quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Gecko permite controlar smartphones à distância e por gestos

Um smartphone já é bem inteligente por si só. Mas um projeto no site de crowdfunding Indiegogo quer torná-lo ainda mais. Chamado Gecko – e sem relação alguma com o Boot-to-Gecko –, o pequeno dispositivo deve permitir que você controle o celular por gestos e à distância.

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Divulgação
A ideia é sincronizá-lo ao smartphone por Bluetooth, tornando-o uma espécie de controle remoto. Mas, em vez de botões, você executa os comandos fazendo movimentos com o dispositivo na mão. Os gestos do Gecko podem ser associados à captura de imagens, por exemplo: basta mover a mão para o lado para que um smartphone devidamente posicionado tire uma foto – útil para aqueles retratos em família.

Além de útil para fotografar, o Gecko pode ser usado para ativar a gravação de vídeos, fazer chamadas de emergência, gravar voz e ajudar a localizar o smartphone fazendo-o tocar. O vídeo de explicação do dispositivo – mesmo que seja um pouco tosco – explica melhor a proposta.

A ideia do Gecko não é ter seu uso limitado a smartphones, mas sim se manter conectado a eles. Pareado com o celular, o dispositivo pode ser preso à coleira do cachorro ou à porta. Dessa forma, através de um alerta no telefone, ele avisará você sempre que o bicho sair do lugar ou alguém entrar no cômodo – um ladrão, por exemplo. Os usos são diversos, e o dispositivo deverá ser compatível com Android ou iOS.

Como hardware, o Gecko é bem simples, e tem como base um SoC CC2541, da Texas Instruments. O chip trabalha com Bluetooth Smart (de baixo consumo de energia) e é voltado para aparelhos baseados na detecção de movimento – para essa parte, aliás, o dispositivo utiliza um acelerômetro integrado. A bateria dele é removível e tem vida útil estimada de um ano, variável de acordo com o uso.

Até a publicação desse texto, o aparelho estava com pouco mais de 21.000 dólares arrecadados. A meta do projeto no Indiegogo é 50.000 dólares, mas a campanha vai receber todos os fundos levantados mesmo se não alcançá-la. Assim, chegando ao objetivo ou não, ele será desenvolvido – protótipos dele já até foram produzidos, e são usados pelos idealizadores da ideia no vídeo de divulgação. A arrecadação de verbas vai até o dia 26 de outubro, caso queira colaborar.


Xperia Z1 deve chegar ao Brasil esse mês e custando mais de R$ 2 mil

Nova aposta da Sony no Brasil foi adaptada para o público brasileiro

Xperia Z1 deve chegar ao Brasil esse mês e custando mais de R$ 2 mil
Divulgação
Se você está pensando em trocar de smartphone nos próximos dias talvez seja um dos que gostarão dessa notícia. A Sony anunciou que o seu smartphone Xperia Z1, que foi anunciado no IFA desse ano, desembarcará no Brasil já neste mês de outubro! Mas ele não será barato. Apesar de ainda não ter sido divulgado o seu preço sugerido, especula-se que ele chegue custando mais de R$ 2 mil. É o valor de um aparelho top de linha.

Ele tem um processador Qualcomm Snapdragon quad-core de 2,2 GHz, que trabalha em conjunto com 2 GB de memória RAM. Ele tem 16 GB de espaço para armazenamento interno, que pode ser expandido até 64 GB por meio de um cartão MicroSD. Se você gosta de tirar fotografias com seu celular, o Xperia Z1 pode te agradar. Ele trás uma câmera CMOS Expor, com 20,7 MP de resolução, com um sensor de 1/2.3 polegadas, lentes Sony G e um zoom digital de 8x. Em outras palavras: é uma câmera bem potente! Para o mercado brasileiro a empresa japonesa ainda adicionou um “mimo”: suporte para TV digital. Ou seja, você não vai perder a novela das 9 mesmo se estiver fora de casa.

O Xperia Z1 não chegará ao Brasil sozinho. Ele virá acompanhado do Xperia Z Ultra, que é um foblet de 6,4 polegadas. Além do mais, ainda temos outros aparelhos dessa linha. Trata-se do Xperia M, que é voltado para o público com menos poder aquisitivo. Ele tem um processador single-core, que roda a 1 GHz, tela de 4 polegadas e câmera com 5 MP. Além de suporte para 2 chips.

A Sony está investindo pesado no mercado de smartphones. Só neste ano de 2013 a empresa já lançou oito modelos diferentes. Você acha que ela pode competir com gigantes como Apple e Samsung?

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Melhor foto, até agora, do suposto Nexus 5 circula na web

Publicada em um fórum do site MacRumors, imagem do possível novo smartphone do Google revela que aparelho poderá ter tela de 5 polegadas e câmera de 8 MP

Suposto Nexus 5
MacRumors
O Google e a LG sequer se manifestam sobre o assunto, mas a internet fervilha de especulações sobre a possível próxima parceria entre as empresas: o smartphone Nexus 5. Nesta manhã, uma nova imagem do suposto smartphone circulou em um fórum do site MacRumors.

A boa noticia é que a foto é, até agora, a melhor que já apareceu e reforça rumores anteriores sobre o dispositivo. Em setembro, por exemplo, o site Phone Scopp publicou uma das primeiras imagens muito parecidas do possível smartphone.

A diferença entre o aparelho mostrado por eles na ocasião e este que foi divulgado no fórum está apenas na marca “Nexus” que agora aparece na parte traseira do modelo.

Bom, o responsável pelo “vazamento” da imagem no MacRumors aproveitou o ensejo para liberar algumas das especificações técnicas que o smartphone poderá entregar aos consumidores e que foram divulgadas pelo site Droid Life.

Ao que tudo indica, o dispositivo terá tela de 5 polegadas, 2 GB de RAM,16 GB de armazenamento interno, câmera de 8 megapixels, além de ser 4G e contar com carregador wireless.

Nexus 4

O próprio Google, querendo ou não, também já revelou uma pista sobre o Nexus 5 há algumas semanas. E tal pista se transformou em um forte indício de que a próxima geração do smartphone, de fato, poderá ser igual ao modelo que apareceu nesta semana no MacRumors.

O “deslize” aconteceu durante o vídeo de divulgação da chegada do Android Kit Kat, novo sistema operacional do Google, ao jardim da empresa. Aos 39 segundos, é possível ver um dos funcionários segurando, despretensiosamente, um Nexus bem diferente do modelo hoje à venda no mercado.

Executivo da Apple diz que Samsung trapaceia nos testes

Phil Schiller, da Apple, aponta um artigo que afirma que a Samsung usou truques para enganar programas de teste e fazer o Galaxy Note 3 parecer mais rápido

Phil Schiller apresenta o novo iMac
Kevork Djansezian/Getty Images
Phil Schiller, vice-presidente sênior de marketing da Apple, investiu alguns segundos num ataque à rival Samsung hoje. Em sua conta no Twitter, ele compartilhou um artigo que afirma que o smartphone Galaxy Note 3 foi preparado para enganar os programas de teste usados para avaliar esses aparelhos.

Schiller escreveu “shenanigans“ (cambalacho). Na sequência, compartilhou um link para um artigo no blog Ars Technica com o título “’Ajustes’ para benchmarking no Galaxy Note 3 inflam pontuação em até 20%”.

Ron Amadeo, o autor do artigo, diz que desconfiou do fato de os resultados de testes do Galaxy Note 3 serem superiores aos do LG G2. Ambos possuem processador Snapdragon 800, da Qualcomm, trabalhando a 2,3 GHz. Era de se esperar que os resultados fossem parecidos.

Amadeo diz que investigou essa discrepância e concluiu “com segurança” que a Samsung implantou, no Galaxy Note 3, um modo especial, de alta potência, que só é acionado quando se rodam programas de teste.

Se a Samsung deixasse esse modo turbo funcionar com todos os aplicativos, a carga da bateria se esgotaria rapidamente. O truque é fazer com que o modo turbo seja acionado apenas durante os testes de velocidade.

Amadeo afirma que conseguiu desabilitar esse modo turbinado. Comparando os resultados com e sem o turbo, ele observou que o truque faz o Galaxy Note 3 parecer até 20% mais veloz do que é na realidade.

O Ars Technica costuma ser um blog confiável. E os argumentos técnicos de Amadeo parecem sólidos. Além disso, a Samsung tem antecedentes.

Na época do lançamento do Galaxy S4, o Anandtech, outro blog especializado, descobriu que a empresa havia usado um truque parecido, aparentemente com o objetivo de inflar resultados de testes do smartphone. 

A Samsung, então, respondeu que seu processador de fato podia trabalhar no modo mais veloz. Mas disse que a velocidade era reduzida ao rodar determinados jogos para evitar sobrecarga. A empresa negou que a intenção fosse trapacear nos testes.

Apesar de esses truques serem condenáveis, o episódio não tem muita importância para o consumidor, Não há muita gente que compra smartphones para rodar programas de teste. E pessoas que experimentaram o Galaxy Note 3 relatam que ele é muito rápido no uso prático (alguns diriam que é tão rápido quanto o LG G2).

Logo, não há de que reclamar sobre o desempenho do smartphone da Samsung. Amadeu observa que, mesmo sem o modo turbo, o Galaxy Note 3 ainda é ligeiramente mais veloz que o G2. 

“Se a intenção por traz do modo turbo era assegurar que o Galaxy Note 3 ficaria à frente na disputa dos benchmarks, parece que nem era necessário ter feito isso”, conclui ele.

O Ars Technica também publicou um teste com o tablet Galaxy Note 10.1, anunciado junto com o Galaxy Note 3. Segundo Jason Inofuentes, que assina o artigo, o truque de enganar benchmarks também está presente nesse tablet, ainda que de forma mais limitada. 

Phil Schiller, da Apple, ainda pode se vangloriar de duas coisas. Primeiro, o iPhone 5s, com processador de 64 bits (o primeiro num smartphone), tem superado os rivais em testes de desempenho. Segundo, a Apple nunca foi acusada de trapacear nesses testes.

Facebook mostrará menos anúncios indesejados em feeds

Maior rede social do mundo, que gera cerca de 85% de sua receita com publicidade, hoje coloca um anúncio pago a cada 20 "histórias"

Facebook
Getty Images
Os feeds de notícias do Facebook conterão menos anúncios que não interessam aos usuários, disse o Facebook na sexta ao divulgar mudanças na política de publicidade.

Este é o esforço mais recente da companhia de refinar os anúncios no feed principal, que se tornaram mais importante aos seus negócios.

"Para decidir que anúncio mostrar a quais grupos de pessoas, estamos colocando mais ênfase nos comentários que recebemos das pessoas sobre os anúncios, incluindo a frequência com que as pessoas ocultam ou denunciam um anúncio," disse a empresa.

"Se alguém sempre oculta anúncios de eletrônicos, reduziremos o número deste tipo de anúncios que mostramos a esta pessoa", continuou. O Facebook tem tentado tornar os anúncios mais proeminentes sem causar uma reação hostil entre seus 1,15 bilhão de usuários.

A maior rede social do mundo, que gera cerca de 85 por cento de sua receita com publicidade, hoje coloca um anúncio pago a cada 20 "histórias" que os usuários veem em seus feeds de notícias, segundo disse a empresa em julho.

A empresa disse que alguns profissionais de marketing "podem perceber uma variação na distribuição de seus anúncios" nas próximas semanas, porém não quis elaborar o comentário.

As ações do Facebook encerraram o pregão da sexta-feira no nível mais alto desde o IPO em maio de 2012 com alta de 1,7 por cento, a 51,24 dólares.

Quanto custa para a Apple fabricar os novos iPhones

Apple Inc. está mantendo uma robusta margem sobre as vendas de seus novos smartphones, tanto o modelo mais sofisticado, o iPhone 5S, como o mais econômico, o iPhone 5C, segundo dados da firma de pesquisa IHS iSuppli.

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Getty Images

Tirando os custos de peças e da montagem do aparelho, a Apple ganha cerca de US$ 450 em cada iPhone 5S de 16 gigabytes que vende. O modelo está sendo vendido nos Estados Unidos por US$ 649 sem contrato com uma operadora. Os custos dos componentes e a fabricação representam cerca de 30% do preço, semelhante ao do iPhone do ano passado e ao iPhone 5C, cujo preço é cerca de US$ 100 menor.

A informação ressalta como a Apple consegue continuar maximizando lucros à medida que lança novos modelos. As cifras também mostram que a Apple se recusa a sacrificar margens de lucro para ganhar participação de mercado. Ela manteve o preço do 5C mais alto do que muitos analistas haviam previsto.

A IHS desmonta os aparelhos e calcula o preço de cada componente e os custos de fabricação. Os dados não levam em conta outros custos, como de pesquisa e desenvolvimento e de marketing.

A Apple não respondeu a um pedido de comentário.

Ter o catálogo inteiro de músicas do U2 e todas as suas fotos no bolso pode sair caro. O custo de armazenamento em memória salta de US$ 9,40 por 16 GB para US$ 29 por 64 GB, e a Apple obtém um bom lucro com esse "upgrade". Os custos dos componentes e a montagem do iPhone 5S de 64 GB, que a Apple vende por US$ 849 desbloqueado, representam cerca de 26% do preço total, comparado com 30% do modelo de 16 GB. O sensor de impressão digital, uma das características futuristas do iPhone S, representa mais ou menos uns US$ 7 do custo. Os processadores mais novos, o chip A7 de 64 bits e o chip M7 para o sensor de movimentos custam juntos US$ 19 no total.

Tirando os processadores melhorados, os chips de memória DRAM e o leitor de impressões digitais,o projeto do iPhone 5S repete muitas características do seu antecessor, diz Andrew Rassweiler, diretor sênior da IHS. "Isso permite que a Apple continue mantendo os custos baixos e uma margem de lucro alta."

O iPhone 5C, de 16 GB — que basicamente é um iPhone 5 com cara nova —, tem um custo de fabricação de US$ 173 e é vendido sem contrato nos EUA por US$ 549. Tendo em mente os mercados em desenvolvimento e a China, muitos esperavam que a Apple fosse abaixar o preço do iPhone 5C, diz Wayne Lam, analista sênior da IHS. Isso não aconteceu. "Uma vez mais, a Apple se manteve firme na sua velha fórmula já testada e aprovada", acrescenta.

O 5C usa um chip de memória mais barato, e o processador — o A6, do ano passado — também é mais barato. Como ele não tem o leitor de impressões digitais, o custo já cai US$ 7. Os dados mostram que a câmera e a bateria também são ligeiramente mais baratas de produzir e montar. A tela de toque ainda responde pela maior parcela do custo de cada aparelho: US$ 41. Os componentes de celular também são caros: US$ 32.

Maravilhoso Discurso realizado por Steve Jobs em Stanford 2005

Por Eric Colombo


Reprodução


Em 2005, Steven Paul Jobs, o grandioso visionário, Steve Jobs, fundador de uma das maiores empresas de tecnologia, e hoje a marca mais valiosa do mundo, realizou um discurso aos formando de Stanford, extremamente motivador e emocionante.



Eu particularmente, já havia lido, a aproximadamente 1 ano atrás em uma de suas biografias, porém hoje, pela primeira vez, resolvi buscar um vídeo desse discurso, e a forma em que Jobs usa de suas palavras, é incrível, assim como sua vida foi.

Um grande conselho que Jobs deixa ao mundo nesse discurso é "O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém. Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas." 

Leia e veja abaixo o vídeo do discurso na íntegra e “Continue com fome, continue bobo.” 



Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias. 
A primeira história é sobre ligar os pontos. 
Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais 18 meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei? Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior. Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina. 
Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: “Apareceu um garoto. Vocês o querem?” Eles disseram: “É claro.” 
Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade. E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usados para pagar as mensalidades. Depois de seis meses, eu não podia ver valor naquilo. 
Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu, gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria ok. 
Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz. No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes. Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo. 
Muito do que descobri naquela época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço. Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante. 
Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse. 
Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois. 
De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa – sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim. 
Minha segunda história é sobre amor e perda. 
Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação — o Macintosh — e eu tinha 30 anos. 
E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir. Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses. 
Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira. Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale [do Silício]. 
Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo. Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa. 
A Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple. 
E Lorene e eu temos uma família maravilhosa. Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple. 
Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama. 
Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz. 
Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue. 
Minha terceira história é sobre morte. 
Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: “Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último.” Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: “Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?” E se a resposta é “não” por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa. 
Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo — expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar — caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração. 
Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração. 
Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas. 
Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de três a seis semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas — que é o código dos médicos para “preparar para morrer”. Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus. 
Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem. 
Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. 
Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade. 
O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém. 
Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas. 
Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior.
E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. 
Todo o resto é secundário. 
Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid. 
Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes de o Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições deWhole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês. 
Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro.
Abaixo, estavam as palavras:
“Continue com fome, continue bobo.” 
Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos. 
Obrigado.

Conheça o novo iPhone 5S por dentro

Reprodução
Dessa vez, o pessoal do iFixit se superou. Algumas horas após o lançamento do iPhone 5S, o pessoal do site especializado já tinha publicado um vídeo e um especial mostrando o novo smartphone da Apple por dentro.

Entre os destaques apontados pelo iFixit estão os parafusos proprietários da Apple, a nova câmera de 8.8MP, e um cabo que conecta o sensor de impressões digitais Touch ID (embutido no botão Home) à entrada Lightning do aparelho.

Ainda sem previsão de chegar ao Brasil, o iPhone 5S chega nesta sexta-feira, 20/9, aos EUA e mais oito países. Em 2012, o iPhone 5 também foi lançado em setembro nos EUA e chegou ao Brasil em dezembro – é provável que o mesmo aconteça neste ano.

Por aqui, o novo smartphone top de linha da Apple já é anunciado por importadores em sites de leilões. Os preços chegam até 3.500 reais; nos EUA, o aparelho tem preços a partir de 650 dólares em sua versão desbloqueada.


Teste prova a velocidade de iPhones

Por Eric Colombo

Reprodução

Uma página no facebook, resolveu colocar em teste o desempenho das gerações do iPhone (a partir do 2G). Em prova foi colocado o tempo em que o aparelho desempenhava algumas funções simples, como a de desbloqueio do aparelho, o desligamento e a inicialização do sistema e também o tempo de carregamento de páginas na internet.

O resultado é o que todos já esperavam, o iPhone 5S é um smartphone superior, vemos que a Apple vem melhorando e muito os seus smartphones, tanto externa, quanto internamente. É realmente uma grande evolução para o Smartphone da Apple.

Veja o vídeo:


Nissan cria carro "autônomo" para reduzir acidentes

Segundo a montadora japonesa, o carro pode ajudar a aumentar a segurança no trânsito, já que "90% dos acidentes de trânsito são provocados por falha humana"

Protótipo de carro "autônomo" da Nissan
REUTERS/Yuya Shino
A japonesa Nissan apresentou nesta terça-feira, na região de Tóquio, um protótipo de carro "autônomo" capaz de evitar acidentes e aumentar a segurança no trânsito.

"O carro autônomo foi pensado, principalmente, para auxiliar o motorista", destacou a Nissan, lembrando que "90% dos acidentes de trânsito são provocados por falha humana".

"Um carro autônomo é, sem dúvida, mais seguro porque dispõe de sensores e câmeras com capacidades que superam a percepção humana", cujo campo de visão é reduzido, principalmente a noite, sem dispor de outros meios de detecção de obstáculos.

O novo carro utiliza dados cartográficos muito precisos e faz análises que lhe permitem antecipar cruzamentos, parar diante da aproximação de risco de outro veículo, desviar de obstáculos e veículos, e outras manobras visando à segurança do motorista.

Trata-se de reproduzir tecnicamente o que o homem é capaz de fazer de forma instintiva: compreender, julgar e agir.

O carro utiliza cinco câmeras, cinco scanners a laser e outras tecnologias de ponta para analisar o entorno.

Para garantir uma resposta rápida diante de acontecimentos imprevistos, são utilizados algoritmos de tomada de decisão e chips ultra-rápidos.

"Levamos mais de 30 anos trabalhando em carros autônomos e agora nos aproximamos do nosso objetivo graças a tecnologias eletrônicas recentes", destacou a Nissan.

Apesar da tecnologia de ponta, o carro autônomo manterá o volante e o motorista ainda será responsabilizado por eventuais acidentes.

O presidente da Nissan, o brasileiro Carlos Ghosn, declarou recentemente que o grupo espera lançar o modelo em 2020.