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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Cientistas inventam chip capaz de aprender como o cérebro humano


Cientistas apresentaram nesta quinta-feira um chip do tamanho de um selo dos correios, que opera como um supercomputador que imita o funcionamento do cérebro humano.

O chamado chip "neurossináptico" abre todo um leque de possibilidades na computação, de carros que se dirigem sozinhos a sistemas de inteligência artificial que podem ser instalados em celulares inteligentes, explicaram seus criadores.

Cientistas de IBM, Cornell Tech e colaboradores de todo o mundo disseram que foi preciso adotar um novo conceito de design em comparação com arquiteturas de computação prévias, avançando para um sistema chamado de "computação cognitiva".

"Nós nos inspiramos no córtex cerebral para desenhar esse chip", afirmou Dharmendra Mohda, diretor científico da IBM para a computação inspirada no cérebro.

Mohda explicou que a linhagem dos computadores atuais remonta a máquinas criadas nos anos 1940, que são, essencialmente "calculadoras de números sequenciais", que agem de forma matemática, ou que executam tarefas próprias da parte esquerda do cérebro, porém um pouco mais.

Já o novo chip, também chamado "TrueNorth", opera imitando o lado "direito do cérebro", onde estão as funções que processam a informação percebida pelos sentidos, razão pela qual pode responder a imagens, aromas e informações do entorno para "aprender" a agir em diferentes situações.

O sistema consegue fazer isso usando uma grande rede de "neurônios e sinapses", similares às que o cérebro humano utiliza para usar informação compilada dos sentidos.

Os cientistas projetaram TrueNorth com um milhão de neurônios programáveis e 256 milhões de sinapses programáveis em um chip com 4.096 núcleos e 5,4 bilhões de transistores.

Outro fator-chave desse chip é seu baixo consumo, pois é capaz de funcionar com uma pequena bateria como as utilizadas nos fones de ouvido, razão pela qual pode ser instalada em carros, ou celulares inteligentes.

Seus inventores acreditam que ainda levará anos para que o chip esteja disponível em aplicativos comerciais, mas destacam que tem o potencial de "transformar a sociedade" - sobretudo, quando "computadores híbridos" combinarem, no futuro, as capacidades do lado esquerdo e direito do nosso cérebro.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Nasa põe Wi-Fi de 622 Mbps na Lua

Reprodução
Cientistas conseguiram transmitir sinal de internet Wi-Fi entre a Terra e a Lua. E a conexão provavelmente é melhor do que a que você tem em casa.

A Nasa e o MIT se uniram para a missão de estabelecer uma conexão em 384,4 km de distância e, segundo a Wired, apresentarão os resultados em uma conferência no mês que vem.

Eles usaram quatro telescópios de 6 polegadas no Novo México para enviar sinais a um receptor montado num satélite que está na órbita da Lua. É preciso mais de uma fonte porque não há garantia que um único sinal chegue ao receptor; quatro deles aumentam as chances.

Os pesquisadores conseguiram enviar dados a uma taxa de 19,44 Mbps, e quem estiver na Lua pode fazer download a incríveis 622 Mbps.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Cientistas descobrem como transformar a luz em matéria

Em artigo da revista Nature Photonics, os cientistas descreveram como é possível fazer essa transformação

sxc.hu
Cientistas descobriram como fazer matéria a partir da luz. Agora, pretendem demonstrar o método para o mundo nos próximos 12 meses.

A teoria que sustenta essa ideia foi descrita pela primeira vez há 80 anos por dois físicos que mais tarde trabalharam na criação da primeira bomba atômica.

Eles imaginaram que duas partículas de luz, os fótons, podem se combinar para produzir um elétron (matéria) e um pósitron (antimatéria).

Mas, na época, eles consideraram impossível demonstrar como converter luz em matéria.

Agora, físicos do Imperial College de Londres acreditam que é possível resolver o problema com lasers de alta potência e outros equipamentos já disponíveis para cientistas.

Em artigo da revista Nature Photonics, os cientistas descreveram como é possível fazer essa transformação.

Na primeira parte do processo, um feixe de elétrons é disparado contra uma lâmina de ouro em uma velocidade próxima a da luz para produzir um raio fotônico de alta energia.

Depois, outro laser é disparado contra um cilindro de ouro para criar um campo de radiação térmica em um processo que gera uma luz intensa como a das estrelas.

A combinação do feixe de fótons com os cilindros de ouro pode provocar uma colisão capaz de gerar elétrons e pósitrons.

A novidade está longe de ser uma máquina capaz de criar objetos cotidianos a partir de explosão de laser. O tipo de matéria que eles pretendem fazer existe na forma de partículas subatômicas invisíveis a olho nu.

A tecnologia necessária para colidir essas partículas já existe. Por isso, a equipe tem conversado com outras instituições que podem ajudar a fazer o experimento acontecer.

Uma máquina desse tipo tem potencial para ajudar os astrofísicos a recriar as condições do Big Bang, a explosão que deu origem ao universo.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Cientistas criam app capaz de detectar o câncer de pele

Desenvolvido por pesquisadores americanos, app para iPhone em fase de testes alcançou taxa de acerto de 85% na detecção de casos de câncer de pele

Universidade de Houston
A cada dia, surgem apps para tablets e smartphones com novas e inusitadas funcionalidades. Entre as mais recentes, está a capacidade de ajudar na detectação do câncer de pele.

Desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Houston, o DermoScreen é um app para iPhone e alcançou taxa de acerto de 85% na detecção de casos da doença.

A novidade está em fase de testes e foi criada pela equipe do engenheiro George Zouridakis.

"Nossa pesquisa está focando em analisar o uso do app para avaliação de risco e como uma ferramenta de triagem para detecção precoce de melanomas", afirmou Ana Ciurea, dermatologista envolvida no projeto.

Lentes dermoscópicas

Getty Images
Para funcionar, o DermoScreen depende de lentes dermoscópicas - que devem ser acopladas ao smartphone e custam cerca de 500 dólares.

Segundo Zouridakis, o app auxilia mas não substitui o médico na hora de confirmar diagnóstico do câncer de pele.

Em desenvolvimento desde 2005, o DermoScreen está sendo pensado para áreas rurais e países em desenvolvimento.





De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, mais de 2 milhões de casos de câncer de pele são registrados todos os anos.

Ainda segundo o órgão, um em cada três pacientes diagnosticados com a doença morre.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Tetris pode te ajudar a emagrecer e largar vícios

Segundo os cientistas, a estimulação visual do jogo pode reduzir a ansiedade

mache/Flickr
Três minutos de Tetris por dia podem diminuir a ansiedade e, como consequência, te ajudar a largar vícios e até a emagrecer. Essa foi a conclusão de um estudo feito por psicólogos da Universidade de Plymouth, na Inglaterra.

Um artigo sobre a pesquisa foi publicado no portal MedicalXpress. Segundo os cientistas, a estimulação visual do jogo pode reduzir a ansiedade.

Essa pode ser uma solução para quem precisa evitar impulsos e manter a força de vontade para continuar a dieta ou evitar uma recaída com o consumo de álcool e cigarros.

Segundo Jackie Andrade, uma das pesquisadoras, o episódio de desejo dura apenas alguns minutos. E essa sensação faz com que a pessoa consuma justamente o que quer evitar.

Mas o Tetris pode ajudar ao impedir que o cérebro crie essas imagens atraentes. Então, os desejos começam a desaparecer.

Para chegar nessa conclusão, um grupo de voluntários jogou Tetris por três minutos. Depois, eles avaliaram a intensidade da vontade de consumir cigarro, álcool ou comida. Os desejos foram 24% mais fracos em comparação ao das pessoas que não jogaram Tetris.
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Os testes mostram que as imagens são fundamentais para despertar o desejo.

Portanto, uma tarefa visual deve ajudar a controlar essa vontade. Segundo Andrade, se sentir no controle é importante para manter a motivação. E o Tetris ajuda a permanecer no controle quando a ansiedade chega.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Teoria de Freud é respaldada por escâneres cerebrais

Cientistas da King’s College e da Universidade de Melbourne dão razão ao psicanalista ao apontar lembranças reprimidas como causa da histeria

Hans Casparius/ Getty Images
Sigmund Freud talvez tenha tido razão ao apontar lembranças reprimidas como causa da histeria.

Cientistas da King’s College, em Londres, e da Universidade de Melbourne descobriram, utilizando escâneres cerebrais, que o estresse psicológico pode ser o responsável por sintomas físicos sem explicação, como paralisias e convulsões.

Os pacientes apresentaram diferenças na atividade cerebral quando tiveram lembranças traumáticas comparados com voluntários saudáveis em um estudo publicado na edição da revista JAMA Psychiatry do mês passado. Além de apoiar a teoria de Freud e ajudar a explicar uma das reclamações mais comuns ouvidas pelos neurologistas, a pesquisa poderia criar novas abordagens de tratamento para os pacientes cujos sintomas costumavam ser menosprezados pelos doutores no passado.

“Trata-se do primeiro artigo de que eu sou ciente que realmente mostra que eventos traumáticos prévios definitivamente podem desencadear esse tipo de resposta motora”, disse John Speed, professor de medicina e reabilitação física na Universidade de Utah em Salt Lake City, que não esteve envolvido na pesquisa. “Isso é muito estimulante”.

A pesquisa é uma das mais recentes que demonstram como dispositivos de escâner cerebral feitos por companhias como a Siemens AG, a General Electric Co. e a Royal Philips NV estão sendo usados para ajudar a desvendar sintomas neuropsiquiátricos que costumavam desconcertar os médicos.

Os cientistas utilizaram imagens de ressonâncias magnéticas (fMRI) para acompanhar mudanças no fluxo sanguíneo para áreas específicas do cérebro enquanto se perguntava aos participantes sobre seu passado, o que produziu vistas anatômicas e funcionais dos seus cérebros.

As lembranças reprimidas foram um princípio das teorias psicológicas de Freud sobre a natureza dos processos mentais inconscientes. O neurologista austríaco, que ficou conhecido como o pai da psicanálise, usou o termo repressão para descrever a forma em que eventos emocionalmente dolorosos podiam ser bloqueados fora da consciência. Este mecanismo de autoproteção, postulou Freud, podia criar sintomas psicossomáticos rotulados “histeria” na época, em um processo atualmente conhecido como conversão.

‘Fingindo’

Os casos se manifestam tipicamente em forma de uma fraqueza ou paralisia em um lado do corpo, similar a um derrame. Entre os sintomas podem ocorrer convulsões não causadas por epilepsias. Os médicos nunca descobriram uma base neurológica para a condição – os cérebros, nervos e músculos dos pacientes pareciam estar normais –, o que os leva a acreditarem que os sintomas são psicossomáticos e criam a suspeita de que os pacientes estejam inventando suas doenças, disse Richard Kanaan, professor de psiquiatria na Universidade de Melbourne e um dos autores do estudo.

“Ainda é pouco entendido, até mesmo pela maioria dos médicos”, disse Speed, que tratou mais de 200 casos. “Eu tive inúmeros pacientes que me disseram que ninguém acreditava neles, ou que lhes disseram bruscamente que estavam fingindo”.

O estudo realizado por Kanaan e seus colegas da King’s College, em Londres, envolveu 12 pacientes com desordem de conversão e 13 adultos saudáveis sem a condição.

Modelo freudiano

Todos os participantes foram identificados por ter experimentado eventos estressantes na vida. Os pesquisadores empregaram fMRI para localizar as áreas com atividade cerebral quando se pediu aos participantes que lembrassem detalhes sobre essas experiências.

Nos pacientes com conversão, a lembrança pareceu ativar uma área do cérebro conhecida como o córtex pré-frontal dorsolateral esquerdo, ao passo que outras lembranças – até mesmo as irritantes – em ambos os grupos de pacientes ativaram o hipocampo, uma parte do cérebro importante para a formação das lembranças.

“Trata-se, eu acho, da primeira exploração científica de algo como um modelo freudiano, que é ignorado há tempos”, disse Kanaan, em entrevista do seu escritório no Austin Hospital de Melbourne, no qual é diretor de psiquiatria.

A abordagem de Freud para tratar os pacientes com desordem de conversão consistia em desvelar o trauma suprimido mediante a psicoterapia e ajudar a relembrar e reprocessar essas lembranças para aliviar os sintomas.

Ainda que Freud não tivesse as ferramentas para explorar os mecanismos mediante os quais podia ocorrer a desordem da conversão, ele “acertou o conceito”, disse Speed. “A conversão é simplesmente uma manifestação física muito incomum e mais grave do estresse, na qual há um bloqueio de mensagens do ou para o cérebro”.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Cientistas pedem desculpas a criança que queria um dragão

Sophie, escreveu uma carta a "um gentil cientista", endereçada à CSIRO, pedindo educadamente se poderia criar um pequeno dragão alado para ela

AFP
A venerável agência nacional australiana para a ciência pediu desculpas a uma criança de sete anos por não poder realizar o seu sonho, de criar um pequeno dragão, culpando a falta de pesquisas no campo das criaturas míticas.

A menina, Sophie, escreveu uma carta a "um gentil cientista", endereçada à Organização de Pesquisa Industrial e Científica da Commonwealth (CSIRO), pedindo educadamente se poderia criar um pequeno dragão alado para ela.

"Eu vou chamá-lo de Toothless (sem dentes) se for menina, e Stuart se for menino", escreveu em sua carta, prometendo alimentá-lo com peixes crus e brincar com ele quando voltasse da escola.

A instituição, criada há 87 anos, publicou nesta semana uma carta de desculpas em seu site na internet.

"Ao longo desses 87 anos passados, não fomos capazes de criar um dragão ou ovos de dragão", admitiu.

Os cientistas da agência observaram libélulas ("dragonflies" em inglês) e mediram a temperatura do corpo do lagarto Ctenophorus fordi ("mallee dragon" em inglês), "mas nossos trabalhos nunca nos levaram à variedade dos dragões míticos, aqueles que cospem fogo. E, para isso, pedimos desculpas à Austrália".

Mas a CSIRO anunciou nesta sexta-feira ter criado um pequeno dragão, em titânio, azul elétrico e cinza, graças a impressão tridimensional, em um dos laboratórios da instituição, em Melbourne.

Ele está atualmente a caminho de Brisbane, onde Sophie vive.

"Nós não poderíamos nos sentar e não fazer nada. Afinal, prometemos à Sophie analisar a questão", explicou a agência em seu site nesta sexta-feira.

A mãe da criança, Melissah Lester, declarou ao canal de televisão australiano ABC que sua filha insistiu em ganhar um dragão no Natal. Seu pai, Stuart, sugeriu então que ela procurasse a ajuda de cientistas.

"Esperávamos que, escrevendo para o CSIRO, eles respondessem dizendo que era absolutamente impossível. Mas foi uma surpresa", acrescentou.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Cientistas criam pequeno rim a partir de células-tronco

O órgão tem o tamanho de um feto de cinco semanas

AFP/ Chris Hondros
Uma equipe de cientistas australianos conseguiu criar um rim do tamanho de um feto de cinco semanas a partir de células-tronco, informou nesta segunda-feira a imprensa local.

"É menor que o rim de um adulto. Essencialmente se trata de um pequeno rim em desenvolvimento", explicou a cientista Melissa Little ao canal "ABC".

Os especialistas submergiram as células-tronco em concentrações perfeitamente calibradas de moléculas denominadas fatores de crescimento ou tróficos para guiá-las no crescimento deste órgão em processo que imitava o desenvolvimento normal.

Os cientistas utilizaram um molde para a criação do órgão e destacaram que ainda faltam várias décadas para que possam produzir este tipo de órgãos para transplantes.

"Tivemos que guiar as células através de todos os passos que estas normalmente adotariam durante seu desenvolvimento", disse Melissa ao detalhar o processo de elaboração.

A princípio, os cientistas queriam que as células-tronco produzissem somente um tipo de célula do rim, mas no transcurso das pesquisas notaram que podiam formar dois tipos de células-chave para a formação deste órgão.

Assim, conseguiram que as células colocadas em um molde se organizassem por si mesmas para criar as complexas estruturas existentes no rim humano, acrescentou a "ABC" ao citar este estudo publicado na revista científica "Nature Cell Biology".

"Conseguimos produzir um conjunto de células mais complexas e isto representa um grande avanço em termos do que foi feito até agora", explicou Melissa.

A curto prazo, esta conquista será útil para testes científicos de novos remédios para combater doenças que afetam o rim e mais adiante a melhorar os tratamentos médicos.

"Um em cada três australianos está em risco de desenvolver doenças crônicas nos rins e os tratamentos atualmente disponíveis incluem diálise e transplantes", disse a especialista.

Estes primeiros resultados são promissores porque revelou o fato de que as células-tronco podem ser organizadas no laboratório para produzir tecidos artificiais que podem substituir os danificados.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Cientistas criam vírus que se espalha pelo som

Reprodução
Cientistas desenvolveram um método de distribuição de softwares maliciosos que dispensa internet ou qualquer outro tipo de rede. Os programas são enviados de um computador para o outro pelo som.

O malware consegue se apossar do microfone do computador e usar uma frequência inaudível para acionar outra máquina. Nos testes, foi possível transferir senhas e uma pequena quantidade de dados a uma distância de quase 20 metros. Usando repetidores de áudio, entretanto, é possível fazer essa comunicação entre distâncias muito maiores.

As descobertas foram feitas por pesquisadores do Instituto Fraunhofer de Comunicação, Processamento de Informação e Ergonomia e repercutidas pelo Ars Technica.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Cientista descobre como imprimir baterias e circuitos eletrônicos

Technology review
A cientista de materiais Jennifer Lewis, de Harvard, desenvolveu uma técnica para imprimir baterias. A descoberta ainda está no estágio inicial, mas já permiti utilizar impressoras 3D para criar outros dispositivos eletrônicos, como antenas, eletrodos e fios.

A “tinta” é feita de um composto especial, que mistura nanopartículas de lítio, titânio, água deionizada e álcool. A composição se transforma em um líquido que, quando colocado sobre uma placa, seca rapidamente.

Isso tudo pode ser feito em condições normais de temperatura, dispensando equipamentos profissionais. Ou seja: as pessoas poderiam fabricar dispositivos eletrônicos em suas próprias casas. Sim, seria uma revolução.

Além disso, as baterias impressas por Lewis têm apenas um milímetro quadrado, mas funcionam como baterias comerciais. Isso porque a cientista consegue regular toda a arquitetura em escalas muito pequenas, com precisão de 100 nanômetros.

Lewis continuará a trabalhar na inovação e pretende comercializá-la "em poucos anos". A cientista e seu grupo já detém mais de oito patentes relacionadas à tecnologia.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Gene Wolverine é descoberto pela universidade de Harvard

Por Eric Colombo

O que acha da ideia de clonar animais? E da ideia de imprimir humanos? Se os cientistas podem fazer isso, eles podem também curar a si mesmo assim como Wolverine.

Divulgação
Segundo uma descoberta acidental encabeçada pelo cientista George Daley, da Universidade de Medicina de Harvard, encontrou um gene com poder semelhante ao personagem da Marvel, Wolverine, o gene é capaz de acelerar a cicatrização de sangramento e lesões.

A descoberta foi feita durante uma pesquisa sobre o câncer, quando Daley realizou furos em orelhas de ratos, geneticamente modificado com o gene Lin28a e os furos se regeneraram muito rapidamente, o pesquisador cortou também um dos dedos dos pés dos ratos, os quais cresceram novamente, já em outro teste, Daley raspou os pelos das costas, e eles cresceram numa velocidade muito maior do que o natural, o gene deu aos ratos a habilidade especiais de regeneração.

Daley disse: "Parece ficção científica, mas Lin28a poderia ser parte de um coquetel de cura que dá aos adultos a reparação dos tecidos superiores visto em seres mais jovens." Daley disse também "Este é um gene que já estimulou um enorme interesse, e isso é um testemunho de seu papel central em muitas áreas da biologia".

Por enquanto, os cientistas apenas observaram o poder de cura do Lin28a em pequenos ratos, e não poderiam realizar a mesma regeneração de membros em camundongos de 5 semanas de idade. Porém, Daley acredita que é possível ativar esse gene em pessoas adultas, o que ia acelerar o processo de cicatrização de tecidos em ocasiões muito importante, como por exemplo, em cirurgias.

Agora, vale esperar ansiosamente para nos tornarmos futuros X-Mens.

Fonte: CNET

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Cientistas criam sangue artificial

Reprodução
Cientistas romenos conseguiram criar um sangue artificial que possivelmente será bem aceito pelo organismo dos seres humanos. Junto com sua equipe, o professor Radu Silaghi-Dumitrescu, da Universidade BabeÅŸ-Bolyai, desenvolveu o líquido juntando sais, água e a proteína hemerythrin - proveniente de vermes marinhos.

Eles estão testando o sangue artificial em ratos sem ter problemas. Mas ainda demorará no mínimo dois anos até que sejam feitas tentativas com pessoas.

De acordo com Radu, as tentativas anteriores fracassaram porque os pesquisadores não conseguiam encontrar uma proteína que mantivesse a substância imune a fatores de estresse. A descoberta de sua equipe não só pode culminar no sangue sintético mas também abre caminho para a invenção do sangue em pó, o que facilitaria no transporte.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Cientistas criam tablet 3D que não precisa de óculos

Cientistas chineses desenvolveram um tablet que permite ver imagens em três dimensões (3D) sem a necessidade de óculos

Tablet
Frederick Florin/AFP

Cientistas chineses da Universidade de Jiaotong, em Xangai, desenvolveram um tablet que permite ver imagens em três dimensões (3D) sem a necessidade de óculos, anunciou nesta quarta-feira a imprensa local.

Esta tecnologia permitirá aos usuários desfrutar de conteúdos em 3D sem utilizar nenhum tipo de equipamento nos olhos, disse à agência "Xinhua" Fang Yong, do Instituto de Pesquisa Wuxi de Jiaotong e responsável pelo projeto.

Sua equipe patenteou a tecnologia para aplicá-la também em televisões e computadores. Espera-se que os primeiros tablets possam ser lançados no mercado ainda este ano, enquanto os televisores estarão à venda até 2015, explicou Yong.

As descobertas serão apresentadas no próximo mês na 15ª edição da Feira Industrial Internacional da China, que será realizada em Xangai e contará com a participarão de mais de 60 universidades chinesas, taiuanesas, japonesas e sul-coreanas.

No evento, outras universidades de Xangai apresentarão suas invenções, como um serviço de gestão de trânsito que aconselha os motoristas em tempo real com as melhores rotas para evitar engarrafamentos na cidade, desenvolvido pela Universidade de Tongji, antecipou hoje o jornal oficial "Shanghai Daily".

Outros avanços que serão apresentados na feira incluem uma lixeira que organiza os dejetos e um robô que limpa o solo automaticamente.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Cientistas transferem dados em velocidade de 100 Gbps via wireless

Divulgação

Você acha que o roteador da sua casa é bom? Pense duas vezes. Cientistas conseguiram alcançar velocidades de transmissão de dados sem fio, fato que marca um novo recorde mundial alcançado pelo Franhofer Institute e do Karlsruhe Institute of Technology, na Alemanha.

A velocidade não inédita para a transmissão de dados por cabo, mas é a primeira vez que é alcançada sem fio. A transmissão foi cerca 14 vezes mais rápida do que o mais potente roteador que usa o padrão 802.11ac no mercado.

O teste, no entanto, aconteceu em um ambiente controlado, a uma distância de 20 metros sem nenhum obstáculo para o sinal, numa frequência de 237,5 GHz. 

"Para áreas rurais, em particular, essa tecnologia representa uma alternativa barata e flexível às redes de fibra óptica, cuja extensão pode muitas vezes não ser justificada a partir de um ponto de vista econômico", disse o Professor Ingmar Kallfass, de acordo com o TGDaily

Não há previsão de quando a tecnologia pode deixar os laboratórios para ganhar espaço na vida do usuário final, mas os cientistas previam que estas velocidades só seriam alcançadas em 2015, o que representa um avanço precoce na tecnologia.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Descoberta científica abre caminho para a cura de Alzheimer

Cientistas encontraram substância capaz de barrar a morte de neurônios em ratos em pesquisa classificada pelo The Guardian como “decisiva e histórica”

Mulher em exposição do cérebro humano
Matt Cardy/Getty Images
Uma descoberta da equipe da Universidade de Leicester (Inglaterra) publicada nesta semana trouxe boas notícias: a ciência está cada vez mais próxima de encontrar a cura para o Mal de Alzheimer. Esta doença hoje atinge mais de 36 milhões de pessoas em todo o mundo. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2050, este número deve triplicar.

Pois a equipe de neurcientistas liderada pela professora Giovanna Mallucci descobriu uma substância capaz de barrar a morte de neurônios. Testada em ratos de laboratório, tal substância conseguiu impedir a neurodegeneração nestes animais, que eram portadores da chamada “doença de príon”.

O estudo havia previamente descoberto que o acúmulo de proteínas no cérebro destes ratos doentes era responsável por ativar um mecanismo de defesa das células. Este processo, por sua vez, bloqueava a produção de novas proteínas.

Segundo a equipe, o normal seria que a produção normalizasse em algum momento, mas nestes ratos isto não foi observado. Constataram então que este seria justamente o “gatilho” que levaria os neurônios à morte, pois algumas das proteínas essenciais para a sua sobrevivência deixavam de ser produzidas.

Ao injetar a substância, os cientistas conseguiram bloquear este mecanismo paralisador da produção de proteínas em uma parte do cérebro destes ratinhos, normalizando, assim, todo o processo. Foi possível então impedir a morte das células e ainda restaurar os níveis de proteína e a comunicação entre os neurônios. Conclusão: prolongaram a vida destes animais.

Bom, ainda de acordo com a equipe, em entrevista ao jornal “The Guardian”, a pesquisa está em estágio inicial e pode ser que a produção medicamentos leve um tempo para se tornar realidade. Além disso, o processo causou sérios efeitos colaterais nos ratos, fato que levou os cientistas a preverem que testes em humanos ainda estão longe de acontecer.

Independente disso, a comunidade científica considerou os resultados altamente significativos e celebrou o estudo. “Futuras gerações certamente verão esta pesquisa como um pilar histórico e decisivo”, considerou o The Guardian.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

François Englert e Peter Higgs ganham Nobel de Física

O belga e o britânico foram premiados por terem postulado a existência do Bóson de Higgs

O físico britânico Peter Higgs
Denis Balibouse/AFP
O belga François Englert e o britânico Peter Higgs venceram nesta terça-feira o Prêmio Nobel de Física 2013 por terem postulado a existência da partícula subatômica conhecida como Bóson de Higgs, anunciou a Real Academia Sueca de Ciências.

A instituição argumentou que ambos merecem o prêmio pelo "descobrimento teórico de um mecanismo que contribui para nosso entendimento da origem das partículas subatômica com massa".

A Real Academia de Ciências explicou que em 1964 uma equipe de físicos postulou teoricamente a existência deste mecanismo, "recentemente confirmado pelo descobrimento das partículas fundamentais pré-ditas" em experimentos no Centro Europeu de Física de Partículas (CERN).

Bosón de Higgs, a partícula de Deus
Divulgação/CERN
Englert e Higgs receberam em 2013 o prêmio Príncipe de Astúrias de Pesquisa. Englert nasceu em 1932 em e trabalha na Universidade Livre de Bruxelas (Bélgica), enquanto Higgs nasceu em 1929 e leciona na Universidade de Edimburgo (Reino Unido).

O valor do prêmio é de oito milhões de coroas suecas (US$ 1,3 milhão), mesma quantia do ano passado mas 20% menor que em 2011. Os vencedores do ano passado foram o francês Serge Haroche e o americano David J. Wineland, por seu trabalho sobre a interação entre a luz e a matéria.

A atual edição do Nobel começou ontem com o anúncio do prêmio de Medicina, vencido pelos americanos James E. Rothman e Randy W. Schekman e o alemão Thomas C. Südhof, por descobrirem o mecanismo que regula o trânsito vesicular, sistema de transporte essencial em nossas células.

Amanhã será divulgado o vencedor do Nobel de Química; na quinta-feira, de Literatura; na sexta-feira, da Paz; e na segunda-feira, de Economia.

As entregas dos prêmios ocorrem, de acordo com a tradição, em duas cerimônias paralelas em 10 de dezembro, em Oslo para o da Paz e em Estocolmo para os restantes. 

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Atividade cerebral revela a base da “luz” em experiências de quase morte

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Pode haver uma explicação científica para as vívidas experiências de quase morte, tais como a luz brilhante que algumas pessoas relatam depois de sobreviver a um ataque cardíaco, afirmam cientistas norte-americanos.

Ao que parece, o cérebro continua trabalhando por até 30 segundos depois que o fluxo de sangue é interrompido, segundo um estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

No experimento, cientistas da Universidade de Michigan anestesiaram nove ratos de laboratório e os submeteram a uma parada cardíaca induzida.

Nos primeiros 30 segundos depois que seu coração parou, todos os ratos apresentaram um aumento da atividade cerebral, observado em uma série de eletroencefalogramas (EEG) que indicaram estados mentais de alta excitação.

“Ficamos surpresos com os altos níveis de atividade”, comenta George Mashour, professor de anestesiologia e neurocirurgia da Universidade de Michigan.

“Na verdade, perto da morte, muitos sinais elétricos de consciência excederam os níveis do estado de vigília, sugerindo que o cérebro é capaz de manter uma atividade elétrica bem organizada durante a fase inicial da morte clínica”.

Resultados semelhantes em relação à atividade cerebral foram observados em ratos asfixiados, segundo os pesquisadores.

“O estudo confirma que a redução de oxigênio, ou do oxigênio e da glicose, durante uma parada cardíaca pode estimular a atividade cerebral característica do processamento consciente”, explica um dos pesquisadores, Jimo Borjigin. “Ele também fornece o primeiro arcabouço científico para as experiências de quase morte relatadas por muitos sobreviventes de paradas cardíacas”.

Cerca de 20% das pessoas que sobrevivem a uma parada cardíaca relatam ter tido visões durante um período conhecido pelos médicos como “morte clínica”.

Borjigin espera que o estudo “seja a base de futuros estudos em seres humanos, que investiguem as experiências mentais em um cérebro agonizante, incluindo visões de luz durante infartos”.

A ciência tradicional sempre acreditou que o cérebro permanecia inativo durante esse período, e alguns especialistas questionaram o que um estudo realizado com ratos pode realmente revelar sobre o cérebro humano.

“Sabemos se os animais experimentam algum tipo de ‘consciência’ ? A maioria dos filósofos e cientistas ainda não consegue chegar a um acordo sobre o que isso significa em seres humanos, quanto mais em outras espécies”, argumenta David McGonigle, professor da Universidade de Cardiff.

“Embora pesquisas recentes sugiram que os animais possam realmente ter o mesmo tipo de memórias autobiográficas dos humanos – as lembranças que nos localizam em um determinado tempo e lugar – parece improvável que as experiências de quase morte sejam necessariamente semelhantes em outras espécies”.

Anders Sandberg, pesquisador da Universidade de Oxford, descreveu a pesquisa como “simples” e “bem-feita”, mas pediu cautela na interpretação dos resultados .

“A análise dos EEGs revela coisas sobre a atividade cerebral da mesma fora que ouvir o barulho do trânsito nos diz o que está acontecendo na cidade. Certamente é informativa, mas também representa uma média de uma série de interações individuais”, explica.

“Sem dúvida, algumas pessoas podem supor que essa é uma prova de que existe vida após a morte, o que é uma tolice dupla. Experiências de quase morte são, em si, apenas experiências”, pontua. “Mas se alguém acredita nisso, também deve concluir que a vida após a morte também está repleta de ratos de laboratório”.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Robô controlado pela mente é criado por cientistas nos EUA

Pesquisadores da Universidade de Minnesota desenvolveram um robô que pode ser movimentado com a força do pensamento de quem o controla

Robô voador controlado pela mente

O ato de controlar e movimentar objetos com a força da mente encanta há décadas cientistas e fãs de consagrados filmes de ficção científica, como a franquia “Star Wars”. Pois uma equipe da Universidade de Minnesota criou uma tecnologia que poderá realizar tal anseio e que permite o controlar um robô voador com o pensamento.
Desenvolvido pela equipe do professor Bin He, o sistema não invasivo é formado por um equipamento que registra as correntes elétricas do cérebro, o chamado eletroencefalograma (EEG), além de contar com uma interface cérebro-computador.
Esta última é a responsável por transformar os sinais emitidos pela mente do usuário em comandos práticos para o robô e que chegam a ele via Wi-Fi.
O controle do robô, que conta com quatro hélices, é possível porque, ao imaginar determinada ação, neurônios específicos transformam estes pensamentos em correntes elétricas no córtex motor, região do cérebro responsável pelo planejamento, controle e execução dos movimentos voluntários.
Estas correntes são então captadas pelo EEG, que dá início ao processo de “tradução” dos sinais para o robô. “Se você imaginar a mão direita fechada, o robô irá virar para a direita”, explicou Karl LaFleur, um dos membros da equipe. “E se imaginar as duas mãos fechadas, movimentará o robô para cima”, completou Alex Doud, outro pesquisador envolvido.
Além de realizar os sonhos dos fãs da ficção científica, a nova tecnologia significará um importante passo para pessoas com deficiências físicas ou portadoras de doenças neurodegenerativas. Segundo He, a equipe imagina que o sistema criado por eles possa ser usado no controle de cadeiras de rodas ou próteses, por exemplo.
Veja no vídeo abaixo, em inglês e com legendas também em inglês, como funciona o robô controlado com a força do pensamento. 

domingo, 2 de junho de 2013

O TELETRANSPORTE JÁ É UMA REALIDADE




Uma pessoa é desmaterializada em um ponto do espaço e tempo volta a se materializar em outro ponto distante, quase que instantaneamente. Em pouco tempo essa cena poderá não ser uma exclusividade da ficção científica.
 
Pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia de Hefei, na China, conseguiram, pela primeira vez na história, teletransportar um objeto macroscópico a uma distância de 150 metros, utilizando o princípio de enlace quântico, no qual duas partículas compartilham a mesma existência, ou seja, uma mesma informação, independentemente da distância entre elas.
 
Desse modo, a transmissão entre dois objetos se faz possível de forma instantânea, de um ponto a outro, sem que a informação tenha que atravessar o espaço que os separa. No entanto, a ponte quântica definida pela brecha de tempo na qual esta informação se mantém intacta antes de ser destruída, não supera atualmente os 100 microssegundos.
 
Em Londres, especialistas da Universidade de Cambridge conseguiram desenvolver um modelo matemático que explica como aumentar a resistência da união quântica, ao abrir as portas para computação quântica, essencial para uma teletransportação complexa.
 
Segundo os cientistas, este foi um avanço fundamental, embora o mais importante ainda esteja por vir.