Mostrando postagens com marcador lei. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador lei. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 26 de março de 2014

Câmara dos Deputados aprova Marco Civil da Internet

Projeto do Marco Civil da Internet é aprovado pela Câmera dos Deputados e segue para apreciação do Senado

Divulgação
Após intensas negociações e diversos adiamentos, a Câmara dos Deputados aprovou em votação simbólica nesta terça-feira o Marco Civil da Internet, projeto considerado prioritário pelo governo brasileiro e que estabelece princípios e garantias para o uso da rede.

O projeto, que trancava a pauta da Casa desde outubro e enfrentou resistências inclusive dentro da base do governo, segue para apreciação do Senado. O Planalto já manifestou interesse em ver a proposta aprovada antes da conferência internacional sobre governança na Internet que ocorrerá no fim de abril, em São Paulo.

"Claro que o ideal seria se o projeto estivesse integralmente aprovado antes da conferência no Brasil", comentou o relator da proposta, deputado Alessandro Molon (PT-RJ), logo após a votação do projeto. "Se isso for possível, se os senadores entenderem que isso é possível, seria excelente."

A aprovação do Marco Civil chegou a ser ameaçada por uma turbulência que atingiu parte da base na Câmara há algumas semanas. Deputados aliados, insatisfeitos com o tratamento dispensado pelo governo, e mais um partido da oposição formaram um grupo informal chamado "blocão", que resultou em derrotas ao Planalto em outras votações.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Uso de app de carona pode acarretar multa de R$ 5 mil

Cobrar pela carona agendada por meio de um app no smartphone contraria as leis brasileiras, diz advogado

Divulgação
Apps de carona para smartphones vêm virando moda no mundo inteiro. São uma forma prática e ecologicamente correta de conseguir transporte nas cidades. Mas as leis brasileiras podem criar problemas para quem aderir a esses apps.

O alerta é de Raphael Junqueira, advogado da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Num artigo publicado no site Congresso em Foco, ele afirma que, se a pessoa que dá carona cobrar dos passageiros (mesmo que seja só uma ajuda para pagar o combustível), estará infringindo a lei.

O problema é que, ao receber dinheiro dos passageiros, o dono do carro estaria prestando um serviço de transporte, diz Junqueira. E, no Brasil, o estado tem uma espécie de monopólio desse tipo de serviço. 

Empresas e indivíduos só podem realizar transporte de passageiros se tiverem uma concessão do órgão público que regula a atividade, que pode ser municipal, estadual ou federal. 

Uma resolução da ANTT chega a especificar multa mínima de 5 mil reais para quem prestar serviço de transporte interestadual ou internacional sem a concessão.

A questão vem sendo discutida também em outros países, onde esses apps já são mais populares. Alguns exemplos de serviços online que conectam motoristas a passageiros nos Estados Unidos são Lyft, Sidecar, UberX e Ridejoy. No Brasil, há o Caronetas e o Zaznu. 

Esses serviços são interessantes por permitirem a redução do número de automóveis em circulação, com óbvios benefícios para o trânsito e a qualidade do ar. Além disso, o motorista e os passageiros podem reduzir seus gastos com transporte ao dividir as despesas.

Há quem discorde da interpretação de Junqueira. Felipe Ascensi, especialista em direito da FGV, afirma que caronas agendadas por meio de apps como o Zaznu não configuram serviço de transporte por não preverem cobrança por quilometragem -- só uma contribuição descrita como opcional.

Nos Estados Unidos, onde esses serviços começaram a se tornar populares em 2011, empresas como Lyft, Uber (dona do UberX) e SideCar também enfrentam dificuldades legais. Lá, a legislação varia conforme a cidade e o estado. 

Em São Francisco e no estado do Colorado, por exemplo, essas empresas entraram num acordo relativamente tranquilo com as autoridades. Já em Seattle, há restrições no número de motoristas que podem se cadastrar. E em cidades como Miami e Nova Orleans, a carona paga foi proibida.

Um fato que contribui para essas proibições é a pressão de taxistas e empresas de ônibus, que veem concorrência desleal nas caronas pagas. Em fevereiro, taxistas do Rio de Janeiro chegaram a organizar um protesto contra o Zaznu.