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quarta-feira, 2 de julho de 2014

Android ou iOS? Qual estará no seu próximo carro?

Depois de uma boa largada, a Microsoft perde espaço para Apple e Google, que disputam o painel dos carros com seus sistemas Android Auto e iOS CarPlay

Daimer
Este ano ficará registrado como o marco zero para mais uma briga entre a Apple e o Google. As duas gigantes anunciaram suas versões de software para serem usados em carros — o Google com o Android Auto e a Apple com o CarPlay.

De maneira alguma, as duas são pioneiras nesse setor. A Microsoft, por exemplo, já fornece soluções para carros há algum tempo. O exemplo mais bem sucedido da empresa é a parceria com a Ford, que usa o Sync (desenvolvido pela Microsoft) como software para vários de seus carros.

A ideia desses programas é levar tecnologias que fazem parte de smartphones e tablets para um visor localizado no painel do carro. As parceiras da Apple usarão um cabo Lightning para conectar iPhones (no caso, os modelos a partir do iPhone 5), para levar o iOS para um visor integrado aos carros.

É possível dar ordens à assistente Siri, acessar mapas, tocar músicas, fazer uma ligação ou ditar o texto de uma mensagem SMS. O CarPlay foi anunciado pela Apple em março deste ano.

No final de junho, durante a conferência Google I/O, foi a hora de aparecer um rival à altura ao CarPlay. Ele atende pelo nome de Android Auto. A proposta não é diferente da criada pela Apple.

Sai o cabo Lightning e entra um cabo MicroUSB. Sai a Siri e entram os comandos de voz do Google Now. O Google Maps e outros serviços da empresa também marcam presença na tela integrada ao painel.

Ainda em 2014, alguns carros já devem ser lançados prontos para o uso do CarPlay, da Apple. No caso do Android Auto, o Google promete carros adaptados para o sistema no início de 2015.

Ao que tudo indica, depois da briga por smartphones e tablets, a disputa pelo seu carro também ficará polarizada entre aqueles que rodam CarPlay (iOS) e aqueles que usam o Android Auto.

Nesse terreno as fabricantes de carros se dividem em três categorias: as que são parceiras exclusivas da Apple, as que são parceiras exclusivas do Google e as que fecharam contratos com ambas as marcas.

No final das contas, as parceiras exclusivas são poucas. Nenhuma fabricante deve acreditar que alguém vá escolher um carro pensando no smartphone que tem. Desse modo, a melhor escolha é trabalhar com as duas possibilidades.

Veja na tabela como está esse jogo até agora:

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Apple pode apresentar sistema para casas conectadas em junho

Reprodução
A Apple pode apresentar uma nova plataforma para automação doméstica no dia 2 de junho, quando a empresa realiza a WWDC, sua conferência anual com desenvolvedores. O evento deverá mostrar novos softwares que permitirão que o iPhone controle a iluminação, os sistemas de segurança e outras aplicações de uma casa inteligente.

Segundo o Financial Times, a empresa permitirá que outras empresas lancem produtos voltados para estes recursos domésticos do iPhone, mas irá impor limitações de privacidade e testes de qualidade, como acontece no programa “Made for iPhone”.

Não há muitos detalhes sobre o que seria possível realizar com o sistema, mas uma possibilidade citada pela publicação é, por exemplo, ligar as luzes de casa assim que o usuário passar pela porta. A casa reconheceria um iPhone pareado e realiza as ações de forma automática.

A notícia não cita exatamente como a casa interagiria com o celular. Especula-se que o novo iPhone terá NFC, o que poderia ser uma forma de sincronizar o smartphone com a casa, mas isso deixaria de fora toda a população que tem um iPhone 5s ou mais antigo. Outra possibilidade mais simples seria a utilização de Wi-Fi.

A expansão do iOS para além dos celulares e tablets começou no início deste ano, quando a empresa anunciou o CarPlay, uma forma de integrar o sistema aos automóveis. Caso se confirme, a Apple estaria entrando em um território do Google, que comprou a Nest e seus termostatos e sensores de fumaça inteligentes, além de outras gigantes de tecnologia, como LG e Samsung, que já estão investindo em geladeiras e lavadoras “smart”.