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terça-feira, 2 de setembro de 2014

Ônibus com ar-condicionado e wi-fi melhoram transporte em SP

A Prefeitura já estuda, inclusive, tornar obrigatória a aquisição desse tipo de coletivo com ar-condicionado pelas empresas concessionárias

 Fabio Arantes/SECOM
Começaram a circular na manhã desta terça-feira, 02, os 20 primeiros ônibus com ar-condicionado da cidade de São Paulo, onde rodam quase 15 mil coletivos.

Os veículos, do modelo chamado "superarticulado", foram aprovados pelos primeiros passageiros, que destacaram o conforto da refrigeração interna em um dia quente - os termômetros de rua marcavam 27 graus Celsius por volta das 11h.

A Prefeitura já estuda, inclusive, tornar obrigatória a aquisição desse tipo de coletivo pelas empresas concessionárias.

Metade dos veículos circula na linha 809P (Terminal Campo Limpo-Terminal Pinheiros) e a outra, no percurso 857P (Terminal Campo Limpo-Paraíso). Ambas operadas pela Viação Campo Belo.

Outra característica que distingue parte dos veículos é que quatro deles já oferecem internet wi-fi de graça para os usuários.

O sistema de validação do Bilhete Único também é diferente: ele conta com uma câmera que registra o rosto da pessoa que encosta o cartão, identificando se ela é a mesma da foto registrada na São Paulo Transporte (SPTrans) para os casos de gratuidade ou de cartões temporais.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

App Mandic Magic quer facilitar acesso a Wi-Fi público

Criado pelo pioneiro da internet Aleksandar Mandic, o aplicativo funciona como um banco de senhas para redes sem fio de locais públicos

Fabiano Accorsi
O aplicativo Mandic Magic quer descomplicar o uso de Wi-Fi público. Ele permite que os usuários do app registrem senhas de redes Wi-Fi públicas. Com isso, o processo de acesso a uma rede sem fio de um bar ou restaurante fica mais simples.

O aplicativo foi criado por Aleksandar Mandic, um dos pioneiros da internet no Brasil. No ano passado, Mandic vendeu sua empresa de e-mails corporativos para um fundo americano, a Riverwood Capital.

Mandic começou o aplicativo para solucionar um problema pessoal. Como viaja muito, Mandic criou uma maneira de salvar as senhas da rede Wi-Fi de lugares por onde sempre passava. “Fiz um app como hobbie e ele virou um monstro. Agora brinco que ele é meu trabalho por meio período: 12 horas”, diz Mandic.

O aplicativo foi programado por um amigo de Mandic, Eduardo Mauro. Os dois colocaram o aplicativo dentro da App Store. No primeiro dia, os app teve dois downloads (cada um baixou uma vez). No seguindo dia foram dez downloads e depois 15.

No terceiro dia foram 40 downloads pela manhã. “No final do dia a marca estavam em mil. Fomos a um hotel tomar champagne para comemorar. Quando acabamos a garrafa, o número era de três mil downloads”, se diverte Mandic.

Mandic ressalta que não anunciou sobre o aplicativo em lugar nenhum. “Foi boca a boca, caiu em algum lugar na internet e a coisa disparou”, explica.

Hoje, o aplicativo tem versões para Windows Phone, Android e iOS.

O app já tem tradução para oito idiomas. Todas feitas, sem cobrança, por usuários do próprio aplicativo. De acordo com Mandic, os únicos investimentos no Mandic Magic foram de tempo e trabalho.

Mas ele está ambicioso com os possíveis resultados. “Quero ser o WhatsApp do Brasil. Agora meu sonho é chegar aos nove zeros, alcançar um bilhão de reais”, afirma.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Nasa põe Wi-Fi de 622 Mbps na Lua

Reprodução
Cientistas conseguiram transmitir sinal de internet Wi-Fi entre a Terra e a Lua. E a conexão provavelmente é melhor do que a que você tem em casa.

A Nasa e o MIT se uniram para a missão de estabelecer uma conexão em 384,4 km de distância e, segundo a Wired, apresentarão os resultados em uma conferência no mês que vem.

Eles usaram quatro telescópios de 6 polegadas no Novo México para enviar sinais a um receptor montado num satélite que está na órbita da Lua. É preciso mais de uma fonte porque não há garantia que um único sinal chegue ao receptor; quatro deles aumentam as chances.

Os pesquisadores conseguiram enviar dados a uma taxa de 19,44 Mbps, e quem estiver na Lua pode fazer download a incríveis 622 Mbps.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Balão de internet do Google dá volta ao mundo em 22 dias

Um dos balões do Projeto Loon, o Ibis-167, bateu o recorde do próprio projeto ao dar a volta ao mundo em apenas 22 dias

Divulgação
Um dos balões de Wi-Fi banda larga do Google, o Projeto Loon, deu a volta ao mundo em apenas 22 dias. Com isso, o Ibis-167 (o balão em questão) bateu o recorde anterior do projeto, que era de circundar o globo em 33 dias.

De acordo com um post na página do Google+ do projeto, o balão foi capaz de pegar carona em boas correntes de vento. Isso ajudou a realizar a viagem em um tempo tão curto.

Os balões do Loon voam na estratosfera, a cerca de 20.000 metros de altitude. Lá, existem camadas de vento que vão em diferentes direções. Os balões são capazes de saber, por cálculos matemáticos, qual onda de vento precisam pegar para ir ao destino final. Para isso, variam a altitude do voo.

“Cruzar a estratosfera nesse período do ano é particularmente desafiador já que os ventos mudam muito de direção com o esfriamento do sul do planeta, isso resulta em caminhos de vento divergentes e difíceis de prever”, esclarece o texto.

Mas o Google vem melhorando a análise das correntes de vento. “Desde junho do ano passado, nós temos usado os dados sobre vento que coletamos durante os voos para refinar nossos modelos de previsão, que agora são capazes de prever a trajetória do balão duas vezes mais rapidamente do que antes”, diz o texto.

O trajeto do balão foi pelo sul do planeta. Ele saiu da Nova Zelândia, sobrevoou o Oceano Pacífico, passou pelo sul da América do Sul e circundou a Antártica. Do 18º dia em diante, ele passou pelo sul da Austrália até alcançar a longitude equivalente ao ponto de partida no 22º dia (veja um mapa com o trajeto acima). Depois disso, ele continuou viagem e deve fazer uma nova volta no planeta.

Outra mudança importante do Google foi no de mudança de altitude do balão. “Em alguns momentos, por exemplo, o balão poderia ter sido puxado pelo vórtice polar—correntes grandes e poderosas que circulam a região polar na altura da estratosfera—, mas as melhorias nos permitiram manobrar e permanecer no curso correto”, afirma a postagem na rede Google+.

Projeto Loon

O Projeto Loon é o plano do Google para levar acesso à internet a pontos afastados do globo. Ele usa balões que voam a grandes altitudes para transmitir o sinal de banda larga ao solo.

O projeto foi anunciado pela empresa em junho do ano passado. Os balões são controlados remotamente e usam energia solar.

Veja abaixo um vídeo (legendado em portugûes) sobre o Projeto Loon:



Matéria publicada em http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/balao-de-internet-do-google-da-volta-ao-mundo-em-22-dias--2

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Prefeitura de SP lança wi-fi gratuito em dois pontos

Olhar Digital
Para promover o aniversário da cidade, neste sábado, a Prefeitura de São Paulo anuncia os dois primeiros pontos de wi-fi gratuito do Projeto Praças Digitais, que pretende levar internet a 120 locais públicos até junho. Pateo do Collegio, na região central, e Praça Dilva Gomes, na zona leste, começam a contar com o sinal nesta sexta-feira.

As empresas WCS e Prodan venceram a licitação realizada no ano passado e dividirão a tarefa de fornecer o serviço de internet. O valor do contrato, com duração de três anos podendo ser prorrogado por mais dois, é de R$ 30 milhões.

A velocidade mínima da conexão oferecida é de 512kbps por usuário. Qualquer cidadão pode utilizar o serviço e acessar a internet por meio de seu dispositivo. A lista completa dos locais que receberão o sinal até o meio do ano pode ser conferida neste link.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Operadoras ampliam pontos de Wi-Fi para desafogar rede 3G e 4G

SeongJoon Cho/Bloomberg
Com o objetivo de descongestionar suas redes móveis, as operadoras de telefonia no Brasil pretendem ampliar em 2014 o número de pontos de acesso à Internet que utilizam a tecnologia Wi-Fi, como forma de melhorar o serviço em um ano em que preveem aumento do uso de dados devido à Copa do Mundo.

Os investimentos para a instalação de pontos de Wi-Fi, os chamados hotspots, em lugares públicos e privados são até 10 vezes menores que os necessários para a instalação de redes 3G e 4G, segundo analistas. No entanto, por terem cobertura limitada, essas redes são vistas como complementares aos serviços de Internet móvel das operadoras, e não como substitutas.

A Claro, do grupo América Móvil, pretende ampliar a sua rede de hotspots lançada em maio de 2013. A empresa tem atualmente 6 mil pontos de conexão no país, segundo o diretor de serviços de valor agregado da operadora, Alexandre Olivari. Todos estão localizados em lugares públicos de grandes centros urbanos.

"Devemos ampliar os investimentos em hotspot este ano, mas daremos agora foco maior em Wi-Fi indoor do que outdoor", disse Olivari, citando como exemplo aeroportos, restaurantes e shoppings centers. "O Wi-Fi serve como um complemento para a falta de espectro no 3G e 4G", completou.

Para a Copa do Mundo, a Claro negocia acordos com operadoras internacionais para que visitantes estrangeiros tenham acesso às redes sem fio no Brasil. A Claro também instalará em parceria com concorrentes redes Wi-Fi em mais da metade dos 12 estádios que receberão jogos durante o Mundial.

REDE PEQUENA

Apesar do recente interesse das operadoras, a rede Wi-Fi brasileira é considerada pequena se comparada a outros países. Números da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) de dezembro de 2013, citados pela Consultoria Teleco, apontam 158,9 mil hotspots no Brasil.

A Oi responde por quase 96 por cento dos hotspots do país, com 152,5 mil pontos, ainda segundo números da Anatel citados pela Teleco.

A empresa, no entanto, afirma ter encerrado 2013 com 500 mil hotspots -- saindo de 27 mil em 2012 -- e que irá atualizar os dados junto à Anatel neste mês. A empresa não deu previsões para este ano por estar em período de silêncio devido à fusão com a Portugal Telecom.

A Oi foi uma das primeiras a investir no segmento, em 2011, e atingiu a liderança principalmente devido à parceria com a FON, uma comunidade global com 12,3 milhões de usuários que compartilham conexão pela rede sem fio.

A operadora também adotou a estratégia de permitir acesso gratuito, por até 15 minutos, a usuários de outras operadoras. "A Oi está expandindo sua rede de Wi-Fi, implantando novos pontos de conexão gratuitos em bancas de jornais do Rio de Janeiro", disse a operadora em comunicado.

Procurada, a Vivo não informou sua rede de hotspots. Já a TIM Participações disse ter encerrado 2013 com 719 pontos de conexão sem fio, tendo iniciado o ano com apenas 50. "Em 2014, a companhia vai continuar a expansão de forma ainda mais acelerada."

INVESTIMENTOS

Em um cenário em que as operadoras são pressionadas pelos reguladores e pela crescente demanda por dados a investir em suas redes 3G e 4G, o Wi-Fi serve para melhorar o serviço, segundo Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco.

"O Wi-FI por si só não é uma fonte de receita, mas acaba sendo uma maneira de reforçar o 3G", disse. "É uma maneira de melhorar as avaliações de desempenho na Anatel."

Para alguns especialistas, contudo, a melhor forma de massificar o uso da Web móvel no Brasil é por meio de Wi-Fi público e grátis, já que os pacotes de dados ainda são considerados caros por boa parte dos usuários.

Na opinião de Sérgio Amadeu, professor da Universidade Federal do ABC e integrante do Comitê Gestor da Internet, os governos podem financiar redes sem fio nas grandes cidades -- como está sendo feito pela prefeitura de São Paulo, com o projeto Wi-Fi Livre, que tem como meta chegar a 120 pontos de conexão.

"O poder público pode ter interesse de pagar, junto com empresas, em troca de publicidade. Há um caminho a ser pensado", disse Amadeu.

Para Lucas Pinz, gerente sênior de tecnologia da Promon Logicalis, que fornece equipamentos de rede sem fio para as operadoras, o desafio do wireless ainda é a expansão nacional. "Os hotspots ainda estão muito concentrados em Rio e São Paulo, há um potencial enorme de crescimento."

Segundo os dados mais recentes da Anatel, o país encerrou novembro com 88,4 milhões de acessos via 3G, aumento de 4,22 por cento sobre outubro, e 923,3 mil acessos via 4G, aumento de 26,4 por cento em relação ao mês anterior.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Teste com LiFi, substituto do WiFi, atinge transferência de 150 Mb/s

Pesquisadores chineses conseguem manter 4 PCs conectados à internet por meio de uma única lâmpada de LED

Teste com LiFi, substituto do WiFi, atinge transferência de 150 Mb/s
Reprodução/Mcapdevila via Wikimedia Commons
O conceito de LiFi não é exatamente uma novidade. Há algum tempo pesquisadores tentam viabilizar sistemas que usam a luz para a transferência de dados, em vez das ondas de rádio utilizadas pelo WiFi.

E os estudiosos começam a apresentar resultados bem interessantes para essa tecnologia. Um dos relatos mais recentes, contado pelo Xinhua News, é o de uma pesquisa elaborada por Chi Nan, professor de tecnologia da informação da Fudan University, localizada em Shanghai, na China.

Nan e sua equipe conseguiram fazer com que quatro computadores permanecessem conectados à web por meio de uma lâmpada de LED de 1 watt, atingindo taxas de transferência de até 150 megabits por segundo.

Para o pesquisador, o LiFi é muito mais eficiente do que o padrão sem fio que usamos atualmente — primeiro porque o sistema em desenvolvimento não precisaria de milhões de antenas, que custam caro e ocupam bastante espaço, espalhadas pelo mundo.



O LiFi poderia usufruir inclusive da iluminação pública para a transferência de dados, tendo como única exigência o uso de lâmpadas de LED no lugar das tradicionais incandescentes. Porém, Chi Nan relata que a tecnologia ainda precisa percorrer um longo caminho para estar disponível comercialmente, pois ainda possui alguns desafios — como o fato de o desligamento da luz cortar completamente a troca de pacotes de dados.

Protótipos desse mecanismo estarão em exposição na China International Industry Fair, conferência que será realizada a partir do dia 5 de novembro em Shanghai. No vídeo acima, você pode conferir uma palestra (em inglês) de Harald Haas, professor da University of Edinburgh, exibindo o conceito e o funcionamento do LiFi pela primeira vez.

Estações de trem de SP ganham Wi-Fi gratuito

Reprodução
Seis estações de trem do Estado de São Paulo ganharão acesso gratuito à internet via sinal Wi-Fi. Palmeiras-Barra Funda, na linha 7, Osasco (8), Pinheiros (9), Santo André e Tamanduateí (ambas na 10) e Tatuapé (11) foram escolhidas, segundo a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), devido à quantidade alta de passageiros.

Curiosamente, enquanto geralmente o usuário precisa se cadastrar para usufriur de internet em locais públicos, a CPTM escolheu fechar seu sinal com senha - é necessário digitar "cptm". A companhia também não divulgou a velocidade, disse apenas que ela suportará a demanda.

E não se trata de uma medida permanente. Em entrevista ao Estadão, Sérgio de Carvalho Junior, gerente de relacionamento da CPTM, explicou que a internet gratuita durará apenas 15 dias, pois faz parte da campanha de cidadania "Gente que move São Paulo".

Entretanto, a campanha servirá como teste de viabilidade para, que sabe futuramente, a CPTM disponibilizar Wi-Fi gratuito de vez. Mas o gerente de relacionamento deixou claro que não haverá expansão neste momento.

A iniciativa é semelhante à lançada pela Prefeitura de São Paulo recentemente que pretente cobrir pontos importantes da cidade com rede livre. Nós fizemos testes com a novidade, confira abaixo:

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Pesquisadores testam sistema de internet Wi-Fi aquática

Reprodução
Uma equipe de pesquisadores nos Estados Unidos está testando uma rede Wi-Fi aquática, com o objetivo de criar uma internet submarina. O time, da Universidade de Buffalo, em nova York, afirma que o objetivo é que a tecnologia possa detectar tsunamis, com melhores sistemas de avisos.

A pesquisa planeja criar um novo padrão de comunicações submarinas, para facilitar a propagação dos dados. A diferença entre a novidade é o Wi-Fi comum é que, enquanto o roteador da sua casa usa ondas de rádio, a rede submersa utilizaria ondas sonoras.

As ondas de rádio penetram na água, mas tem o alcance e estabilidade limitados. Já as sonoras são melhores para utilização aquática, como mostram várias espécies marítimas, como baleias e golfinhos, que se comunicam embaixo d'água com ondas de som.

"Uma rede submersa sem fio nos dará uma habilidade sem precedentes de coletar e analisar dados do oceano em tempo real", afirma Tommaso Melodia, chefe da equipe de pesquisa. 

"Tornar esta informação disponível para qualquer pessoa com um computador ou smartphone, especialmente quando um tsunami ou outro tipo de desastre acontece, pode ajudar a salvar vidas, explica ele.

Para realizar o teste, a equipe jogou dois sensores de 18 kg no lago Erie, em Buffalo. Em seguida, eles conseguiram usar um laptop para transmitir informação para os sensores.

Cientistas transferem dados em velocidade de 100 Gbps via wireless

Divulgação

Você acha que o roteador da sua casa é bom? Pense duas vezes. Cientistas conseguiram alcançar velocidades de transmissão de dados sem fio, fato que marca um novo recorde mundial alcançado pelo Franhofer Institute e do Karlsruhe Institute of Technology, na Alemanha.

A velocidade não inédita para a transmissão de dados por cabo, mas é a primeira vez que é alcançada sem fio. A transmissão foi cerca 14 vezes mais rápida do que o mais potente roteador que usa o padrão 802.11ac no mercado.

O teste, no entanto, aconteceu em um ambiente controlado, a uma distância de 20 metros sem nenhum obstáculo para o sinal, numa frequência de 237,5 GHz. 

"Para áreas rurais, em particular, essa tecnologia representa uma alternativa barata e flexível às redes de fibra óptica, cuja extensão pode muitas vezes não ser justificada a partir de um ponto de vista econômico", disse o Professor Ingmar Kallfass, de acordo com o TGDaily

Não há previsão de quando a tecnologia pode deixar os laboratórios para ganhar espaço na vida do usuário final, mas os cientistas previam que estas velocidades só seriam alcançadas em 2015, o que representa um avanço precoce na tecnologia.

terça-feira, 2 de julho de 2013

A tentação das redes Wi-Fi abertas e os riscos para seus dados

Ninguém resiste a um Wi-Fi público, especialmente para mandar um email urgente para o escritório. Entenda os riscos e aprenda a evita-los.


Você provavelmente já leu ao menos um artigo alertando para os perigos inerentes ao uso de uma conexão Wi-Fi pública, então sabe que os malfeitores são capazes de interceptar as informações que trafegam por estas redes. É relativamente fácil capturar informações “sensíveis” trafegando na vasta maioria dos hotspots públicos - em locais como cafés, restaurantes, aeroportos e hotéis, entre outros, e obter endereços de e-mail, senhas e ler mensagens não criptografadas, e até se apossar de informações de login em sites populares.
Mas não há forma mais eficiente de entender o perigo do que presenciar uma interceptação em tempo real. Portanto, fui até um café na minha vizinhança disposto a “bisbilhotar” para ver o que conseguiria encontrar. Minha intenção não era “hackear” o computador ou smartphone de ninguém - isso é ilegal. O que fiz é similar a escutar a conversa entre dois radioamadores ou pessoas usando um walkie-talkie na vizinhança. Assim como estes aparelhos, as redes Wi-Fi operam em frequências de rádio públicas que podem ser “sintonizadas” por qualquer um nas proximidades
Ao chegar no café abri meu notebook e comecei a capturar os dados trafegando pela rede Wi-Fi, tecnicamente chamados de “pacotes”, usando uma versão de demonstração gratuita de um software para análise de redes Wi-Fi. Os pacotes surgiam na minha tela em tempo real, muito mais rápido do que eu poderia ler, então parei a captura após alguns minutos pra ver o que havia “caído na rede”.
Primeiro procurei por pacotes contendo código HTML, para ver quais sites os outros usuários do hotspot estavam visitando. Embora eu tenha visto atividade dos outros clientes, não capturei nada muito interessante. Então visitei meu próprio site, www.egeier.com, em meu smartphone. Os pacotes “brutos” com código HTML pareciam “lixo”, mas o analisador de rede foi capaz de reconstruir a informação e exibí-la como uma página web comum. A formatação estava um pouco errada, e algumas imagens estavam faltando, mas ainda assim o resultado continha informação suficiente.
Ao usar meu notebook para me conectar ao meu próprio servidor FTP, consegui capturar os pacotes contendo meu nome de usuário e senha. Detalhes que permitiriam que qualquer malfeitor nas redondezas ganhasse acesso ilimitado aos meus sites.
Os computadores não são os únicos adequados a esse tipo de espionagem. Também rodei um app chamado DroidSheep em um smartphone Android com “root”. Este app pode ser usado para ganhar acesso a contas em serviços web populares como o GMail, LinkedIn, Yahoo e Facebook.
Felizmente há formas de proteger sua atividade online enquanto você está por aí com seu notebook, tablet ou smartphone. Veja algumas para se manter seguro

1) Sempre que fizer login em um site, certifique-se de que a conexão é criptografada. A URL da página de login deve começar com HTTPS em vez de HTTP.

2) Certifique-se de que a conexão continue sendo criptografada durante toda a sessão. Alguns sites, entre eles o Facebook, criptografam o login mas depois lhe redirecionam para uma sessão insegura, deixando-o vulnerável às práticas que já descrevemos.

3) Muitos sites lhe dão a opção de criptografar toda a sessão. No Facebook você pode fazer isso habilitando o item Navegação Segura em Configurações de Segurança. Uma boa forma de garantir estes três primeiros itens é usando uma extensão para o navegador como a HTTPS Everywhere da Electronic Frontier Foundation, que força automaticamente o uso de conexões HTTPS sempre que possível.
4) Ao checar seu e-mail, faça o login usando o navegador e certifique-se de que a conexão é criptografada. Se você usa um cliente de e-mail como o Outlook, verifique as configurações veja se a criptografia está habilitada nas contas POP3, IMAP e SMTP.
5) Nunca use o FTP, ou outros serviços que você sabe que não são criptografados
6) Para criptografar sua navegação web e outras atividades online, use uma VPN (Virtual Private Network - Rede Virtual Privada).

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Em breve, pousos e decolagens com Wi-Fi

Os passageiros de companhias aéreas ansiosos por começar a usar eletrônicos durante os voos vão ter que esperar alguns meses até que novas regras sejam implementadas.


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Um relatório encomendado pela Administração Federal de Aviação (FAA), órgão que regula o mercado aéreo dos Estados Unidos e serve de referência para outras agências em todo o mundo, concluiu que já está na hora de aliviar a atual proibição de eletrônicos em aviões abaixo dos 10.000 pés (3.000 metros) — tanto do ponto de vista científico como de bom senso.
Mas mesmo depois que Washington aprove, como esperado, o uso de determinados aparelhos com conexão Wi-Fi, como tablets e leitores de livros digitais, inclusive durante decolagens, pouso e taxiamento, estas mudanças na cabine irão acontecer de maneira gradual, de acordo com as conclusões preliminares da equipe de consultores da FAA.
O relatório prevê que serão necessários vários meses de testes para identificar modelos individuais de aeronaves que são mais vulneráveis à interferência eletromagnética de eletrônicos de consumo na cabine. O relatório não detalha um cronograma específico para reduzir as restrições destes aparelhos nas aeronaves.
Uma vez que a FAA opte por novas regras, de acordo com o relatório, a mudança vai exigir mais avaliações de segurança da FAA, treinamento da tripulação, campanha de esclarecimento público e uma estreita coordenação com órgãos reguladores estrangeiros, de modo que as regras americanas sejam também adotadas em outros países.
As conclusões desse relatório preliminar podem ainda ser mudadas antes de ser entregue ao FAA em setembro, e a agência pode optar por alterar ou retardar a implementação das mudanças recomendadas. Mas por ora, o painel de consultores parece concordar que, na maioria dos casos, os riscos de segurança são "pequenos devido ao número de sistemas redundantes" encontrados na maioria dos aviões.
Esse ponto de vista é amplamente compartilhado por especialistas de fora do painel. "Os sistemas que temos são muito seguros" para evitar a interferência na navegação da aeronave e nos sistemas de controle de voo, diz Kent Statler, que chefia a divisão comercial da Rockwell Collins Inc.
"Eu não me preocupo" com o uso de dispositivos com Wi-Fi na cabine desde que os sistemas operacionais das aeronaves "sejam projetados corretamente," disse Statler. "Esse é o teste mais difícil de passar", antes que um jato seja certificado para transportar passageiros, acrescentou.
A FAA informou recentemente que vai "esperar que o grupo termine os trabalhos antes de determinar os próximos passos".
Em conjunto, o relatório preliminar sugere a abolição gradual da atual proibição de eletrônicos portáteis durante decolagens, taxiamento e pousos. Sem especificar quais dispositivos devem ser permitidos ou precisamente quando, o documento enfatiza a recomendação do uso de aparelhos a bordo para que as normas da FAA estejam em sintonia com os dados científicos mais recentes e a evolução do comportamento dos viajantes.
O relatório não inclui o uso de celulares porque a FAA não havia requisitado sugestões nessa área.
Uma vez que as portas da aeronave fecham, os comissários de bordo advertem os passageiros para manter todos os aparelhos eletrônicos desligados até que o avião atinja uma altura de 10.000 pés, mas muitas pessoas não o fazem. De acordo com uma pesquisa, menos de 60% dos viajantes disseram que "eles sempre desligam o aparelho quando lhes é solicitado". E muitas pessoas erroneamente acreditam que é aceitável usar tablets, leitores de livros digitais e outros eletrônicos abaixo de 10.000 pés.
O relatório, preparado por mais de duas dezenas de pessoas da indústria, do governo e outros especialistas da área, enfatiza a importância do treinamento tanto de pilotos quanto da tripulação para "prepara-los para reconhecer os riscos e comunicá-los ao público". O projeto também recomenda o treinamento de mecânicos para que "reportem de maneira consistente" acontecimentos suspeitos que possam ser apropriadamente diagnosticados para alertar a indústria. Em muitos casos, segundo o relatório, incidentes hoje podem passar despercebidos ou não ser divulgados.
De acordo com o relatório, um dos aspectos mais confusos no debate sobre restrições de eletrônicos a bordo é o uso crescente de celulares para ajudar em tarefas de rotina da cabine. Cada vez mais, os comissários usam dispositivos móveis para se comunicar com a equipe em terra e manter o controle do serviço de alimentos para os passageiros.
Esta tendência pode "confundir os passageiros" se um membro da tripulação da companhia aérea estiver usando um aparelho quando ele mesmo disse que não era seguro fazê-lo.
No fim, o relatório reconhece que "as determinações de risco podem ser polêmicas" e expandir o uso de eletrônicos na cabine implicará grandes mudanças para todos. "As funções, responsabilidades e tarefas da tripulação de voo, operadores e reguladores devem ser claramente definidas."
Para evitar conflitos com outros países, o relatório sugere à FAA que "coordene qualquer nova política com as autoridades reguladoras de outros países".
Matéria publicada em http://ads.tt/6T45