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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Caneta esferográfica vem com tinta para desenhar circuitos eletrônicos

Divulgação
A proposição da empresa Electroninks Incorporated é acabar com as placas de ensaio geralmente utilizadas por entusiastas e profissionais de eletrônica. É claro que a audácia da proposição é impossível do ponto de vista elétrico, mas a caneta que eles criaram em laboratório é no mínimo interessante.

A caneta circuit scribe é feita de um material a base de água e é encapsulada em uma caneta esferográfica. Ela foi desenvolvida para conduzir eletricidade e a ideia da empresa é que você desenhe o circuito que quer testar e anexe os elementos eletrônicos direto no papel. Como é preciso um pouco paciência para posicionar os circuitos sobre o papel, a empresa também desenvolveu pequenos circuitos com imãs que aproveitam as propriedades magnéticas da nova tinta.

Vale dizer que ela tem concorrentes há tempos, inclusive na forma de tinta de parede com propriedades magnéticas (alguém já pensou em fazer um circuito de LED na parede?). O projeto está no site de financiamento coletivo Kickstarter e já ultrapassou muito seu objetivo de 85 mil dólares. Um uso interessante sugerido para a caneta é a educação de eletrônica para crianças. Veja ela em ação:


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Tecnologia permite que pintura de carros se autorregenere quando riscada

Divulgação
A tecnologia que permitirá a pintura de carro se autorregenerar quando riscada é uma das aplicações pesquisadas pelo Instituto Senai de Inovação (ISI), lançado hoje (17) na capital paranaense. A inovação, inédita no país, usa aplicações de nanocápsulas contendo tinta e um catalisador, liberados apenas quando a pintura é riscada. A recuperação pode alcançar até 85% dos danos. 

Chamada de “autocicatrizante”, a tecnologia da tinta autorregenerativa em estudo pelo instituto é aplicada no mercado automobilístico externo. O produto poderá ser aplicado em superfícies de carros, eletrodomésticos, como geladeiras e fogões, cosméticos – em esmaltes para unhas - e até em móveis. No entanto, ainda não há prazo para a inovação chegar ao consumidor. “A tecnologia libera uma tinta internamente e, após alguns segundos ao ser riscado, o carro estará novamente como antes, sem o risco. É uma aplicação bem prática”, explicou o pesquisador-chefe do ISI-Paraná, Marcos Berton.

Além da tinta, outras soluções ainda inéditas no país serão pesquisadas pelo instituto. Em outra linha de pesquisa está a análise de líquidos por sensores eletroquímicos. Poderão ser analisados a qualidade da água ou do leite. O instrumento estará a disposição da indústria como ferramenta de controle. O centro de pesquisa atuará nas áreas de eletroquímica, meio ambiente, materiais e nanotecnologia. Poderão ser pesquisadas soluções para indústria automotiva, de óleo e gás, mineradora, metal mecânica, de construção civil, de sistemas e geração e armazenamento de energia. Além do desenvolvimento de sistemas para área de meio ambiente, saúde humana e animal.

Ao todo serão criados 24 institutos Senai de Inovação em 14 estados do país até o final de 2015. As estruturas atenderão a demandas específicas das empresas e indústrias de pequeno, médio e grande porte. De acordo com o diretor-geral do Senai, Rafael Lucchesi, a rede de laboratórios permitirá que o conhecimento de testes e serviços de alto valor agregado fiquem no Brasil.

“Inovação é o principal fator de produtividade. O Brasil se destaca entre os países emergentes, mas ainda está em uma posição intermediária. A balança comercial tecnológica é defictária em R$ 30 bilhões, o mesmo que o país gasta por ano com seguro-desemprego. Se importa muito e o que se exporta ainda é de baixa tecnologia. Neste aspecto, o conhecimento gerado fica no país de origem. É importante que cérebros brasileiros desenvolvam competências para empresas brasileiras”, explicou Lucchesi ao apresentar o laboratório para jornalistas.

O diretor-geral destacou ainda que o perfil dos pesquisadores dos institutos é diferente do encontrado na academia. “O tempo de resposta que a empresa precisa é diferente, o prazo tem que ser mais ágil e rápido”, disse. Indústrias, coletivos empresariais e empreendedores poderão solicitar pesquisas para o instituto, que vai analisar a viabilidade e terá até 20 meses para dar respostas e soluções. As redes podem se interligar para desenvolver tecnologias mais avançadas ou integradas.

A rede de laboratórios terá R$ 2 bilhões de investimentos, dos quais R$ 1,5 bilhão financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Das 24 unidades previstas, seis têm previsão de iniciar o funcionamento até o primeiro semestre de 2014. Duas estarão na Bahia, voltadas para áreas de conformação e soldagem, e mecatrônica; duas em Minas Gerais, nas áreas de engenharia de superfície e metalurgia; uma em Santa Catarina, de mecânica fina, e outra no Rio Grande do Sul, de tecnologia de polímeros. A criação dos institutos tem parceria do Instituto Fraunhofer, da Alemanha e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).