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sexta-feira, 28 de março de 2014

Facebook usará laser e drones para conectar o mundo todo

Facebook mostrou seu novo time de desenvolvimento, o Connectivity Lab, que desenvolve maneiras de levar internet ao mundo todo

Reprodução
Mark Zuckerberg apresentou em um texto em seu perfil do Facebook o Connectivity Lab. Ele é uma divisão do Facebook que está desenvolvendo novas tecnologias, como drones e lasers, para levar internet ao mundo todo. O laboratório é fruto da organização criada pela rede social com outras empresas de tecnologia, a Internet.org.

O objetivo da Internet.org é levar conexão de internet para o mundo todo. Para isso, é preciso criar novas tecnologias. É exatamente essa a missão do Connectivity Lab.

“Hoje, nós estamos compartilhando alguns detalhes do que o Connectivity Lab do Facebook está fazendo para construir drones, satélites e laser para distribuir internet para todos”, escreve Zuckerberg em seu post.

Em um vídeo explicativo, Yael Maguire, membro do Connectivity Lab, dá mais detalhes sobre as novas formas de conexão que o laboratório está experimentando. Satélites orbitando que sobrevoam de tempos em tempos pontos afastados do globo terrestre seriam a solução para conectar locais longínquos. A ideia é colocar um número suficiente de satélites para que sempre haja um distribuindo rede sobre os pontos necessários.

É preciso que os satélites se comuniquem. A forma mais comum de distribuição de internet hoje é usando fibra ótica. Como é impossível distribuir cabos entre os satélites, o laboratório está desenvolvendo uma forma de comunicação usando lasers.

Para grandes cidades, com grandes demandas de conexão, Maguire fala sobre drones movidos a energia solar. A ideia é que sejam aviões não tripulados capazes de voar a uma altitude de 20.000 metros, já nas camadas mais baixas da estratosfera. A essa altitude, não existe tráfego de aviões e eles poderiam passar meses distribuindo sinal de internet dali.

As ideias soam muito futuristas. Mas o tom de Maguire é extremamente positivo e inspirador.

Veja o vídeo (em inglês):

quinta-feira, 13 de março de 2014

Empresa desenvolve conexão 1.000 vezes mais veloz do que 4G

A Artemis está trabalhando em uma tecnologia chamada pCell, conexão que deve ser até mil vezes mais veloz do que o 4G

Divulgação
A primeira experiência usando 4G, rede móvel de alta velocidade, é algo surpreendente. Páginas carregando imediatamente, vídeos começando a tocar no mesmo momento em que o dedo chega ao play. Imagine então uma rede mil vezes mais veloz do que o 4G. É exatamente isso que pCell promete ser. Mas o que é a pCell afinal de contas?

A ideia está sendo desenvolvida por uma empresa chamada Artemis, nos Estados Unidos. Ela vai, basicamente, na direção contrária das torres de telefonia atual. Hoje, cada torre precisa ficar longe o suficiente de outras (para evitar interferências), mas perto o suficiente para que o usuário não fique sem sinal ao se locomover. A pCell quer descomplicar o cálculo e seguir a regra: quanto mais, melhor.

Ao invés das grandes antenas, pequenas caixas parecidas com roteadores caseiros seriam instaladas pela cidade e emitiriam um tipo diferente de ondas de rádio. Sem interferência entre as ondas, o sinal chegaria com muito mais força aos dispositivos, o que seria capaz de fornecer uma conexão até mil vezes mais veloz do que o 4G. A grande jogada, inclusive, é que com maior sobreposição das ondas, melhor ficaria o sinal.

Com a aplicação da ideia, os smartphones passariam a gastar muito menos bateria procurando por sinal. A estrutura de instalação também seria muito mais simples do que as torres convencionais usadas hoje, o que facilitaria para as operadoras.

Mas a melhor notícia de todas é: não será preciso comprar um novo aparelho para usar a rede. A equipe desenvolvedora fez com que a rede seja compatível com aparelhos 4G. Basta, portanto, ter um dispositivo com essa tecnologia para acessar a internet.

Os primeiros testes usando o pCell devem acontecer ainda este ano. A cidade que servirá como base será, é claro, São Francisco, nos Estados Unidos. A empresa Artemis está trabalhando para instalar caixas de sinal em 350 prédios da cidade. O presidente-executivo da empresa afirmou, em uma palestra, que a tecnologia deverá estar pronta para uso mundial no final de 2015.

Veja aqui o presidente-executivo da empresa demonstrando a velocidade em testes de laboratório:


segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

SP terá primeira cidade do Brasil com fibra óptica no lugar de cabos

Reprodução
A Vivo anunciou nessa quinta-feira um projeto-piloto para tornar a cidade paulista de Águas de São Pedro (a 187 km da capital) a primeira do Brasil com 100% das telecomunicações operadas por fibra óptica, em vez de redes de cabos de cobre. O investimento é de R$ 2 milhões.

A troca da central telefônica por armários menores com mais capacidade de transmissão de dados deverá ser concluída em maio de 2014. Com isso, a empresa prevê aumentar em seis vezes a velocidade local da internet - para 25 MB - e melhorar a cobertura do sinal. Hoje em dia, a conexão só funciona bem quando realizada nas proximidades da central de telecom.

"Ao aumentar a banda, nós integraremos os serviços digitais. O cobre tradicional não permite o download de vídeos pesados, então vamos melhorar a comunicação e toda a experiência digital dos clientes", promete o diretor de estratégia da Vivo, Carlos Raimar.

Os cabos de cobre instalados dentro das residências não serão substituídos; a mudança acontece apenas na estrutura externa e, segundo Raimar, beneficia também a Prefeitura, que contará com sistemas mais potentes para alimentar as câmeras de vigilância nas ruas.

Segundo a Vivo, a escolha da cidade se deu em função da demanda relativamente grande de serviços de telecom, tamanho do município e proximidade da capital. Sem estimar datas, a operadora planeja estender o uso pleno de fibra óptica a todo o Estado de São Paulo.