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sábado, 16 de novembro de 2013

Governo brasileiro testa balões para expandir acesso à internet

Reprodução
Os ministros Paulo Bernardo (Comunicações) e Marco Antonio Raupp (Ciência e Tecnologia) e o presidente da Telebras, Caio Bonilha, acompanharam nesta quinta-feira o lançamento de um balão troposférico equipado com aparelhos de telecomunicações para levar sinal de internet banda larga a comunidades isoladas, onde não chega a rede de fibra óptica convencional.

Segundo comunicado, o primeiro teste foi positivo, com o ministro Paulo Bernardo estabelecendo conexão de vídeo da unidade do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em Cachoeira Paulista (SP), com dois usuários – um na sede da igreja Canção Nova, a 8 km de distância, e outro próximo à rodovia, em uma distância aproximada de 30 km.

Trata-se do projeto Conectar, desenvolvido pela Telebras, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) e Ministério das Comunicações. A ideia é agregar tecnologia espacial de fronteira a um sistema de telecomunicação embarcado em um balão troposférico, permitindo a oferta de banda larga a localidades carentes de infraestrutura de redes do Serviço de Comunicação Multimídia (SCM).

O balão foi içado a 240 metros de altitude e está sendo usado para a realização de ensaios com a finalidade de avaliar a qualidade da cobertura de sinais WiFi. Seu raio de cobertura (radiohorizonte) é de aproximadamente 70 km.

Para o ministro Bernardo, esse sistema será fundamental para levar internet banda larga de alta qualidade a comunidades distantes e de difícil acesso para a chegada de rede terrestre de fibra óptica. “Será fundamental para cidades isoladas da região Amazônica, que ainda não são atendidas pelas operadoras”, ressaltou.

O presidente da Telebrás, Caio Bonilha, considerou o teste um passo importante para o desenvolvimento de unidades industriais com maior capacidade de cobertura e maior potência de banda larga. “Vamos aperfeiçoar o sistema, desenvolvendo equipamentos mais potentes para chegar com melhor qualidade de banda aos usuários. Como primeiro teste, está excelente e superou as expectativas”, disse, ressaltando a importância das parcerias com empresas nacionais, que forneceram equipamentos para o teste com o balão troposférico.

O ministro Marco Antonio Raupp também considerou um avanço o teste desta quinta-feira e disse que os engenheiros do INPE, da Telebrás e do CPqD irão agora avaliar o que precisa ser melhorado e definir as configurações necessárias dos equipamentos para se habilitar financiamentos junto a instituições como a FINEP – Financiadora de Estudos e Pesquisas. “Essa parceria com instituições de ponta é fundamental para o desenvolvimento de tecnologias avançadas e que resultem em benefício de comunidades mais isoladas”, destacou.

O projeto Conectar será desenvolvido em duas fases. A primeira foi o teste em Cachoeira Paulista, com o balão transportando transreceptores. A próxima etapa será o desenvolvimento de protótipos industriais e levados a todas as regiões carentes do País, incluindo a cobertura da região Amazônica.

Matéria publicada em http://olhardigital.uol.com.br/noticia/38840/38840

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Banco do Brasil lança caixa eletrônico futurista

O custo do protótipo, que conversa com cliente, ficou em R$ 30 mil, dentro da faixa dos valores dos terminais usados hoje, cujos valores chegam a R$ 50 mil

Banco do Brasil
ALAN MARQUES
O mesmo fascínio que transformou máquinas superinteligentes em personagens de filmes e seriados de TV motivou a equipe de tecnologia do maior banco brasileiro a criar um terminal de autoatendimento que conversa com o cliente. O equipamento, que acaba de sair do laboratório da Divisão de Inovação e Tecnologia de Informação do Banco do Brasil, foi batizado de "Bio 001" por usar o reconhecimento biométrico do rosto, da íris e da voz para identificar cada cliente e autenticar as transações. De acordo com o banco, essa combinação de biometrias em um mesmo terminal é inédita no mundo.

O BB e outras instituições já usam a identificação biométrica da digital ou da palma da mão com o objetivo de dar mais comodidade aos clientes. Nesses terminais não é preciso usar cartão nem digitar a senha.

A novidade desse novo equipamento é juntar três tipos distintos de análise matemática de dados biológicos. Com a tecnologia, todas as operações poderão ser feitas por comando de voz. A equipe responsável pelo desenvolvimento do terminal, no entanto, acredita que os clientes vão preferir que alguns "dados sensíveis" - como o valor da transação - sejam digitados na tela sensível ao toque em vez de falados.

Equipe

Durante um ano e meio, o projeto do novo caixa eletrônico envolveu, ao todo, 60 funcionários do banco, de publicitários a engenheiros mecatrônicos, conta Germano Alíbio, gerente da equipe.

O custo do protótipo ficou em R$ 30 mil, dentro da faixa dos valores dos terminais que são usados hoje, cujos valores chegam a R$ 50 mil caso venham com cofre de dinheiro. Entretanto, esse valor baixo só foi possível porque as empresas internacionais, na expectativa de ganhar um novo mercado, cederam as licenças dos softwares, que giram em R$ 500 mil.

De 20 a 30 desses caixas eletrônicos futuristas serão testados a partir do ano que vem nas "agências conceito" do BB e em pontos estratégicos, como aeroportos. O banco ainda precisará fazer o cadastramento biométrico de mais de 60 milhões de pessoas que já são clientes.

Equipamento

O vice-presidente de Tecnologia e Logística do BB, Geraldo Dezena, diz que o novo terminal é muito menos "invasivo" que os disponíveis na praça. Um sensor identifica quando o cliente se aproxima e imediatamente uma câmera faz o reconhecimento facial dele.

Os vidros do lado do terminal ficam opacos e, daí em diante, todos os passos são conduzidos por uma atendente virtual, um avatar. Tudo o que ela fala só é ouvido por quem está em frente à máquina, graças ao equipamento de som no teto.

Mesmo assim, se tiver alguém muito próximo, a máquina avisa o cliente e pergunta se ele deseja continuar. Se a biometria facial identifica o cliente, a da íris e a da voz servem para autenticar as operações. A máquina está preparada para entender desde uma solicitação de extrato até uma variação menos técnica, como "Quanto de dinheiro eu tenho?".

O vice-presidente diz que os clientes acabarão se acostumando a conversar com a máquina. Para Dezena, a tecnologia do comando de voz será cada vez mais comum.

Para o professor de engenharia elétrica da PUC-Rio, Raul Feitosa, a principal vantagem de um sistema biométrico multimodal, como o do BB, é a segurança. "É mais difícil ludibriar do que os correspondentes unimodais."