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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Microsoft dispara contra Apple e critica "campo de distorção"

Reprodução
A Microsoft não engoliu a série de agulhadas disparadas pela Apple na última terça-feira, 22, quando a rival de Cupertino apresentou os novos iPads. Nesta quarta, um post no blog oficial da Microsoft, assinado por Frank Shaw, vice-presidente corporativo de comunicações da Microsoft, detona vários dos anúncios da Apple, principalmente quando o assunto é o iWork e o tablet da rival.

O anúncio de que a suíte de produtividade da Apple seria gratuita, com direito a cutucada na Microsoft, foi o grande centro das acusações de Shaw, que afirma que o iPad não é um bom sistema de produtividade e o iWork não é uma alternativa à altura do Office. Segundo ele, o Surface é muito melhor neste sentido.

Ele aponta que o Office também é oferecido de forma gratuita nos tablets da Microsoft, que também são vendidos por um preço inferior ao do iPad. Shaw ressalta ainda que o Surface já vem com métodos de input mais precisos, como o teclado da TouchCover, que também possui um trackpad eficiente. Além disso, também é possível executar dois aplicativos lado a lado, possibilitando comparações entre documentos, análise e síntese.

"Vamos ser claros. Ajudar pessoas a matar tempo num tablet é fácil. Dê a eles livros, músicas, vídeos e jogos e eles farão o resto. Todos os tablets fazem isso. Ajudá-los a ser produtivos é mais complicado", explica ele. 

"Não é surpresa que os outros [Apple] falem sobre o quanto de "trabalho" você pode realizar nos seus dispositivos. Incluindo aplicativos de produtividade fracos e confiando em recursos de input de terceiros. Tudo num esforço de convencer as pessoas de que seus dispositivos de entretenimento são realmente máquinas de trabalho", detona Shaw.

Ele completa alegando que os Surfaces oferecem mais armazenamento, tanto interno quanto na nuvem, usam o Office "e não uma imitação que não conseguem compartilhar documentos com o resto do mundo", oferecem recursos como apoio traseiro, porta USB, cartão SD e múltiplas opções de teclado, além da execução de janelas múltiplas simultaneamente.

"Então, quando eu vejo a Apple eliminando o preço de seus fracos aplicativos de produtividade, eu não vejo como uma tentativa de nos deixar para trás, mas uma tentativa de nos alcançar", conclui ele.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Galaxy Gear, da Samsung, recebe mais críticas que elogios

“Ninguém vai comprar este relógio, e ninguém deveria fazê-lo”, diz o New York Times sobre o Galaxy Gear, da Samsung, que chega ao Brasil nesta semana

Relógio inteligente Galaxy Gear, da Samsung


Quando a Samsung anunciou o Galaxy Gear, há um mês, ela causou sensação. Muita gente teve a impressão de que a empresa sul-coreana estava saltando à frente de rivais como Apple, LG e Sony e assumindo a liderança do embrionário mercado de relógios inteligentes.

O Galaxy Gear chegou às lojas em diversos países nesta semana e começa a ser vendido no Brasil neste sábado. A TIM vai dá-lo de brinde para quem comprar um smartphone Galaxy Note 3 no lançamento. Entre as pessoas que o testaram, porém, o sentimento predominante é de decepção. A maioria achou interessante fazer ligações de voz falando ao relógio, como o herói dos quadrinhos Dick Tracy.

Mas praticamente todos reprovam a interface com o usuário e reclamam da escassez de aplicativos para o relógio. Uma das críticas mais negativas foi publicada pelo New York Times: “Ninguém vai comprar este relógio, e ninguém deveria fazê-lo”, afirma David Pogue, responsável pelo teste no jornal.

Embora a maioria dos testadores concorde com Pogue em maior ou menor grau, muitos veem no Gear um prenúncio de futuros modelos que poderão, finalmente, agradar ao consumidor e fazer decolar essa categoria de gadgets.

“Espere um ano ou dois até a Samsung dar um polimento nessa coisa. Você poderá estar falando com seu pulso antes que perceba”, diz Jeremy Kaplan, da Fox News. A previsão parece correta. Mas, com tantas empresas competindo nesse segmento, não há certeza de que a Samsung será a primeira a chegar lá, é claro.

E vale lembrar que o Gear é a terceira tentativa da Samsung nessa área. Antes dele houve os relógios-celulares S9110, de 2009, e SPH-WP10, de 1999. Nenhum dos dois fez sucesso. Pelo jeito, haverá outros. Vejamos alguns detalhes sobre o Galaxy Gear.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

iPhone 5s recebe toneladas de elogios e algumas críticas

Especialistas que testaram o iPhone 5s aprovam a câmera, o leitor de impressões digitais e o desempenho; e reclamam da tela pequena

iPhone 5s, da Apple
Montagem de EXAME.com com fotos da Apple

O iPhone 5s, o smartphone mais poderoso da Apple, chega às lojas nos Estados Unidos e em outros países nesta sexta-feira, mas parte da imprensa americana já testou o aparelho. As análises elogiam a câmera e o processador, aprovam o leitor de impressões digitais e reclamam da tela pequena.

Uma novidade pouco comentada, mas importante para os brasileiros, é o suporte global a redes 4G LTE. Com ele, o iPhone 5s e seu irmão de plástico, o iPhone 5c, devem ser os primeiros produtos da Apple compatíveis com o 4G brasileiro.

Isso significa, é claro, acesso mais rápido à internet nas cidades onde houver redes 4G disponíveis. A Apple ainda não divulgou quando os novos modelos do iPhone chegam ao Brasil. Uma previsão razoável é que isso deve acontecer no início de dezembro. Confira, a seguir, o que dizem os críticos sobre o iPhone 5s:

Impressões digitais

Uma das principais novidades do iPhone 5s é o leitor biométrico embutido no botão Home (que também continua cumprindo suas funções habituais). Há um anel metálico em torno desse botão que detecta o dedo do usuário, acionando o sensor para ler a impressão digital. 

Walt Mossberg, do site All Things D, define esse leitor de impressões digitais como “game changer”, um avanço capaz de influenciar toda a indústria de smartphones. Fabricantes como a Motorola produziram celulares com sensores biométricos antes. Mas eles não eram muito confiáveis e não fizeram sucesso.

Segundo os relatos, a solução da Apple é diferente. “O iPhone 5s é o primeiro dispositivo digital que vejo com um leitor de impressões digitais simples e confiável, que você pode usar com confiança, sem parar para pensar, para desbloquear o dispositivo em vez de digitar uma senha”, diz Mossberg.

“Você pode até usar esse leitor de impressões digitais, chamado Touch ID, para autorizar compras nas lojas iTunes, App Store e iBook Store”, prossegue Mossberg. “Parece um truquezinho, mas é um avanço real”, conclui.

Mossberg observa que há um bug no sistema, que pede a senha desnecessariamente em algumas situações. Mas a Apple promete corrigir a falha em breve.