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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Google veta Brasil em disputa que dará até R$ 360 mil por falha revelada

Realizada no Canadá durante a CanSecWest, a Pwnium 4 é uma competição que vai dar prêmios totalizando até R$ 6,4 milhões para quem demonstrar ataques ao Chrome OS

9to5google
A Google recentemente divulgou as regras da sua Pwnium 4, competição que deve ser realizada durante a conferência de segurança CanSecWest, no Canadá, e que vai dar até US$ 2,7 milhões (aproximadamente R$ 6,4 milhões) em prêmios para quem demonstrar falhas no Chrome OS em computadores com processadores Intel e ARM. Cada ataque demonstrado pode ser recompensado em até US$ 150 mil (algo em torno de R$ 360 mil).

As regras da competição curiosamente excluem a participação de pessoas que morem no Brasil, sem qualquer explicação sobre os motivos da proibição por parte da Google. Residentes do Irã, Síria, Sudão e Coreia do Norte – países que sofrem embargos dos Estados Unidos – também não podem participar. Além disso, ainda ficam de fora os moradores da província de Quebec, no Canadá, e da Itália.

Todas as brechas demonstradas pelos atacantes terão de ser inéditas e exclusivas, ficando o participante obrigado a informar todos os detalhes técnicos à Google durante a demonstração – incluindo o código que utilizarem para explorar a falha no sistema. A empresa ressalta que ataque mais sofisticados que revelem problemas sérios podem receber prêmios maiores do que os preestabelecidos.
Falando de cifras

É improvável que o valor total que a Google reservou para prêmios durante a competição seja totalmente usado, já que ele supera a soma de todas as recompensas pagas pela gigante das buscas para falhas encontradas até hoje, que chega a pouco mais de US$ 2 milhões. Recentemente, o Facebook divulgou que o maior pagamento por bug encontrado foi feito para um brasileiro, que mora em São José dos Campos, em São Paulo, e ganhou R$ 78 mil.

O evento Pwnium 4 acontecerá simultaneamente a outra famosa competição do tipo, a Pwn2Own. Com demonstrações de ataques ao Chrome e outros navegadores, a disputa paralela à da Google dá mais liberdade para que os participantes escolham quais dados irão fornecer e quais vão reter dos desenvolvedores dos softwares atacados – motivo que levou a gigante das buscas a criar seu próprio evento.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Garoto de 12 anos ajudou Anonymous a atacar sites do governo canadense

Ataques ocorreram em maio de 2012, em meio à onda de protestos dos estudantes de Quebec

Garoto de 12 anos ajudou Anonymous a atacar sites do governo canadense
Reprodução/Boy Genius Report
Um garoto de apenas 12 anos foi considerado culpado pela invasão a diversos sites do governo canadense, trabalhando em benefício ao grupo Anonymous.

O rapaz, que não teve seu nome divulgado, ajudou a derrubar páginas, invadir servidores, modificar textos e aparência, além de roubar informações de usuários e repassar para membros do hacktivismo.

Entre os sites que o garoto de Montreal invadiu estão as páginas da polícia de Montreal, do Instituto de Saúde Pública de Quebec e até do governo chileno, entre outros endereços não governamentais.

Os ataques associados às ações desse rapaz chegaram a deixar páginas por até dois dias fora do ar, o que causou um prejuízo estimado em US$ 60 mil. Essas invasões ocorreram durante a época de protestos dos estudantes de Quebec, em maio do ano passado, quando o garoto tinha apenas 11 anos de idade.

Nascido para hackear

O menino compareceu à corte acompanhado do seu pai, e mais detalhes sobre suas ações para o grupo Anonymous serão conhecidas dentro de um mês, quando sai a sua sentença definitiva.

Sabe-se, no entanto, que o garoto pratica atividades hacker desde os 9 anos de idade. Nessa sua operação mais grave, o menino realizou ataques de negação de serviço (DDoS), desfigurou páginas e explorou falhas de segurança que permitiram a divulgação de dados privados de usuários.

Apesar das invasões estarem ligadas à onda de protestos estimulada pelo movimento hacktivista, o rapaz não tinha uma motivação política para participar do ataque. Ele admitiu que trocou e repassou informações com membros dos Anonymous em troca de video games.