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terça-feira, 12 de agosto de 2014

População de abelhas enfrenta declínio em muitos países

Desaparecimento das fabricantes de mel preocupa não só pela ameaça à existência desse produto, mas também pelo papel que representam na produção de alimentos

Wikimedia Commons
A população de abelhas registra um expressivo declínio em vários países, inclusive no Brasil. Em agosto do ano passado, a revista Time trazia na capa um alerta para o risco de desaparecimento das abelhas melíferas, com a chamada “O mundo sem abelhas” e o alerta: “O preço que pagaremos se não descobrirmos o que está matando as melíferas”.

O desaparecimento das fabricantes de mel preocupa não só pela ameaça à existência desse produto, mas também porque as abelhas têm chamado a atenção principalmente pelo importante papel que representam na produção de alimentos. Não é para menos.

Elas são responsáveis por 70% da polinização dos vegetais consumidos no mundo ao transportar o pólen de uma flor para outra, que resulta na fecundação das flores.

Algumas culturas, como as amêndoas produzidas e exportadas para o mundo inteiro pelos Estados Unidos, dependem exclusivamente desses insetos na polinização e produção de frutos. A maçã, o melão e a castanha-do-pará, para citar alguns exemplos, também são dependentes de polinizadores.

Entre as prováveis causas para o desaparecimento das abelhas estão os componentes químicos presentes nos neonicotinoides, classe de defensivos agrícolas amplamente utilizados no mundo.

Além de pesticidas, outros fatores, como mudanças climáticas com maior ocorrência de eventos extremos, infestação por um ácaro que se alimenta da hemolinfa (correspondente ao sangue de invertebrados) das abelhas, monoculturas que fornecem pouco pólen como milho e trigo e até técnicas para aumentar a produção de mel, podem ser responsáveis pelo fenômeno conhecido como distúrbio de colapso de colônias (CCD, na sigla em inglês), que provoca a desorientação espacial desses insetos e morte fora das colmeias. O distúrbio já provocou a morte de 35% das abelhas criadas em cativeiro nos Estados Unidos.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Jogar videogame uma hora por dia faz bem às crianças, diz pesquisa

Reprodução
Estudo conduzido pela Universidade de Oxford junto a 5.000 crianças concluiu que jogar videogame uma hora por dia é saudável e ajuda a melhorar os níveis de sociabilidade, facilitanto a conquista de amigos, e diminuir eventuais distúrbios emocionais. Ou seja, a atividade as torna mais felizes e menos hiperativas.

O mesmo não se pode dizer das que jogam por períodos maiores, de três horas diárias. As crianças que se enquadram neste grupo, entre 10% e 15% das analisadas no estudo, demonstraram efeitos "prejudiciais" do ponto de vista social. O problema é que elas gastam tanto tempo com videogame que não conseguem realizar outras atividades para se distrair.

No entanto, apesar dos resultados, o estudo aponta que a influência dos videogames na vida dos pequenos - tanto positiva quanto negativa - é superficial e não pode ser considerada determinante para avaliar os impactos sociais.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Estudantes desenvolvem telhado que despolui ar

Solução criada por alunos da Universidade da Califórnia reduz em até 97% certos tipos poluentes atmosféricos - e não custa caro

Divulgação/ UC Riverside
A poluição atmosférica é um problema que não tem dado sinais de melhora. Estudo recente da ONU mostrou que apenas 12% da população mundial respira um ar de qualidade. Atentos a esta mazela, que atormenta principalmente os centros urbanos, alunos da Universidade da Califórnia em Riverside estão desenvolvendo um telhado que ajuda a despoluir o ar.

Em testes de laboratório, eles revestiram telhas de barro com dióxido de titânio, um composto comum encontrado com facilidade em diversos produtos, de tintas de parede a cosméticos.

As telhas foram colocadas dentro de uma câmara que reproduz o ambiente atmosférico, construída com madeira, tubos de PVC e Teflon.

A câmara foi conectada a uma fonte de óxidos de nitrogênio e um dispositivo que lê as concentrações do poluente, formado quando determinados combustíveis são queimados a temperaturas elevadas, por exemplo pela combustão nos carros.

Eles usaram a luz ultravioleta para simular a luz solar, o que ativa o dióxido de titânio e permite que ele quebre os óxidos de nitrogênio.

O resultado impressiona: as telhas revestida retiraram entre 88% e 97% dos óxidos de nitrogênio.

Segundo a equipe de estudantes, 21 toneladas de óxidos de nitrogênio seriam eliminados diariamente se um milhão de telhados fossem revestidos com a mistura de dióxido de titânio.

Eles também calcularam que custaria apenas US$ 5 para revestir um telhado residencial de médio porte.

Atualmente, existem outras telhas no mercado que ajudam a reduzir a poluição de óxidos de nitrogênio. No entanto, há poucos dados sobre alegações de que eles reduzem a poluição, afirma o grupo.

No mês passado, a pesquisa realizada por Carlos Espinoza, Louis Lancaster, Chun-Yu "Jimmy" Liang, Kelly McCoy, Jessica Moncayo e Edwin Rodriguez recebeu um prêmio de menção honrosa em concurso de design da Agência de Proteção Ambiental dos EUA.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Com internet das coisas, mundo será muito diferente em 2025

Pesquisa da Pew Research mostra que 85% dos especialistas do mercado de tecnologia acreditam que a internet das coisas será parte do cotidiano até 2025

Reprodução
Uma pesquisa perguntou a especialistas em tecnologia como será o mundo em 2025. A palavra chave para definir o futuro é: conectado.

Foram entrevistados mais de 1.600 especialistas na área. Na opinião deles, estamos vendo apenas o começo da internet. Até 2025, outra revolução terá acontecido. Para 85% deles, a internet das coisas será então uma realidade.

A internet das coisas é a conexão e comunicação entre objetos (ou máquinas, como se usa no linguajar técnico). Com isso, seria possível que sua casa saiba que você está chegando, já que seu carro está se movimentando. Ela poderá se preparar para a sua chegada (regulando a temperatura, acendendo as luzes, esquentando a comida, entre outras coisas).

De acordo com os especialistas, até 2025 esse tipo de tecnologia fará parte da rotina das pessoas. Em consequência, a vida será mais fácil, diminuindo o gasto de tempo para a realização de certas tarefas. Vint Cerf, vice-presidente e evangelista de internet do Google afirmou na pesquisa que “os benefícios destas ferramentas serão coordenados para melhorar nossas vidas”.

Outro entrevistado, o jornalista e escritor Patrick Tucker, deu números para provar sua opinião de que até 2025 o mundo estará conectado. “Em 2008 o número de objetos conectados superou a população mundial e está crescendo mais rápido do que nós. São 13 bilhões de objetos conectados em 2013, de acordo com a Cisco, e serão 50 bilhões em 2020. Isso inclui telefones, chips, sensores, implantes e dispositivos que nós ainda não desenvolvemos”, explicou.

Outra categoria que vem ganhando força nos últimos anos também foi citada como uma chave para o futuro: a tecnologia vestível. Já podemos ver amostras disso com relógios inteligentes e pulseiras que analisam a movimentação e os exercícios físicos.

Uma professora da Universidade de Utah, Nicole Ellison, acredita que com tempo eles se tornarão mais e mais importantes. “À medida que a coleta de dados por tecnologia vestível ficar menor, mais barata e sofisticada, eles serão capazes de prover mais respostas e informações aos usuários sobre os impactos das ações sobre a sua própria saúde, sobre a economia e sobre o meio ambiente”, escreveu.

A pesquisa foi realizada pela PewResearch e faz parte de uma série em homenagem aos 25 anos da web.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Lenovo investe US$100 mi em centro de pesquisa no Brasil

Photo

A Lenovo anunciou nesta segunda-feira que investirá cerca de 100 milhões de dólares em um centro de pesquisa e desenvolvimento de softwares na Unicamp, em Campinas, segundo comunicado da empresa.

O projeto conta com o apoio da Investe São Paulo, a agência estadual de fomento a investimentos, e é o primeiro do gênero para a Lenovo, com foco voltado para a inovação em soluções de softwares corporativos e tecnologias para servidores de ponta, armazenamento de dados e nuvem.

"São Paulo é a mais recente integração ao nosso diversificado portfólio global de centros de projetos da empresa, localizados nos Estados Unidos, Taiwan e China", afirmou em nota Roy Guillen, vice-presidente do Enterprise Product Group da Lenovo.

A Lenovo estima que o projeto gere 100 postos de trabalho, chegando nos próximos anos a 220 empregos para "desenvolvimento de alto nível", segundo o comunicado. As operações devem ser iniciadas em janeiro de 2014.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Brasileiro paga, em média, 64 reais por mês pela internet

Em média, o consumidor brasileiro paga 64 reais por mês para ter acesso à internet, diz a nova edição do estudo Barômetro da Banda Larga 2.0, da Cisco

jovem usando laptop
Darko Kovacevic/Dreamstime.com
Como tem feito todos os semestres, a Cisco divulgou hoje mais um estudo de sua série Barômetro da Banda Larga 2.0, sobre o acesso à internet no Brasil. Uma das conclusões é que, em média, o consumidor brasileiro paga 64 reais por mês para ter acesso à internet.

O estudo também prevê que o país terá 54% mais conexões de banda larga em 2017. Uma parte desse crescimento, diz a empresa, será motivada pela Copa do Mundo e pelas Olimpíadas.

“Os grandes eventos esportivos de 2014 e 2016 vão estimular os investimentos no setor de telecomunicações, deixando um importante legado para o Brasil”, diz Rodrigo Dienstmann, presidente da Cisco do Brasil.

O estudo, feito pela IDC sob encomenda da Cisco, é um tanto restrito. Ele não inclui acessos à internet em celulares e nem conexões de máquina a máquina, como as usadas em terminais de pagamento com cartão.

Excluindo esses acessos, sobram 27 milhões de conexões que foram pesquisadas no Barômetro. Dessas, 73% são linhas fixas e 27% são acessos móveis em notebooks e tablets.

No primeiro semestre do ano, o número de acessos fixos cresceu 4,5% e, o de móveis, 8,7%. Até o final do ano, o país deve passar a marca de 28 milhões de conexões desses dois tipos. 

Segundo o estudo, a velocidade média nas conexões pesquisadas aumentou 209 Kbps nos últimos seis meses e 556 Kbps no último ano. Em junho, 19% dos acessos tinham velocidade igual ou superior a 10 Mbps. Cerca de um quarto tinham entre 2 e 10 Mbps.

Essas conexões formam o que a Cisco chama de banda larga 2.0. A maioria (57%) dos acessos, porém, ainda estava abaixo dos 2 Mbps, na faixa que a Cisco chama de banda larga 1.0.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

PS4 vai vender 2x mais que Xbox One, prevê estudo

Reprodução
Embora no Brasil o PlayStation 4 tenha se queimado por causa do preço, ele está tão bem cotado no resto do mundo que um estudo baseado na opinião de milhares de tuiteiros concluiu que a Sony venderá duas vezes mais consoles que a rival Microsoft, dona do Xbox One.

De acordo com o acompanhamento feito pela LeadSift, quase 399 mil tweets foram trocados sobre PS4 e Xbox One em apenas duas semanas, mas só 9,9 mil apresentavam chances reais de oportunidade para as empresas.

Por mais que a maioria das mensagens cite o Xbox, é o PS4 que despertou mais interesse, já que 7,7 mil pessoas tuitaram com intenção de adquirir o console da Sony. Só 4,3 mil pessoas disseram querer o da Microsoft, enquanto 17,6% não têm certeza sobre qual escolherão.

A pesquisa também revelou que 3% das conversas gerais eram negativas, sendo que o Xbox One gerou duas vezes mais reclamações que o PS4.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Pesquisadores testam sistema de internet Wi-Fi aquática

Reprodução
Uma equipe de pesquisadores nos Estados Unidos está testando uma rede Wi-Fi aquática, com o objetivo de criar uma internet submarina. O time, da Universidade de Buffalo, em nova York, afirma que o objetivo é que a tecnologia possa detectar tsunamis, com melhores sistemas de avisos.

A pesquisa planeja criar um novo padrão de comunicações submarinas, para facilitar a propagação dos dados. A diferença entre a novidade é o Wi-Fi comum é que, enquanto o roteador da sua casa usa ondas de rádio, a rede submersa utilizaria ondas sonoras.

As ondas de rádio penetram na água, mas tem o alcance e estabilidade limitados. Já as sonoras são melhores para utilização aquática, como mostram várias espécies marítimas, como baleias e golfinhos, que se comunicam embaixo d'água com ondas de som.

"Uma rede submersa sem fio nos dará uma habilidade sem precedentes de coletar e analisar dados do oceano em tempo real", afirma Tommaso Melodia, chefe da equipe de pesquisa. 

"Tornar esta informação disponível para qualquer pessoa com um computador ou smartphone, especialmente quando um tsunami ou outro tipo de desastre acontece, pode ajudar a salvar vidas, explica ele.

Para realizar o teste, a equipe jogou dois sensores de 18 kg no lago Erie, em Buffalo. Em seguida, eles conseguiram usar um laptop para transmitir informação para os sensores.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Israel ameaça Vale do Silício como paraíso das startups

Combinação entre investimentos do governo, pesquisas do exército e excelência universitária já faz da capital israelense 2ª cidade no mundo em número de startups

Homens olham para laptops
Getty Images
Reconhecida hoje como a nação startup, Israel tem mais empresas do tipo per capita do que qualquer outro país do mundo e já ameaça o reinado absoluto do Vale do Silício, nos Estados Unidos, como lugar preferido dos empreendedores da tecnologia.

Uma pesquisa da Startup Genome, empresa que rastreia essas empresas, colocou Tel Aviv como a segunda melhor cidade para as startups.

E não é sem motivos: a metrópole tem cerca de 4.800 destas empresas, mais que qualquer outro país fora os EUA, de acordo com dados da Israel Venture Capital Research Centre.

Tudo isso fez com que Israel chegasse ao posto de segundo país estrangeiro (atrás da China) com mais empresas listadas na Nasdaq, a bolsa de valores americana para empresas de tecnologia.

Nos últimos cinco anos, a cidade viu o surgimento de uma nova geração, colocando Tel Aviv de volta nos radares da indústria de tecnologia e investidores.

Pode-se dizer "de volta" porque, nos anos 1990, Israel viveu, junto com o mundo, o boom das empresas de tecnologia, e também sofreu quando a “bolha das pontocom” levou ao desaparecimento de grande parte delas. 

Agora, a cidade compete com outros centros de empreendedorismo como Moscou, Londres, Nova York e Berlim pelo posto de novo Vale do Silício.

Diferente

O que difere Tel Aviv de seus competidores globais, como aponta o jornalista britânico Monty Munford, especalista na cobertura de startups, é a energia que exala da cidade. “Todo mundo parece ser o fundador de um novo empreendimento e eventos de networking acontecem todos os dias”, diz ele no Mashable, após uma visita à capital israelense.

O empreendedor de Tel Aviv é, em geral, jovem e recém-saído do exército – no país, o serviço militar é obrigatório por 3 anos para os homens e por 2 para as mulheres.

A passagem pelas forças armadas é, inclusive, uma das maiores responsáveis pelo interesse pela tecnologia entre os jovens.

De acordo com uma reportagem da BBC, além das unidades militares regulares, os jovens também são designados para unidades de desenvolvimento de tecnologia, em que os recrutas são estimulados a desenvolver ideias inovadoras para as áreas de segurança da informação, criptografia, comunicações e guerra eletrônica. 

Quando voltam à realidade cotidiana, parece natural a usem a experiência adquirida para se lançar no mercado das startups. 

Além disso, Israel é um dos líderes mundiais em gastos do governo com pesquisa e desenvolvimento. É também sede para muitas escolas de engenharia de primeira classe, como a Universidade Hebraica de Israel, ou institutos, como o Tecnion.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Atividade cerebral revela a base da “luz” em experiências de quase morte

atividade-cerebral-luz-experiencia-morte-discovery-noticias

Pode haver uma explicação científica para as vívidas experiências de quase morte, tais como a luz brilhante que algumas pessoas relatam depois de sobreviver a um ataque cardíaco, afirmam cientistas norte-americanos.

Ao que parece, o cérebro continua trabalhando por até 30 segundos depois que o fluxo de sangue é interrompido, segundo um estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

No experimento, cientistas da Universidade de Michigan anestesiaram nove ratos de laboratório e os submeteram a uma parada cardíaca induzida.

Nos primeiros 30 segundos depois que seu coração parou, todos os ratos apresentaram um aumento da atividade cerebral, observado em uma série de eletroencefalogramas (EEG) que indicaram estados mentais de alta excitação.

“Ficamos surpresos com os altos níveis de atividade”, comenta George Mashour, professor de anestesiologia e neurocirurgia da Universidade de Michigan.

“Na verdade, perto da morte, muitos sinais elétricos de consciência excederam os níveis do estado de vigília, sugerindo que o cérebro é capaz de manter uma atividade elétrica bem organizada durante a fase inicial da morte clínica”.

Resultados semelhantes em relação à atividade cerebral foram observados em ratos asfixiados, segundo os pesquisadores.

“O estudo confirma que a redução de oxigênio, ou do oxigênio e da glicose, durante uma parada cardíaca pode estimular a atividade cerebral característica do processamento consciente”, explica um dos pesquisadores, Jimo Borjigin. “Ele também fornece o primeiro arcabouço científico para as experiências de quase morte relatadas por muitos sobreviventes de paradas cardíacas”.

Cerca de 20% das pessoas que sobrevivem a uma parada cardíaca relatam ter tido visões durante um período conhecido pelos médicos como “morte clínica”.

Borjigin espera que o estudo “seja a base de futuros estudos em seres humanos, que investiguem as experiências mentais em um cérebro agonizante, incluindo visões de luz durante infartos”.

A ciência tradicional sempre acreditou que o cérebro permanecia inativo durante esse período, e alguns especialistas questionaram o que um estudo realizado com ratos pode realmente revelar sobre o cérebro humano.

“Sabemos se os animais experimentam algum tipo de ‘consciência’ ? A maioria dos filósofos e cientistas ainda não consegue chegar a um acordo sobre o que isso significa em seres humanos, quanto mais em outras espécies”, argumenta David McGonigle, professor da Universidade de Cardiff.

“Embora pesquisas recentes sugiram que os animais possam realmente ter o mesmo tipo de memórias autobiográficas dos humanos – as lembranças que nos localizam em um determinado tempo e lugar – parece improvável que as experiências de quase morte sejam necessariamente semelhantes em outras espécies”.

Anders Sandberg, pesquisador da Universidade de Oxford, descreveu a pesquisa como “simples” e “bem-feita”, mas pediu cautela na interpretação dos resultados .

“A análise dos EEGs revela coisas sobre a atividade cerebral da mesma fora que ouvir o barulho do trânsito nos diz o que está acontecendo na cidade. Certamente é informativa, mas também representa uma média de uma série de interações individuais”, explica.

“Sem dúvida, algumas pessoas podem supor que essa é uma prova de que existe vida após a morte, o que é uma tolice dupla. Experiências de quase morte são, em si, apenas experiências”, pontua. “Mas se alguém acredita nisso, também deve concluir que a vida após a morte também está repleta de ratos de laboratório”.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Curiyo faz buscas em múltiplos sites com um só clique

O Curiyo, uma extensão para browsers, permite fazer pesquisas sobre palavras encontradas na web sem sair da página que está sendo vista


Pesquisa no Chrome com a extensão Curiyo
Exame.com

Imagine que você esteja lendo uma notícia sobre a Síria na internet e queira saber mais sobre o presidente Bashar al-Assad ou sobre o gás sarin, que matou milhares de pessoas no país. Pesquisar um desses termos é mais fácil com o Curiyo, uma extensão para browsers que faz buscas em múltiplos sites com um só clique.

Iniciada a pesquisa, o Curiyo abre uma janela com abas que levam a resultados de buscas em diferentes sites -- Wikipedia, YouTube, Twitter, Wiktionary, Google Tradutor (onde é possível ver a tradução da palavra em vários idiomas) e outros. Os sites consultados variam conforme o termo pesquisado.

A janela pode ser movida para qualquer lugar da tela, de modo a não encobrir o conteúdo que está sendo visto no browser. Ela tem também um ícone para compartilhar os resultados de buscas via e-mail e redes sociais.

O Curiyo tem versões para Chrome, Internet Explorer, Firefox e Safari. Quando ele é instalado, o browser passa a mostrar algumas palavras sublinhadas (com uma discreta linha pontilhada) em determinados sites. Esses destaques demoram alguns segundos para aparecer na página.

Um clique numa dessas palavras abre a janela com informações. Mas o usuário também pode dar um clique longo em qualquer palavra ou expressão selecionada (mas isso não funciona se a palavra estiver associada a um link da página). 

Nesse caso, o Curiyo exibe uma barrinha que assinala a passagem do tempo. Mantendo-se o botão do mouse pressionado por um instante, a pesquisa é iniciada. Na teoria, a extensão pode tornar o browser mais lento, mas isso não chegou a incomodar em nossos testes. 

O Curiyo foi desenvolvido pela empresa israelense de mesmo nome. O fundador Bob Rosenschein já havia criado, antes, o site Answers.com. Seu plano é ganhar dinheiro por meio de acordos com provedores de conteúdo, que passarão a pagar para ter seus sites incluídos entre os resultados de buscas. 

O Curiyo pode ser baixado no site da empresa. Os autores prometem lançar, em breve, um app para dispositivos móveis. Veja o software em ação num vídeo de divulgação:

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Nova bateria de íon de lítio pode durar mais de 25 anos

Desenvolvida por um centro de pesquisa alemão, bateria é capaz de manter até 85% de sua capacidade após nada menos do que 10 mil ciclos de recarga completa


Batería de íon de lítio desenvolvida pelo centro alemão ZSW

Quantos anos dura uma bateria de carro elétrico? Essa é uma das perguntas mais levantadas por consumidores que têm interesse em comprar um carro elétrico ou híbrido. Em geral, a resposta se aproxima de algo como um “depende das condições de uso” e por “até 10 anos em média”. Durante evento anual da Sociedade Americana de Química, em abril, os cientistas chegaram a cravar um prazo ainda maior: de 5 a 20 anos. É possível ir além.

Centro alemão ZSW

Pesquisadores alemães anunciaram a criação de uma bateria que pode durar mais de 25 anos. Desenvolvida pelo Centre for Solar Energy and Hydrogen Research Baden-Württemberg (ZSW, na sigla em alemão), a bateria é capaz de manter até 85% de sua capacidade após nada menos do que 10 mil ciclos completos de recarga.

Centro alemão ZSW

De acordo com o estudo, publicado no site oficial do ZSW, essa bateria tem uma densidade de 1,1 mil watts por quilograma, cerca de quatro vezes o que possui as baterias convencionais usadas atualmente.

Centro alemão ZSW

Na ponta do lápis, um carro elétrico com essas baterias poderia não só ser recarregado diariamente ao longo de 27,4 anos, mas também manteria um bom desempenho. Atualmente, considera-se que a vida útil da bateria chega o fim quando ela perde 20% de sua potência máxima.

Centro alemão ZSW

Apesar de promissora, a tecnologia ainda está em fase de laboratório. O passo seguinte, segundo os pesquisadores e engenheiros da ZSW, é desenvolver protótipos maiores juntamente com parceiros da indústria.