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segunda-feira, 12 de maio de 2014

Likes e amigos no Facebook estão à venda por US$ 5

Reprodução
Quem não conhece pessoas que se vangloriam do número de amigos no Facebook ou da quantidade de seguidores no Twitter? Já imaginou, no entanto, comprar likes e seguidores falsos, apenas para aumentar sua popularidade?

Serviços como o Swenzy prometem fazer o usuário alcançar fama online em pouco tempo, por meio de Bots, pequenos programas que criam contas falsas nos sites e curtem páginas ou assistem aos vídeos de quem estiver disposto a pagar.

Embora a prática pareça narcisista, o intuito pode ser meramente mercadológico, já que as páginas mais curtidas são mais compartilhadas e atingem mais pessoas, o que, consequentemente, pode aumentar a venda de produtos. No Instagram, 100 seguidores saem por US$ 4,90 (R$ 10,85), enquanto 1000 likes no Facebook saem por US$ 10 (R$ 23).

O Youtube também é particularmente importante porque paga seus produtores de conteúdo com base na quantidade de visualizações. Por US$ 790, consegue-se 1 milhão de views em um único vídeo, o que talvez renda algum dinheiro.

As intenções dos bots podem ser, ainda, políticas. Durante as eleições os programas podem ser utilizados para "afogar" as opiniões de adversários políticos, como foi feito no Twitter em 2012, no México, quando o PRI utilizou milhares de bots para atrapalhar as mensagens do partido adversário com recados falsos.

Possuir ou administrar um bot não é um crime, mas as redes sociais combatem seu uso porque ele confunde a obtenção de dados e administração correta dos anúncios.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Os bots são responsáveis por mais de 60% do tráfego da internet

BBC
Um novo estudo revelou que 61,5% de todo o tráfego da internet é gerado por bots automáticos. Olá, robozinho!

O estudo, realizado por pesquisadores da Incapsula, mostra que o tráfego produzido por bots aumentou 21% só no último ano. Mas se por um lado isso soa estranho, pode ser que todo esse tráfego automático não seja exatamente uma coisa ruim.

Embora muitos desses bots sejam maliciosos – tentanto roubar dados ou postar publicidade feita do jeito errado -, os pesquisadores apontam que o maior salto nos crescimento dos bots se deu com os “robôs bonzinhos”, que agora são 55% mais ativos.

Normalmente, esses bots do bem servem para indexar conteúdo, ajudam a realizar análises e preservam páginas web para o futuro. Na verdade, parece que que as atividades dos bots maliciosos decaíram – uma queda de 75% na frequência de envio de links de spam postados automaticamente, por exemplo.

Os resultados da pesquisa vieram de uma análise feita por 90 dias, observando 1,45 bilhões de visitas de bots a mais de 20.000 sites. Embora não se trate de uma análise completa, ela certamente pode dar uma ideia do que está acontecendo no mundo selvagem da internet.