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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Google está pensando em fabricar chips

Bloomberg

A reportagem cita uma fonte que diz que o movimento poderia ajudar o Google a gerir melhor a interface entre seu hardware e seu software. Ela também aponta que a medida ameaçaria o domínio que a Intel tem sobre o mercado, já que o Google é seu quinto maior cliente. No entanto, o Google não afirma nada:

“Nós estamos ativamente engajados na criação da melhor infraestrutura do mundo. Isso inclui tanto a criação de hardware (em todos os níveis) como o desenvolvimento de software.”

Os chips da ARM são muito usados no setor de celulares e produtos mobile, mas ainda não entraram no mercado de servidores. A AMD já anunciou que tem planos de começar a usar a arquitetura da ARM.

O Google já havia expressado algum interesse em chips – em Agosto a empresa se juntou a um grupo que licencia tecnologias usadas em data centers, incluindo chips para servidores. Mas teremos que esperar para ver se o interesse realmente se tornará uma oportunidade de negócios.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Sony quer produção do PS4 no Brasil para reduzir preço

Vice-presidente da empresa para a América Latina disse que companhia está trabalhando para fabricar o console o mais breve possível no país

Visitantes olham para o novo PlayStation 4 da Sony durante o Tokyo Game Show, em Chiba, leste de Tóquio
Yuya Shino/Reuters

A Sony afirmou nesta segunda-feira que está trabalhando para fabricar o PlayStation 4 no Brasil o mais breve possível como forma de reduzir o elevado preço de venda do console de videogames, que tem motivado fortes críticas contra a companhia no país, afirmou o vice-presidente da empresa para a América Latina, Mark Stanley.

Em entrevista à Reuters, o executivo afirmou que a companhia mantém estratégia "agressiva" para derrubar o preço de 4 mil reais do console, anunciado na semana passada.

Desde o anúncio do preço do PS4 no Brasil, a Sony vem sendo alvo de fortes críticas e brincadeiras de internautas no país, devido à diferença ante o valor do produto nos Estados Unidos, de 399 dólares.

As críticas também ocorrem em comparação com os preços da nova versão do Xbox One, da rival Microsoft, que será vendida no Brasil por cerca de 2,2 mil reais e nos EUA por 499 dólares.

"Esperamos conseguir (um preço) abaixo de 2 mil reais, mas não sabemos ainda. É muito cedo para dizer, há impostos complexos sobre produção local também e não temos esses detalhes ainda. Mas certamente será bastante agressivo para podermos assegurar que a maior quantidade possível de jogadores possa tê-lo em casa", afirmou o Stanley sobre o PS4.

Segundo ele, nos próximos dois meses a Sony no Brasil poderá avaliar quais componentes poderão ser comprados no país para a produção local do console e quais terão que ser importados. "Quando tivermos isso, poderemos ter um cronograma sobre produção local", afirmou o executivo, evitando cravar datas de lançamento de um PS4 brasileiro.

"A boa notícia é que como já temos uma linha de produção do PS3 a implementação de uma linha do PS4 será muito mais rápida", disse Stanley. A Sony começou a produzir o PlayStation 3 no Brasil em maio.

Depois das críticas, a Sony divulgou nesta segunda-feira a estrutura do preço do aparelho.

Segundo a companhia, o valor de 3.999 reais chegaria a 4.257 reais se a empresa não tivesse decidido reinvestir no lançamento os 258 reais de margem a que tem direito por lei no país, disse Anderson Gracias, gerente-geral da Sony para PlayStation no Brasil.

No cálculos da empresa, a carga tributária da importação do PS4 no Brasil adiciona ao preço do produto 2.524 reais, ou 63 por cento do preço do aparelho no país, com os maiores pesos vindo do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do ICMS.

"Esse preço (3.999 reais) deixa de estar correto de longe no Brasil. Não é do nosso interesse vender um console no Brasil a 4.000 reais. Não faz bem para o jogador, para o negócio e para a Sony", disse Gracias, citando estimativas do mercado de que a base instalada de consoles PlayStation 3 no Brasil está entre 3 milhões e 4 milhões de unidades.

"Nessa faixa de preço de 4.000 está claro para a gente que a demanda (pelo PS4) será baixa, e não estamos felizes com isso", disse Gracias.

Apesar da insatisfação, o executivo afirmou que se a Sony não tivesse lançado o PS4 no Brasil próximo do lançamento global a companhia também seria criticada pelos jogadores no país. "Optamos por lançar agora em respeito ao mercado", afirmou.

Stanley, que se referiu ao Brasil como um "mercado de importância crítica" para a Sony, disse ainda que a estratégia agressiva de expansão para o país não envolve apenas produção local dos consoles e do portátil Vita, como também parcerias com desenvolvedores locais.

"Esperamos que um dia possamos ter um grade hit originado no Brasil", disse ele. Em números, ele complementou, "estamos trabalhando com mais de 40 desenvolvedoras apenas no Brasil".

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Quanto custa para a Apple fabricar os novos iPhones

Apple Inc. está mantendo uma robusta margem sobre as vendas de seus novos smartphones, tanto o modelo mais sofisticado, o iPhone 5S, como o mais econômico, o iPhone 5C, segundo dados da firma de pesquisa IHS iSuppli.

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Getty Images

Tirando os custos de peças e da montagem do aparelho, a Apple ganha cerca de US$ 450 em cada iPhone 5S de 16 gigabytes que vende. O modelo está sendo vendido nos Estados Unidos por US$ 649 sem contrato com uma operadora. Os custos dos componentes e a fabricação representam cerca de 30% do preço, semelhante ao do iPhone do ano passado e ao iPhone 5C, cujo preço é cerca de US$ 100 menor.

A informação ressalta como a Apple consegue continuar maximizando lucros à medida que lança novos modelos. As cifras também mostram que a Apple se recusa a sacrificar margens de lucro para ganhar participação de mercado. Ela manteve o preço do 5C mais alto do que muitos analistas haviam previsto.

A IHS desmonta os aparelhos e calcula o preço de cada componente e os custos de fabricação. Os dados não levam em conta outros custos, como de pesquisa e desenvolvimento e de marketing.

A Apple não respondeu a um pedido de comentário.

Ter o catálogo inteiro de músicas do U2 e todas as suas fotos no bolso pode sair caro. O custo de armazenamento em memória salta de US$ 9,40 por 16 GB para US$ 29 por 64 GB, e a Apple obtém um bom lucro com esse "upgrade". Os custos dos componentes e a montagem do iPhone 5S de 64 GB, que a Apple vende por US$ 849 desbloqueado, representam cerca de 26% do preço total, comparado com 30% do modelo de 16 GB. O sensor de impressão digital, uma das características futuristas do iPhone S, representa mais ou menos uns US$ 7 do custo. Os processadores mais novos, o chip A7 de 64 bits e o chip M7 para o sensor de movimentos custam juntos US$ 19 no total.

Tirando os processadores melhorados, os chips de memória DRAM e o leitor de impressões digitais,o projeto do iPhone 5S repete muitas características do seu antecessor, diz Andrew Rassweiler, diretor sênior da IHS. "Isso permite que a Apple continue mantendo os custos baixos e uma margem de lucro alta."

O iPhone 5C, de 16 GB — que basicamente é um iPhone 5 com cara nova —, tem um custo de fabricação de US$ 173 e é vendido sem contrato nos EUA por US$ 549. Tendo em mente os mercados em desenvolvimento e a China, muitos esperavam que a Apple fosse abaixar o preço do iPhone 5C, diz Wayne Lam, analista sênior da IHS. Isso não aconteceu. "Uma vez mais, a Apple se manteve firme na sua velha fórmula já testada e aprovada", acrescenta.

O 5C usa um chip de memória mais barato, e o processador — o A6, do ano passado — também é mais barato. Como ele não tem o leitor de impressões digitais, o custo já cai US$ 7. Os dados mostram que a câmera e a bateria também são ligeiramente mais baratas de produzir e montar. A tela de toque ainda responde pela maior parcela do custo de cada aparelho: US$ 41. Os componentes de celular também são caros: US$ 32.