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terça-feira, 18 de março de 2014

Google paga US$ 310 mil a hackers que acharam falhas no Chrome

Reprodução
Na semana passada, aconteceram os concursos Pwn2Own e Pwnium, que premiam hackers que conseguem quebrar a segurança dos principais navegadores do mercado e sugerir soluções para melhorá-la. Depois do evento, o Google já corrigiu as quatro falhas encontradas no Chrome e Chrome OS, que renderam US$ 160 mil aos hackers.

As falhas foram reveladas no blog oficial do Chrome, citando a premiação. Uma empresa de segurança francesa chamada Vupen, que é especializada em encontrar este tipo de vulnerabilidades, recebeu US$ 100 mil. Já os outros US$ 60 mil ficaram para um pesquisador anônimo.

Ambos tiveram sucesso em hackear o Chrome na última quinta-feira, durante o Pwn2Own. O Google divulgou algumas informações sobre como eles conseguiram o feito no blog, embora tenha prometido entrar em detalhes apenas em um futuro indeterminado.

As falhas são referentes a problemas no motor do navegador, o Blink, na área de transferência do Windows, corrompimento de memória e em diretório transversal. “Nós acreditamos que ambos os envios são ‘obras de arte’ e merecem mais reconhecimento e compartilhamento”, explica o Google.

O Chrome OS também foi atualizado, com sete vulnerabilidades corrigidas, quatro delas encontradas pelo hacker George Hotz, conhecido também como “geohot”, que já ficou famoso por quebrar as travas do iPhone e do Playstation 3. Pela contribuição, ele receberá US$ 150 mil. Ele também receberá um prêmio de US$ 50 mil por quebrar a segurança do Firefox.

quarta-feira, 12 de março de 2014

WhatsApp para Android tem falha que permite roubo de dados

Mensagens trocadas pelo WhatsApp no Android ficam gravadas na memória do smartphone e podem ser lidas por outros apps

Thomas Samson/AFP
Uma falha no Android pode permitir que usuários do WhatsApp tenham suas mensagens roubadas por hackers. O problema foi descoberto pelo consultor de segurança Bas Bosschert, chefe de tecnologia da empresa holandesa Double Think.

"A base de dados do WhatsApp fica arquivada no cartão de memória dos celulares, que pode ser lido por qualquer app de Android que tenha acesso ao cartão liberado pelo usuário", afirmou Bosschert em texto publicado em seu blog.

A partir dessa informação, ele desenvolveu um app com o intuito de acessar os dados do WhatsApp arquivados num determinado smartphone. E conseguiu roubar informações salvas pelo WhatsApp no cartão de memória.

O risco de roubo de dados é, na verdade, baixo. O usuário teria de instalar algum aplicativo maligno, feito para ler as conversas na memória e transmiti-las para algum bisbilhoteiro.

Embora haja muitos apps malignos para Android, eles não costumam aparecer na loja Google Play. Em geral, são distribuídos em sites alternativos. Assim, quem só baixa aplicativos da Google Play está razoavelmente protegido contra esse tipo de ataque.

Com 450 milhões de usuários ativos, o WhatsApp é um app que permite a troca de mensagens gratuita entre seus usuários. No último dia 19, a ferramenta foi comprada pelo Facebook por 16 bilhões de dólares.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Falha no Android faz sistema drenar bateria de aparelhos

A falha, já com uma solução em desenvolvimento, faz com que um processo “drene” a carga e esquente aparelhos com chips da Qualcomm, em especial o Nexus 5

Getty Images
Após reclamações de usuários em relação às baterias de seus smartphones, o Google anunciou nesta semana a descoberta de um bug na versão mais recente do Android.

A falha, já com uma solução em desenvolvimento, faz com que um processo, rodando em segundo plano na edição 4.4.2 do KitKat, “drene” a carga e esquente aparelhos com chips da Qualcomm, em especial o Nexus 5.

O programa afetado pelos bugs é chamado de “mm-qcamera-daemon”, conforme escreveu um dos desenvolvedores envolvidos no Android OSP, identificado como etalvala, em um post no fórum de discussão de falhas do projeto. O processo é responsável por dar a outros aplicativos, como o Skype e o Snapchat, acesso à câmera dos aparelhos.

O problema pode ter se tornado pior após uma atualização no app da Microsoft, que faz com que ele solicite acesso à câmera com maior frequência, mesmo em segundo plano.

Tanto que uma das soluções temporárias mencionadas é a remoção do aplicativo, ao menos enquanto a atualização com as correções dos bugs que provocam essa falha não é liberada – o que deve acontecer logo, mas sem um prazo definido, como afirmou o desenvolvedor. Aliás, ele ainda ressaltou que o problema não é no Skype, e sim no sistema operacional.

No entanto, na postagem no fórum é feita referência apenas ao Nexus 5. Usuários ainda relataram casos de baixa duração de bateria envolvendo outros aparelhos com processadores da Qualcomm, como o Samsung Galaxy Note 3 rodando o Android 4.3 e o Moto X, da Motorola, com o 4.4.2 mesmo.

Aos donos desses aparelhos, o desenvolvedor recomendou entrar em contato diretamente com as fabricantes. Isso porque, apesar do nome do processo problemático ser igual, a falha e a solução podem ser diferentes, dadas as disparidades de software existentes entre esses smartphones – com Androids modificados, mesmo que levemente – e o Nexus 5.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Roteador de rede causou a queda do WhatsApp

Reprodução
O fundador do WhatsApp, Jan Koum, emitiu um pedido de desculpas neste domingo e culpou o roteador da rede pelo aplicativo de mensagens por celular ter ficado fora do ar no último sábado.

"Pedimos desculpas", escreveu Koum. "Foi o nosso mais longo período fora do ar em anos. Foi causado por uma falha no roteador da rede que afetou nossos servidores."

"Nós trabalhamos para resolver o problema e garantir que não vai acontecer de novo."

O WhatsApp saiu do ar por mais de três horas no sábado, dias depois do Facebook comprá-lo por 19 bilhões de dólares.

A companhia de cinco anos de idade tem atualmente cerca de 450 milhões de usuários no mundo inteiro e é o principal aplicativo de mensagem do mundo.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Google veta Brasil em disputa que dará até R$ 360 mil por falha revelada

Realizada no Canadá durante a CanSecWest, a Pwnium 4 é uma competição que vai dar prêmios totalizando até R$ 6,4 milhões para quem demonstrar ataques ao Chrome OS

9to5google
A Google recentemente divulgou as regras da sua Pwnium 4, competição que deve ser realizada durante a conferência de segurança CanSecWest, no Canadá, e que vai dar até US$ 2,7 milhões (aproximadamente R$ 6,4 milhões) em prêmios para quem demonstrar falhas no Chrome OS em computadores com processadores Intel e ARM. Cada ataque demonstrado pode ser recompensado em até US$ 150 mil (algo em torno de R$ 360 mil).

As regras da competição curiosamente excluem a participação de pessoas que morem no Brasil, sem qualquer explicação sobre os motivos da proibição por parte da Google. Residentes do Irã, Síria, Sudão e Coreia do Norte – países que sofrem embargos dos Estados Unidos – também não podem participar. Além disso, ainda ficam de fora os moradores da província de Quebec, no Canadá, e da Itália.

Todas as brechas demonstradas pelos atacantes terão de ser inéditas e exclusivas, ficando o participante obrigado a informar todos os detalhes técnicos à Google durante a demonstração – incluindo o código que utilizarem para explorar a falha no sistema. A empresa ressalta que ataque mais sofisticados que revelem problemas sérios podem receber prêmios maiores do que os preestabelecidos.
Falando de cifras

É improvável que o valor total que a Google reservou para prêmios durante a competição seja totalmente usado, já que ele supera a soma de todas as recompensas pagas pela gigante das buscas para falhas encontradas até hoje, que chega a pouco mais de US$ 2 milhões. Recentemente, o Facebook divulgou que o maior pagamento por bug encontrado foi feito para um brasileiro, que mora em São José dos Campos, em São Paulo, e ganhou R$ 78 mil.

O evento Pwnium 4 acontecerá simultaneamente a outra famosa competição do tipo, a Pwn2Own. Com demonstrações de ataques ao Chrome e outros navegadores, a disputa paralela à da Google dá mais liberdade para que os participantes escolham quais dados irão fornecer e quais vão reter dos desenvolvedores dos softwares atacados – motivo que levou a gigante das buscas a criar seu próprio evento.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Google pagará US$ 2,7 milhões a quem descobrir falhas no Chrome OS

Reprodução
Nesta semana um brasileiro se tornou a pessoa mais bem remunerada pelo programa de descoberta de falhas do Facebook, mas os US$ 33,5 mil que Reginaldo Silva recebeu não chegam perto da quantia oferecida pelo Google para quem quebrar a segurança do Chrome OS.

A gigante de buscas anunciou quais serão os prêmios de seu evento anual de hacking, o Pwnium 4, que acontecerá em Vancouver, no Canadá. No total serão pagos US$ 2.718,28 milhões - uma piada com o Número de Euler, conceito importante para quem escreve algoritmos.

O campeão levará para casa a quantia de US$ 150 mil, mas só se conseguir hackear o sistema operacional através de uma página da internet e, mesmo após o reboot, mantiver o controle sobre a máquina.

Haverá mais um prêmio alto, de US$ 110 mil, a ser pago por outras falhas sérias descobertas no Chrome OS que possam ser entregues pela web. E mesmo brechas pequenas serão recompensadas.

Facebook paga 80 mil reais a brasileiro por falha descoberta

Formado pelo ITA, Reginaldo Silva achou brecha que permitia que hackers tivessem acesso a dados do site

Reprodução
O Facebook anunciou nesta semana que pagará cerca de 80 mil reais ao brasileiro Reginaldo Silva por conta da descoberta de uma falha em seu sistema. De acordo com a empresa, o valor é a maior recompensa já paga por eles por um achado desse tipo.

Em novembro de 2013, Silva informou ao Facebook sobre uma falha que permitia que hackers invadissem e controlassem o servidor do site e tivessem acesso a dados privados.

"Usados de maneira maliciosa, erros como esse podem gerar prejuízos enormes", afirmou Silva em entrevista à Folha.

Em nota sobre o problema, o Facebook afirmou que, logo após ser informado, adotou uma medida provisória para corrigir a falha.

Formado pelo ITA

Essa não foi a primeira falha descoberta por Silva, mestre em Engenharia Eletrônica e Computação formado pelo ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica) em 2011.

Em seu site, ele relata também ter reportado problemas ao Netflix, Microsoft e Google - entre outras empresas.

No texto em que informou ao Facebook sobre o problema, Silva descreve seu trabalho de caçador de falhas: "eu vou procurar caminhos para hackear o seu site ou aplicação - se tudo der certo, antes dos hackers fazerem isso".

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Malware ataca jogadores de World of Warcraft

Falha pode roubar senhas e dados dos usuários do popular jogo online

Getty Images
A desenvolvedora Blizzard identificou um malware que pode roubar senhas e dados de jogadores do popular World of Warcraft.

O trojan seria instalado a partir de uma versão falsa – mas funcional – do Curse Client do jogo, usado para executá-lo, e baixado a partir de um website também falso.

Segundo o site Eurogamer, a ameaça foi baixada por usuários que buscavam pelo download oficial em engines de busca, como o Google.

O link “pirata” aparecia bem colocado nos resultados, o que, somado ao aspecto oficial da página, pode ter provocado confusão por parte de alguns usuários.

No fórum do jogo, um dos agentes de suporte técnico da companhia, identificado como Ressie, afirma ter encontrado o malware e o submetido à avaliação de desenvolvedores de antivírus.

Em seu post, ele cita Malwarebytes, Avast, Microsoft Security Essentials, Kaserpsky, McAfee, entre outros – ou seja, é bem provável que, nas próximas horas, todos os software de segurança estejam preparados para identificar e eliminar o problema.

Outro responsável pelo suporte interno de World of Warcraft, Kaltonis, ainda deu algumas recomendações para usuários que, possivelmente, baixaram o cliente falso.

“O método mais fácil de remover o trojan é apagar o Curse Client falso e escanear o computador com algum antivírus atualizado”, diz ele na postagem.

Já quem foi comprometido pelo malware, pode seguir as instruções na página de segurança da própria Blizzard, de acordo com Kaltonis.

“Faremos o possível para consertar tudo, como sempre fazemos”, garantiu. Segundo o suporte técnico, esse é o único caso confirmado em vários anos de ataque “man-in-the-middle” ao World of Warcraft.

Esse tipo de invasão consiste em um “interceptador” de informações, que fica entre o usuário e, no caso, o servidor da Blizzard.

Quando os dados são enviados pelo dono da conta, o cracker os acessa antes, optando ou não por mandá-los ao lugar certo em seguida.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Galaxy S4 tem falha de segurança grave, diz especialista

Falha no Galaxy S4 permitiria, a um hacker mal intencionado, interceptar mensagens e informações sigilosas do usuário

Divulgação
Um pesquisador da Universidade Ben-Gurion, em Israel, diz ter descoberto uma falha de segurança grave no Galaxy S4, da Samsung, um dos smartphones mais vendidos no mundo.

A falha descrita pelo especialista israelense permitiria, a um hacker mal intencionado, ter acesso a e-mails e informações sigilosas do usuário. Ela afeta o sistema Knox, um conjunto de funções de segurança dos smartphones avançados da Samsung.

Com o Knox, a Samsung tenta conquistar empresas que necessitam de alto nível de segurança em seus dispositivos móveis. O sistema também está sendo homologado pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos para uso nas forças armadas americanas.

“Para nós, o Knox é o que há de mais avançado em segurança para dispositivos móveis. Ficamos surpresos ao descobrir que existe um furo tão grande nele, que ainda não foi consertado”, diz, num comunicado, Mordechai Guri, o descobridor da falha.

“O Knox tem sido amplamente adotado por muitas empresas e órgãos de governo. Essa falha tem de ser resolvida imediatamente, antes que caia em mãos erradas”, prossegue Guri. Ele acrescenta que já passou, à Samsung, os detalhes técnicos sobre a brecha de segurança.

A Samsung disse ao Wall Street Journal que está investigando o problema. Disse, também, que ele não parece ser tão grave quanto afirma Guri. Na avaliação inicial da empresa, a ameaça ao Galaxy S4 é similar à trazida por outros ataques já conhecidos.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Brecha no Safari deixa senhas expostas para invasores

Pequeno arquivo em versões antigas do Safari, gerado ao salvar a última sessão de navegação, é capaz de expor senhas e nomes de usuário em “texto plano”

John G. Mabanglo/AFP
Pesquisadores do Kaspersky Lab encontraram um grande problema em versões desatualizadas do Safari. Um pequeno arquivo, gerado ao salvar a última sessão de navegação, é capaz de expor senhas e nomes de usuário em “texto plano” – tudo ficaria facilmente acessível a um eventual invasor na máquina.

O problema acontece caso o usuário utilize o recurso para restaurar a sessão. No Safari, a funcionalidade, comum a praticamente todos os navegadores de hoje, faz com que um arquivo LastSession.plist com todas as informações seja criado. Graças a ele, assim que o browser é reaberto, até mesmo as abas que estavam logadas são recarregadas.

Mas ao contrário do que acontece em outros programas do gênero, no Safari esses dados não são criptografados. No exemplo dado pela Kaspersky, ao abrir o arquivo plist, o login e a senha salvos na sessão ficam bem legíveis. E não é necessário nem usar um programa específico para visualizar as informações, já que o sistema suporta a extensão por padrão.

Para deixar tudo mais claro, “você pode imaginar o que aconteceria se um criminoso ou um programa malicioso tivesse acesso ao arquivo LastSession.plist”, diz o pesquisador da Kasperksy em um post no SecureList. Caso o usuário estivesse logado em alguma rede social ou mesmo no banco, o invasor teria pleno acesso a todos os dados.

O laboratório de segurança classifica a falha como gravíssima, e afirma já ter comunicado a Apple sobre o problema. A empresa ainda não se manifestou, mas é provável que corrija o bug em breve.

Quanto à prevenção, não há tanto com o que se preocupar. Nenhum malware que se aproveita da brecha foi identificado, e ela está presente apenas no Safari 6.0.5 (8536.30.1) do OS X 10.8.5 e no Safari 6.0.5 (7536.30.1) do OS X 10.7.5. Assim, quem está com a última versão do navegador ou do sistema operacional ainda não precisa se preocupar.

Brecha de segurança em apps para iOS dá acesso a arquivos do usuário

Getty Images
Falhas graves de segurança foram encontradas em três aplicativos para iOS, o Easy File Manager, o WiFi HD Free e o FTPDrive. O responsável pelo achado foi o especialista Bruno Oliveira, consultor sênior de segurança da Trustwave. Segundo ele, as brechas permitem que invasores leiam e até mesmo apaguem arquivos de um iPhone.

A descoberta foi revelada pelo brasileiro durante o evento de segurança AppSec, realizado nesta semana nos Estados Unidos. Oliveira pesquisou mais de uma dezena de aplicativos criados para armazenar e compartilhar arquivos, e vulnerabilidades foram encontradas nesses três. Segundo o consultor, o Easy File Manager é talvez o mais problemático, já que “permite a um possível invasor ver, listar, publicar e deletar arquivos” de um dispositivo com iOS. 

As consequências para quem utiliza um dos apps do trio são diversas. Um cracker pode, por exemplo, roubar informações pessoais do usuário armazenadas no dispositivo. E a situação pode ser ainda pior caso o aparelho esteja conectado a uma rede corporativa.

“Nesse caso, o mesmo invasor poderia utilizar o dispositivo para acessar, monitorar e investigar a rede”, diz Oliveira. “Ou pior: até atacá-la, utilizando como sistema base o aparelho iOS comprometido.” Em um iPhone com jailbreak (desbloqueado), o ataque pode ser ainda mais devastador, já que não há limitações do sistema que impeçam um cracker de praticamente tomar o controle do smartphone ou tablet – e possa até mesmo apagar o sistema operacional.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Compradores do PS4 relatam falha com "linha azul da morte"

Reprodução
Antes do lançamento do PS4, algumas unidades do console distribuídas para a imprensa e vencedores de concursos já haviam dado problema. Três dias após o início das vendas, na última sexta-feira, fica claro que não se tratava de acidente. Até o momento, são vários os relatos de quem adquiriu uma das primeiras unidades do console e recebeu um "tijolo".

O problema mais sério até o momento parece ser a "linha azul da morte", retratada em vários vídeos do YouTube. Onde deveria haver uma luz branca estável é mostrada uma luz azul piscante. Nestes casos, não há saída de vídeo, o que impede totalmente que qualquer jogo seja executado. Em alguns casos, houve solução por meio de atualização de software, mas muitos ainda precisarão trocar seus consoles, o que pode demorar, devido à escassez do produto nas lojas.

Outro problema comum, mas um pouco menos preocupante é a "linha vermelha da morte", em que uma luz vermelha começa a piscar para indicar superaquecimento do console. O PS4, no entanto, aparenta ser mais inteligente que as primeiras unidades do Xbox 360 (com o famoso "anel vermelho da morte"); se o console superaquece, ele se desliga e só volta a funcionar após o resfriamento, para preservar o funcionamento a longo prazo do dispositivo.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Empresa afirma que precisão de toque nas telas de iPhones 5s e 5c é pior que a do GALAXY S III

Um recente estudo da empresa OptoFidelity para verificar a precisão de telas sensíveis ao toque está dando o que falar — pudera, basta juntar as palavras “Apple” e “falha” no título de qualquer artigo para que a coisa ganhe uma proporção enorme. Neste caso, o título em questão foi “Testes TPPT da OptoFidelity mostram falhas significativas na precisão de toques em iPhones”.

Resumidamente, eles testaram a precisão do toque da tela de um iPhone 5s, um iPhone 5c e um Samsung GALAXY S III. O teste foi realizado por dedos artificiais (mecânicos) de robôs, os quais fizeram centenas de toques/gestos nas telas. Depois, as localizações desses toques são comparadas com os locais exatos onde os registros dos toques foram feitos. Se o toque foi registrado em até 1mm do local exato que o dedo mecânico encostou, ele é mostrado no mapa como um ponto verde — caso contrário, o ponto é vermelho.

O resultado, você pode conferir abaixo:


Sim, de acordo com eles a precisão dos toques nas telas dos iPhones 5s e 5c é muito pior do que na do GALAXY S III, que se saiu muito bem no teste e perdeu precisão apenas nas margens da tela. Para os mais curiosos, o estudo completo pode ser lido neste PDF.

Só que algumas pessoas estão questionando a metodologia do estudo que, consequentemente, influencia o resultado obtido pela OptoFidelity. Uma dessas pessoas é Nick Arnott, do Neglected Potential.

Como ele bem observou, a área verde do resultado do iPhone mostra exatamente aquela região imaginária que é alcançada facilmente pelo dedão, independentemente da mão com a qual você esteja segurando (apesar de ele ter usado como exemplo a direita). Faça o teste você mesmo: pegue o seu aparelho e veja como o dedão cobre toda essa área, já que você não precisa esticá-lo para encostar nesse pedaço da tela — bem diferente de tentar tocar no canto esquerdo/direto superior, por exemplo.

Essa imagem mostra exatamente o ponto no qual Arnott quer chegar, vejam só:


Nela, podemos ver os resultados do teste de precisão de toques sobrepostos no teclado do iOS. No centro, sobre as teclas T e Y, por exemplo, os círculos negros que representam o toque do dedo mecânico mostram pontos verdes quase que centralizados em seu interior, indicando que o iPhone registrou os toques muito próximo de onde eles realmente aconteceram.

Mas se a gente for um pouco para a esquerda ou para a direita, a imprecisão começa. Repare que os pontos começam a mudar numa mesma direção. Nas letras E e W, por exemplo, vemos os pontos verdes se movendo para o lado esquerdo do círculo preto, local exato do toque do dedo mecânico. Já na área próxima à letra Q, o iPhone começa a registrar os toques 1, ou mais para a esquerda de onde o toque real do dedo mecânico aconteceu. A mesmíssima coisa acontece para o outro lado, invertendo, é claro, a direção dos toques/imprecisões.

A conclusão do teste indica que isso é uma falha na precisão da respectiva parte da tela sensível ao toque, mas será que isso é uma falha ou um recurso?

Para Arnott — na verdade para qualquer pessoa —, existe um padrão nessas imprecisões: quanto mais você se afasta da área facilmente coberta pelo dedão, maior é a imprecisão do toque. O pulo do gato aqui é justamente esse, pois essa imprecisão acaba facilitando as coisas para o usuário, tornando o local exato que o dedão quer encostar mais próximo da área facilmente acessada por ele. Reparem que o ponto exato do dedão que entra em contado com a tela vai mudando de acordo com o quanto ele está esticado. De novo, faça um teste (este mais extremo) e tente encostar no ícone da bateria do iPhone, lá em cima. Dá para perceber que a parte do dedão que encosta na tela é diferente da que encosta quando você quer tocar no meio da tela, por exemplo.

A percepção que temos da tela também varia, afinal, não vemos o aparelho num ângulo reto (90º) a todo momento. Resumindo a ideia de Arnott, o teste da OptoFidelity é totalmente robótico/automático e não leva em consideração variações mais do que normais do uso de um aparelho desses por um humano.

Os robôs viram os alvos de seus toques na tela num ângulo perpendicular. Eles também estão tocando na tela num ângulo perpendicular, todas as vezes. Geralmente, essa não é a forma como pessoas interagem com seus telefones.

O que o teste *não* mostra é a precisão de toques de usuários baseados no local aonde essas pessoas querem tocar. A aposta de Arnott é exatamente essa: apensar de não ter como comprovar, ele acredita que a Apple baseia seus estudos e testes justamente nesse tipo de comportamento, tentando entender aonde o usuário quer encostar baseando-se na maneira como pessoas reais seguram um iPhone, algo totalmente diferente do que a OptoFidelity avaliou.

Para os céticos de plantão, não custa lembrar de um comercial veiculado pela Apple na época do lançamento do iPhone 5. Confira:


Se a empresa chegou a criar um comercial para destacar o tamanho de tela que eles consideram perfeito e como, com apenas um dedo, a gente consegue ter acesso a praticamente toda a tela do aparelho, eu coloco a minha mão no fogo e estou com Arnott: a Apple leva tudo isso (utilização real do produto) em consideração na hora de calibrar a precisão dos toques na tela do aparelho.

Para terminar, a OptoFidelity — que comercializa soluções de testes automatizados, é bom deixar claro — também realizou estudos parecidos com aqueles da Agawi que já destacamos aqui no site. Nele, uma câmera mede o tempo de resposta de um app, ou seja, a latência entre o tempo que um usuário (nesse caso, dedos mecânicos) toca na tela do dispositivo e a resposta no display do aparelho.



segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Android falha após chegada do horário de verão

Usuários de Android relataram problemas no acesso ao Chrome depois de mudança de horário no Brasil. Google reconheceu a falha e diz trabalhar em uma correção

Android Jelly Bean
Divulgação
A mudança de horário que aconteceu na madrugada de sábado para domingo em dez estados brasileiros fez com que um bug se manifestasse no Android. Após a chegada do horário de verão, usuários do sistema encontraram problemas para acessar o app do navegador Chrome, que, ao ser aberto, trava imediatamente, impossibilitando qualquer ação.

A empresa reconheceu o problema no último domingo e afirmou que já está desenvolvendo uma correção. Não informou, contudo, quando a atualização estará disponível. Relatos dão conta de que o bug afetou não apenas os brasileiros, mas também os chilenos.

Ainda segundo o Google, o problema foi detectado em variantes anteriores ao Android 4.3 e informou que a versão beta do Chrome não sofre com o bug. Ao que tudo indica, o problema afetou quem deixou que a mudança de horário fosse feita de forma automática e não aqueles que fizeram a modificação manualmente.

Uma forma de resolver a situação, enquanto uma solução oficial não é liberada, foi publicada no Reddit por um usuário identificado como vibrunazo. De acordo com ele, ao realizar a mudança de fuso do Brasil para a Groelândia (GMT -2), foi possível fazer com que o app voltasse a funcionar de forma correta.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Apple dá sinais de que falhou na estratégia do iPhone barato

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Bloomberg News
Os esforços da Apple Inc. para ampliar sua base de clientes com uma versão mais barata do iPhone parecem não estar obtendo os resultados esperados.

A gigante da tecnologia reduziu as encomendas do iPhone 5C às empresas asiáticas que contrata para sua fabricação, segundo pessoas a par da situação. Ao mesmo tempo, varejistas e operadoras de telefonia celular vêm divulgando uma demanda morna para o smartphone, o que levou alguns a reduzir os preços.

O fato de que o 5C pode ter ficado aquém das expectativas da Apple pode não ser de todo ruim, especialmente se isso significar que os consumidores estão comprando mais dos 5S, a versão mais avançada e cara do iPhone que foi lançanda junto com o 5C no mês passado e que, nos Estados Unidos, custa US$ 100 a mais. A Apple aumentou as encomendas do iPhone 5S para o atual trimestre, disseram dois executivos da fabricante taiwanesa Hon Hai Precision Industry Co.

Mas pode ser um sinal de que a Apple calculou mal sua estratégia para introduzir pela primeira vez dois novos modelos de telefones simultaneamente.

A Apple não retornou pedidos de comentários.

Gervais Pellissier, diretor-presidente da telefônica francesa Orange SA, diz que o 5C não está vendendo tão bem como esperado porque é muito caro, e o iPhone 4S, mais antigo, continua sendo uma opção atraente e mais barata. Pellissier diz que o 5C está vendendo "muito menos" do que o modelo 5S.

Da mesma forma, funcionários de várias lojas da rede varejista de eletrônicos Best Buy Co. em todo o leste dos EUA informaram que estão com grandes estoques do 5C, porém muito menos unidades do 5S. Um funcionário avaliou que o 5S está superando seu irmão mais barato em vendas numa base de três para um.

A Apple colocou seus novos celulares à venda em 18 de setembro, em meio a desafios cada vez maiores nos dois extremos do mercado, o sofisticado e o básico, apresentados por competidores fortes como a sul-coreana Samsung Electronics Co. Na faixa sofisticada, a Samsung apresentou no mês passado o Galaxy Note 3, um smartphone de tela grande à venda nos EUA por US$ 700 ou mais. Na faixa mais popular, a Samsung oferece smartphones na China por menos de US$ 100.

Os investidores vinham pressionando a Apple para reagir à concorrência oferecendo um smartphone mais barato para atrair novos compradores, especialmente na China e em outros mercados emergentes de rápido crescimento. Alguns analistas julgaram que a Apple poderia oferecer um aparelho com preço de varejo em torno de US$ 350.

Mas a Apple escolheu um caminho diferente. O 5C é basicamente o iPhone 5, lançado no ano passado, com a diferença que vem em cinco cores diferentes. Ele é vendido nos EUA por US$ 549, mas pode ser adquirido por US$ 99 com um contrato de dois anos com uma operadora.

Quando os dois modelos foram postos à venda, a atenção dos consumidores se focou principalmente no iPhone 5S, que oferecia uma câmera melhor, uma nova tecnologia de sensor de movimentos e um sensor de impressão digital. A demanda pelo modelo dourado foi especialmente alta no início, levando a Apple a aumentar as encomendas.

Hoje as lojas on-line da Apple nos EUA e na China prometem entregar o iPhone 5C no prazo de 24 horas. Mas as encomendas do iPhone 5S demoram de duas a três semanas.

Este mês, a Apple informou às suas duas fabricantes terceirizadas de Taiwan, Pegatron Corp. e Hon Hai, que iria reduzir as encomendas do iPhone 5C para o atual trimestre, disseram as pessoas a par da situação.

A Pegatron, que monta dois terços dos iPhones 5C, segundo analistas, recebeu a informação de que as encomendas seriam cortadas em menos de 20%, disse uma pessoa a par do assunto. Para a Hon Hai, o corte seria de uns 30%, segundo duas pessoas a par do assunto. Um executivo da Hon Hai, que também é conhecida como Foxconn, disse que parou de contratar mais operários devido à redução da encomenda. No mês passado, um executivo havia dito que a Hon Hai iria reforçar a equipe, antecipando fortes encomendas para o iPhone 5C.

Um fornecedor de componentes foi avisado que as encomendas para peças do iPhone 5C seriam cortadas em 50%, disse uma pessoa a par do assunto.

A redução nas encomendas pode indicar uma demanda fraca, ou então que a Apple queria garantir um estoque adequado do 5C, para que os potenciais compradores, que provavelmente estariam migrando de aparelhos rivais, não precisassem sair de uma loja da Apple de mãos vazias. Como isso poderia se agravar com a opção de várias cores, os varejistas tinham grandes estoques de cada uma.

Ainda assim, os sinais de demanda fraca estão em todo o mundo. A China Telecom decidiu baixar o preço do iPhone 5C de 16 gigabytes em 700 yuans (US$ 115) para 3.788 yuans. O Wal-Mart Stores Inc. também passou a oferecer o 5C por US US$ 79 com um contrato de dois anos, um desconto de US$ 20.

"Naturalmente, não está claro o que é o 'sucesso', mas é claro que uma redução de preços por parte de varejistas não é um sucesso, especialmente para a Apple, e especialmente tão depressa", disse Rajeev Chand, diretor-gerente do banco de investimentos Rutberg & Co.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Apple libera correção para bug perigoso do iOS 7

O iOS 7.0.2, liberado nesta quinta-feira pela Apple, corrige uma falha que permite que alguém tenha acesso ao iPhone ou iPad sem digitar a senha de desbloqueio

iPhone 5, da Apple, com o sistema iOS 7
Divulgação
A Apple liberou, nesta quinta-feira, uma atualização para o iOS 7, a recém lançada nova edição do sistema operacional do iPhone e do iPad. O principal objetivo é corrigir uma falha grave de segurança. Ela permite que alguém tenha acesso ao dispositivo sem digitar a senha na tela de bloqueio.

A falha foi descoberta poucas horas depois da liberação do iOS 7, na semana passada. Quem primeiro a relatou foi José Rodriguez, um soldado de 36 anos que mora nas Ilhas Canárias e já encontrou outros bugs em produtos da Apple antes.

Bastam alguns toques nos botões certos para uma pessoa mal intencionada ter acesso aos aplicativos no iPhone ou iPad sem usar a senha de desbloqueio. A Apple já havia divulgado que estava trabalhando numa correção para o problema.

Para o caso de você querer proteger seu dispositivo com uma senha na língua de Aristóteles, a atualização de hoje também reintroduz a opção de teclado grego para digitação da senha, que aparentemente estava faltando no iOS 7.

A atualização pode ser feita via rede Wi-Fi (no app Ajustes, toque em Geral e em Atualização de Software). É recomendável manter o carregador de bateria conectado durante a operação. O download tem cerca de 20 megabytes. 

O vídeo abaixo demonstra a falha de segurança no iPhone: