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segunda-feira, 19 de maio de 2014

Empresa lança celular em braile feito com impressora 3D

Divulgação
A OwnFone, companhia londrina que desenvolve celulares impressos em 3D, lançou o que considera ser o primeiro celular em braile à venda no mundo. O aparelho recebe o mesmo nome da empresa e está disponível apenas no Reino Unido por £ 60, equivalente a R$ 223,00. 

O dispositivo pode ser personalizado com dois ou quatro botões pré-programados com contatos de amigos, familiares, emergência, entre outros. Para quem não lê braile, há um modelo de impressão do texto em relevo no teclado.

Ainda que seja o primeiro aparelho disponível no mercado, o OwnFone em braile não é uma ideia original. Em 2013 uma startup indiana desenvolveu um protótipo de um smartphone com display em braile que apitava ou vibrava quando recebia certos comandos.

O criador do dispositivo, Tom Sunderland, explica que o método escolhido para confeccionar o aparelho ajuda a manter os custos baixos “A impressão 3D é uma alternativa rápida e barata na criação de botões personalizados em braile”, explica.

A empresa é pioneira na criação de telefones impressos em 3D. Em 2012, foi uma das primeiras a criar telefones construídos dessa maneira, com outro OwnFone. Em 2013 surgiu o 1stfone, celular indicado para crianças que traz botões programáveis de contatos como “Mamãe” e “Papai”. Os telefones são pequenos (têm o tamanho de um cartão de crédito) e fáceis de utilizar.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Lançada 1ª impressora 3D capaz de unir cores e materiais diferentes

Divulgação
Uma empresa lançou a primeira impressora 3D que consegue misturar diferentes tipos de materiais, em diferentes cores, para montar um único objeto.

A Objet500 Connex3 Color Multi-material 3D Printer foi apresentada há dois dias pela Stratasys como um "divisor da águas". Ela consegue combinar, em gotas, três materiais, sejam eles rígidos, flexíveis, coloridos ou transparentes.

Uma fabricação dessas daria um ganho significativo de tempo aos fabricantes, que não precisariam alterar entre processos para construir um objeto com características distintas. 

Saiba mais sobre ela clicando aqui.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Scanner cerebral pode ser feito em casa com impressora 3D

Divulgação
Está em processo de desenvolvimento um scanner cerebral que pode ser impresso em casa e adaptado a diversos tipos de funcionalidade.

Chamado OpenBCI, o projeto é tocado por Conor Russomanno e Joel Murphy; ele teve uma pequena ajuda da DARPA para o pontapé inicial e também está no Kickstarter (onde já conseguiu o valor pretendido).

O produto é composto de sensores e um mini-computador que é conectado a outros sensores ligados a uma espécie de capacete - a parte que pode ser feita com uma impressora 3D. Isso tudo pode ser ligado a um computador para comando de jogos, por exemplo.

Os códigos do software que alimenta o capacete foram disponibilizados para download, então qualquer um pode fazer o scanner cerebral em casa. Basta comprar o hardware da OpenBCI, baixar os projetos para imprimir o que falta e calibrar o equipamento.

A versão básica leva cerca de sete horas para ser impressa. A mais robusta, que permite a ligação de pontos em 64 locais da cabeça (ligando no máximo 16 eletrodos por vez), demora um dia.


quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

"Impressora 3D gigante" pode construir casas em apenas um dia

Reprodução
O mercado de impressão 3D não para de crescer, mas uma nova tecnologia, sendo pesquisada na University of Southern California, nos EUA, promete mudar o mundo usando o mesmo conceito. Trata-se da impressão do "Contour Crafting", que seria capaz de imprimir casas de 230 metros quadrados em apenas um dia.

Para funcionar, ela utiliza um robô gigante, que se move por trilhos colocados nas laterais do que será a casa depois de pronta. Ele substitui as ferramentas manuais e o trabalho braçal. Em seguida, ele cria camadas de concreto para criar paredes vazias e em seguida as preenche com mais concreto. Os humanos ficariam responsáveis por colocar portas e janelas na casa construída.

Os projetos podem ser criados pelo computador em um programa específico de modelagem e a expectativa é que a tecnologia possa criar "bairros inteiros, construídos por uma fração do custo e do tempo, com muito mais segurança e flexibilidade arquitetural sem precedentes". A modelagem permite que cada casa seja diferente.

De acordo com os pesquisadores, as estruturas são ainda mais fortes do que os métodos tradicionais de construção. Nos testes, as paredes resistiram 10 mil libras por polegada quadrada, enquanto a média para uma parede normal é de 3 mil libras por polegada quadrada.

Os pesquisadores dizem que seria possível até mesmo construir grandes escritórios ou até torres, com máquinas com bocais múltiplos ou fazer a estrutra subir a construção.

Atualmente, a Nasa é uma das entidades que bancam a pesquisa, que seria capaz de criar casas de baixo custo para áreas de desabrigados. Behrokh Khoshnevis, responsável pelo robô, também diminui os possíveis problemas sobre os problemas com um possível desemprego para as pessoas que trabalham nas construções, lembrando que no início de 1900 62% dos americanos trabalhavam em fazendas e hoje menos de 1,5% estão no ramo de agricultura.

"Construção é um trabalho perigoso, mais do que mineração e agricultura. Isso mata 10 mil pessoas por ano", lembra ele, apontando que as pessoas deveriam realizar trabalhos que ofereçam menos riscos às suas vidas.

A tecnologia ainda está em fase de desenvolvimento e não há previsão de quando ela poderia chegar ao mercado.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Foodini, impressora 3D, irá imprimir o seu almoço

Desenvolvida por startup espanhola, Foodini pretende tornar a cozinha um lugar mais prático. Veja vídeo que mostra como ela pode “imprimir” até mesmo pizzas

NaturalMachines/Facebook
Não leva jeito para cozinhar, mas ainda sim deseja fazer comida em casa? Pois saiba que uma startup espanhola chamada Natural Machines está desenvolvendo uma solução que promete minimizar o pânico na cozinha “imprimindo” refeições: a Foodini, uma impressora 3D.

De acordo com Lynette Kucsma, uma das fundadoras da empresa, em entrevista ao Mashable, o objetivo da tecnologia é o de tornar mais rápido, e fácil, o preparo de comida em casa. Ele irá ser especialmente útil na execução de etapas trabalhosas como, por exemplo, rechear ravióli ou abrir massa para pizza.

A máquina conta com receitas pré-programadas, mas permite que o usuário faça a sua própria. Depois de colocar os ingredientes nas cápsulas e acionar a impressora, ela irá então imprimir a refeição, camada por camada.

Segundo a Natural Machines em sua fanpage no Facebook, a Foodini já “imprimiu” biscoitos em diferentes formatos, raviólis, pizza, hambúrguer vegetariano e cheesecakes. Ainda de acordo com o Mashable, a impressora chega ao mercado internacional no ano que vem e custará 1,3 mil dólares.

No vídeo abaixo, é possível ver a Foodini em ação produzindo uma pizza. Confira


sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Cientista descobre como imprimir baterias e circuitos eletrônicos

Technology review
A cientista de materiais Jennifer Lewis, de Harvard, desenvolveu uma técnica para imprimir baterias. A descoberta ainda está no estágio inicial, mas já permiti utilizar impressoras 3D para criar outros dispositivos eletrônicos, como antenas, eletrodos e fios.

A “tinta” é feita de um composto especial, que mistura nanopartículas de lítio, titânio, água deionizada e álcool. A composição se transforma em um líquido que, quando colocado sobre uma placa, seca rapidamente.

Isso tudo pode ser feito em condições normais de temperatura, dispensando equipamentos profissionais. Ou seja: as pessoas poderiam fabricar dispositivos eletrônicos em suas próprias casas. Sim, seria uma revolução.

Além disso, as baterias impressas por Lewis têm apenas um milímetro quadrado, mas funcionam como baterias comerciais. Isso porque a cientista consegue regular toda a arquitetura em escalas muito pequenas, com precisão de 100 nanômetros.

Lewis continuará a trabalhar na inovação e pretende comercializá-la "em poucos anos". A cientista e seu grupo já detém mais de oito patentes relacionadas à tecnologia.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Europa promete revolução com impressão 3D de metais


A Agência Espacial Europeia quer usar a fabricação aditiva (popularmente conhecida como impressão em 3D) na construção de peças de jatos, naves espaciais e até em projetos de fusão - o que será possível graças à exploração do metal.

A impressão tridimensional tem tudo para revolucionar a fabricação em plástico. Com os metais a coisa ainda engatinha, mas a exploração dessa matéria-prima pode significar milhões em economia e ainda possibilitaria desenhos até então impossíveis de se conseguir com a fundição tradicional do metal.

Pesquisadores do Projeto Amaze conseguiram manipular componentes de liga de tungstênio, que resistem a temperaturas de até 3.000ºC. Uma peça dessas poderia ser usada dentro de reatores nucleares ou nos bocais de um foguete, de tão fortes.

Eles esperam construir partes de automóveis ou até satélites inteiros sem usar parafusos ou soldas e sem desperdiçar material algum - atualmente, dependendo do que se quer fabricar, metade da matéria-prima é jogada fora.

A parte boa, então, é que dá para fabricar peças mais leves, fortes e baratas em uma geometria complexa nunca antes conseguida. Mas há obstáculos a serem superados. Um dos principais é eliminar a porosidade do produto final, que é contaminado por pequenas bolhas de ar que podem comprometer o desempenho; também há problemas de aspereza no acabamento final.

De acordo com a BBC, o Projeto Amaze reúne 28 parceiros da indústria europeia e da academia. Com um orçamento de 20 milhões de euros, eles prometem resultados perfeitos em até cinco anos.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Impressoras 3D futuristas são configuradas para "imprimir" alimentos

Já imaginou se você pudesse imprimir sua própria comida? Alguns inventores já, e desenvolveram técnicas para impressão de alimentos que agradam a todos os paladares.

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Exemplos de torrões de açúcar e bolos impressos em 3D
Já imaginou se você pudesse imprimir a sua própria comida? O criativo Pablos Holman já. O cientista trabalha na empresa Intellectual Ventures Laboratory, em Washington D.C., onde ele e outros especialistas da área estudam formas de "imprimirem" seus próprios alimentos. 

O inventor acredita que, em um futuro não muito distante, poderemos adaptar a nossa dieta com alimentos próprios para o nosso metabolismo - e imprimi-los poderia ser uma baita ajuda para nos mantermos na linha. 

A chamada "comida de impressão" foi um tema abordado por Holman durante a conferência Inside 3D Printing Conference, que aconteceu na semana passada. A ideia do inventor lembra bastante aquelas pílulas que vemos em desenho animado, que se tranformam em um belo hambúrguer quando adicionada uma gotinha de água - só que um pouco mais elaborada.

As impressoras seriam equipadas com cartuchos de toners preenchidos com alimentos liofilizados em pó - o que daria a possibilidade de incluir todos os tipos de produtos nutritivos em uma única refeição e em quantidades suficientes. 

Um pouco de água, então, é adicionada durante o processo de impressão e o alimento pode ser produzido do modo que o consumidor mais gostar (incluindo os formatos atualmente conhecidos, como pedaços de brócolis ou mesmo um belo cachorro-quente).

Dependendo do cliente, os pixels de comida utilizados para imprimir a refeição poderiam conter até mesmo doses de medicamentos diários. Além disso, o equipamento poderia programar a quatidade de comida que o indivíduo consome com precisão - o que evitaria o desperdício.

"A refeição é personalizada para você. Ela evita alérgenos e injeta seus remédios", disse Holman. "Ela sabe o que você comeu antes. Nós correlacionamos os efeitos sobre a saúde de sua dieta pela primeira vez na história. Ela faz uma refeição que entende quem você é."

Outros futuristas também apostam na ideia de imprimir alimentos. O CEO da empresa de impressão 3D Systems, Avi Reichentall, já desenvolveu um método para agradar olhos e paladar com suas impressões digitais. As impressoras de Reichentall podem ser configuradas para produzir produtos derivados do açúcar - de bolos a doces em geral.

E as ideias não param por aí. "Estamos trabalhando em uma impressora de chocolate. Quero uma impressora de chocolate na minha cozinha. Quero que seja tão legal quanto uma máquina de café", disse Reichentall. "Nós já temos açúcar impresso em 3D. Vamos trazer para chefs e confeitos e padeiros toda uma gama de novos recursos de impressão de açúcar."

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Tecnologia imprime em 3D objetos projetados pela mente


A startup chilena Thinker Thing criou uma tecnologia capaz de imprimir em 3D objetos feitos mentalmente. A técnica acabaria com a dificuldade da grande massa em modelar objetos em 3D, o que pode ajudar a popularizar impressoras desse tipo.

A startup usou no projeto o EmotivEPOC, um headset especial. O aparelho consegue captar ondas cerebrais que, em um software, dão forma ao objeto.

Isso significa que o sistema funciona por sensores que captam as ondas cerebrais. Enquanto isso, um software apresenta ao usuário uma série de modelos 3D em uma tela, como curvas, círculos e linhas. Em seguida, o programa começa a moldar o objeto aos poucos a partir de várias bases. Depois de finalizado, o objeto é impresso com uma impressora 3D da MakerBot.

Os próprios pesquisadores afirmam que ainda há limitações da neurociência e da própria tecnologia aplicada. Mas já é possível usar os estímulos cerebrais para moldar alguns objetos.

Os pesquisadores já começaram a planejar o primeiro projeto com essa tecnologia, o Monster Dream. O objetivo é criar monstros imaginados por crianças de diversos locais do Chile. Cada criatura traduziria um pouco da realidade de cada criança, que poderá "soltar" a imaginação. Depois, o projeto dará origem a uma exposição com todos os monstros e seus criadores.
Matéria publicada em http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/2013/07/tecnologia-imprime-em-3d-objetos-projetados-pela-mente.shtml

Peça impressa em 3D substitui gesso usado em fraturas


Adeus, gesso! Um pesquisador criou com ajuda de uma impressora 3D o Cortex, um exoesqueleto capaz de imobilizar membros fraturados.

O Cortex é feito com um polímero de plástico. O exoesqueleto funciona como o gesso, mas com o diferencial de ser ventilado, leve, higiênico, ecológico e fino o suficiente para caber em uma manga da camisa. Além desses benefícios, o Cortex pode ser molhado no banho, ao contrário do gesso, que é pesado, coça e pode até dar mau cheiro.

A invenção é do designer Jake Evill, pesquisador da Victoria University of Wellington, na Nova Zelândia. A ideia surgiu quando Evill quebrou a mão e precisou usar gesso. Foi quando o rapaz percebeu como o método é "arcaico".

Com ajuda do Kinect para a digitalização 3D, Evill produziu um protótipo do Cortex, feito de plástico. Ao fazer um escaneamento 3D e exames de raios-X do paciente, o sistema constrói uma peça sob medida que sirva para imobilizar o membro fraturado.

As partes mais densas do molde ficam concentradas em torno da fratura. Mas a peça também pode ser impressa em duas partes e depois montada com ajuda de prendedores permanentes. Quando o membro estiver totalmente recuperado, o exoesqueleto precisa ser serrado em um hospital.

Evill trabalhou no departamento de ortopedia da universidade e está agora à procura de apoio para desenvolver a ideia. O próximo passo é planejar um processo de digitalização mais sofisticado e preciso. Quando isso estiver pronto, o velho gesso, provavelmente, será aposentado.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

A Nova Revolução Industrial já começou

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Numa noite escura e chuvosa duas semanas atrás em Schenectady, no Estado americano de Nova York, Ken Hislop estava descansando em casa quando seu celular emitiu um bipe. Era uma mensagem de texto urgente — da fábrica da General Electric onde ele trabalha.
Logo chegaram outras mensagens, enviadas por minúsculos sensores embutidos dentro de várias máquinas. A violenta tempestade que estava passando havia causado problemas.
"Soube na hora que tinha acabado a força na fábrica", diz Hislop, um engenheiro de manufatura. Ele rapidamente ligou seu iPad e acessou um esquema animado de diagramas que mostrava tudo que estava acontecendo na planta de US$ 170 milhões, que fabrica imensas baterias para coisas como torres de celular.
Bem-vindo à Nova Revolução Industrial: uma onda de tecnologias e ideias que estão criando um ambiente de manufatura dirigido por computadores. A revolução ameaça tornar obsoletos modelos de negócios há muito estabelecidos.
Para as grandes companhias, isso significa uma gama de ferramentas novas para montar fábricas mais enxutas e explorar novos produtos, materiais e técnicas inovadoras. E graças à queda acentuada nos preços, pequenas empresas também têm acesso a equipamentos e ferramentas melhores e mais baratas.
"A manufatura passa por uma mudança que é tão significativa quanto a introdução de partes intercambiáveis separadas que são unidas na linha de montagem, talvez até mais", diz Michael Idelchik, diretor de tecnologias avançadas do laboratório mundial de pesquisa da GE. A transformação se acelera graças à convergência de tendências: o baixo custo e acessibilidade do chamado "Big Data" (grandes volumes de dados processados a altas velocidades) associados à computação em nuvem; a queda dos custos de sensores eletrônicos, microprocessadores e outros componentes usados para criar máquinas mais capazes; e avanços em software e tecnologia de comunicação.
Isso significa que instalações como a de Hislop quase não precisam da intervenção humana.
Fabricação flexível
Ao mesmo tempo, avanços tecnológicos agora permitem às indústrias inventar novas formas de fabricar as coisas, fugindo ao clássico modelo das linhas de produção. O mais significativo desses progressos é, de longe, a manufatura aditiva: um processo para fazer objetos tridimensionais de praticamente qualquer formato a partir de um modelo digital.
Essas máquinas exóticas podem ser usadas com vários materiais e criar coisas tão diversas como tênis, injetores de combustível para aviões e até mesmo órgãos humanos.
Numa visita ao laboratório de equipamento de manufatura avançada que a AutodeskInc. está construindo em San Francisco, o diretor-presidente Carl Bass aponta para o lugar onde vai ficar um sofisticado torno controlado por computador.
"A empresa japonesa Mori Seiki está fazendo [o torno] em Sacramento numa fábrica automatizada", disse Bass, cuja firma cria software para design por computador. "A fábrica é tão avançada que você quase não precisa acender as luzes porque as máquinas estão fazendo tudo, e o que elas estão fazendo são outras máquinas." De fato, a impressora de três dimensões replicou a si mesma numa universidade da Inglaterra.
Mas haverá desafios. Para começar, como a fabricação aditiva se baseia em modelos digitais de objetos, as empresas ficam muito mais vulneráveis a roubos de propriedade intelectual.
Voltando para casa
Para se ter uma visão de como as novas tecnologias estão rompendo com a velha maneira de fazer as coisas, considere o tênis da Flyknit, da Nike Inc.
Mesmo os tênis de alta tecnologia ainda são quase todos feitos em linhas de produção com muito trabalho humano. Mas a partir do ano passado, a Nike começou a fabricar o Flyknit de uma forma totalmente nova.
Os engenheiros da Nike adaptaram uma máquina usada para fazer agasalhos e ela agora tece a parte superior inteira do tênis num único item aconcavado que depois é preso à língua e à sola.
O mais importante é que todos esses refinamentos não aumentaram o custo. A tecnologia possibilitou à Nike fazer um tênis com apenas alguns componentes em vez de dezenas e com uma redução de até 80% do desperdício.
As consequências são profundas: a razão para se fabricar calçados em países de mão de obra barata parece de repente ter começado a evaporar. A Adidas já fabrica o tênis Primeknit no seu país de origem, a Alemanha.
No ano passado, a consultoria Boston Consulting Group previu que até 30% das exportações americanas produzidas na China poderiam ter a produção transferida para os EUA até 2020.
Nem tão rápido
Mas a pergunta que está no ar é se um impulso na manufatura vai fazer ressurgir o emprego nas fábricas americanas, que chegou a 19,5 milhões de trabalhadores em 1979 e hoje tem cerca de 12 milhões, segundo a Agência de Estatísticas do Trabalho do país.
A oportunidade real está no crescimento de microfábricas altamente especializadas e em legiões de pequenos empreendimentos. Um importante sinal dos novos tempos é que o maior fabricante de impressoras 3-D nos Estados Unidos, a 3D SystemsCorp., introduziu um elegante modelo ano passado nos EUA, por somente US$ 1.299.
Os especialistas vislumbram lojas de bicicletas que "imprimem" quadros personalizados e fabricam bicicletas por encomenda; e lojas ainda mais sofisticadas que fazem toda sorte de produtos de alto nível. Uma empresa chamada Bespoke Products, unidade da 3D Systems, já está fazendo membros humanos artificiais. Outra, a Organovo Holdings Inc., está usando impressão 3-D para criar tecido humano.
Novas maneiras de fazer
A fabricação aditiva possibilita a criação de designs ou estruturas que não são viáveis usando as duas formas tradicionais de fazer as coisas: a usinagem e a fundição de metais. Ambas essas técnicas são grandemente amplificadas pela produção em massa porque, à medida que os volumes crescem, a qualidade geralmente aumenta e os custos caem.
Mas a manufatura aditiva permite a criação de materiais com múltiplas partes e componentes móveis sem montagem. E porque o processo é inteiramente controlado por computadores, a primeira peça fabricada é tão boa quanto a última.
Há uma outra grande mudança em curso que não é tão óbvia. A ascensão da impressora 3-D coincidiu com a digitalização do mundo físico através do uso de escaners 3-D e, cada vez mais, de fotos bidimensionais que podem ser unidas digitalmente para criar reproduções precisas 3-D de tudo que existe. Isso afeta todo mundo que trabalha com manufatura e que participa em processos criativos. É muito mais fácil colaborar num modelo que está armazenado num computador porque um monte de gente pode trabalhar nele ao mesmo tempo.
O caminho à frente
Para se ter uma ideia de como a Nova Revolução pode se desenrolar em grande escala, veja a GE. Suas marcas estão em toda parte. Ela está participando de uma iniciativa do governo dos EUA para impulsionar a fabricação aditiva. Entre os parceiros estão o Instituto Tecnológico de Massachusetts, a unidade de serviços de internet da Amazon.com e a Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa, que está colaborando com a GE numa nova plataforma de trabalho coletivo (chamado de "crowdsourcing") para design e desenvolvimento de produtos.
No ano passado, a GE comprou uma das maiores empresas de manufatura aditiva dos EUA, a Morris Technologies.
A GE projeta que vai gastar US$ 3,5 bilhões em manufatura avançada ligada à aviação nos próximos cinco anos e produzir 100.000 peças por ano para seus motores até 2020 usando técnicas de fabricação aditiva. A GE vai também começar a disponibilizar suas mais de 30.000 patentes para inventores e empreendores que usam o site Quirky — que emprega o trabalho coletivo para avaliar ideias para produtos.
Matéria publicada em http://on.wsj.com/14Va64y

terça-feira, 11 de junho de 2013

De avião a bonecas, impressoras 3-D mudam a manufatura

Empresas como a General Electric Co. a Ford Motor Co.e a Mattel Inc. estão usando a impressão 3-D com mais frequência do que as pessoas imaginam.
Também conhecida como manufatura aditiva, porque os objetos produzidos dessa forma são construídos com a adição de uma camada de material por vez, essa tecnologia está permitindo que os fabricantes tenham os produtos prontos para a entrega de forma mais rápida.
Ao contrário das técnicas tradicionais, pela qual os objetos são cortados ou perfurados a partir de moldes, o que gera desperdício de material, a impressora 3-D permite que os trabalhadores projetem o objeto no computador e o imprimam usando plástico, metal ou materiais compostos.
"Ela nos permite ser muitos mais produtivos, eficientes e inovadores em design", diz Scott Goodman, diretor de desenvolvimento global de produtos da Mattel.
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Embora os preços tenham caído, os materiais usados nas impressoras 3-D são mais caros que os de processos tradicionais de manufatura. Pete Basiliere, analista do Gartner Inc., diz acreditar que os preços desses materiais vão cair à medida que cresça a demanda por impressoras 3-D.
A receita global com impressoras 3-D deve atingir US$ 3,7 bilhões em 2015. Em 2012, foi de US$ 2,2 bilhões, segundo a firma de pesquisa Wohlers Associates.
A Ford já vislumbra um futuro onde os consumidores da montadora serão capazes de imprimir suas próprias peças de reposição. Teoricamente, um cliente poderá se conectar à Web, escanear um código de barras ou imprimir um pedido, levá-lo a um local próximo que tenha uma impressora 3-D e, assim, ter a peça que precisa em horas ou minutos.
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A Ford já vinha usando impressoras 3-D para produzir protótipos de peças para veículos de teste desde os anos 80. Os engenheiros da montadora no Centro Técnico Beech Daly, no Estado americano de Michigan, hoje usam equipamentos de nível industrial que custam até US$ 1 milhão para fabricar protótipos de cabeças de cilindros, rotores de freio e eixos traseiros em menos tempo do que pelos métodos tradicionais de manufatura, diz Paul Susalla, supervisor da seção de manufatura rápida da Ford.
Ao usar a impressão 3-D, a Ford ganha, em média, um mês na produção de um molde de uma cabeça de cilindro para a sua família de motores EcoBoost, projetados para uma melhor eficiência no consumo de combustível. Essa peça complexa inclui numerosos portos, dutos, passagens e válvulas para controlar o fluxo de ar e combustível.
A indústria aeroespacial também tira proveito. A unidade de aviação da GE imprime injetores de combustível e outros componentes do sistema de combustão de uma turbina de avião que está sendo construída pela CFM International, uma joint venture entre a GE e a francesa Snecma SA. Em 2016, o motor Leap deve ser montado para aeronaves como o Boeing 737 Max e o Airbus A320neo, que ainda estão sendo desenvolvidos.
Mark Little, diretor do grupo de pesquisa global da GE, diz que produzir moldes de uma peça complexa pelo derretimento de pó do metal camada por camada pode ser mais preciso do que fazer e cortar as partes de um molde de cerâmica.
A GE também está experimentando produzir um dispositivo médico, a sonda de ultrassom, por meio de impressoras 3-D. O equipamento transmite sinais que geram imagens de ultrassom em exames de pacientes. Métodos tradicionais de produção exigem horas de corte e refinamento da peça para que ela possa reproduzir as imagens. Pesquisadores da GE dizem que a impressora 3-D pode ajudar a reduzir os custos de algumas peças da sonda em 30%.
As impressoras 3-D também estão revolucionando a indústria dos brinquedos. A Mattel costumava esculpir protótipos de cera e argila antes de produzir seus brinquedos de plástico. Hoje, seus engenheiros usam uma das 30 impressoras 3-D para criar partes de praticamente todo tipo de brinquedo, incluindo marcas populares como Barbie, Max Steel e os carros Hot Wheels.
Mas a Mattel diz não ter planos para vender software a consumidores que permita que eles imprimam seus próprios brinquedos em impressoras 3-D caseiras. Um porta-voz diz que a empresa não pode garantir que brinquedos impressos em casa sejam seguros para crianças, "questão essa que toda indústria terá que enfrentar e abraçar" à medida que o uso das impressoras 3-D se amplia.

Matéria publicada em http://on.wsj.com/11DQ6W6

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Novo tipo de impressão 3D desafia gravidade

Graças a material que se solidifica logo após sair do bico injetor, impressora é capaz de imprimir estruturas que desafiam a gravidade



Novo tipo de impressão 3D desafia gravidade, no projeto Mataerial


A tecnologia de impressão 3D evolui rapidamente, e quebra limites do que pode ser feito com novos materiais.

Entre essas novidades, destaca-se o projeto Mataerial, com uma impressora que não depende de uma superfície plana horizontal para criar objetos.
Graças a um material que se solidifica logo após sair do bico injetor, a impressora é capaz de imprimir estruturas que desafiam a gravidade, conectadas a uma parede, por exemplo.
Seus criadores não revelam qual a exata mistura responsável pelo efeito. É possível ver o equipamento em ação em vídeo disponível na internet (veja a seguir).
Outras técnicas mais convencionais utilizam emissão de luz ultravioleta e laser para endurecer o plástico, por isso a necessidade de uma bandeja.
O projeto Mataerial é resultado da colaboração entre Petr Novikov e Sasa Jokic, do Instituto de Arquitetura Avançada da Catalunha, em Barcelona, e o Joris Laarman Studio.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Pesquisadores criam orelha biônica com impressora 3D

Órgão artificial de hidrogel tem uma antena embutida nos tecidos. Pode captar tanto sons como sinais de rádio

Orelha biônica

Houve um tempo em que impressoras eram máquinas que só mexiam com tinta e papel. Com o surgimento das impressoras 3D, elas estão se tornando uma importante ferramenta em diversas áreas – entre elas, a medicina. Prova disso é a última criação de pesquisadores da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos: a orelha biônica.


O órgão artificial combina células e nanopartículas de hidrogel impressas em 3D com uma antena embutida nos tecidos que pode captar sinais de rádio. "O resultado foi um órgão plenamente funcional que pode ouvir frequências de rádio milhões de vezes mais altas do que a frequência de áudio captada pelo ouvido humano", disse Michael McAlphine, chefe da pesquisa, ao site Mashable.

Além disso, "orelhas direita e esquerda podem ouvir música em estéreo", garante o resumo do estudo publicado no site Nano Letters. O mais incrível é o fato da orelha biônica ter sido criada com uma impressora 3D que, nos Estados Unidos, pode ser comprada pelo equivalente a  2 mil reais.

A notícia é divulgada na mesma semana em que foi noticiado o implante de uma prótese de traqueia impressa em 3D num bebê com graves problemas respiratórios.

Assista aqui ao vídeo da impressão da orelha biônica:



quinta-feira, 23 de maio de 2013

Prótese criada com impressora 3D salva vida de bebê

Pesquisadores da Universidade do Michigan obtiveram sucesso em implante de vias respiratórias de plástico em recém-nascido com problemas pulmonares

Kaiba Gionfriddo

Nos Estados Unidos, pesquisadores da Universidade de Michigan revelaram uma nova utilidade para impressoras 3D: salvar vidas. Eles usaram o aparelho para criar uma prótese de traqueia, implantada com sucesso em Kaiba Gionfriddo quando ele tinha cinco meses. O trabalho foi registrado num artigo divulgado na publicação médica The New England Journal of Medicine.

Prótese produzida com impressora 3D

O bebê que recebeu a prótese sofria de traqueobroncomalácia, doença na traqueia que impede que o oxigênio chegue aos pulmões. "Com seis semanas de vida, ele tinha retrações da parede toráxica e dificuldade em se alimentar", afirma o estudo.

Os médicos desenvolveram a prótese com base em tomografias da via respiratória do paciente. A peça é feita de policaprolactona, material bioabsorvível pelo corpo humano em 3 anos. Isso elimina a necessidade de uma nova cirurgia para retirada da prótese. Até lá, a previsão dos médicos é de que o paciente já tenha vias respiratórias saudáveis e não necessite mais da peça.

De acordo com o artigo, a prótese é "similar à mangueira de um aspirador de pó" e, embora seja resistente, "permite flexão, extensão e deve expandir com o crescimento do bebê".

O paciente foi liberado 21 dias após a cirurgia. Um ano e três meses depois, a prótese não apresentou até hoje nenhum problema de funcionamento ou rejeição.

Hoje, as impressoras 3D são uma tendência mundial. No Brasil, é possível fazer uma delas por menos de 2 mil reais.

Assista aqui ao vídeo produzido pela Universidade do Michigan sobre o caso (em inglês):