Mostrando postagens com marcador produto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador produto. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Misteriosa barca do Google será showroom exclusivo

Embarcação secreta do Google irá expor produtos e projetos do Google X e seu acesso será restrito a convidados, revelou emissora americana

Barca do Google na baía de São Francisco
Justin Sullivan/Getty Images
A misteriosa barca do Google, aportada na baía de São Francisco, será um showroom dos produtos e projetos desenvolvimento pelo Google X, laboratório de inovação da empresa, além de espaço para festas. Detalhe: ao que tudo indica, apenas convidados terão acesso ao local, que está sendo montado sob a chancela de Sergey Brin, cofundador do Google.

A presença da barca no local foi primeiro notada pelo site CNET, que especulou se o local não seria uma tentativa do Google de fazer um centro de dados flutuante.

Dias depois, relatos de que havia uma barca similar do outro lado dos Estados Unidos, na costa do Maine, também apareceram. Porém, não havia indícios sólidos em relação ao propósito das embarcações.

O mistério, contudo, parece ter sido enfim solucionado pela emissora americana KPIX 5, que foi a fundo nos detalhes e entrevistou fontes ligadas ao assunto.

De acordo com a apuração da emissora, o projeto está sendo planejado há mais de um ano e tem como objetivo bater de frente com as bem-sucedidas lojas do varejo da Apple.

Formada por containers que podem ser arranjados de acordo com a necessidade, a estrutura conta com quatro andares. Os três primeiros ficarão reservados aos showrooms, enquanto que o quarto será um espaço para festas e recepção de convidados ilustres. A barca de São Francisco tem, no total, 1,6 mil metros quadrados.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Tim Cook envia comunicado para funcionários da Apple, para relembrar a morte de Steve Jobs

Por Eric Colombo

Amanhã completa dois anos da morte do gênio da tecnologia, Steve Jobs. 

Reprodução
E para lembrar desse dia, Tim Cook enviou um comunicado via e-mail a todos os funcionários da Apple, para incentiva-los a lembrar do memorável Jobs, de sua importância para a companhia e para o mundo. 

O comunicado dizia: 

Equipe, 
Amanhã marca o segundo aniversário da morte de Steve. Espero que todos reflitam sobre o que ele significava para todos nós e para o mundo. Steve era um ser humano incrível e tornou o mundo um lugar melhor. Eu penso nele muitas vezes e encontro uma força enorme em lembrar de sua amizade, visão e liderança. Ele deixou para trás uma companhia que só ele poderia ter construído e seu espírito será para sempre a base da Apple. Vamos continuar a honrar a sua memória dedicando-nos ao trabalho que ele tanto amava. Não há maior tributo à sua memória. Eu sei que ele ficaria orgulhoso de todos vocês.  
Fiquem bem,  
Tim 

No ano passado, a Apple divulgou vídeo para relembrar Steve no aniversário de sua morte.

 

Por mais que exista uma guerra constante entre a Apple e seus concorrentes, como Samsung e LG, guerra essa que se estende a usuários de dispositivos de ambas as marcas, todos concordam que Jobs tinha uma mente visionária. Jobs via o inexistente, ele cria no impossível e o tornava possível. Jobs soube ligar os pontos em sua vida, e como ele mesmo disse em seu discurso aos formandos de Stanford, "você não pode conectar os pontos olhando adiante, você só pode conectá-los olhando pra trás". Ao fazer isso, o criador do iPhone, mudou a forma em que vemos o nosso mundo, em como agimos no dia-a-dia, do que fazemos e como interagimos com as coisas. 

Jobs fundou uma empresa em sua garagem, e a levou para o mundo, e fez com que seu império reinasse por anos, e hoje posso dizer, com plena convicção, que se não fosse por Steve Jobs, a Apple estaria com suas portas fechadas e a tecnologia não seria o que é hoje. 

Steve Jobs deixou um ideal em sua companhia a ser seguido por todas as próximas gerações de funcionários da Apple, deixou também um ideal para todos no mundo seguirem. 
Veja abaixo um vídeo, do comercial "Think Different", lançada em 1997, quando Jobs retornou a empresa que ele havia fundado.

 

A morte de Steve Jobs foi muito triste para os amantes da tecnologia, e como tudo em sua vida, foi algo repercutido por todo mundo. Não sabemos o que estava nos planos de Jobs, nem que produtos estariam sendo lançados hoje por ele, mas podemos ter certeza, que seriam, como todos os outros já foram, revolucionários.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

A luta entre os smartphones está longe do final

A evolução dos telefones celulares destronou gigantes e deu uma nova chance a empresas esquecidas — prova de que os ciclos tecnológicos estão cada vez mais rápidos

Nexus 4, smartphone do Google e LG
Reprodução/Exame.com

A trajetória das fabricantes de smart­phones na última década mostra por que o mercado de telefonia móvel é apontado por analistas como o mais dinâmico do setor de tecnologia. O caso mais conhecido é da finlandesa Nokia, que chegou a ter 50% do mercado em 2007 e hoje luta para manter um décimo dessa participação.

O pecado da Nokia foi a soberba. Uma vez no topo, a fabricante não soube reconhecer que as inovações trazidas pelo iPhone, como a tela sensível ao toque e a loja de aplicativos, transformariam o mercado. De um mal parecido sofreu a canadense RIM.

A fabricante do BlackBerry chegou a responder por seis em cada dez smartphones vendidos nos Estados Unidos em 2008, mas foi atropelada por Apple e Samsung, as duas empresas que entenderam que o design era um fator tão importante quanto o desempenho tecnológico. Essa dinâmica destrutiva do mercado de telefonia também abriu caminho para novos entrantes.

Um dos exemplos mais notórios é o Google, que em 2008 lançou o sistema Android, hoje presente em 75% dos aparelhos mais sofisticados. No movimento mais recente do setor, empresas tidas como fora da briga estão voltando. É o caso da coreana LG, que já teve uma posição confortável, cometeu erros, foi punida e agora esboça uma reação.

O que impressiona na trajetória recente da LG é a velocidade com que os ventos mudaram — tudo ocorreu em cinco anos. A coreana chegou a ter 10% das vendas globais de telefones em 2009, atrás apenas de Nokia e Samsung, mas caiu para a quinta colocação em 2012, com 3,3%.

O tombo foi causado por uma sucessão de erros cometidos no fim da última década, como insistir na produção de aparelhos simples enquanto os smartphones já despontavam. Para se recuperar, valeu até abandonar outro mercado promissor, o de tablets. “A LG colocou os esforços para a produção de tablets em segundo plano. A prioridade são os smartphones”, disse o coreano Ken Hong, porta-voz da LG, em junho do ano passado. 

O primeiro passo foi dado em 2011, quando a LG priorizou o desenvolvimento de aparelhos com tecnologia 4G, uma geração à frente dos aparelhos mais sofisticados daquela época. Quando as redes 4G passaram a ser implantadas em larga escala nos Estados Unidos, na Europa e no Japão, no ano passado, a empresa estava bem posicionada — tinha telefones tão sofisticados quanto os de Apple e Samsung.

Outro passo importante foi a aliança com o Google, selada no fim do ano passado, para fabricar o Nexus — aparelho então produzido pela Samsung. Precisando de um cartão de visita, a LG aceitou reduzir as margens e cumprir as exigências técnicas do Google para ganhar a briga.

O esforço — por ora — deu certo. As vendas do Nexus foram fundamentais para a LG comercializar 10 milhões de smartphones no primeiro trimestre de 2013 em todo o mundo, o dobro do número registrado no mesmo período do ano passado. Pela primeira vez, desde 2009, a LG conseguiu crescer e voltou a ocupar a terceira posição entre as fabricantes de smartphones.

A coreana guarda duas cartas na manga para o segundo semestre. Em agosto, lançará o G2, um smartphone com tela de 5,3 polegadas, apontado por blogs de tecnologia como favorito ao título de celular do ano. Em outubro, está prevista a chegada às lojas de uma nova versão do Nexus.

Com as mudanças, a LG começa a recuperar a confiança dos investidores. Mesmo com as vendas da divisão de TVs estacionadas, os resultados dos smartphones têm elevado o preço de suas ações. Em julho, de 47 analistas dos principais bancos do mundo que acompanham a companhia, dois indicavam a venda dos papéis. A maioria prevê, mesmo após uma valorização recente de 12%, uma perspectiva de alta em 2013.

Um olhar no amanhã

A estratégia de pular um ciclo tecnológico também foi usada pela fabricante americana de processadores Qualcomm. Uma das líderes do mercado de chips para celulares até meados dos anos 2000, a companhia viu sua situa­ção mudar quando uma parte importante das operadoras de celular trocou a tecnologia CDMA, patenteada pela Qualcomm, pela GSM, que contava com um número maior de fornecedores.

A reação começou ainda no fim dos anos 2000, quando a Qualcomm passou a investir no desenvolvimento de componentes para as redes 4G. A aposta foi recompensada. Hoje, ela tem 59% do mercado de processadores para celulares e lucrou 6 bilhões de dólares no ano passado, 40% mais do que o resultado de 2011.

Sobressaltos assim fazem com que os analistas de tecnologia tenham uma postura cautelosa em relação ao futuro do mercado de telefonia. Do ponto de vista histórico, a corrida está no começo. O Nokia Communicator, primeiro smartphone do mundo, foi lançado em 1996. Foram necessários 16 anos para chegar à marca de 1 bilhão de aparelhos vendidos, atingida em 2012.

O próximo bilhão, de acordo com a consultoria americana Strategy Analytics, será alcançado até 2015. “O mercado de smartphones está em aberto”, diz o indiano Anshul Gupta, analista da consultoria Gartner. Segundo ele, cerca de 50% das vendas de telefones móveis são de smartphones. A outra metade é de celulares. “Dentro de cinco anos, os aparelhos mais simples terão apenas 5% de participação em países ricos.” 

O avanço da capacidade de processamento das máquinas tem produzido ciclos tecnológicos cada vez mais curtos na última década. As TVs coloridas levaram mais de 30 anos para se popularizar. Os computadores, pouco mais de uma década. Já os smartphones precisaram de poucos anos.

O resultado prático disso é que as empresas hoje são obrigadas a fazer grandes investimentos para se manter competitivas em tecnologias que podem entrar em decadência rapidamente. “O desafio é decidir quando vale a pena persistir num negócio que oferece margens de lucro reduzidas, mas que pode ser importante para o próximo ciclo tecnológico”, afirma Horace Dediu, fundador da consultoria Asymco. 

Quem não marca presença corre o risco de ficar para trás, como aconteceu com a americana Intel. A fabricante de processadores lidera há décadas o mercado de PCs, com mais de 90% de participação. Mas não conseguiu criar um produto adequado aos smartphones, que exigem bom desempenho e baixo consumo de bateria.

“Agora, estamos nos preparando para o que acreditamos ser o próximo ciclo tecnológico”, afirma Fernando Martins, presidente da Intel no Brasil. O executivo refere-se ao que vem sendo chamado de “internet das coisas”, uma nova era em que, segundo algumas previsões, os processadores estarão presentes em eletrodomésticos, carros e roupas.

Nos laboratórios da Intel, já está em testes uma lente de contato com um chip. A ideia é ter uma pequena tela de computador integrada à visão, no estilo do Glass, os óculos do Google. Outra tecnologia em estudo é da tinta com sensores capazes de analisar dados como temperatura e umidade do ambiente.

É cedo para dizer se a Intel conseguirá recuperar sua relevância já no próximo ciclo tecnológico. O que se pode dizer, com base na experiência recente, é que os perdedores de hoje podem muito bem ser os vencedores de amanhã.