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quinta-feira, 17 de abril de 2014

Zuckerberg revela plano de dividir (o Facebook) para dominar

Em entrevista ao New York Times, Zuckerberg diz que o aplicativo móvel da rede social vai ser desmembrado em vários apps mais simples

Justin Sullivan/Getty Images
As declarações de Zuckerberg trazem uma explicação sobre por que o Facebook resolveu remover o recurso de bate-papo de seu aplicativo móvel. A notícia, divulgada na semana passada, provocou muitas reações negativas.

Dentro da estratégia apresentada por Zuckerberg, o fim das mensagens no app até faz sentido. O fundador do Facebook diz que, na tela do computador, a rede social pode ser vista como uma plataforma onde o usuário tem acesso a fotos, vídeos, jogos, aplicativos, bate-papo, notícias e diversos outros tipos de conteúdo.

Mas isso não funciona bem na telinha do smartphone. Nela, os usuários tendem a preferir aplicativos mais simples, com finalidade mais específica. Quando pensam em fotos, eles vão ao Instagram; não ao Facebook. Para bate-papo, preferem o WhatsApp.

Zuckerberg parece ter percebido isso há alguns anos. Afinal, o Facebook comprou tanto o Instagram como o WhatsApp, além de lançar seus próprios apps com funções específicas. 

É o caso do Facebook Messenger e do Paper. Este último é um app de notícias liberado no início deste ano. Ele não está, por enquanto, disponível no Brasil.

As iniciativas em aplicativos móveis do Facebook estão, agora, a cargo do chamado Creative Labs. Esse laboratório de desenvolvimento de ideias foi anunciado em janeiro, junto com o Paper. 

“O que estamos fazendo no Creative Labs é desmembrar aquele grande aplicativo azul”, diz Zuckerberg.

A menos que ele esteja blefando, o Facebook Messenger vai continuar coexistindo com o WhatsApp. Ele diz que o Messenger é um app muito bem sucedido, e que 10 bilhões de mensagens são trocadas diariamente pelos apps da empresa (ele não deixa claro se esse número inclui ou não o WhatsApp).

“O Messenger é mais para trocar frases ocasionais com os amigos. Já o WhatsApp é um substituto para o SMS”, diz ele, em referência ao serviço de torpedos das operadoras de celular.

Zuckerberg admite que pelo menos um dos apps da empresa não trouxe o resultado esperado. O Facebook Home – que assume a tela inicial do Android, transformando o smartphone num “Facephone” – não foi bem aceito pelos usuários.

“No caso do Home, a aceitação foi muito menor do que esperávamos. Era uma coisa arriscada. É muito diferente de outros apps, como Paper e Messenger. Nesses casos, você instala e, se gostar, volta a usá-los”, diz Zuckerberg.

“Já o Home é sua tela de desbloqueio. Quando você o instala, ele fica realmente ativo. Se ele faz alguma coisa de que você não gosta, você desinstala.”, completa ele.

Zuckerberg também diz que essa estratégia de desmembrar o Facebook em muitos apps vai demorar de três a cinco anos para trazer resultados financeiros para a empresa:

“A maioria dessas novas coisas que estamos fazendo não vão alterar os indicadores do nosso negócio durante muito tempo. A parte principal do Facebook é tão grande. As pessoas passam no Facebook 20% do tempo em que estão usando seus smartphones.”

“Considerando isso, apps como Messenger e Paper podem ser extremamente bem sucedidos e, ainda assim, não vão trazer impacto imediato nos negócios.”

sexta-feira, 28 de março de 2014

Facebook usará laser e drones para conectar o mundo todo

Facebook mostrou seu novo time de desenvolvimento, o Connectivity Lab, que desenvolve maneiras de levar internet ao mundo todo

Reprodução
Mark Zuckerberg apresentou em um texto em seu perfil do Facebook o Connectivity Lab. Ele é uma divisão do Facebook que está desenvolvendo novas tecnologias, como drones e lasers, para levar internet ao mundo todo. O laboratório é fruto da organização criada pela rede social com outras empresas de tecnologia, a Internet.org.

O objetivo da Internet.org é levar conexão de internet para o mundo todo. Para isso, é preciso criar novas tecnologias. É exatamente essa a missão do Connectivity Lab.

“Hoje, nós estamos compartilhando alguns detalhes do que o Connectivity Lab do Facebook está fazendo para construir drones, satélites e laser para distribuir internet para todos”, escreve Zuckerberg em seu post.

Em um vídeo explicativo, Yael Maguire, membro do Connectivity Lab, dá mais detalhes sobre as novas formas de conexão que o laboratório está experimentando. Satélites orbitando que sobrevoam de tempos em tempos pontos afastados do globo terrestre seriam a solução para conectar locais longínquos. A ideia é colocar um número suficiente de satélites para que sempre haja um distribuindo rede sobre os pontos necessários.

É preciso que os satélites se comuniquem. A forma mais comum de distribuição de internet hoje é usando fibra ótica. Como é impossível distribuir cabos entre os satélites, o laboratório está desenvolvendo uma forma de comunicação usando lasers.

Para grandes cidades, com grandes demandas de conexão, Maguire fala sobre drones movidos a energia solar. A ideia é que sejam aviões não tripulados capazes de voar a uma altitude de 20.000 metros, já nas camadas mais baixas da estratosfera. A essa altitude, não existe tráfego de aviões e eles poderiam passar meses distribuindo sinal de internet dali.

As ideias soam muito futuristas. Mas o tom de Maguire é extremamente positivo e inspirador.

Veja o vídeo (em inglês):

terça-feira, 25 de março de 2014

Mark Zuckerberg lidera um investimento em inteligência Artificial

Por Eric Colombo

Projeto da Vicarious planeja um futuro onde máquinas inteligentes possam tomar decisões de forma independente e sem a necessidade de comer, ou dormir.

jdlasica/Flickr.com
O investimento realizado na empresa, foi de US$ 40 milhões, e já foi considerado o segundo maior investimento da história da Vicarious. Alguns dos investidores que participaram deste investimento foi, Elon Musk, CEO da Tesla Motors, Ashton Kutcher, ator e investidor, Peter Thiel, um dos primeiros investidores do Facebook e conselheiro do site, Dustin Moskovitz, co-fundador do Facebook, e Mark Zuckerberg, CEO e fundador do Facebook. No total, o grupo contou com 17 investidores, tendo Zuckerberg como principal investidor do grupo.

O objetivo do projeto, é reproduzir o cérebro humano, principalmente a região do neocortex, parte do cérebro onde se controla o corpo, compreende-se linguagens, e realiza-se cálculos matemáticos, além de fazer com que os computadores, consigam compreender, formas, objetos e texturas. Scott Phoenix, co-fundador da empresa, disse ao Wall Street Journal: "Nós dissemos aos investidores que, agora, os seres humanos estão fazendo um monte de coisas que computadores devem ser capazes de fazer”. Disse mais, “Você tem um computador que pensa como uma pessoa”, se for possível reproduzir o neocortex, teremos computadores pensando como pessoas e sem a necessidade de comer ou dormir.

O que resta para nós é aguardar ansiosamente por esse futuro promissor, em que as máquinas contribuirão para o conhecimento e as descobertas do homem, ou decadente, em que as máquinas irão escravizar os seres humanos.

Fonte: Olhar Digital e G1

sexta-feira, 21 de março de 2014

Facebook anuncia Hack, sua própria linguagem de programação

Paul Morris/Bloomberg
O Facebook quer tornar o trabalho dos desenvolvedores um pouco mais fácil. Pelo menos este é um dos argumentos que a empresa utilizou para liberar, nesta quinta-feira, a primeira versão oficial da Hack, uma nova linguagem de programação criada por seus engenheiros.

Quer dizer, nova em termos. Primeiro, porque a linguagem já vem sendo utilizada pelos principais programadores do Facebook há alguns meses. Segundo porque a Hack é baseada e compatível com o PHP. O que está acontecendo agora é a liberação pública da linguagem após um período de “amadurecimento”.

No blog do Facebook Code, seção da rede social dedicada a desenvolvedores, os engenheiros de software Julien Verlaguet e Alok Menghrajani explicam que, no início, o Facebook foi codificado prioritariamente com PHP. O problema é que, à medida que os meses passavam e a empresa se tornava maior, os códigos na linguagem tornaram-se cada vez mais difíceis de serem gerenciados.

Foi isso o que motivou a dupla a se juntar ao líder de equipe e também engenheiro Bryan O’Sullivan para criar uma linguagem capaz de combinar o ciclo de desenvolvimento rápido do PHP com o rigor de linguagens mais “formais”, por assim dizer.

O objetivo principal sempre foi o de atacar os erros. No comunicado oficial, os desenvolvedores explicam que linguagens dinâmicas, como o PHP, facilitam o desenvolvimento rápido, mas geralmente tornam a detecção de erros mais difícil, uma vez que as falhas só são percebidas quando o programa está em execução, o que é particularmente preocupante em projetos muito grandes.

Por sua vez, usando linguagens do tipo estática, como C, os desenvolvedores podem encontrar erros antes da efetiva execução do código, com a possível desvantagem de linguagens como esta não serem tão práticas quanto às mais atuais. Como consequência, o Hack foi criado para unir o melhor dos mundos.

Reprodução
Para tanto, os desenvolvedores se basearam em outra solução do Facebook, o HHVM (HipHop Virtual Machine), para compatibilizar código em PHP já existente com Hack. Não é por menos que boa parte dos arquivos em PHP que o Facebook possui já foi validada para a nova linguagem, com exceção para os códigos que possuem funções não suportadas na abordagem estática.

Ficou interessado? Você pode saber mais no site oficial da Hack. Ali é possível não só baixar os pacotes da linguagem (tudo de graça!) como também acessar tutoriais e a documentação oficial.

sexta-feira, 14 de março de 2014

#Xatiado, Zuckerberg liga para Obama e expressa sua frustração com a espionagem!

Por Kim Avila
Reprodução/Business Insider
Quando Edward Snowden vazou informações de que a NSA estava espionado tudo e todos, a grande maioria das pessoas, senão todas, que utilizam a internet, ficaram extremamente preocupadas, e irritadas com tal atitude! Se fosse possível, essas pessoas, ligariam pessoalmente para o presidente dos Estados Unidos e reclamaria diretamente a fonte! Mas como isso não é possível, muitas reclamam via Facebook!

Mark Zuckerberg, criador do Facebook, talvez representando todos seus usuários, fez isso! Ligou diretamente para Barack Obama, e fez um "desabafo" que muitos gostariam de fazer!

Em seu perfil do Facebook, Zuckerberg, postou uma explicação de como ele se sente a respeito da espionagem!

Nessa postagem, Zuckerberg, diz: "Para manter a internet forte, precisamos mante-la segura. Por isso, que no Facebook, gastamos uma boa parte de nossas energias, para fazer nossos serviços e a internet toda, cada vez mais segura. ... A internet funciona, porque, a maioria das pessoas e empresas, fazem o mesmo! Trabalhamos juntos, para criar um ambiente mais seguro, e transformar nosso espaço de compartilhamento melhor para o mundo"

Ele não revelou o conteúdo completo da conversa, mas disse “Eu liguei para o presidente Obama para expressar minha frustração sobre o dano que o governo está criando para todo o nosso futuro. Infelizmente, parece que vai levar bastante tempo para uma reforma completa e verdadeira acontecer”!

E para terminar o post, Zuckerberg, passou uma menssagem motivacional: "Cabe a nós -todos nós- contruir a internet que queremos! juntos podemos construir um espaço maior e melhor do que nós temos hoje. Estou comprometido em ver isso acontecer, e você pode contar com o Facebook para fazer sua parte!"

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Facebook compra WhatsApp por US$ 16 bilhões

Divulgação
O Facebook anunciou nesta quarta-feira uma bomba: a empresa comprou o WhatsApp, responsável pelo popular aplicativo de bate-papo em celulares, pelo valor de US$ 16 bilhões. O pagamento será dividido entre ações e dinheiro.

Os donos do WhatsApp receberão US$ 4 bilhões em dinheiro pela aquisição, além de outros US$ 12 bilhões em ações do Facebook.

Jam Koum, cofundador do WhatsApp e CEO da empresa, se tornará um executivo do Facebook. Ele também se tornará membro do quadro de diretores de seu novo empregador.

A compra é, disparada, a maior já feita pelo Facebook. Em 2012, a empresa adquiriu o Instagram por US$ 1 bilhão, mas desde então pouco fez com o serviço e até hoje não conseguiu rentabilizá-lo.

A impressão que fica sobre a fusão é que a rede social comprou o serviço para tirá-lo do mercado. O WhatsApp tem 400 milhões de usuários, competindo diretamente com o Facebook Messenger.

Inclusive, os últimos esforços da rede social foram no sentido de tornar seu app de mensagens mais competitivos com o WhatsApp, tornando-o mais agradável visualmente e adicionando a possibilidade de adicionar contatos pelo número de telefone, sem necessidade de tê-lo em sua lista de amigos da rede social.

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Zuckerberg, o criador do Facebook, postou em seu perfil na rede social a seguinte declaração:




terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Aranha invade banheiro de Zuckerberg, que pede ajuda em app

Criador do Facebook compartilhou a foto de um aracnídeo suspeito, com pergunta “Que tipo de aranha é essa, e tudo bem se eu deixá-la morar no meu chuveiro?”

Reprodução
Idealizado por um dos fundadores do Twitter, Biz Stone, o aplicativo de perguntas e respostas Jelly está, aparentemente, conquistando seu espaço. Quer dizer, ao menos entre alguns usuários ilustres, como Mark Zuckerberg, que tem o utilizado para descobrir o que fazer com aranhas que invadem seu banheiro.

O criador do Facebook compartilhou a foto de um aracnídeo suspeito, acompanhada da pergunta “Que tipo de aranha é essa, e tudo bem se eu deixá-la morar no meu chuveiro?”. A resposta veio do COO do próprio Jelly, Kevin Thau, que descobriu a espécie do bicho: uma Phidippus johnsoni, tipo de aranha não muito indicado para se guardar em casa.

Parece irrelevante, mas a pergunta respondida mostra um pouco do potencial da ideia por trás do app, que mistura funções de Instagram com Yahoo! Respostas ou Quora. A dúvida de Zuckerberg ainda foi esclarecida por outros usuários, mas caso nenhum de seus seguidores soubesse do que se tratava, poderia ter sido encaminhada, aumentando o alcance.

Ainda não há dados oficiais sobre o número de pessoas que estão usando o app, mas a divulgação gerada por usuários do porte de Zuckerberg pode aumentar a adesão. E Biz Stone, criador do serviço, sabe bem disso – tanto que, assim que viu, logo tuitou sobre a “primeira vida salva via Jelly (a aranha, não Zuck)”..

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Zuckerberg é o CEO mais bem pago dos EUA

Pesquisa conduzida pela GMI Ratings afirma que o fundador do Facebook embolsou US$ 2,27 bilhões em 2012; Tim Cook, da Apple, aparece em quinto lugar na lista publicada

Zuckerberg é o CEO mais bem pago dos EUA
Reprodução/Diariodocentrodomundo
Um relatório publicado nesta semana pela companhia GMI Ratings afirma que Mark Zuckerberg é o diretor norte-americano mais bem pago da atualidade. O fundador do Facebook bateu um novo recorde em 2012 – o valor de seu pacote de ações ficou em evidência: US$ 2,27 bilhões entraram para os bolsos do dono da rede social mais popular do momento (o salário de Zuckerberg é de US$ 503 mil e seu bônus fica em US$ 266 mil).

A pesquisa veiculada pela GMI Ratings levou em conta 2.259 empresas de capital aberto da América do Norte e mais de 2.250 diretores foram avaliados pelos pesquisadores. A segunda posição no ranking dos executivos estadunidenses melhores pagos ficou com Richard Kinder, da Kinder Morgan: um salário de US$ 1 milhão, mais ações avaliadas em mais de US$ 1,1 bilhão, entraram para a conta do CEO.

As posições seguintes contam com valores “mais modestos”: Mel Karmazin, CEO da Sirius XM Radio, recebeu uma compensação total de 255 milhões. A quarta posição é de Gregory Maffei, com US$ 254 milhões, da Liberty Media, seguido de Tim Cook (US$ 143 milhões), da Apple.

Você pode consultar a lista dos 10 executivos mais bem pagos da América do Norte clicando aqui (veja, na tabela exibida pelo site da GMI Ratings e da esquerda para a direita, o nome da companhia, o nome do CEO e o total das compensações acumuladas por cada um dos diretores).

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Zuckerberg e Kutcher investem em startup de educação

A startup norte-americana Panorama Education recebeu uma rodada de investimento no valor de 4 milhões de dólares

Mark Zuckerberg , do Facebook
David Paul Morris/Bloomberg
A startup norte-americana Panorama Education recebeu hoje um investimento de 4 milhões de dólares de um grupo de investidores, entre eles, Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, por meio da sua fundação Startup:Education.

A SoftTechVC, Google Ventures, a Universidade de Yale e a A-Grade Investments, do ator Ashton Kutcher, também participaram do aporte.

A startup é especializada na administração de pesquisas de qualidade sobre escolas de ensino médio e fundamental. Os dados coletados ajudam professores e diretores a melhorar o sistema educacional. 

Fundada em 2010, pelos empreendedores Aaron Feuer, David Carel e Xan Tanner, a sede da empresa fica em Boston, nos Estados Unidos.

De acordo com matéria do site TechCrunch, a startup conta com cerca de 4 mil escolas e pretende expandir para outros países.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Facebook planeja leitor de notícias para aparelhos móveis

Facebook Inc. decidiu que quer se transformar num jornal para aparelhos móveis.

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A rede social vem trabalhando discretamente em um novo serviço, internamente batizado de Reader (ou leitor, em português), que exibe o conteúdo de usuários do Facebook e de editoras em um novo formato visual adaptado para dispositivos como celulares e tablets, dizem pessoas a par do assunto.
O projeto, que vem sendo desenvolvido pela empresa há mais de um ano, foi criado principalmente para exibir conteúdo de notícias. As versões recentes do Reader se assemelham ao aplicativo da Flipboard Inc. para smartphones e tablets que reúne, num mesmo ambiente, matérias de várias fontes e permite que os usuários folheiem os artigos como numa revista, dizem as pessoas inteiradas do projeto.
Embora não esteja claro quando o Facebook estará pronto para lançar o produto, se é que o fará, o projeto Reader é um sinal de que a empresa está buscando novas formas de manter os usuários conectados mais tempo no site da rede social em dispositivos móveis e, dessa forma, possibilitar que eles vejam mais anúncios.
Um porta-voz do Facebook se recusou a comentar sobre os planos futuros da empresa para aplicativos de notícias.
Tais esforços no campo de aparelhos móveis são fundamentais à medida que o Facebook tenta dar impulso à cotação de sua ação, que permanece 35% abaixo do preço de sua abertura de capital.
O Reader também mostra como o Facebook, que abriga hoje 1,1 bilhão de usuários, está tentando remodelar a sua identidade.
Quando Mark Zuckerberg fundou o Facebook, em 2004, como uma rede social para universitários, ele queria que a rede funcionasse como uma central para usuários interagirem com amigos e colegas. Hoje, o serviço ainda é predominantemente utilizado pelas pessoas para acompanhar, através de mensagens e fotos, a vida de amigos e familiares. Mas mais recentemente o Facebook tem se esforçado bastante para se tornar um destino para todo tipo de interesses, uma central onde usuários podem descobrir novidades e acompanhar acontecimentos e conversas em tempo real.
Este mês, o Facebook lançou "hashtags", uma característica popular do concorrente Twitter Inc., que permite aos usuários encontrar discussões públicas com base em palavras marcadas pelo sinal "#".
No início deste ano, o Facebook lançou um redesenho do "feed de notícias", a principal seção de seu portal na web, que agora exibe com mais proeminência o conteúdo de meios de comunicação. Em um evento de lançamento do redesenho, Zuckerberg disse que queria que o Facebook fosse "o melhor jornal personalizado no mundo".
Aplicativos de leitura como o Flipboard, que agregam notícias de meios de comunicação e muitas vezes são influenciados pelas conexões on-line dos usuários, vêm se tornando cada vez mais populares. No início deste ano, o LinkedIn Corp.investiu cerca de US$ 90 milhões para comprar o Pulse, outro leitor de notícias móvel. Em uma mensagem no blog da empresa, o Facebook anunciou que fechou o acordo, em parte, para se tornar a "plataforma editorial profissional definitiva".
"A oportunidade de se tornar o lugar que as pessoas visitam para a leitura de textos informativos longos é grande, principalmente para a publicidade", disse Josh Elman, um investidor de capital de risco da Greylock Partners, que já trabalhou com produtos para o Facebook e Twitter.
Embora os consumidores estejam gastando cada vez mais tempo com aparelhos móveis, os usuários de aplicativos do Facebook muitas vezes os visitam por sessões breves de poucos minutos, adicionando mensagens ou checando rapidamente o feed de notícias, de acordo com uma das pessoas a par das iniciativas móveis do Facebook. Uma experiência mais imersiva pode abrir novos modelos de anúncios publicitários para o Facebook, que hoje gera cerca de um terço de sua receita por meio dos celulares e tablets.
Mas trazer para si os hábitos de leitura de notícias dos usuários será um desafio para o Facebook, dizem analistas. Tanto o Twitter como o LinkedIn têm promovido seus próprios serviços de notícias de forma agressiva, e o próprio Flipboard tem mais de 50 milhões de usuários.
"Há um monte de coisas que as pessoas não faziam no Facebook há vários anos e que fazem agora", diz Nate Elliot, analista da Forrester. "Mas imagino que será muito difícil" acostumar os consumidores a ver o Facebook como uma central de notícias.
Zuckerberg está acompanhando de perto o projeto Reader, disse uma das pessoas a par do assunto, e participou de decisões e revisões de aspectos do projeto em vários momentos.
Embora Zuckerberg tenha adotado "mova-se rápido e quebre tudo" como mantra da empresa, o desenvolvimento do leitor de notícias tem sido relativamente lento e deliberado. A equipe tem focado na criação de uma experiência de produto que funcione tanto em tablets como em smartphones, acrescentou a pessoa, e tem explorado maneiras diferentes para destacar o conteúdo das notícias para os usuários, inclusive exibindo mensagens públicas de tópicos que estão sendo acompanhados intensamente no site. A ideia, disse a pessoa, é criar uma experiência que incentive os usuários a mergulhar mais profundamente no conteúdo e passar mais tempo no Facebook.
A equipe tem até agora concentrado os esforços na construção de um sistema operacional móvel da Apple Inc. para aproveitar os elementos de design do iPad e do iPhone, de acordo com as pessoas a par do projeto.
Michael Matas, um designer do Facebook que antes trabalhou para a Apple, é o designer-chefe do projeto, acrescentaram essas pessoas. Matas não respondeu a um pedido de comentário.
Matéria publicada em http://ads.tt/6T68