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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Cancelar serviços será automático em 2014, diz Anatel

Cancelamento de contratos de telefonia, internet e TV por assinatura passará a ser automático, sem a necessidade de falar com os funcionários

Telefone
Getty Images
Se tudo der certo, está próximo o fim de um pesadelo do consumidor: o cancelamento de contratos de telefonia, internet e TV por assinatura. Passará a ser automático, sem a necessidade de falar com os funcionários da central de atendimento, a partir de fevereiro. A promessa foi feita pelo presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende.

Até 15 de novembro, a Anatel deverá aprovar um novo regulamento para atendimento aos clientes, no qual constará essa regra. "Vamos trabalhar nessa questão de trazer mais condições e poder ao usuário na relação com a prestadora de serviços", afirmou, ao participar de audiência pública na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado.

Com o novo regulamento, o cliente que quiser cancelar um contrato de telefonia celular ou fixa, banda larga ou TV por assinatura poderá fazê-lo pela central da empresa sem passar por atendentes, apenas digitando as teclas do telefone. O cancelamento também poderá ser feito pela internet.

Rezende afirmou que uma das propostas em discussão é a de abrir um prazo de 48 horas para a empresa tentar recuperar o cliente. "Mas aí é problema da companhia", afirmou. No novo regulamento, a Anatel pretende iniciar os procedimentos para repassar parte do custo que o órgão arca com o call center para as empresas do setor.

De acordo com ele, o gasto anual da Anatel com o call center é de R$ 20 milhões. Do total de ligações recebidas - cerca de 25 mil por dia -, 60% são reclamações de clientes sobre os serviços prestados pelas empresas de telecomunicações. A ideia da Anatel é que uma parcela do gasto seja paga pelas empresas - algo entre R$ 10 milhões e R$ 12 milhões.

"Estamos discutindo no Conselho Diretor a possibilidade de que o gerenciamento e administração do call center continue com a Anatel, mas parte dos custos seja repassada às empresas", afirmou. Como o contrato com o call center só vence no fim de 2014, essa é uma discussão que deve levar mais tempo. "O regulamento de atendimento e cobrança vai instituir um grupo de trabalho para ver como se dará esse processo", disse.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Pligg substitui telefone fixo e promete economia

Startup brasileira cria produto simples e barato que assume o lugar do telefone fixo e permite economizar na conta

Pligg, adaptador para telefonia via internet
Divulgação
Uma startup gaúcha vem fazendo sucesso com uma solução inovadora para substituir o telefone fixo. Chamado Pligg, o produto combina preço baixo com facilidade de uso. Lançado no início do ano, ele já tem 10 mil usuários, muitos deles em cidades menores, onde outras opções são caras ou inexistentes.

Tecnicamente, o Pligg é similar a outros serviços de VoIP, a telefonia via internet. A inovação está na forma como ele é empacotado e vendido. O produto inclui tanto o serviço como o adaptador para ligação de um telefone comum a um computador (via porta USB).

Ele foi concebido para que o próprio usuário faça a instalação. O pacote custa 119 reais e já inclui 6 meses de ligações ilimitadas para telefones fixos no Brasil e para qualquer número nos Estados Unidos. Depois, o usuário passa a pagar 14,99 reais por mês.

Ligações para celulares brasileiros e para outros países dependem da compra de créditos pré-pagos. Quando faz a ativação do Pligg, o usuário passa a ter um número para receber chamadas.

Para isso, o computador precisa, é claro, ficar ligado e conectado à internet. A Pligg tem um projeto de outro adaptador, que vai se conectar diretamente à rede local de dados, dispensando o computador. Vai ser mais caro que o modelo atual. Por isso, seu lançamento ainda deve demorar um pouco.

Naturalmente, quem tem um smartphone conta com outras opções para fazer ligações baratas ou gratuitas de longa distância, como Skype, Viber e, no caso do iPhone, FaceTime. Paulo Logemann Saraiva, fundador e CEO da Pligg, vê quatro tipos de público para seu serviço.

O primeiro são residências da classe C, que são 60% da clientela. “Meu maior concorrente, nesse segmento, é a NET, mas eles cobram 39,90 por mês pelo NET Fone. E muitos dos nossos clientes estão em cidades do interior aonde a NET não chega”, disse ele a EXAME.com.

O segundo público-alvo são as pequenas empresas como farmácias, pizzarias e lojas. O terceiro são brasileiros que moram no exterior ou viajam muito. “Na semana que vem, vamos começar a vender o Pligg nos free shops dos aeroportos”, diz Saraiva.

Por fim, ele enxerga, como potenciais clientes, 4 milhões de residências na zona rural e em cidades com menos de 20 mil habitantes que não têm telefone. Para as grandes operadoras, esse é um nicho do mercado. Para a Pligg, é um público enorme.

“O serviço exige apenas 28 Kbps de banda. Temos um cliente que é cacique de uma aldeia indígena na Bahia. A aldeia tem acesso à internet via rádio, mas não tem telefone. Então, ele usa o Pligg”, conta Saraiva.

A inspiração para a criação do Pligg veio do magicJack, produto similar que já teve mais de 10 milhões de unidades vendidas nos Estados Unidos. Saraiva conta que levou dois anos para implantar o negócio. Ele tem como sócio investidor João Cox, que já foi presidente da Claro.

“Passei três meses na China e cheguei a falar com 50 fabricantes até encontrar um que pudesse produzir o Pligg. Tivemos a consultoria de uma empresa do Leste Europeu”, diz. Uma das etapas mais demoradas foi obter licenças da Anatel para o adaptador e os serviços de telecom.

Isso levou cerca de um ano. A Pligg também investiu no design do aparelho. “O magicJack tem aparência um pouco tosca. Queríamos algo mais atraente. E até ganhamos um prêmio de design com o Pligg”, diz Saraiva.

Com sede em Porto Alegre, a Pligg tem apenas dez funcionários. “Call center, fabricação, logística -- é tudo terceirizado. O que fazemos é gerenciar as relações com fornecedores. Podemos aumentar nossa base de clientes de 10 mil para 100 mil com os mesmos dez funcionários”, afirma Saraiva.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Brasil alcança 265,52 milhões de acessos móveis em maio


O Brasil fechou maio de 2013 com mais de 265,52 milhões de linhas ativas na telefonia móvel e teledensidade de 134,24 acessos por 100 habitantes. Em maio, foram registradas 974,29 mil novas habilitações, o que representa um crescimento de 0,37% na base de assinantes em relação a abril. No quinto mês do ano, havia 211,5 milhões (79,65%) de acessos pré-pagos e 54,02 milhões pós-pagos (20,35%). A banda larga móvel totalizou 74,13 milhões de acessos, dos quais 105,25 mil são terminais 4G.
A consolidação dos números mensais do serviço móvel está disponível na aba "Anatel Dados". Por meio dos diferentes relatórios, o usuário poderá realizar pesquisas e cruzamentos conforme seu interesse. Os relatórios publicados refletem os dados disponíveis em 5 de julho de 2013 e podem sofrer alterações.

Teledensidade por Unidades da Federação

A teledensidade avançou 0,31% (subiu de 133,83, em abril de 2013, para 134,24, em maio de 2013). No quadro abaixo é apresentada a teledensidade do Serviço Móvel Pessoal (SMP) nas 27 Unidades da Federação e nas cinco regiões do País.
Teledensidade por Unidade da Federação

Número de acessos em operaçãoDensidade (acessos por 100 habitantes)
Brasil265.525.895134,24
Distrito Federal5.954.357219,08
Goiás9.084.703146,16
Mato Grosso4.505.117140,23
Mato Grosso do Sul3.745.370150,55
Total da Região Centro-Oeste23.289.547159,15
Alagoas3.884.646117,34
Bahia17.460.338115,31
Ceará10.478.532117,97
Maranhão6.211.76892,8
Paraíba4.739.899120,65
Pernambuco12.038.842132,83
Piauí3.852.174117,15
Rio Grande do Norte4.428.041134,12
Sergipe2.710.680127,49
Total da Região Nordeste65.804.920118,06
Acre933.107125,62
Amapá954.101138,98
Amazonas4.181.040114,89
Pará8.898.281113,52
Rondônia2.362.252150,44
Roraima519.414112,78
Tocantins1.842.816135,63
Total da Região Norte19.691.011120,83
Espírito Santo4.569.088127,47
Minas Gerais25.779.610124,6
Rio de Janeiro23.550.050145,55
São Paulo64.164.735152,11
Total da Região Sudeste118.063.483142,87
Paraná14.338.515130,23
Rio Grande do Sul15.755.552141,92
Santa Catarina8.582.867134,49
Total da Região Sul38.676.934135,74

Mercado

O quadro a seguir apresenta o market share do serviço móvel no Brasil.
Participação das empresas
HoldingNúmero de acessosParticipação (%)
Vivo76.097.03728,66
Tim72.016.40127,12
Claro66.516.63125,05
Oi49.770.89318,74
CTBC893.4570,34
Nextel97.1160,04
Sercomtel68.2990,03
Portoseguro (autorizada de rede virtual)61.8110,02
Datora (autorizada de rede virtual)4.2500,00

Na tabela abaixo é apresentada a distribuição de acessos móveis por tecnologia.
Acessos móveis por tecnologia *
TecnologiaTotalParticipação (%)
GSM183.761.62569,21
WCDMA66.971.82625,22
Terminais de Dados M2M7.548.8152,84
Terminais de Dados Banda Larga7.056.6572,66
LTE105.2500,04
CDMA81.7220,03

Os terminais banda larga móvel totalizaram 74,13 milhões de acessos.
* O número de terminais definidos como banda larga móvel é o somatório das tecnologias WCDMA (3G), LTE (4G) e terminais de dados banda larga (modens 3G e tablets, por exemplo). Os terminais de dados M2M (máquinas de cartões de crédito e débito habilitados nas redes das operadoras, por exemplo) não são classificados como banda larga.
Fonte: Anatel

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Dependência da Samsung ainda é dilema para a Apple

A Apple está descobrindo que não é fácil se livrar da Samsung.
Uma prova disso é o esforço dela para encontrar outra empresa, que não sua feroz concorrente Samsung Electronics Co., para fazer os chips que são o cérebro dos seus iPads e iPhones. Em junho, depois de anos de atrasos por problemas técnicos, a Apple fechou acordo com a Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. para que esta fabrique alguns desses chips a partir de 2014, disse um executivo da TSMC.
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Apesar do acordo, a Samsung seguirá sendo o principal fornecedor até o fim do ano que vem, disse um desses executivos.
A Apple é um dos maiores clientes da Samsung para processadores e chips de memória. Mas elas concorrem diretamente no mercado de telefones celulares e passaram boa parte dos últimos dois anos brigando nos tribunais por causa de patentes. Nenhuma das empresas quis comentar.
Há dez anos, elas eram parceiras ideais. Aí a Samsung começou a lançar os smartphones que hoje ultrapassam o iPhone em vendas. Ao longo do último ano, os executivos da Apple expressaram preocupação com sua dependência da Samsung, que reduz o poder de negociação da Apple e sua capacidade de usar tecnologias diferentes, segundo pessoas que conversaram com executivos da Apple.
A Apple cortou algumas compras da concorrente sul-coreana. Ela não compra mais da Samsung as telas do iPhone e diminuiu as compras das telas do iPad, dizem fornecedores. A Apple vem comprando mais chips de memória flash — componente essencial para o armazenamento de dados — de outros fabricantes, dizem ex-executivos da Apple e funcionários de outros fornecedores de chips.
Mas a Apple continua muito dependente da Samsung. O microprocessador que controla os iPods, iPhones e iPads é feito pela coreana. Alguns iPads novos ainda usam telas da Samsung, segundo exames feitos por especialistas.
O dilema da Apple é que a Samsung é a maior fabricante de alguns dos mais sofisticados componentes de que ela precisa.
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As alternativas da Apple "não são boas, por isso eles continuam comprando da Samsung", diz Michael Marks, que ensina um curso sobre cadeias de suprimento na Faculdade de Pós-Graduação em Administração da Universidade de Stanford e é presidente do conselho da SanDisk Corp., que vende chips de memória para a Apple. Além disso, o setor de tecnologia tem hoje poucas grandes empresas com quem fazer parcerias.
O acordo feito pela Apple em junho para começar a comprar chips da TSMC é um marco. A Apple há muito queria fabricar seus próprios processadores e comprou uma empresa de chips em 2008 para começar a projetar ela mesma seus chips. Mas seguiu contando com a Samsung para produzi-los.
Em 2010, a Apple e a TSMC começaram a discutir uma parceria para a fabricação de chips, dizem executivos da TSMC. Em 2011, a Apple pediu para investir na TSMC ou que a empresa dedicasse parte de suas instalações à produção dos chips da Apple, dizem os executivos. O presidente da TSMC, Morris Chang, recusou ambos os pedidos porque a companhia queria conservar sua independência e flexibilidade na fabricação, dizem.
A TSMC pretende começar a produzir os chips em massa no início de 2014 usando tecnologia avançada de 20 nanômetros que deve reduzir o tamanho e o consumo de energia deles.
A Apple não é a primeira a ver uma feliz parceria se transformar em concorrência. Em 1980, a gigante dos chips Intel Corp. aceitou compartilhar sua tecnologia com a Advanced Micro Devices Inc. Depois, a AMD se tornou uma grande concorrente e a Intel passou anos tentando desfazer o acordo.
A Samsung tem razões para manter viva sua relação com a Apple. A expectativa era de que as encomendas da Apple para a Samsung deveriam atingir US$ 10 bilhões em 2012, diz Mark Newman, analista da Sanford Bernstein em Hong Kong. Isso representa uma fatia significativa dos 67,89 trilhões de wons (US$ 59,13 bilhões) que a Samsung teve com o negócio de componentes, que inclui chips e telas. O processador da Apple, do qual a Samsung é hoje a única fornecedora, respondeu por US$ 5 bilhões das compras em 2012, calcula Newman.
A séria relação entre a Apple e a Samsung remonta aos primeiros tocadores de música iPod, na década de 2000. Durante os primeiros anos, os iPods usaram pequenos discos rígidos para armazenar músicas. Mas a Apple queria usar chips de memória flash, que eram mais confiáveis e consumiam menos energia.
O problema é que esses chips custavam caro e os preços podiam ter grandes oscilações. À medida que a demanda pelo iPod disparava, a Apple assinarou um acordo com a Samsung para garantir o fornecimento, segundo pessoas a par da estratégia. Os primeiros iPod Shuffle da Apple com memória flash chegaram às lojas em 2005. A Samsung depois passou a fabricar também os processadores do iPhone, lançados em 2007.
A Apple não estava alheia às ambições da Samsung de concorrer com ela, dizem ex-executivos. A Samsung comunicou à Apple que havia estruturado seu negócio de modo a manter os dois lados separados e prometeu impedir que trocassem informações, dizem ex-executivos e outras pessoas a par do assunto.
Alguns executivos da Apple não gostavam de enriquecer um lado do negócio da Samsung enquanto o outro atacava a empresa americana. Compartilhar com ela informações sobre as previsões de negócios era especialmente doloroso, dizem ex-executivos.
Em 2008, a Apple tirou da Samsung uma parte maior das suas compras de memórias flash, dizem ex-executivos e outras pessoas a par da estratégia. A Apple anunciou em 2009 um pagamento adiantado de US$ 500 milhões à Toshiba Corp. para fornecimentos de memórias flash.
A iniciativa deu resultado. A Samsung, que há cinco anos fornecia grande parte dos chips de memória flash da Apple, hoje responde por menos de 10%, estima Newman, da Sanford Bernstein.
A Apple deixou de usar telas da Samsung no iPhone 4, lançado em 2010. A empresa americana ajudou a Sharp Corp. e a Toshiba Corp., que também fazem telas, a expandir suas fábricas, segundo pessoas a par da situação.
Outras tentativas de alijar a Samsung falharam. Em 2011, quando a Apple estava projetando a terceira geração do iPad, ela pediu à Sharp para produzir as novas telas de alta resolução, diz uma pessoa próxima à companhia japonesa. Mas no lançamento, em março de 2012, a maioria dos aparelhos tinha tela da Samsung. A Sharp teve dificuldades para produzir as telas em massa, diz outra pessoa próxima da empresa.
Em março, a Samsung fechou a compra de uma participação de 3% na Sharp e um acordo para comprar mais telas de LCD dela. O negócio tornará a Samsung o quinto maior acionista da Sharp e também um importante cliente, possivelmente limitando o poder de barganha da Apple.

Matéria publicada em http://ads.tt/77RD