar que a empresa resolva logo esse problema.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Microsoft cria projeto de inteligência artificial e desafia Google

Reprodução
Uma das áreas de maior interesse para empresas de tecnologia é inteligência artificial, principalmente o aprendizado profundo, que tenta emular o funcionamento do cérebro humano. Agora a Microsoft entrou no jogo com o pé na porta, revelando o Project Adam, que diz ser até 50 vezes mais potente do que o serviço equivalente do Google, utilizando 30 vezes menos máquinas para tal.

O foco do Adam, no momento é o reconhecimento visual, que é um dos princípios da inteligência artificial verdadeira. Por meio de um banco de informações vastos, o sistema da Microsoft é capaz de reconhecer detalhes em fotos. O exemplo dado pela própria empresa é que o Adam seria capaz de não só reconhecer raças diferentes de cães, mas distinguir sub-espécies diferentes dentro da mesma raça.

A companhia imagina um futuro onde isso possa ser usado como parte integral do cotidiano. A Microsoft cita como exemplo a possibilidade de reconhecer alguma comida pela câmera do celular e mostrar imediatamente seu valor nutritivo, ou então analisar uma possível mancha na pele para saber se realmente se trata de alguma coisa mais séria. Pessoas cegas ou com pouca visão também poderiam se beneficiar disso, para realizar tarefas que antes eram muito difíceis ou até mesmo impossíveis.

Você pode conferir um pouco mais no vídeo abaixo (em inglês):



Para isso, até o momento, a Microsoft usa um banco de 14 milhões de imagens divididas entre 22 mil categorias. O tamanho desse banco de dados permite o aprendizado da máquina para estabelecimento de relações entre dados, parecido com o que acontece com o cérebro humano.

Assim, a rede neural se desenvolve, permitindo ao computador reconhecer padrões e criar seus próprios filtros para organizar novas imagens. Quando um conteúdo novo é adicionado ao banco, o Adam sabe como categorizá-los e identificá-los usando as ligações já conhecidas. Com isso, o sistema também vai crescendo sozinho, com novos níveis de detalhe.

O próximo passo do Adam no caminho de uma inteligência artificial completa é o reconhecimento de voz e processamento de texto.

Por enquanto, o Adam ainda está em fase de desenvolvimento e não existe previsão de como a tecnologia será aplicada em serviços ou aplicativos, mas não é difícil imaginar como a Microsoft poderia usá-lo para melhorar o Bing ou a assistente Cortana, do Windows Phone 8.1.

Matéria publicada em http://olhardigital.uol.com.br/noticia/43086/43086

terça-feira, 15 de julho de 2014

Jogo de realidade alternativa do Google chega ao iOS

Reprodução
O Google lançou, nesta segunda-feira, 14, uma versão do Ingress para iOS. Trata-se de um jogo de realidade alternativa que surgiu no fim do ano passado, mas até agora era exclusivo para Android.

Para jogar, os usuários precisam angariar energia, chamada de "XM", acumulada ao caminhar por trilhas específicas, semelhante a um Pac-Man da vida real. Com esta energia, eles podem realizar missões e visitar "portais" mundo afora, que são associados a locais públicos com bibliotecas, galerias de arte e outros locais bastante acessíveis.



A descrição do game diz que ele "transforma o mundo real em cenário para um jogo de mistério, intriga e competição". O texto explica que "uma energia misteriosa foi descoberta por um time de cientistas na Europa. A origem e propósito desta força é desconhecida, mas alguns pesquisadores acreditam que ela está influenciando o modo como pensamos. Precisamos controlá-la, ou ela nos controlará".

É um conceito semelhante ao de World of Warcraft, em que todos que estão conectados em um mundo estão jogando o mesmo jogo. A coisa toda gira em torno de dois times rivais, que disputam simultaneamente: os "Enlightened" (Iluminados), que aceitam o poder, e os "Resistance" (Resistência), que lutam contra este poder.

Para baixar no iOS, clique aqui. A versão para Android pode ser encontrada aqui.

Matéria publicada em http://olhardigital.uol.com.br/noticia/43050/43050

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Android L traz grande economia de bateria para smartphones

Testes indicam que a otimização da carga chega a atingir 126 minutos, ou seja, duas horas e seis minutos a mais em relação ao Android 4.4.4 KitKat

Divulgação
Novo sistema móvel do Google para desenvolvedores, o Android L traz uma grande economia de bateria para smartphones e tablets.

Testes realizados pelo Ars Technica indicam que a otimização da carga chega a atingir a marca de 126 minutos, ou seja, duas horas e seis minutos a mais em relação ao sistema Android 4.4.4 KitKat.

Os testes foram realizados em um smartphone Nexus 5, com navegação intensa na internet (o modo de economia que reduz o brilho da tela quando a carga atinge 15% foi desabilitado).

Entretanto, é importante lembrar que essa edição do Android L ainda é uma prévia para desenvolvedores. A versão final deve ser lançada pelo Google ainda neste ano.

A economia de bateria do Android L é o resultado do Project Volta. O nome é uma clara referência, e talvez homenagem, a Alessandro Volta, um físico italiano que inventou a pilha elétrica no século XVIII.

Com um novo software de análise de consumo de energia, o "Battery Historian", a empresa conseguiu enxergar com mais clareza o que estava drenando a bateria. O resultado disso repercutiu em diversas áreas do sistema.

Outra medida desse projeto do Google foi alterar o modo de gerenciamento Dalvik para o ART, que, apesar de estar presente já como uma opção de desenvolvedor do Android KitKat, passa a ser padrão na edição L.

Essa máquina virtual permite que o smartphone seja mais ágil, em termos de desempenho, e economize bateria. O que ela faz é o trabalho de compilação de processos que podem ser rodados de uma vez só, não onerando o processador desnecessariamente.

O que o sistema faz para economizar bateria é organizar os processos de forma diferente, evitando que o processador seja acionado para tarefas individuais que não têm urgência de execução. Esse é o caso de atividades como limpeza de dados e upload de logs.

Apesar da otimização energética ser significativa, ela pode estar ainda melhor na edição final do sistema.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Android ou iOS? Qual estará no seu próximo carro?

Depois de uma boa largada, a Microsoft perde espaço para Apple e Google, que disputam o painel dos carros com seus sistemas Android Auto e iOS CarPlay

Daimer
Este ano ficará registrado como o marco zero para mais uma briga entre a Apple e o Google. As duas gigantes anunciaram suas versões de software para serem usados em carros — o Google com o Android Auto e a Apple com o CarPlay.

De maneira alguma, as duas são pioneiras nesse setor. A Microsoft, por exemplo, já fornece soluções para carros há algum tempo. O exemplo mais bem sucedido da empresa é a parceria com a Ford, que usa o Sync (desenvolvido pela Microsoft) como software para vários de seus carros.

A ideia desses programas é levar tecnologias que fazem parte de smartphones e tablets para um visor localizado no painel do carro. As parceiras da Apple usarão um cabo Lightning para conectar iPhones (no caso, os modelos a partir do iPhone 5), para levar o iOS para um visor integrado aos carros.

É possível dar ordens à assistente Siri, acessar mapas, tocar músicas, fazer uma ligação ou ditar o texto de uma mensagem SMS. O CarPlay foi anunciado pela Apple em março deste ano.

No final de junho, durante a conferência Google I/O, foi a hora de aparecer um rival à altura ao CarPlay. Ele atende pelo nome de Android Auto. A proposta não é diferente da criada pela Apple.

Sai o cabo Lightning e entra um cabo MicroUSB. Sai a Siri e entram os comandos de voz do Google Now. O Google Maps e outros serviços da empresa também marcam presença na tela integrada ao painel.

Ainda em 2014, alguns carros já devem ser lançados prontos para o uso do CarPlay, da Apple. No caso do Android Auto, o Google promete carros adaptados para o sistema no início de 2015.

Ao que tudo indica, depois da briga por smartphones e tablets, a disputa pelo seu carro também ficará polarizada entre aqueles que rodam CarPlay (iOS) e aqueles que usam o Android Auto.

Nesse terreno as fabricantes de carros se dividem em três categorias: as que são parceiras exclusivas da Apple, as que são parceiras exclusivas do Google e as que fecharam contratos com ambas as marcas.

No final das contas, as parceiras exclusivas são poucas. Nenhuma fabricante deve acreditar que alguém vá escolher um carro pensando no smartphone que tem. Desse modo, a melhor escolha é trabalhar com as duas possibilidades.

Veja na tabela como está esse jogo até agora:

Conheça Songza, o serviço de música que o Google comprou

A Songza tem tecnologia e especialistas para analisar canções e oferecer recomendações aos usuários. É algo que pode impulsionar os serviços de música do Google

Divulgação/Bose
Um mês depois de a Apple adquirir a Beats, é a vez de o Google ir às compras. A empresa está adquirindo a Songza, dona de um serviço de streaming de música.

Embora o valor do negócio não tenha sido divulgado oficialmente, o jornal New York Post afirma que o Google estava oferecendo 15 milhões de dólares pela empresa. É um ninharia perto dos 3 bilhões que a Apple pagou pela Beats.

Mas a compra parece ser estratégica para o Google. Seu serviço Google Play Music, disponível em alguns países (mas não no Brasil) não é um sucesso estrondoso.

A tecnologia e os profissionais da Songza podem ajudar o Google a elevá-lo a um patamar mais alto.

A especialidade da Songza é fazer recomendações de músicas aos usuários. Isso é feito tanto por meio de listas produzidas por humanos como por meio de algoritmos que sugerem canções em função de preferências pessoais do ouvinte.

Alguns exemplos de listas da Songza são: canções para ouvir no trabalho, música para dias ensolarados (a empresa leva em conta a previsão do tempo ao publicar essas listas); para celebrar o Canadá; mulheres obstinadas; e homens sensíveis dos anos 90. 

O serviço só está oficialmente disponível na América do Norte. Para ouvir, usam-se apps para Android e iPhone, mas este último não está na App Store brasileira.

O Songza tem 5,5 milhões de usuários, pouco mais de um oitavo do que tem o Spotify, o maior serviço de streaming de música do mundo.

Mas a participação modesta no mercado parece não ser problema para o Google. Se tiver sucesso na criação de um bom serviço de música, o Google poderá expandi-lo rapidamente por sua base planetária de usuários. 

A Songza tem 40 funcionários que, agora, trabalham para o Google. A empresa diz que o serviço e os apps da Songza seguirão inalterados por enquanto. Mas a equipe deve se mudar para o escritório do Google em Nova York.

Lá, eles devem trabalhar na incorporação da tecnologia da Songza ao Google Play Music e, possivelmente, também ao YouTube.

Algoritmos x humanos

terça-feira, 1 de julho de 2014

Mais de 50 mil pessoas pedem ao Google que não encerre Orkut

Até as 10h de hoje, mais de 50 mil pessoas já haviam assinado o abaixo-assinado pela manutenção do Orkut. A meta é que o documento alcance 75 mil assinaturas

Reprodução
Circula na internet uma petição que solicita ao Google que não tire o Orkut do ar. Na forma de um abaixo-assinado, o pedido surgiu menos de 24h depois da empresa ter divulgado sua intenção de desativar a rede social.

Até as 10h de hoje, mais de 50 mil pessoas já haviam assinado o documento criado pelo usuário Peter Shelton no site Avaaz.org. A meta é que o abaixo-assinado alcance 75 mil assinaturas - o que não deve demorar a acontecer.

"Solicitamos ao Google que não encerre o Orkut e se isso não for possível solicitamos à empresa que ao menos preserve a principal característica que mantém essa rede social viva até hoje: o modelo de organização de fóruns em comunidades", afirma o texto da petição.

Comunidades

Uma olhada rápida na petição online revela que o fim das comunidades é mesmo a principal preocupação dos internautas. Segundo eles, elas continuariam ativas - sendo inclusive atualizadas diariamente por diversos usuários.

"O layout permite a visualização rápida e precisa dos tópicos que compõe o fórum", defende o texto do abaixo-assinado.

Caso o pedido dos internautas não seja atendido, o fim definitivo do Orkut deve acontecer no próximo dia 30 de setembro. Daqui para frente, o Google pretende focar em outras comunidades sociais - como o Google+. Desde ontem, já não é possível criar novos perfis no site.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Root para Android L já está disponível

Reprodução
Durante uma conferência para desenvolvedores realizada na semana passada, o Google anunciou a nova versão de seu sistema operacional para dispositivos móveis, o Android L. Alguns dias depois, já houve quem conseguisse criar um método para acesso "Root", técnica de desbloqueio que permite ao usuário acesso a partes restritas da plataforma.

O responsável pela façanha se chama Savoca, do site XDA Developers, que analisou o código da versão beta do sistema e revelou como fazer o root.

Como pré-requisito, o sistema precisa rodar a versão de preview do Android L (disponível apenas para Nexus 5 e o tablet Nexus 7). Também é necessário ter instalada a "recovery customizada", interface exterior ao sistema operacional (algo parecido com uma bios de computadores) e utilizá-la para instalar uma imagem de boot criada por Savoca. ClockWork Recovery e TWRP são exemplos de recoveries customizadas. 

O desenvolvedor avisa que o Android L lida de forma diferente com as pastas de sistema, então alguns programas que utilizavam permissões de root para acessá-las poderão ter problemas, mas a resolução disso cabe ao desenvolvedor de cada app.

O arquivo para root está disponível aqui, mas pense bem antes de tentar o procedimento: o Olhar Digital não se responsabiliza por eventuais danos causados ao dispositivo por qualquer problema decorrente deste processo.

Google decreta a morte do Orkut e marca a data

O Google anunciou hoje que a rede social Orkut já tem data para morrer. Ela sairá do ar no dia 30 de setembro de 2014

Coletivo Mambembe / Flickr
O Google anunciou hoje que irá aposentar a rede social Orkut. Em um texto no blog do Orkut, Paulo Golgher, diretor de engenharia do Google, anunciou o adeus à rede.

“Dez anos atrás, o Google mergulhou pela primeira vez nas redes sociais por meio do Orkut, que nasceu como projeto experimental de um engenheiro que deu nome à rede”, escreveu Golgher.

O Orkut foi uma das redes sociais com maior sucesso do Google. Depois dele, a empresa teve dificuldades em criar uma rede de sucesso. Entre elas passaram o Google Buzz, que já foi descontinuado, e o Google+, que sofreu mudanças radicais recentemente.

O texto afirma que a empresa opta por descontinuar o Orkut e focar em outras comunidades sociais, como o YouTube, o Blogger e a já citada Google+. A data de morte que constará no túmulo será 30 de setembro de 2014, o último dia com o Orkut no ar.

A partir de hoje será impossível criar um novo perfil na rede social. Aqueles que já têm um perfil e querem extrair todas as suas informações podem usar a ferramenta Google Takeout, que já está no ar e funcionará até setembro de 2016.

Um dos pontos altos da rede eram suas comunidades bem humoradas. Golgher ainda anuncia em seu texto que, a partir de 30 de setembro, um arquivo com as comunidades estará no ar.

“Foram 10 anos inesquecíveis. Pedimos desculpas para aqueles que ainda utilizam o Orkut regularmente”, finaliza Golgher.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Google cria óculos de realidade virtual com papelão

Reprodução
Em meio a uma conferência recheada de novidades, ontem à tarde, com direito ao novo Android, o Google chamou a atenção ao apresentar um protótipo nada tecnológico: trata-se do Cardboard, aplicativo que se transforma em óculos de realidade virtual feitos com... papelão.

O "dispositivo" utiliza qualquer smartphone Android 4.2 ou superior como tela e deve ser montado pelo próprio usuário, seguindo as instruções disponíveis no site do projeto. Entre as possibilidades estão utilizar até uma caixa de pizza.

Os componentes necessários são: papelão, lentes biconvexas de 40 mm, imãs, velcro e elásticos de borracha. Opcionalmente também é possível usar uma tag NFC para que o smartphone detecte de forma automática o que foi inserido no cardboard.

Reprodução
Como é um projeto em desenvolvimento, existem apenas demonstrações que, quando instaladas no smartphone, criam vários cenários de realidade virtual. Em um deles é possível "sobrevoar" a cidade de San Francisco utilizando os movimentos da cabeça para controlar o voo. Outro app permite ver fotos panorâmicas em 360 graus, enquanto um terceiro simula vídeos do Youtube como se estivessem projetados em uma tela de cinema.

O Cardboard não é um produto, mas algo destinado a desenvolvedores que acreditem ser possível utilizar telas de smartphones para criar uma experiência de realidade virtual. Anunciado como projeto experimental, ele não terá suporte oficial na mesma qualidade dos outros serviços.

O pessoal do TechCrunch testou o serviço. Confira o passo a passo no vídeo abaixo:


terça-feira, 24 de junho de 2014

Android pode ganhar nova versão amanhã

Reprodução
A Google I/O, conferência da empresa para desenvolvedores, começa amanhã, nos EUA, e promete novidades para o Android, que deve ganhar nova versão, além de relógios inteligentes, tablets e e smartphones. Confira abaixo as principais apostas:

Android 5.0 ou 4.5

É difícil entender o esquema de nomenclatura do Android, mas tudo indica que a próxima versão do sistema operacional - esperada no evento - terá o número 4.5 ou 5.0. Sobre seu nome, alguns apostam em "Lemon Merengue Pie" (torta de merengue com limão) ou Lollipop (pirulito). Tradicionalmente, os nomes das versões fazem referência a doces e começam com a letra do alfabeto posterior à da edição anterior, no caso K de KitKat. Com a atualização, o software deve ganhar melhorias na segurança, particularmente em relação a smartphones roubados, e otimização para processadores de 64 bits, que estão começando a ser utilizados em smartphones.

Android para carros

O Google faz parte da Open Automotive Alliance, iniciativa que une as montadoras Audi, Hyundai, GM e Honda e a fabricante de placas de vídeo Nvidia, todas dispostas a desenvolver um sistema para carros capaz de integrar central multimídia e serviços como GPS, controles de ar condicionado, rádio, etc. O Google precisa avançar com um projeto neste sentido porque a Apple já trabalha em uma plataforma chamada Carplay, com o mesmo propósito de integração.

Smartwatches

O Google nasceu com buscas, expandiu-se para outros serviços, sistemas operacionais e finalmente entrou no mundo do hardware com duas tacadas: Nexus, junto com a LG, e Google Glass. A mais nova empreitada pode ser no mundo dos smartwatches, os relógios inteligentes. Com Motorola e LG tendo anunciado relógios com o sistema operacional Android Wear, pode ser a vez de o Google lançar um hardware que rode o próprio sistema.

Project Tango

Há algum tempo o Google mostrou um smartphone especial equipado com câmeras 3D capazes de criar mapas dos arredores em tempo real. Trata-se do projeto Tango, que evoluiu e agora dispõe de um tablet de 7 polegadas. Tudo indica que a ideia seja contemplada na conferência. Veja no vídeo abaixo do que se trata:



Project Ara

Project Ara é o futuro smartphone modular do Google que terá peças intercambiáveis, como câmeras, baterias e antenas de comunicação, como bluetooth, wifi, etc. O primeiro modelo é esperado para o início de 2015 e, caso caia nas graças do público, certamente receberá apoio de outras empresas interessadas em produzir módulos para o aparelho.

Matéria publicada em http://olhardigital.uol.com.br/noticia/42727/42727

Google Glass começa a ser vendido fora dos EUA

Divulgação
O Google Glass não é mais exclusividade dos norte-americanos, porque a empresa lançou os óculos inteligentes na Europa, também. A partir de agora, eles podem ser comprados no Reino Unido.

O produto está disponível por £ 1 mil, em seis cores, podendo ainda ser adquirido no modelo Titanium, que permite usar lentes corretivas.

Há uma série de acessórios extras que os interessados podem comprar, como fones de ouvido, estojos e bolsas. As entregas estão listadas para acontecer entre um e dois dias após a realização da compra.


Samsung deve apresentar relógio com Android nesta semana

Parecido com gadgets da linha Gear, novo relógio da Samsung com Android Wear deve ser lançado na Google I/O. A conferência do Google começa na quarta-feira

Bloomberg
A Samsung pode anunciar seu primeiro relógio inteligente com sistema operacional Android Wear durante a Google I/O. A conferência anual de desenvolvedores do Google acontece nos próximos dias 25 e 26.

De acordo com rumores, o gadget seria parecido com os dispositivos da linha Gear. A expectativa é de que o modelo conte com chips da Qualcomm ou da própria Samsung.

Procurada por sites especializados como CNET.com, a Samsung desconversou. Mas, em nota, a empresa afirmou que segue "comprometida com a inovação constante e novos produtos estão sempre em desenvolvimento".

Android Wear

Além da Samsung, LG e Motorola também devem aproveitar a Google I/O para lançar relógios inteligentes com Android Wear. Baseado em comandos de voz, o sistema operacional foi lançado em março e foi criado para os wearables (ou dispositivos de computação vestível).

Números divulgados pelo IDC dão conta de que o mercado de wearables hoje ainda é pequeno. Até o fim do ano, cerca de 19 milhões de gadgets deste tipo devem ter sido vendidos. Até 2018, o IDC espera que este número pule para cerca de 112 milhões de unidades.

O Android Wear promete ser uma das grandes atrações da Google I/O. Com público previsto de 6 mil pessoas, a conferência vai acontecer em São Francisco, nos EUA.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Mistério resolvido, Google está por trás do Webdriver Torso

O canal Webdriver Torso, do YouTube, já subiu mais de 80 mil vídeos de 11 segundos de duração. Agora, o Google afirmou estar por trás do canal

Reprodução
Algumas coisas são mais divertidas antes de serem explicadas. Esse é o caso de um canal misterioso do YouTube, o Webdriver Torso. Recentemente, o Google admitiu que está por trás do canal que sobe milhares de vídeos enigmáticos.

Desde março de 2013, o canal vinha causando alvoroço na internet. Ele tem mais de 80 mil vídeos publicados, com formas geométricas azuis e vermelhas. Todos os vídeos têm apenas 11 segundos de duração.

As especulações passaram desde alienígenas até a Nova Ordem Mundial. Mas no final das contas era apenas o Google.

Os vídeos são enviados pela empresa como teste de qualidade do YouTube. Aparentemente, o conteúdo é sem importância, apenas um arranjo randômico de formas e sons. De acordo com uma fonte do YouTube, eles são extremamente simples de serem feitos.

O Google vinha fazendo mistério sobre o assunto e até estimulando os internautas. Ao buscar o nome do canal, "Webdriver Torso", no YouTube, a página com os resultados aparece cheia de retângulos coloridos.

A descoberta sobre a ligação com o Google foi feita pelo site Engadget, que conseguiu relacionar a conta a alguns perfis de funcionários da empresa na Suíça. O Google então confirmou o envolvimento e enviou uma explicação oficial.

“Nunca vamos desistir de entregar uploads rápidos e sem perda de qualidade, e nunca iremos decepcionar vocês ao tocar vídeos de baixa qualidade no YouTube. É por isso que nós sempre rodamos testes como o Webdriver Torso”, escreveu o Google.

A mensagem usa pedaços da música “Never Gonna Give You Up”, de Rick Astley. O meme rickrolling (vídeo do artista dançando) havia sido publicado no canal Webdriver Torso.

As versões conspiratórias podiam ser mais interessantes. Mas o Google adotou a letra de Rick Astley, “nunca diremos uma mentira e machucaremos vocês”.

Veja abaixo o vídeo do Webdriver Torso com Rick Astley dançando: