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quarta-feira, 30 de abril de 2014

O iWatch já está sendo produzido, afirma jornal chinês

De acordo com o China Times, o iWatch, o relógio inteligente da Apple, já está sendo produzido e deve lançado no final deste ano

Anthony Wallace/AFP
O iWatch, o relógio inteligente da Apple, já está em fase de produção, de acordo com o jornal chinês China Times. Ainda segundo a reportagem do jornal, o programa da Apple é lançar o gadget no final de 2014.

Ele afirma que a Apple está usando versões em miniatura de sensores e processadores. Eles teriam sido desenvolvidos para que o iWatch possa ser um produto pequeno e fino (uma das prioridades da Apple).

De acordo com o jornal, o iWatch virá equipado com um leitor de digitais, assim como o iPhone 5s já vem. Além disso, o jornal The New York Times já havia noticiado que o relógio inteligente deve vir com uma tela de vidro curvado.

Outros boatos falam sobre um grande foco do relógio em atividades físicas. Isso é reforçado pelo novo aplicativo que a Apple deve embarcar na próxima atualização do iOS (sistema operacional de iPhones e iPads).

De acordo com o site 9to5Mac, o iOS virá com o Healthbook, um aplicativo para controle da saúde. De acordo com o site, que diz ter visto uma versão preliminar, ele seria capaz de controlar o histórico de glicose no sangue.

No início de abril, o analista Ming Chi Kuo, da KGI Securities, havia previsto que o iWatch chegaria ainda neste ano. Ele ainda acredita que a Apple deva lançar dois iPhones, um com 4,7 e o outro com 5,5 polegadas.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Zuckerberg revela plano de dividir (o Facebook) para dominar

Em entrevista ao New York Times, Zuckerberg diz que o aplicativo móvel da rede social vai ser desmembrado em vários apps mais simples

Justin Sullivan/Getty Images
As declarações de Zuckerberg trazem uma explicação sobre por que o Facebook resolveu remover o recurso de bate-papo de seu aplicativo móvel. A notícia, divulgada na semana passada, provocou muitas reações negativas.

Dentro da estratégia apresentada por Zuckerberg, o fim das mensagens no app até faz sentido. O fundador do Facebook diz que, na tela do computador, a rede social pode ser vista como uma plataforma onde o usuário tem acesso a fotos, vídeos, jogos, aplicativos, bate-papo, notícias e diversos outros tipos de conteúdo.

Mas isso não funciona bem na telinha do smartphone. Nela, os usuários tendem a preferir aplicativos mais simples, com finalidade mais específica. Quando pensam em fotos, eles vão ao Instagram; não ao Facebook. Para bate-papo, preferem o WhatsApp.

Zuckerberg parece ter percebido isso há alguns anos. Afinal, o Facebook comprou tanto o Instagram como o WhatsApp, além de lançar seus próprios apps com funções específicas. 

É o caso do Facebook Messenger e do Paper. Este último é um app de notícias liberado no início deste ano. Ele não está, por enquanto, disponível no Brasil.

As iniciativas em aplicativos móveis do Facebook estão, agora, a cargo do chamado Creative Labs. Esse laboratório de desenvolvimento de ideias foi anunciado em janeiro, junto com o Paper. 

“O que estamos fazendo no Creative Labs é desmembrar aquele grande aplicativo azul”, diz Zuckerberg.

A menos que ele esteja blefando, o Facebook Messenger vai continuar coexistindo com o WhatsApp. Ele diz que o Messenger é um app muito bem sucedido, e que 10 bilhões de mensagens são trocadas diariamente pelos apps da empresa (ele não deixa claro se esse número inclui ou não o WhatsApp).

“O Messenger é mais para trocar frases ocasionais com os amigos. Já o WhatsApp é um substituto para o SMS”, diz ele, em referência ao serviço de torpedos das operadoras de celular.

Zuckerberg admite que pelo menos um dos apps da empresa não trouxe o resultado esperado. O Facebook Home – que assume a tela inicial do Android, transformando o smartphone num “Facephone” – não foi bem aceito pelos usuários.

“No caso do Home, a aceitação foi muito menor do que esperávamos. Era uma coisa arriscada. É muito diferente de outros apps, como Paper e Messenger. Nesses casos, você instala e, se gostar, volta a usá-los”, diz Zuckerberg.

“Já o Home é sua tela de desbloqueio. Quando você o instala, ele fica realmente ativo. Se ele faz alguma coisa de que você não gosta, você desinstala.”, completa ele.

Zuckerberg também diz que essa estratégia de desmembrar o Facebook em muitos apps vai demorar de três a cinco anos para trazer resultados financeiros para a empresa:

“A maioria dessas novas coisas que estamos fazendo não vão alterar os indicadores do nosso negócio durante muito tempo. A parte principal do Facebook é tão grande. As pessoas passam no Facebook 20% do tempo em que estão usando seus smartphones.”

“Considerando isso, apps como Messenger e Paper podem ser extremamente bem sucedidos e, ainda assim, não vão trazer impacto imediato nos negócios.”

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

NSA instalou software em computadores do mundo todo, diz NYT

Software pode servir de caminho para ataques cibernéticos

Getty Images
A Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla em inglês) colocou um software em quase 100.000 computadores ao redor do mundo que a possibilita realizar operações de vigilância nesses equipamentos e pode servir de caminho para ataques cibernéticos, revelou o jornal New York Times na terça-feira.

A NSA plantou o software na maioria dos casos por meio de acesso a redes de computadores, mas também usou uma tecnologia secreta que possibilita a invasão de computadores que não estão conectados à Internet, disse o jornal, citando autoridades dos EUA, especialistas em computação e documentos vazados pelo ex-prestador de serviço da NSA Edward Snowden.

O Times disse que a tecnologia está em uso desde pelo menos 2008 e utiliza um canal secreto de ondas de rádio transmitidas de minúsculas placas de circuito e cartões USB secretamente inseridos nos computadores.

"A tecnologia de frequência de rádio ajudou a resolver um dos maiores problemas enfrentados pelas agências de inteligência norte-americanas por anos: entrar em computadores que adversários, e alguns parceiros dos EUA, tentavam tornar impermeáveis à espionagem ou ataques cibernéticos", disse o jornal.

"Na maioria dos casos, o hardware de frequência de rádio precisa ser fisicamente instalado por um espião, uma fabricante ou um usuário sem intenção", acrescentou.

Alvos frequentes do programa, conhecido como Quantum, incluíam unidades militares da China, que é acusada por Washington de conduzir ataques digitais contra militares e empresas dos EUA, segundo o Times.

O jornal disse que o programa também conseguiu plantar o software em redes militares da Rússia, assim como em sistemas utilizados pela polícia e os cartéis de drogas do México, instituições de comércio da União Europeia e em aliados como Arábia Saudita, Índia e Paquistão.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Traição e brigas marcaram a criação do Twitter, revela livro

Jack Dorsey, fundador do Twitter, traiu seu sócio Noah Glass e depois foi posto para fora por Evan Williams, outro sócio, relata Nick Bilton, do New York Times

Jack Dorsey fala no evento TechCrunch Disrupt SF 2012
C. Flanigan / Getty Images
Um novo livro do jornalista Nick Bilton, do New York Times, traz revelações inéditas sobre os primórdios do Twitter. Bilton conta, por exemplo, que Jack Dorsey, fundador do Twitter, traiu seu sócio Noah Glass e depois foi posto para fora por Evan Williams, outro sócio. 

O livro, chamado “Hatching Twitter: A True Story of Money, Power, Friendship, and Betrayal” (“Criando o Twitter: uma história real de dinheiro, poder, amizade e traição”, em tradução livre) começa a ser vendido nos Estados Unidos em 5 de novembro.

Um resumo do livro foi publicado pela New York Times Magazine. Bilton traça a trajetória do Twitter desde seu início em 2006. A empresa foi fundada por quatro empreendedores: Jack Dorsey, Noah Glass, Evan Williams e Biz Stone. 

Glass, que Bilton descreve como um nerd tímido mas energético, já havia fundado antes a Odeo, startup que estava em sérias dificuldades na época. Dorsey trabalhava nela. Willians tinha criado o Blogger e ficado milionário com a venda do site para o Google. Foi ele quem financiou o Twitter em seu primeiro ano.

Dorsey requisita para si a ideia original do Twitter. Ele conta que estava reunido com os colegas numa praça em São Francisco, na Califórnia, comendo burritos. Sentou-se no escorregador de um parquinho infantil e começou a descrever o projeto. 

Mas Bilton diz que essa é só a história oficial; não a verdadeira. Segundo ele, a ideia não foi só de Dorsey e nem nasceu num parquinho infantil.

Noah Glass teve papel fundamental na fundação da rede social. Mas, depois, foi afastado da empresa por Dorsey, que também o apagou da história da empresa num gesto de estalinismo corporativo. 

O retrato de Dorsey feito por Bilton é inclemente. Ele diz que, durante anos, Dorsey se dividiu entre o empreendedorismo e sua atividade paralela como estilista de moda. Em 2006, chegou a dizer a Glass que largaria a área de tecnologia para se dedicar à moda.

Quando se tornou CEO do Twitter, Dorsey foi, muitas vezes, mais um estorvo que um líder. Pessoas que trabalharam com ele dizem que ele não tinha planos consistentes para a empresa. O Twitter falhava o tempo todo, exibindo aos usuários a famosa baleia apelidada “fail whale”. E ele parecia incapaz de apresentar soluções.

Além disso, era comum Dorsey sair da empresa e momentos críticos para ir a aulas de desenho, ioga ou moda. Em 2008, Williams deu um ultimato a ele: “Você pode ser um estilista ou o CEO do Twitter. Mas não pode ser as duas coisas”, disse.

Williams acabou forçando a saída de Dorsey da empresa. Ao sair, o fundador levou ações, 200 mil dólares em dinheiro e a promessa de que ninguém saberia que fora demitido.

Dorsey ainda considerou ir para o principal rival do Twitter, o Facebook. A possibilidade foi negociada com Mark Zuckerberg. Na verdade, diz Bilton, Zuckerberg queria comprar o Twitter. Microsoft e Google também tentaram comprar a empresa, que permaneceu independente.

Dorsey, diz Bilton, passou a construir um mito em torno de si. Reivindicava todo o crédito pela fundação da empresa. Ele nunca mencionava que o nome Twitter (originalmente “twttr”), por exemplo, fora ideia de Glass. 

Dorsey acabou voltando à empresa em 2011 como chairman executivo. Bilton diz que ele deve ganhar 500 milhões de dólares com o IPO, marcado para 15 de novembro. Já Noah Glass não receberá um único centavo.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Galaxy Gear, da Samsung, recebe mais críticas que elogios

“Ninguém vai comprar este relógio, e ninguém deveria fazê-lo”, diz o New York Times sobre o Galaxy Gear, da Samsung, que chega ao Brasil nesta semana

Relógio inteligente Galaxy Gear, da Samsung


Quando a Samsung anunciou o Galaxy Gear, há um mês, ela causou sensação. Muita gente teve a impressão de que a empresa sul-coreana estava saltando à frente de rivais como Apple, LG e Sony e assumindo a liderança do embrionário mercado de relógios inteligentes.

O Galaxy Gear chegou às lojas em diversos países nesta semana e começa a ser vendido no Brasil neste sábado. A TIM vai dá-lo de brinde para quem comprar um smartphone Galaxy Note 3 no lançamento. Entre as pessoas que o testaram, porém, o sentimento predominante é de decepção. A maioria achou interessante fazer ligações de voz falando ao relógio, como o herói dos quadrinhos Dick Tracy.

Mas praticamente todos reprovam a interface com o usuário e reclamam da escassez de aplicativos para o relógio. Uma das críticas mais negativas foi publicada pelo New York Times: “Ninguém vai comprar este relógio, e ninguém deveria fazê-lo”, afirma David Pogue, responsável pelo teste no jornal.

Embora a maioria dos testadores concorde com Pogue em maior ou menor grau, muitos veem no Gear um prenúncio de futuros modelos que poderão, finalmente, agradar ao consumidor e fazer decolar essa categoria de gadgets.

“Espere um ano ou dois até a Samsung dar um polimento nessa coisa. Você poderá estar falando com seu pulso antes que perceba”, diz Jeremy Kaplan, da Fox News. A previsão parece correta. Mas, com tantas empresas competindo nesse segmento, não há certeza de que a Samsung será a primeira a chegar lá, é claro.

E vale lembrar que o Gear é a terceira tentativa da Samsung nessa área. Antes dele houve os relógios-celulares S9110, de 2009, e SPH-WP10, de 1999. Nenhum dos dois fez sucesso. Pelo jeito, haverá outros. Vejamos alguns detalhes sobre o Galaxy Gear.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Facebook prepara aplicativo mais leve para celulares

O "Facebook for every phone" tem por objetivo alimentar o crescimento do grupo nos países emergentes, onde os telefones celulares tradicionais ainda são a regra

                                                               David Paul Morris/Bloomberg
Smartphone com acesso ao Facebook

O gigante americano das redes sociais, Facebook, prepara um aplicativo mais leve para os telefones celulares clássicos, "Facebook for every phone" (Facebook para todos os telefones), informou no domingo o New York Times em seu site.
O aplicativo, que exige menos dados informáticos que os aplicativos atuais do Facebook para Android ou iPhone, deve permitir que os detentores de telefones celulares clássicos tenham acesso ao Facebook de seu telefone, como fazem atualmente as pessoas que possuem smartphones, disse o jornal.
Segundo o New York Times, o Facebook deve anunciar em breve os resultados deste projeto, no qual trabalha há dois anos.
O "Facebook for every phone" tem por objetivo alimentar o crescimento do grupo nos países emergentes, onde os telefones celulares tradicionais ainda são a regra, enquanto o crescimento dos utilizadores da rede social está se estancando nos países desenvolvidos.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Apple negocia com LG encomenda de telas para o iTV, diz site

Relatos indicam que a Apple se prepara para encomendar as telas para seu televisor enquanto negocia acordos com estúdios de TV

Apple TV

Os rumores sobre o iTV, o mítico televisor que a Apple estaria desenvolvendo, voltaram com força hoje. O noticiário taiwanês Digitimes diz que a Apple pode comprar as telas para o iTV da LG e da Sharp. E o New York times traz mais notícias sobre as negociações da Apple com provedores de conteúdo televisivo.
Segundo o Digitimes, a Apple procura um fornecedor para telas na elevada resolução 4K Ultra HD, de 55 e 65 polegadas. A empresa estaria negociando há algum tempo com LG e Sharp. É uma notícia a ser vista com cautela dado o índice de erros relativamente alto do noticiário.
Se for verdadeira, ela indica que a Apple pretende mesmo lançar um televisor, provavelmente em 2014. Considerando que a empresa ainda está buscando fornecedores, parece não haver tempo suficiente para começar a vender o iTV já neste ano.
Mesmo sem um televisor completo, a Apple tem avançado. O Apple TV, aparelhinho que recebe conteúdo via internet à venda desde 2007, chegou a ser descrito como “um hobby” por Steve Jobs. Mas, com 13 milhões de unidades vendidas, ele se transformou num negócio sério.
New York Times diz que a Apple continua negociando com estúdios de TV como Time Warner e Disney para ampliar a oferta de conteúdo no Apple TV. O objetivo seria oferecer apps que tornem fácil ir diretamente ao conteúdo dessas empresas.
No mês passado, o Apple TV ganhou apps para os programas da HBO e da ESPN. Mas eles só funcionam para quem já tem assinaturas de TV paga que incluem esses canais. Para o New York Times, isso mostra que a Apple desistiu de competir com as empresas de TV paga e passou a cooperar com elas.
Nesta semana, a jornalista americana Jessica Lessin, que acompanha a questão, escreveu em seu blog que a Apple desenvolve um recurso que vai permitir pular os anúncios em programas sob demanda. Seria parte de uma versão “premium” de seu serviço de TV.
O usuário pagaria à Apple para ter esse e outros recursos extras. E a empresa compensaria as emissoras pagando a elas pelos comerciais não exibidos. É algo que certamente agradaria aos consumidores, mas que pode aterrorizar as emissoras. “É uma ideia arriscada”, resume Jessica.O investimento da Apple em televisão - assim como no iWatch, o relógio inteligente que, segundo relatos, a empresa também desenvolve - é uma tentativa de encontrar o próximo produto revolucionário com a marca da maçã. O último deles, o iPad, já está no mercado há mais de três anos.
O mundo espera um televisor da Apple desde 2011, quando foi publicada a biografia autorizada de Steve Jobs, escrita por Walter Isaacson. O biógrafo diz que Jobs “queria fazer pelos televisores o que havia feito pelos computadores, players de música e celulares: torná-los simples e elegantes”.
Isaacson cita o fundador da Apple dizendo: “Eu gostaria de criar um televisor integrado totalmente fácil de usar. Ele trabalharia em sincronismo perfeito com todos os dispositivos eletrônicos do usuário e com o iCloud”.
A ideia de Jobs era que as pessoas não precisassem mais usar meia dúzia de controles remotos cheios de botões para comandar os aparelhos na sala. “Ele terá a mais simples interface com o usuário que você puder imaginar. Eu finalmente resolvi isso”, disse Jobs. 
Esta última frase (“I finally cracked it” no original em inglês) é que deu a entender que o iTV estaria muito perto de virar realidade. Mas um ano e meio se passou e nada aconteceu. Assim, se Jobs achava que havia resolvido a questão do televisor, ao que parece, ele estava enganado.