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terça-feira, 15 de julho de 2014

5G brasileiro começa a nascer no Ceará

Reprodução
A Universidade Federal do Ceará e a Ericsson trabalham no desenvolvimento da tecnologia 5G no Brasil. A parceria volta-se para o estudo de novas faixas de espectro - chamadas ondas milimétricas - sistemas com alta densidade de antenas, comunicação entre dispositivos e redes heterogêneas. Mais de 40 profissionais entre pesquisadores, alunos e funcionários atuam em três frentes num laboratório em Fortaleza: pesquisa, patentes e padronização.

Segundo o diretor de Inovação da Ericsson, Edvaldo Santos, o diferencial da próxima geração da internet móvel - prevista para 2020 - será ampliar a qualidade dos serviços oferecidos. Atualmente, explica ele, é necessário dividir o tráfego entre envio e recebimento de dados. No futuro, a expectativa é que seja possível realizar as duas atividades simultaneamente.

Com velocidade mais rápida, latência mais baixa e melhor desempenho em áreas de alta densidade populacional, o 5G deverá representar uma evolução da experiência do usuário, além de permitir novas aplicações com impacto para os consumidores – a partir de recursos como controle de segurança de tráfego e internet tátil – e empresas, com sensores e redes capilares, por exemplo. 

O estágio de pesquisa e desenvolvimento da tecnologia no Ceará ainda é embrionário, portanto, é difícil prever com exatidão o ganho na velocidade de conexão. Em teste recentemente realizado na Suécia, a Ericsson diz ter alcançado a taxa de 5 Gbps, isto é, 250 vezes superior aos padrões atuais do 4G/LTE.

Santos explica que os estudos realizados em solo brasileiro são complementares ao que está sendo desenvolvido no exterior. Coreia do Sul e Reino Unido são alguns dos países que já investem pesado para tomar a dianteira da nova geração da internet móvel. E, segundo o especialista, existe um esforço comum pela padronização de termos referentes à tecnologia.

Uma das principais mudanças em curso deverá estar relacionada às antenas. “As antenas grandes de 3G e 4G não serão mais utilizadas. É provável que existam antenas menores e mais próximas, como acontece com postes de luz. Assim vai ser viável entregar a velocidade e qualidade que o usuário demanda”, conta o executivo. Para ele, o principal desafio será conectar a nova tecnologia àquelas já utilizadas.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Operadora japonesa irá iniciar testes com 5G ainda neste ano

A NTT Docomo começará ainda em 2014 a fazer testes com redes 5G, que devem ser dez vezes mais rápidas do que o 4G

Kiyoshi Ota/Bloomberg
Uma operadora de telefonia móvel japonesa, a NTT Docomo, começará a realizar testes com a tecnologia 5G ainda este ano. O 5G deve ser a próxima geração de transmissão de dados de maneira móvel.

Neste primeiro ano, os testes serão realizados apenas em ambientes fechados. Eles acontecerão no centro de pesquisa e desenvolvimento da operadora, em Yokosuka, no Japão. Somente em 2015 devem começar os testes em locais abertos.

Para a pesquisa, a NTT Docomo fechou parceria com outras empresas que atuam no mercado móvel. Elas são: Alcatel-Lucent, Ericsson, Fujitsu, NEC, Nokia e Samsung.

De acordo com a operadora, o 5G deve ser capaz de atingir velocidade de transmissão de dados máxima de 10 Gbps. Esse valor é o equivalente a dez vezes a velocidade do 4G (a velocidade máxima teórica do 4G é de 1 Gbps).

Evolução

Tradicionalmente, as tecnologias de transmissão de dados móveis mudam de geração a cada década. A primeira geração (ainda de maneira analógica) começou comercialmente nos anos 80. A chegada do 2G marcou a mudança dos padrões analógicos para os digitais, nos anos 90.

Com o 3G, houve um grande aumento na velocidade de transmissão. Estamos atualmente com a tecnologia do 4G, com velocidades ainda maiores, que começou a ser implementada em dois padrões — o WiMax (pouco adotado) em 2010 e LTE em 2011.

A NTT Docomo prevê que o 5G deva ser usado comercialmente apenas em 2020. Antes disso, será preciso estabelecer padrões para o 5G.

A operadora afirma que isso deve acontecer em uma conferência internacional de telecomunicações em 2016. Descobertas importantes feitas até lá serão cruciais no processo de padronização da tecnologia.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Empresa desenvolve conexão 1.000 vezes mais veloz do que 4G

A Artemis está trabalhando em uma tecnologia chamada pCell, conexão que deve ser até mil vezes mais veloz do que o 4G

Divulgação
A primeira experiência usando 4G, rede móvel de alta velocidade, é algo surpreendente. Páginas carregando imediatamente, vídeos começando a tocar no mesmo momento em que o dedo chega ao play. Imagine então uma rede mil vezes mais veloz do que o 4G. É exatamente isso que pCell promete ser. Mas o que é a pCell afinal de contas?

A ideia está sendo desenvolvida por uma empresa chamada Artemis, nos Estados Unidos. Ela vai, basicamente, na direção contrária das torres de telefonia atual. Hoje, cada torre precisa ficar longe o suficiente de outras (para evitar interferências), mas perto o suficiente para que o usuário não fique sem sinal ao se locomover. A pCell quer descomplicar o cálculo e seguir a regra: quanto mais, melhor.

Ao invés das grandes antenas, pequenas caixas parecidas com roteadores caseiros seriam instaladas pela cidade e emitiriam um tipo diferente de ondas de rádio. Sem interferência entre as ondas, o sinal chegaria com muito mais força aos dispositivos, o que seria capaz de fornecer uma conexão até mil vezes mais veloz do que o 4G. A grande jogada, inclusive, é que com maior sobreposição das ondas, melhor ficaria o sinal.

Com a aplicação da ideia, os smartphones passariam a gastar muito menos bateria procurando por sinal. A estrutura de instalação também seria muito mais simples do que as torres convencionais usadas hoje, o que facilitaria para as operadoras.

Mas a melhor notícia de todas é: não será preciso comprar um novo aparelho para usar a rede. A equipe desenvolvedora fez com que a rede seja compatível com aparelhos 4G. Basta, portanto, ter um dispositivo com essa tecnologia para acessar a internet.

Os primeiros testes usando o pCell devem acontecer ainda este ano. A cidade que servirá como base será, é claro, São Francisco, nos Estados Unidos. A empresa Artemis está trabalhando para instalar caixas de sinal em 350 prédios da cidade. O presidente-executivo da empresa afirmou, em uma palestra, que a tecnologia deverá estar pronta para uso mundial no final de 2015.

Veja aqui o presidente-executivo da empresa demonstrando a velocidade em testes de laboratório:


sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Prefeitura de SP lança wi-fi gratuito em dois pontos

Olhar Digital
Para promover o aniversário da cidade, neste sábado, a Prefeitura de São Paulo anuncia os dois primeiros pontos de wi-fi gratuito do Projeto Praças Digitais, que pretende levar internet a 120 locais públicos até junho. Pateo do Collegio, na região central, e Praça Dilva Gomes, na zona leste, começam a contar com o sinal nesta sexta-feira.

As empresas WCS e Prodan venceram a licitação realizada no ano passado e dividirão a tarefa de fornecer o serviço de internet. O valor do contrato, com duração de três anos podendo ser prorrogado por mais dois, é de R$ 30 milhões.

A velocidade mínima da conexão oferecida é de 512kbps por usuário. Qualquer cidadão pode utilizar o serviço e acessar a internet por meio de seu dispositivo. A lista completa dos locais que receberão o sinal até o meio do ano pode ser conferida neste link.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Coreia do Sul vai investir R$ 3,4 bilhões para implementar 5G

Reprodução
A Coreia do Sul está empenhada em liderar a evolução da internet móvel. Na mesma semana em que uma empresa local prometeu oferecer acesso a 300 Mbps, o país asiático anuncia nesta quarta-feira o investimento de US$ 1,5 bilhão (R$ 3,4 bilhões) no desenvolvimento e aplicação da rede 5G. A expectativa é oferecer conexão rápida o suficiente para permitir dowloads de filmes inteiros em segundos.

O ministro da Ciência disse que a implementação da tecnologia deve demorar seis anos, mas a espera vai valer a pena porque a conexão deverá superar a velocidade do 4G em até 1.000 vezes. "Nós ajudamos a impulsionar os serviços nacionais de 2G nos 1990, o 3G nos anos 2000 e o 4G em 2010. Agora, chegou a hora de adotar uma ação preventiva para desenvolver o 5G", afirmou o ministro em um comunicado.

De acordo com o porta-voz, o investimento é necessário para garantir ao país lugar de destaque nos próximos anos, uma vez que China, Estados Unidos e parte da Europa estão investindo pesado na próxima geração de internet móvel. 

A Coreia do Sul pretende lançar uma licitação em 2017 para definir o plano comercial a ser utilizado pelas operadoras a partir de 2020. As prioridades do governo recaem sobre as características da rede de transmissão, incluindo investimentos em Ultra-HD, transmissão holográfica e plataformas de redes sociais avançadas.