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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Google investe US$ 75 milhões nos ventos do Texas

Quando começar a operar, no final de 2014, novo parque eólico será capaz de produzir 182MW, o suficiente para fornecer energia para 56 mil casas


De olho no potencial das energias verdes e também na economia de suas operações, o Google anunciou investimento de US$ 75 milhões em um parque eólico na região do Texas, nos Estados Unidos.

Anunciado ontem no blog da empresa, este é o décimo quinto negócio da gigante da internet envolvendo energias renováveis e o segundo no estado americano.

Quando começar a operar, no final de 2014, o parque Panhandle 2, localizado na cidade de Amarillo, será capaz de produzir 182MW, suficiente para fornecer energia para 56 mil casas. A estrutura será composta por 79 turbinas fornecidas pela Siemens.

Apesar do valor vultoso, o negócio está longe de bater o maior investimento em energia renovável já feito pelo Google. O feito pertence ao Solar City, programa que fornece financiamento para projetos de energia solar residenciais no país. Nada menos do que US$ 280 milhões foram desembolsados pela emprea no projeto.

No total, o Google diz já ter investido US$ 1 bilhão em projetos de energia limpa suficientes para gerar mais de 2GW. As investidas vão além de uma simples ação ecofriendly.

A empresa, como grande consumidora, já deixou claro que, além de ser bom para o meio ambiente, o uso de energia renovável tem um sentido financeiro no longo prazo. É uma forma adicional de se proteger contra futuros aumentos nos preços da energia.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Moinhos de vento anexados ao celular recarregam bateria

Reprodução
Dois pesquisadores da Universidade do Texas em Arlington (UTA) desenvolveram uma solução diferente que, entre outros usos, serviria para recarregar baterias. A invenção consiste em diversos moinhos de vento minúsculos, que podem ser “anexados” a uma capa de smartphone para gerar energia eólica, da mesma forma que fazem as usinas do tipo.

Obra da dupla Smitha Rao e J.C. Chiao, o grande diferencial dela está, obviamente, no tamanho. Uma unidade do gerador em miniatura chega a no máximo 1,8 mm em sua parte mais larga, o que, segundo a UTA, permite que até dez deles sejam agrupados em um único grão de arroz. A ideia é que centenas delas sejam usadas para encher a bateria de um gadget, seja balançando-o para criar uma brisa ou colocando-o para fora de um carro em movimento, por exemplo.

O trabalho já chamou a atenção de um empresa taiwanesa, a WinMEMS Technologies, que inclusive otimizou a técnica usada para criar os moinhos. As pequenas usinas eólicas são compostas por peças bidimensionais que, explicando de forma simplificada, são capazes de se montar sozinhas para criar uma estrutura em 3D.

Em testes realizados no laboratório de Chiao, essas pequeninas composições resistiram a ventos fortes gerados artificialmente. Segundo o engenheiro, isso se deve ao fato de o corpo do moinho ser composto de uma mistura com níquel, bem durável, e ainda contar com boa aerodinâmica.

Preço e produção – Mas talvez o mais interessante disso tudo esteja na facilidade para produzir essas pequenas usinas. De acordo com a UTA, elas podem ser feitas em lotes de milhares, e tudo por um preço baixo. Essa eventual produção em massa ainda abriria um leque de outros usos, como acoplar os moinhos à parede de uma casa para gerar energia elétrica.

A WinMEMS chegou a firmar uma parceria com a universidade americana, e atualmente mostra o projeto em seu próprio site e em algumas apresentações. A UTA ainda manterá as propriedades intelectuais da invenção, mas deu à empresa a chance de explorá-la comercialmente. Ainda assim, não se sabe quando ou se esses moinhos chegarão ao mercado, mas espera-se que não demorem. Veja abaixo um vídeo do pequeno aparelho em funcionamento e aqui uma foto em maior resolução.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Estudantes criam pulseira para substituir o ar condicionado

MIT
Quatro estudantes de engenharia no MIT (Massachusetts Institute of Technology, nos EUA) desenvolveram uma pulseira que emite ondas de ar quente e frio para o pulso de uma pessoa a fim de mudar a temperatura do corpo inteiro. Chamado "Wristify", o protótipo tenta ser uma opção ao ar condicionado para reduzir o consumo de energia.

"Os prédios gastam uma quantidade incrível de energia para abastecer o ar condicionado. Na verdade, isso representa 16,5% de toda a energia primária consumida nos Estados Unidos. Queremos reduzir ese número mantendo o conforto térmico e individual", explica Sam Shames, um dos inventores.

A pulseira nasceu depois de um experimento feito para uma competição no MIT que lhes rendeu prêmio de US$ 10 mil. Os alunos descobriram que o corpo humano é muito sensível a rápidas mudanças de temperatura, por isso, basta enviar as ondas para o pulso e esperar até que elas resfriem ou aqueçam todas as regiões. A taxa de variação da temperatura é de até 0,4 °C por segundo.

Depois de 15 tentativas, a equipe finalmente chegou à versão final do dispositivo, que parece um relógio de pulso e tem bateria que aguenta por 8 horas. O próximo passo é aprimorar o protótipo para que ele vire um produto e possa ser lançado comercialmente, ainda sem previsão.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Quanto seu perfil no Facebook custou ao planeta em 2012?

Pegada de carbono da rede social aumentou no último ano. Emissões de um usuário com perfil ativo foi equivalente à produção de quase 50 bananas, indica relatório da empresa

Sombras em frente ao logo da rede social Facebook

Quanto “custa” para o planeta o seu perfil no Facebook? Segundo o novo relatório de sustentabilidade da rede social, em 2012, a pegada de carbono  de um usuário com perfil ativo foi equivalente à da produção de até quatro bananas por mês (quase 50 por ano) ou ainda de uma xícara média de café com leite.
Por mês, o acesso de cada um dos 1 bilhão de usuários da rede social foi responsável pela emissão de 294 gramas de CO2e, quantidade equivalente ao que é emitido pela produção dos alimentos citados acima – um aumento de 9,3 % em relação às emissões registradas no anterior.
As emissões totais de gases de efeito estufa da empresa fundada por Mark Zuckerberg aumentaram no ano passado, girando em torno de 384 mil toneladas de CO2e, o que representa um incremento de quase 35% em relação à 2011.
No relatório, o Facebook também detalhou o mix de fontes de energia que abastecem os seus centros de dados – e de onde se originam as maiores emissões da empresa. A maior parte da energia usada (34%) provém do carvão, o combustível fóssil com maior indicador de emissão de CO2. Outra fatia, de 22%, provém de usinas nucleares. Depois aparecem as energias renováveis, responsáveis por 19% da matriz, e o gás natural, com15%.
Em comunicado, o Facebook diz que está se esforçando para que “25% de nossa energia seja proveniente de fontes limpas e renováveis até 2015 e estamos trabalhando duro para alcançar este objetivo”, afirma a epresa. Exemplo dos esforços nesse sentido é o novo centro de dados que a empresa construiu na Suécia, totalmente alimentado por fontes renováveis, “e que a medida que abrigar mais tráfego, deverá elevar a participação das renováveis”.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Nova bateria de íon de lítio pode durar mais de 25 anos

Desenvolvida por um centro de pesquisa alemão, bateria é capaz de manter até 85% de sua capacidade após nada menos do que 10 mil ciclos de recarga completa


Batería de íon de lítio desenvolvida pelo centro alemão ZSW

Quantos anos dura uma bateria de carro elétrico? Essa é uma das perguntas mais levantadas por consumidores que têm interesse em comprar um carro elétrico ou híbrido. Em geral, a resposta se aproxima de algo como um “depende das condições de uso” e por “até 10 anos em média”. Durante evento anual da Sociedade Americana de Química, em abril, os cientistas chegaram a cravar um prazo ainda maior: de 5 a 20 anos. É possível ir além.

Centro alemão ZSW

Pesquisadores alemães anunciaram a criação de uma bateria que pode durar mais de 25 anos. Desenvolvida pelo Centre for Solar Energy and Hydrogen Research Baden-Württemberg (ZSW, na sigla em alemão), a bateria é capaz de manter até 85% de sua capacidade após nada menos do que 10 mil ciclos completos de recarga.

Centro alemão ZSW

De acordo com o estudo, publicado no site oficial do ZSW, essa bateria tem uma densidade de 1,1 mil watts por quilograma, cerca de quatro vezes o que possui as baterias convencionais usadas atualmente.

Centro alemão ZSW

Na ponta do lápis, um carro elétrico com essas baterias poderia não só ser recarregado diariamente ao longo de 27,4 anos, mas também manteria um bom desempenho. Atualmente, considera-se que a vida útil da bateria chega o fim quando ela perde 20% de sua potência máxima.

Centro alemão ZSW

Apesar de promissora, a tecnologia ainda está em fase de laboratório. O passo seguinte, segundo os pesquisadores e engenheiros da ZSW, é desenvolver protótipos maiores juntamente com parceiros da indústria.