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segunda-feira, 2 de junho de 2014

Google quer rede de satélites para ampliar acesso à internet

O grupo planeja gastar mais de 1 bilhão de dólares em sua frota de satélites para levar acesso à internet a locais isolados do planeta, segundo jornal

Francois Lenoir/Reuters
O grupo americano Google planeja gastar mais de 1 bilhão de dólares em sua frota de satélites para levar acesso à internet a locais isolados do planeta, informou neste domingo o The Wall Street Journal.

O projeto, cujos detalhes ainda precisam ser fechados, começará com 180 pequenos satélites em órbita a altitudes mais baixas que os satélites comuns e pode ser ampliado mais tarde, indicaram fontes ligadas à empresa.

Em função da rede mobilizada, o custo oscilará entre 1 bilhão e mais de 3 bilhões de dólares.

O Google já realizou testes no passado para um projeto chamado "Loon", no qual a internet era levada a zonas remotas mediante balões, que serviam como transmissores.

O gigante da internet anunciou em abril a compra, por um valor que não foi divulgado, da Titan Aerospac, fabricante de Drones (aeronaves controladas à distância).

Ela fabricou protótipos que funcionam com energia solar e podem permanecer durante cinco anos a 20 quilômetros de altitude. Além disso, podem cumprir com a maioria das tarefas que até agora ficam a cargo dos satélites geoestacionários, mas são menos onerosos.

"Ainda é cedo, mas os satélites atmosféricos podem ajudar a levar acesso à internet a milhões de pessoas", havia comentado um porta-voz do Google.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

NASA lança satélite projetado por estudantes do ensino médio

Agência Espacial confirmou que entre os 11 satélites de pesquisa lançados ao espaço ontem está um projetado por estudantes do ensino médio

Espaçonave Atlas 5 decolando da estação de lançamento da NASA no Cabo Canaveral, Flórida
Michael Berrigan/Reuters
A Agência Espacial americana (NASA) confirmou nesta quarta-feira que entre os 11 satélites de pesquisa lançados ao espaço ontem à noite está um projetado por estudantes do ensino médio, e estão todos funcionando segundo o previsto.

O satélite projetado pelos alunos do instituto Thomas Jefferson para a Ciência e a Tecnologia de Alexandria (Virgínia), TJ3Sat, contém um módulo sintetizador de voz que lê textos em voz alta que oferecerá a oportunidade de enviar textos ao satélite e depois baixar pela internet.

O satélite foi desenvolvido pelos estudantes deste centro, que oferece um currículo especializado em ciência e tecnologia em parceria com os engenheiros de empresas aeroespaciais.

Esta iniciativa faz parte da quarta missão Decolagem Educativa de Nanosatélites da NASA, na qual, junto ao instituto Thomas Jefferson, participaram nove universidades americanas e um centro da NASA.

Os 11 satélites enviados ao espaço são artefatos de pesquisa, denominados "nanosatélites", têm forma cúbica e 10 centímetros de cada lado, volume de 0,95 litros e pesam 1,36 quilos no máximo, e são utilizados em missões científicas, tecnológicas ou educativas.

"Os avanços da comunidade de satélites cúbicos está permitindo uma aceleração da tecnologia de voo que se estenderá pela indústria aeroespacial", afirmou o diretor da divisão de Sistemas Avançados de exploração da NASA, Jason Crusan, que supervisiona o funcionamento deste programa.

Segundo Crusan, "nossas futuras missões se apoiarão no que esta comunidade fez".

O administrador associado de educação da NASA em Washington, Leland Melvin, destacou que estes satélites oferecem às "melhores e mais brilhantes mentes jovens" a oportunidade "de descobrir a emoção da exploração espacial ao mesmo tempo que enfrentam os desafios tecnológicos e de engenharia".

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Aluno brasileiro já monitora e até faz satélite

satelite educação

O espaço sideral nunca esteve tão perto das salas de aula brasileiras. Alunos de escolas públicas e particulares estão monitorando satélites lançados pela Nasa pela internet, sem precisar sair da escola. A agência espacial americana, contudo, quer ir além: pretende estabelecer uma parceria entre estudantes da Califórnia e brasileiros para que juntos desenvolvam um satélite.

Enquanto isso, colégios daqui constroem os próprios microssatélites, de cerca de 10cm², para depois submetê-los a voos suborbitais (que não entram em órbita) e fazer imagens da superfície terrestre. Também monitoram imagens do primeiro satélite do projeto, o ArduSat, que tem cerca de 30 sensores diferentes. Lançado no dia 4, ele foi projetado por uma startup americana, a NanoSatisfi, que desenvolve os programas que possibilitarão que alunos brasileiros tenham acesso às informações coletadas no espaço.

Com a tecnologia desenvolvida pela empresa, é possível que os satélites sejam locados temporariamente pelos brasileiros e configurados remotamente com todos os sensores. Dessa mesma forma, qualquer outra pessoa pode locar um satélite e obter informações sobre radiação, campos magnéticos ou até frequências de luz. "O ArduSat foi desenvolvido especialmente para que seja explorado democraticamente por estudantes, professores e adoradores em todo o mundo. Só foi possível com financiamento coletivo e com uma rede de parceiros. O nosso objetivo é tornar o espaço disponível para mais de 500 mil alunos em 5 anos", afirma Chris Wake, vice-presidente de negócios da NanoSatisfi.

Ao mesmo tempo em que monitoram esses dados, escolas como a Graded School Morumbi e a Referência Silva Jardim, um colégio público modelo do Recife, constroem os próprios satélites com a tecnologia da plataforma Arduíno, que funciona como uma espécie de "Lego eletrônico".