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quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Nasa testa Google Glass no fundo do mar

Divulgação
A Nasa levou astronautas até o fundo do mar para fazer experiências com os óculos inteligentes do Google, o Glass. O objetivo da Agência Espacial Americana é testar o funcionamento do gadget e de outros dispositivos em condições semelhantes às encontradas no Espaço, na expectativa de utilizá-los em missões oficiais.

A iniciativa faz parte do projeto NEEMO - Missão de Operações em Meio Ambiente Extremo. De acordo com o porta-voz do programa, Bill Todd, o ambiente subaquático é o que simula com mais fidelidade as situações vividas por astronautas.

“Eu nunca estive no espaço e sempre me perguntei como seria estar do outro lado. Essa experiência certamente me deu uma boa ideia de como é”, afirmou o astronauta Mark Vande Hei, ao site Mashable.

A experiência foi realizada no laboratório subaquático da Nasa localizado na Flórida, nos EUA. No vídeo abaixo, você confere os detalhes da simulação.


segunda-feira, 28 de julho de 2014

Terra sobreviveu a um "quase" fim em 2012, por tempestade solar

Por Eric Colombo
Nasa Earth Observatory
No dia 23 de julho de 2012, o Sol entrou em erupção, produzindo uma poderosa tempestade solar, poucos sabem dos riscos que correram neste ano, mas a erupção no Sol foi tão poderosa, que era o suficiente para levar "a civilização moderna de volta para o século 18", segundo a própria NASA.

As tempestades solares ocorrem por conta de erupções na superfície solar, fenômeno que ocorre por mudanças repentinas no campo magnético do Sol.

O clima espacial extremo que atravessou a órbita da Terra neste dia, foi o mais poderoso em 150 anos.

Daniel Baker, professor de Física Atmosférica e Espacial da Universidade do Colorado, disse: "Se a erupção tivesse ocorrido apenas uma semana antes, a Terra estaria na linha de fogo". Mas como não estava, a tempestade atingiu o STEREO-A, um observatório solar, que é, segundo a NASA, "quase que idealmente equipado para medir os parâmetros de um evento como esse".

Cientistas analisaram os dados coletados e chegaram a conclusão de que, este, teria sido uma tempestade solar pior, do que o evento Carrington, ocorrida em 1859, onde na manhã de 1 de setembro, o astrônomo Richard Carrington, viu um enorme clarão que rompeu a superfície do Sol e emitiu um fluxo de partículas que viajaram a mais de 4 milhões de quilômetro por hora, em direção a Terra. Nesta tempestade, postos de telégrafo pegaram fogo, as redes tiveram interrupções, distúrbios no campo magnético da Terra, além de auroras boreais em quase toda a América do Norte.

No evento de 2012, segundo Baker, 'nunca a Terra e os seus habitantes, tiveram tanta sorte'.

A Academia Nacional de Ciências, disse que o impacto econômico, que uma tempestade como a de 1859 poderia causar é de mais de US$ 2 trilhões, além de causar danos que levariam anos para serem reparados, afinal, segundo especialistas, ocorreriam blecautes generalizados, desativação de redes como rádio, GPS, abastecimento de água, computadores seriam destruídos, circuitos integrados derretidos, em suma, a civilização voltaria ao século 18.

De acordo com o físico Pete Riley, há uma chance de 12% de uma super tempestade solar, do tamanho de Carrington atingir a Terra nos próximos 10 anos. Ele disse mais: "Inicialmente, fiquei bastante surpreso que as chances eram tão altas, mas as estatísticas parecem estar corretas".

Fonte:Phys.org

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Nasa põe Wi-Fi de 622 Mbps na Lua

Reprodução
Cientistas conseguiram transmitir sinal de internet Wi-Fi entre a Terra e a Lua. E a conexão provavelmente é melhor do que a que você tem em casa.

A Nasa e o MIT se uniram para a missão de estabelecer uma conexão em 384,4 km de distância e, segundo a Wired, apresentarão os resultados em uma conferência no mês que vem.

Eles usaram quatro telescópios de 6 polegadas no Novo México para enviar sinais a um receptor montado num satélite que está na órbita da Lua. É preciso mais de uma fonte porque não há garantia que um único sinal chegue ao receptor; quatro deles aumentam as chances.

Os pesquisadores conseguiram enviar dados a uma taxa de 19,44 Mbps, e quem estiver na Lua pode fazer download a incríveis 622 Mbps.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

NASA publica autorretrato da Terra com selfies

Por Eric Colombo

Reprodução
Nesta quinta-feira, 22, a NASA divulgou um 'selfie' da Terra em forma de mosaico. O mosaico foi composto por outros 36.422 'selfies' de pessoas que aceitaram o desafio proposto pela agência norte-americana e lhes enviaram uma imagem.

O mosaico faz parte da celebração do dia 22 de abril, o Dia da Terra, quando a NASA convidou todos a responder a pergunta "Onde você está agora na Terra?". Junto com a resposta, as milhares de pessoas foram convidadas a enviar à NASA uma foto por meio das redes sociais.

As imagens das mais de 36 mil pessoas, de 113 países diferentes, foram montadas, e teve como resultado, a Terra, com todos os seus continentes, "Da Antártida até o Iêmen, da Grôenlandia para a Guatemala..." e por ai vai a comemoração da agência.

Para se chegar a imagem final, houve uma seleção com mais de 50 mil imagens que lhes foram enviadas, tudo isso para se chegar a esta imagem (confira aqui) de 3,2 gigapixels que pode ser ampliada para podermos chegar a ver os detalhes.

As fotos foram individualmente colocadas sobre uma imagem da Terra em 22 de abril, captadas por um satélite da NASA e da Agência Nacional de Oceanos e Atmosfera(NOOA).

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

NASA lança satélite projetado por estudantes do ensino médio

Agência Espacial confirmou que entre os 11 satélites de pesquisa lançados ao espaço ontem está um projetado por estudantes do ensino médio

Espaçonave Atlas 5 decolando da estação de lançamento da NASA no Cabo Canaveral, Flórida
Michael Berrigan/Reuters
A Agência Espacial americana (NASA) confirmou nesta quarta-feira que entre os 11 satélites de pesquisa lançados ao espaço ontem à noite está um projetado por estudantes do ensino médio, e estão todos funcionando segundo o previsto.

O satélite projetado pelos alunos do instituto Thomas Jefferson para a Ciência e a Tecnologia de Alexandria (Virgínia), TJ3Sat, contém um módulo sintetizador de voz que lê textos em voz alta que oferecerá a oportunidade de enviar textos ao satélite e depois baixar pela internet.

O satélite foi desenvolvido pelos estudantes deste centro, que oferece um currículo especializado em ciência e tecnologia em parceria com os engenheiros de empresas aeroespaciais.

Esta iniciativa faz parte da quarta missão Decolagem Educativa de Nanosatélites da NASA, na qual, junto ao instituto Thomas Jefferson, participaram nove universidades americanas e um centro da NASA.

Os 11 satélites enviados ao espaço são artefatos de pesquisa, denominados "nanosatélites", têm forma cúbica e 10 centímetros de cada lado, volume de 0,95 litros e pesam 1,36 quilos no máximo, e são utilizados em missões científicas, tecnológicas ou educativas.

"Os avanços da comunidade de satélites cúbicos está permitindo uma aceleração da tecnologia de voo que se estenderá pela indústria aeroespacial", afirmou o diretor da divisão de Sistemas Avançados de exploração da NASA, Jason Crusan, que supervisiona o funcionamento deste programa.

Segundo Crusan, "nossas futuras missões se apoiarão no que esta comunidade fez".

O administrador associado de educação da NASA em Washington, Leland Melvin, destacou que estes satélites oferecem às "melhores e mais brilhantes mentes jovens" a oportunidade "de descobrir a emoção da exploração espacial ao mesmo tempo que enfrentam os desafios tecnológicos e de engenharia".

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Computador quântico é nova arma secreta do império Google

O Google vem testando um computador quântico em conjunto com a NASA, fazendo-o competir contra máquinas convencionais

Divulgação
Já se sabia, desde maio, que o Google e a NASA compartilham um computador quântico D-Wave instalado no Centro de Pesquisas Ames, na Califórnia. Uma reportagem da revista Wired dá algumas pistas do que se passa nesse laboratório.

Tanto o Google como a NASA ainda estão tentando descobrir que aplicações podem rodar melhor no D-Wave do que nas máquinas convencionais. “Montamos dois times, azul e vermelho, que competem um contra o outro”, disse à Wired Jason Freidenfelds, um dos responsáveis pelo projeto do Google.

“O time azul propõe problemas que se acredita serem mais adequados ao computador quântico. O time vermelho refina os algoritmos clássicos para que resolvam os mesmos problemas mais rapidamente”, prossegue. A ideia é identificar que tipo de aplicação funciona melhor na máquina quântica. Ela poderá, então, ser incorporada ao arsenal de tecnologias usadas pelo Google.

A NASA também está no processo de descobrir usos para o D-Wave. Rupak Biswas, diretor de exploração tecnológica do Ames, disse à Wired que a agência espacial vem rodando simulações na máquina.

As aplicações que a NASA vislumbra incluem distribuir tarefas a supercomputadores numa rede, coordenar dados vindo de múltiplas fontes no espaço e agendar operações em satélites, espaçonaves e veículos robóticos de exploração no estilo do Curiosity.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

NASA quer estampar a Lua em 2018

Apple será a primeira marca da história a ser estampada na Lua
Apple será a primeira marca da história a ser estampada na Lua

Parece que o shutdown americano fez sua primeira vítima: a Lua. Com o fim dos investimentos em programas espaciais e o recente apagão do orçamento do governo, a NASA planeja alugar nosso satélite como outdoor publicitário já a partir de 2018, em parceria anunciada hoje com a gigante da construção civil YAFCOM. O objetivo seria criar um modelo de negócios sustentável com os recursos levantados, viabilizando a continuidade do programa espacial.

Em nota, a agência diz que o plano remonta dos anos 70, quando “observou-se enorme potencial comercial”, uma vez que a Lua é visível quase todas as noites em todo mundo. A primeira empresa a se interessar pelo anúncio foi a Apple, que recentemente tornou-se a marca mais valiosa do planeta e, em breve, deverá ser a marca mais valiosa do satélite também.

Segundo Robert Lutece, diretor científico do Centro de Exploração Comercial Lunar, somente agora a tecnologia necessária para o ambicioso plano está disponível. “Diferente do que os filmes de heróis nos fazem imaginar, não é possível projetar uma imagem na Lua usando holofotes, uma vez que sua superfície branca é iluminada com a luz solar direta” – disse Robert. Ainda, segundo ele, o consumo de energia de um possível projetor tornaria o custo proibitivo mesmo considerando as fases da Lua em que ela não está iluminada pelo Sol.

A solução veio na parceria com a YAFCOM, que vai se aproveitar do fato que a Lua está sempre com a mesma face virada para nós e promover uma modificação do terreno lunar a fim de literalmente estampar o satélite. “Como sabemos, apenas uma das faces é visível [da Terra]. O que vamos fazer é remover a camada superficial de areia revelando assim o solo mais escuro, rico em ferro, que está embaixo dela, formando o desenho”, disse Zachary H. Comstock, CEO da YAFCOM.

Comstock também comenta que o custo de enviar as escavadeiras robôs para a Lua, apesar de alto, é um investimento único: “após instaladas, as velozes escavadeiras serão controladas remotamente da Terra como uma impressora, sem custo adicional”. O tempo de impressão de uma nova imagem é estimado em 6 meses e os robôs serão alimentados por painéis solares.

A notícia já causou muita polêmica e diversos países se posicionaram contrários a iniciativa, alegando que os EUA não possuem direitos exclusivos de exploração da Lua. Tentando antecipar a possível crise diplomática, a NASA anunciou que a receita gerada poderá ser negociada com outras agências espaciais que se dispuserem a ajudar no envio dos equipamentos para o espaço.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Aluno brasileiro já monitora e até faz satélite

satelite educação

O espaço sideral nunca esteve tão perto das salas de aula brasileiras. Alunos de escolas públicas e particulares estão monitorando satélites lançados pela Nasa pela internet, sem precisar sair da escola. A agência espacial americana, contudo, quer ir além: pretende estabelecer uma parceria entre estudantes da Califórnia e brasileiros para que juntos desenvolvam um satélite.

Enquanto isso, colégios daqui constroem os próprios microssatélites, de cerca de 10cm², para depois submetê-los a voos suborbitais (que não entram em órbita) e fazer imagens da superfície terrestre. Também monitoram imagens do primeiro satélite do projeto, o ArduSat, que tem cerca de 30 sensores diferentes. Lançado no dia 4, ele foi projetado por uma startup americana, a NanoSatisfi, que desenvolve os programas que possibilitarão que alunos brasileiros tenham acesso às informações coletadas no espaço.

Com a tecnologia desenvolvida pela empresa, é possível que os satélites sejam locados temporariamente pelos brasileiros e configurados remotamente com todos os sensores. Dessa mesma forma, qualquer outra pessoa pode locar um satélite e obter informações sobre radiação, campos magnéticos ou até frequências de luz. "O ArduSat foi desenvolvido especialmente para que seja explorado democraticamente por estudantes, professores e adoradores em todo o mundo. Só foi possível com financiamento coletivo e com uma rede de parceiros. O nosso objetivo é tornar o espaço disponível para mais de 500 mil alunos em 5 anos", afirma Chris Wake, vice-presidente de negócios da NanoSatisfi.

Ao mesmo tempo em que monitoram esses dados, escolas como a Graded School Morumbi e a Referência Silva Jardim, um colégio público modelo do Recife, constroem os próprios satélites com a tecnologia da plataforma Arduíno, que funciona como uma espécie de "Lego eletrônico".