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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Terapia restaura visão de portadores de cegueira congênita

Metodologia foi desenvolvida nos Estados Unidos com a participação de pesquisador brasileiro. Abordagem terapêutica é testada em portadores de hemofilia

Getty Images
Mais de 20 portadores de um tipo de cegueira causada por um defeito genético e conhecida como amaurose congênita de Leber (ACL) voltaram a enxergar graças a um tratamento desenvolvido por pesquisadores da University of Pennsylvania e do The Children’s Hospital of Philadelphia – ambos nos Estados Unidos.

Um dos líderes do grupo é o brasileiro Valder Arruda, que apresentou resultados dos testes já realizados durante o evento “Advanced Topics in Genomics and Cell Biology”, realizado entre os dias 4 e 6 de agosto na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) com apoio da FAPESP.

“Demonstramos a segurança e a eficácia do tratamento e estamos na fase de encontrar a dose capaz de ter efeito terapêutico em todos os pacientes. Acredito que essa possa ser a primeira terapia gênica aprovada para uso comercial pelo FDA [Food and Drug Administration, agência de vigilância sanitária americana]”, disse Arruda, ex-professor da Unicamp e atualmente docente da University of Pennsylvania. Até chegar a essa fase, foram muitos anos de estudo e ensaios.

Em entrevista à Agência FAPESP, o pesquisador explicou que são conhecidos pelo menos 15 genes distintos que, mutados, resultam em cegueira congênita do tipo ACL. Todos eles causam uma degeneração progressiva da retina que tem início no nascimento.

“Desde muito cedo, as crianças apresentam visão prejudicada e movimentos oculares incomuns. Geralmente, ficam cegas durante a adolescência”, contou Arruda.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Empresa lança celular em braile feito com impressora 3D

Divulgação
A OwnFone, companhia londrina que desenvolve celulares impressos em 3D, lançou o que considera ser o primeiro celular em braile à venda no mundo. O aparelho recebe o mesmo nome da empresa e está disponível apenas no Reino Unido por £ 60, equivalente a R$ 223,00. 

O dispositivo pode ser personalizado com dois ou quatro botões pré-programados com contatos de amigos, familiares, emergência, entre outros. Para quem não lê braile, há um modelo de impressão do texto em relevo no teclado.

Ainda que seja o primeiro aparelho disponível no mercado, o OwnFone em braile não é uma ideia original. Em 2013 uma startup indiana desenvolveu um protótipo de um smartphone com display em braile que apitava ou vibrava quando recebia certos comandos.

O criador do dispositivo, Tom Sunderland, explica que o método escolhido para confeccionar o aparelho ajuda a manter os custos baixos “A impressão 3D é uma alternativa rápida e barata na criação de botões personalizados em braile”, explica.

A empresa é pioneira na criação de telefones impressos em 3D. Em 2012, foi uma das primeiras a criar telefones construídos dessa maneira, com outro OwnFone. Em 2013 surgiu o 1stfone, celular indicado para crianças que traz botões programáveis de contatos como “Mamãe” e “Papai”. Os telefones são pequenos (têm o tamanho de um cartão de crédito) e fáceis de utilizar.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Disney cria tela plana "touch" que permite sentir o relevo

Divulgação/Disney
Cientistas do Centro de Pesquisas da Disney em Pittsburgh (EUA) desenvolveram uma tela sensível ao toque que permite ao usuário sentir a forma e textura dos objetos. Chamada de ''Renderização tátil de funcionalidades 3D'', a tecnologia se baseia em pulsos eletrônicos que passam a impressão de volume na superfície plana do dispositivo. A empresa diz que a tecnologia poderia ajudar deficientes visuais no uso de telas digitais. Segundo o ''Washington Post'', a Disney apresentará a tecnologia para tablets e smartphones em um simpósio na Escócia neste mês.