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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Aluno brasileiro já monitora e até faz satélite

satelite educação

O espaço sideral nunca esteve tão perto das salas de aula brasileiras. Alunos de escolas públicas e particulares estão monitorando satélites lançados pela Nasa pela internet, sem precisar sair da escola. A agência espacial americana, contudo, quer ir além: pretende estabelecer uma parceria entre estudantes da Califórnia e brasileiros para que juntos desenvolvam um satélite.

Enquanto isso, colégios daqui constroem os próprios microssatélites, de cerca de 10cm², para depois submetê-los a voos suborbitais (que não entram em órbita) e fazer imagens da superfície terrestre. Também monitoram imagens do primeiro satélite do projeto, o ArduSat, que tem cerca de 30 sensores diferentes. Lançado no dia 4, ele foi projetado por uma startup americana, a NanoSatisfi, que desenvolve os programas que possibilitarão que alunos brasileiros tenham acesso às informações coletadas no espaço.

Com a tecnologia desenvolvida pela empresa, é possível que os satélites sejam locados temporariamente pelos brasileiros e configurados remotamente com todos os sensores. Dessa mesma forma, qualquer outra pessoa pode locar um satélite e obter informações sobre radiação, campos magnéticos ou até frequências de luz. "O ArduSat foi desenvolvido especialmente para que seja explorado democraticamente por estudantes, professores e adoradores em todo o mundo. Só foi possível com financiamento coletivo e com uma rede de parceiros. O nosso objetivo é tornar o espaço disponível para mais de 500 mil alunos em 5 anos", afirma Chris Wake, vice-presidente de negócios da NanoSatisfi.

Ao mesmo tempo em que monitoram esses dados, escolas como a Graded School Morumbi e a Referência Silva Jardim, um colégio público modelo do Recife, constroem os próprios satélites com a tecnologia da plataforma Arduíno, que funciona como uma espécie de "Lego eletrônico".

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Startup faz aplicativo para criar ‘academia de bolso’

O aplicativo Wiki4fit, criado por dois empresários do ramo de academias, faz parte de uma nova geração de tecnologias para o mercado de fitness


Marcos Santos/USP Imagens                               
celular - smartphone

Na tela do celular, um vídeo mostra passo a passo de um exercício de musculação. Depois de assistir, o aluno repete a sequência na academia, enquanto o aplicativo registra a carga, o número de repetições, a velocidade do exercício e o tempo de descanso. Nos intervalos, pode conversar por chat com quem está ao seu lado, enquanto o professor recebe relatórios detalhados o treino.
O aplicativo Wiki4fit, criado por dois empresários do ramo de academias, faz parte de uma nova geração de tecnologias para o mercado de fitness. Após observar que os smartphones eram companheiros inseparáveis da maioria dos alunos nas academias (ao lado das toalhinhas e garrafas de água), os empresários Fabiana Rocha e Eudes Nery Junior criaram um sistema para facilitar a relação de alunos e professores, atendendo a uma necessidade do mercado. “Grande parte da tecnologia no segmento de fitness é para aparelhos e não para gestão”, diz Fabiana.
O mercado brasileiro de academias é promissor. No fim de 2012 havia 22 mil academias, 6,7 milhões de alunos e um faturamento de US$ 2,3 bilhões, segundo a Associação Brasileira de Academias (Acad Brasil).
O Wiki4Fit é gratuito para o usuário e pago para as academias, que podem escolher entre quatro planos de assinatura diferentes, que custam a partir de R$ 350 mensais. O aluno usa o aplicativo para fazer a leitura de códigos colados nos aparelhos da academia e obter informações de treinos. Os dados se transformam em relatórios, que ajudam academias a acompanhar a evolução do aluno e descobrir dados específicos, como quais os aparelhos mais usados ou dias de maior frequência.
Lançado há um mês, o app é usado em 20 academias. No mês passado, a startup foi premiada em uma das categorias do Spark Awards realizado no Brasil, evento que prestigia as figuras mais influentes do empreendedorismo. A empresa também passou pelo programa de aceleração da Aceleratech, em que o modelo de negócio foi aprimorado e os sócios conheceram Fernando Pauer, responsável pelo desenvolvimento.
Já há outros aplicativos do gênero no Brasil e no exterior, como o Fitocracy, um dos mais famosos nos Estados Unidos. Mas a inspiração da Wiki4fit está em sistemas muito diferentes. “Pensamos na Nike, que tem plataformas para o mercado de fitness e na Waze, que otimiza o trânsito utilizando informações fornecidas pelos próprios usuários”, diz Fabiana.
Até o fim do ano a meta é abrir o aplicativo para quem não é matriculado em uma academia e vender treinos de professores certificados para alunos que se exercitam em condomínios, hotéis e empresas. Para isso, o aplicativo deve estar dentro das normas do Conselho Federal de Educação Física (Confef), que não apoia a prática de exercícios físicos sem acompanhamento de um professor credenciado. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.