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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Como descobrir o que o Google sabe sobre você

Andrew Harrer/Bloomberg
Não é segredo que o Google coleta dados sobre a vida de seus usuários. O objetivo disso é poder oferecer propagandas e anúncios bem direcionados. A grande vantagem para o Google é poder cobrar um valor mais alto das empresas que fazem os anúncios.

Ao usar o Google ou qualquer outro produto da empresa, os usuários estão autorizando que informações sejam coletadas (você não achou que o Google oferecia esse monte de coisas legais de graça à toa, não é?).

São diversos métodos usados para coletar as informações. Desde os termos buscados no Google, até o que é compartilhado no Google+ ou os lugares que são buscados no Maps.

Se você quiser descobrir tudo (ou quase tudo) que a empresa sabe sobre você, aqui vai um guia rápido.

Para isso, basta entrar na página de configurações enquanto logado na conta do Google. A página é https://www.google.com/settings

Lá, é preciso clicar em “Histórico da Conta”, que fica na parte superior da página. Depois disso, basta ir até o final da página, encontrar “Anúncios” e clicar em “Editar Configurações”. Se você preferir, este é o link direto para a página.

O Google mostra de forma automática o que ele sabe sobre o usuário. São desde informações básicas como sexo e idade, até outras mais complexas.

Na parte de “Interesses” ao clicar em “Editar” são exibidos os assuntos que o usuário acha interessantes. No meu caso, são 150 áreas de interesse encontradas pelo Google.

Os assuntos são relativamente apurados. Um ou outro fogem das minhas áreas de interesse de verdade. Isso se explica por buscas por termos que estejam fora da minha área de interesse real.

O Google ainda mantém registrados todos os vídeos que o usuários já assistiu no YouTube, as buscas feitas no YouTube e um mapa de lugares por onde se passou.

E esse mapa é uma das coisas mais assustadoras (e interessantes). Ele funciona especialmente para usuários de Android que autorizaram o funcionamento dessa ferramenta. O smartphone (ou tablet) pode pegar a geolocalização entre determinados espaços de tempo.

O mapa pode ser acessado neste link. É possível visualizar os dados escolhendo as datas. O usuário também pode escolher por apagar as informações de alguns dias ou então exportar todo o conteúdo.

Matéria publicada em http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/como-descobrir-o-que-o-google-sabe-sobre-voce

quarta-feira, 21 de maio de 2014

eBay é invadido por hackers e pede que usuários mudem senhas

Ataque acessou banco de dados com informações como senhas, endereços de e-mail e endereços residenciais. Dados financeiros não foram comprometidos

Dan Kitwood/Getty Images
O site de comércio eletrônico eBay pedirá para seus usuários trocarem suas senhas. Isso acontecerá devido a um ataque virtual às bases de dados do site. O eBay tem 140 milhões de contas ativas no mundo. No ano passado, 1 milhão de brasileiros fizeram compras no site.

Nessas bases ficavam as senhas criptografadas e outras informações não relacionadas a bancos dos usuários. De acordo com o eBay, análises do sistema mostraram que o ataque não foi capaz de acessar informações sobre os cartões de crédito cadastrados no site.

Os hackers foram capazes de ter acesso às credenciais de funcionário do eBay. Foi assim que eles foram capazes de acessar áreas do banco de dados da empresa.

A base de dados, que foi comprometida entre fevereiro e março deste ano, inclui: nome dos usuários, senhas criptografadas, endereço de e-mail, endereço físico, número de telefone e data de nascimento.

De acordo com o eBay, a empresa notou que o acesso de alguns funcionários havia sido comprometido por hackers há cerca de duas semanas. Investigações de especialistas identificaram o ataque à base de dados e o eBay resolveu fazer um anúncio hoje alertando seus usuários.

Ainda segundo a empresa, nas investigações não foram detectadas compras irregulares graças ao acesso aos dados. As informações das contas de PayPal dos usuários são mantidas em servidores diferentes. Não houve qualquer acesso a essas informações.

Hoje, o eBay enviará mensagens por e-mail para seus usuários alertando sobre o ataque e sugerindo que as senhas sejam alteradas.

Brasil

O eBay entrou oficialmente no Brasil há poucas semanas. A empresa lançou uma versão do site traduzida para o português.

Segundo número do próprio eBay, em 2013, um milhão de brasileiros fizeram compras no site.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Facebook monitora tudo que você digita na rede social

Em vez de apagar o registro de uma publicação não divulgada, a empresa captura essas informações e as envia para o seu banco de dados

Getty Images
O Facebook detecta e armazena tudo que você digita na rede social, mesmo que a mensagem não seja publicada. É o que indica uma pesquisa divulgada pela Universidade de Maryland no site Slate. Em vez de apagar o registro de uma publicação não divulgada, a empresa captura essas informações e as envia para o seu banco de dados, de acordo com o Jennifer Golbeck, diretora do laboratório de interação humano-máquina da universidade.

A pesquisadora diz que o Facebook quer saber tudo que vem na cabeça dos internautas porque a empresa está "encorajando os usuários a baixar os padrões das coisas que eles compartilham com amigos na rede social". "O Facebook monitora esses pensamentos não publicados para melhor entendê-los, com o objetivo de construir um sistema que minimize esse comportamento deliberado", afirma Jennifer.

O estudo recente investiga as razões pelas quais o Facebook quer ter um registro da auto-censura dos internautas. A pesquisa, que foi feita com 5 milhões de usuários do Facebook que falam inglês, analisou atualizações de status, envio de mensagens no mural, comentários, entre outros recados abortados.

Realizado pelo cientista de dados do Facebook e e pelo estudante Ph.D na Sauvik Das, o estudo indica que a rede social analisa esses dados porque ele "perde valor pela falta de produção de conteúdo" cada vez que uma publicação deixa de ser publicada.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Novo disco armazena informações por 1 milhão de anos

Reprodução
A capacidade de armazenamento é algo que tem melhorado muito ao longo dos anos. Partindo do primeiro computador comercial feito pela IBM até os dias atuais a evolução é notável, pois se aquela máquina de 1956 dependia de 50 discos de 24 polegadas para guardar 5 megabytes de informação, hoje existem discos rígidos de 3,5 polegadas que armazenam 1 terabyte.

Uma coisa, porém, não mudou: a quantidade de tempo pelo qual os discos conseguem manter os dados. Desde o começo isso não passa de algo em torno de uma década.

Isso está prestes a mudar graças a Jeroen de Vries, da Universidade de Twente, na Holanda, que junto com colegas desenvolveu e construiu um disco capaz de armazenar informações por 1 milhão de anos. Ou mais.

O método por trás da descoberta, por incrível que pareça, é simples: o disco é feito de um metal fino onde os dados são gravados no padrão de linhas e em seguida cobertos por uma camada protetora. O metal escolhido foi o tungstênio, cuja temperatura de fusão é 3.422 ºC, e a camada é de nitreto de silício. As linhas de gravação têm 100 nanômetros de largura e os dados foram gravados em forma de QR code.

Os pesquisadores usaram técnicas de aceleração de envelhecimento para testar a criação - já que não dá pra esperar 1 milhão de anos até a decomposição - e descobriram que dava certo.

Para que os dados sobrevivam durante todo esse tempo, o disco teria de ficar intacto por 1 hora sendo aquecido ininterruptamente a 445 kelvin, o que ocorreu com facilidade. Na verdade, a unidade aguentou até 848 k, embora uma boa quantidade de informações tenha se perdido.

Por que isso é importante? Com uma sociedade cada vez mais conectada que não para de gerar conteúdo, preservar a História pode se tornar um problema daqui a alguns anos. Se houver um disco que aguente por tanto tempo o que acontece hoje poderá ser visto pela posteridade.