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sexta-feira, 4 de abril de 2014

Balão de internet do Google dá volta ao mundo em 22 dias

Um dos balões do Projeto Loon, o Ibis-167, bateu o recorde do próprio projeto ao dar a volta ao mundo em apenas 22 dias

Divulgação
Um dos balões de Wi-Fi banda larga do Google, o Projeto Loon, deu a volta ao mundo em apenas 22 dias. Com isso, o Ibis-167 (o balão em questão) bateu o recorde anterior do projeto, que era de circundar o globo em 33 dias.

De acordo com um post na página do Google+ do projeto, o balão foi capaz de pegar carona em boas correntes de vento. Isso ajudou a realizar a viagem em um tempo tão curto.

Os balões do Loon voam na estratosfera, a cerca de 20.000 metros de altitude. Lá, existem camadas de vento que vão em diferentes direções. Os balões são capazes de saber, por cálculos matemáticos, qual onda de vento precisam pegar para ir ao destino final. Para isso, variam a altitude do voo.

“Cruzar a estratosfera nesse período do ano é particularmente desafiador já que os ventos mudam muito de direção com o esfriamento do sul do planeta, isso resulta em caminhos de vento divergentes e difíceis de prever”, esclarece o texto.

Mas o Google vem melhorando a análise das correntes de vento. “Desde junho do ano passado, nós temos usado os dados sobre vento que coletamos durante os voos para refinar nossos modelos de previsão, que agora são capazes de prever a trajetória do balão duas vezes mais rapidamente do que antes”, diz o texto.

O trajeto do balão foi pelo sul do planeta. Ele saiu da Nova Zelândia, sobrevoou o Oceano Pacífico, passou pelo sul da América do Sul e circundou a Antártica. Do 18º dia em diante, ele passou pelo sul da Austrália até alcançar a longitude equivalente ao ponto de partida no 22º dia (veja um mapa com o trajeto acima). Depois disso, ele continuou viagem e deve fazer uma nova volta no planeta.

Outra mudança importante do Google foi no de mudança de altitude do balão. “Em alguns momentos, por exemplo, o balão poderia ter sido puxado pelo vórtice polar—correntes grandes e poderosas que circulam a região polar na altura da estratosfera—, mas as melhorias nos permitiram manobrar e permanecer no curso correto”, afirma a postagem na rede Google+.

Projeto Loon

O Projeto Loon é o plano do Google para levar acesso à internet a pontos afastados do globo. Ele usa balões que voam a grandes altitudes para transmitir o sinal de banda larga ao solo.

O projeto foi anunciado pela empresa em junho do ano passado. Os balões são controlados remotamente e usam energia solar.

Veja abaixo um vídeo (legendado em portugûes) sobre o Projeto Loon:



Matéria publicada em http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/balao-de-internet-do-google-da-volta-ao-mundo-em-22-dias--2

sábado, 16 de novembro de 2013

Governo brasileiro testa balões para expandir acesso à internet

Reprodução
Os ministros Paulo Bernardo (Comunicações) e Marco Antonio Raupp (Ciência e Tecnologia) e o presidente da Telebras, Caio Bonilha, acompanharam nesta quinta-feira o lançamento de um balão troposférico equipado com aparelhos de telecomunicações para levar sinal de internet banda larga a comunidades isoladas, onde não chega a rede de fibra óptica convencional.

Segundo comunicado, o primeiro teste foi positivo, com o ministro Paulo Bernardo estabelecendo conexão de vídeo da unidade do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em Cachoeira Paulista (SP), com dois usuários – um na sede da igreja Canção Nova, a 8 km de distância, e outro próximo à rodovia, em uma distância aproximada de 30 km.

Trata-se do projeto Conectar, desenvolvido pela Telebras, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) e Ministério das Comunicações. A ideia é agregar tecnologia espacial de fronteira a um sistema de telecomunicação embarcado em um balão troposférico, permitindo a oferta de banda larga a localidades carentes de infraestrutura de redes do Serviço de Comunicação Multimídia (SCM).

O balão foi içado a 240 metros de altitude e está sendo usado para a realização de ensaios com a finalidade de avaliar a qualidade da cobertura de sinais WiFi. Seu raio de cobertura (radiohorizonte) é de aproximadamente 70 km.

Para o ministro Bernardo, esse sistema será fundamental para levar internet banda larga de alta qualidade a comunidades distantes e de difícil acesso para a chegada de rede terrestre de fibra óptica. “Será fundamental para cidades isoladas da região Amazônica, que ainda não são atendidas pelas operadoras”, ressaltou.

O presidente da Telebrás, Caio Bonilha, considerou o teste um passo importante para o desenvolvimento de unidades industriais com maior capacidade de cobertura e maior potência de banda larga. “Vamos aperfeiçoar o sistema, desenvolvendo equipamentos mais potentes para chegar com melhor qualidade de banda aos usuários. Como primeiro teste, está excelente e superou as expectativas”, disse, ressaltando a importância das parcerias com empresas nacionais, que forneceram equipamentos para o teste com o balão troposférico.

O ministro Marco Antonio Raupp também considerou um avanço o teste desta quinta-feira e disse que os engenheiros do INPE, da Telebrás e do CPqD irão agora avaliar o que precisa ser melhorado e definir as configurações necessárias dos equipamentos para se habilitar financiamentos junto a instituições como a FINEP – Financiadora de Estudos e Pesquisas. “Essa parceria com instituições de ponta é fundamental para o desenvolvimento de tecnologias avançadas e que resultem em benefício de comunidades mais isoladas”, destacou.

O projeto Conectar será desenvolvido em duas fases. A primeira foi o teste em Cachoeira Paulista, com o balão transportando transreceptores. A próxima etapa será o desenvolvimento de protótipos industriais e levados a todas as regiões carentes do País, incluindo a cobertura da região Amazônica.

Matéria publicada em http://olhardigital.uol.com.br/noticia/38840/38840