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segunda-feira, 30 de junho de 2014

1º smartphone antiespionagem começa a chegar aos consumidores

Divulgação
Consumidores que encomendaram seus Blackphones no começo do ano começaram a receber seus dispositivos. Segundo a PEC Tecnologies, empresa responsável pelo desenvolvimento e construção do produto, o primeiro lote de celulares já está sendo entregue.

O aparelho roda uma versão modificada do Android chamada PrivatOS e promete total privacidade ao usuário. À venda por US$ 629, ele tem tela de 4,7 polegadas, processador quad-core de 2 GHz, câmera traseira de 8 MP e frontal de 5 MP, 16 GB de memória interna e 1GB de memória RAM. Seu sistema blindado possibilita a realização de chamadas de voz e vídeo criptografadas, navegação na web anônima e armazenamento dos arquivos em uma nuvem privada.

O smartphone foi lançado oficialmente no Mobile World Congress no início do ano. Nos meses seguintes, a quantidade de produtos disponibilizados para pré-venda se esgotou. Quem estiver interessado em adquirir um Blackphone deve esperar até 14 de julho, quando as vendas serão reabertas.

A novidade agora é que consumidores de outros países poderão encomendar seus celulares, graças a parcerias com empresas de transporte internacionais.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Mídia chinesa pede 'punição severa' a Google, Apple e outras empresas dos EUA

TaylaLyell1979/Flickr.com
A mídia estatal chinesa criticou Google, Apple e outras companhias de tecnologia norte-americanas nesta quarta-feira, e pediu a Pequim "punição severa aos peões" do governo dos Estados Unidos por monitorarem a China e roubarem segredos.

Companhias dos EUA tais como Yahoo, Cisco Systems, Microsoft e Facebook ameaçam a segurança cibernética da China e seus usuários de Internet, disse o jornal Diário do Povo em seu microblogue, em comentários replicados na primeira página do jornal em inglês China Daily.

Não ficou claro o que provocou a mais recente acusação, nem qual informação as empresas norte-americanas teriam roubado. Mas a mídia chinesa tem atacado empresas de tecnologia dos EUA com frequência por colaborarem com a espionagem do governo dos EUA desde a divulgação de amplos programas de espionagem, entre eles o Prism, pelo ex-prestador de serviço da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla em inglês) Edward Snowden.

Sob o Prism, a NSA recolheu dados de companhias como Google e Apple, de acordo com vazamentos de Snowden feitos há um ano.

Empresas estatais chinesas vêm desde então preterido os serviços de companhias dos EUA como IBM, Oracle e Cisco a favor do uso de tecnologia doméstica. Em consequência, as revelações de Snowden podem causar bilhões de dólares em perdas para as empresas norte-americanas, dizem analistas.

"Companhias dos EUA, incluindo a Apple, Microsoft, Google, Facebook e etc. estão todas coordenadas com o programa Prism para monitorar a China", disse o Diário do Povo em seu microblogue oficial.

"Para resistir à hegemonia cega da Internet, vamos esboçar regulamentos internacionais e fortalecer as garantias de tecnologia, mas vamos também punir severamente os peões do vilões. A prioridade é fortalecer as penalidades e as punições. Qualquer um que roube nossas informações, mesmo que estejam longe, nós precisamos puni-los!", disse a publicação.

A Microsoft se negou a comentar de imediato. Facebook, Yahoo, Apple e Cisco não estavam imediatamente disponíveis ao serem procuradas pela Reuters por telefone e email.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Com medo de espionagem, Rússia abandona iPad.

Por Kim Avila.

Após denúncias de espionagem, governo russo adota Galaxy tab.


Quando vieram a público as acusações de espionagem por parte do governo estadunidense, não somente pessoas comuns, como nós, mas também diversos governos também não gostaram da ideia de serem espionados. Atitudes são tomadas todas as horas para combater esse problema. 

A mais recente, veio do governo da Rússia. Vladimir Putin resolveu trocar totalmente a linha de tablets usadas, oficialmente, em seu governo.

E a escolhida da vez, foi a empresa coreana Samsung. Com tantos modelos no mercado, essa escolha não foi ao acaso. Devido a empresa coreana ter criado um sistema de segurança exclusivo, fornecido por eles.

Mas a quem diga que não é o medo da espionagem que fez Putin tomar essa decisão. Há rumores de que devido as recentes sanções norte americanas à Rússia, eles estaria fazendo um "boicote" as empresas do país!

Qual das duas hipóteses é a verdadeira, não sabemos. Mas com essa decisão os russos, podemos nos perguntar se essa alternativa contra a espionagem estadunidense será adotada por mais países em breve.

sexta-feira, 14 de março de 2014

#Xatiado, Zuckerberg liga para Obama e expressa sua frustração com a espionagem!

Por Kim Avila
Reprodução/Business Insider
Quando Edward Snowden vazou informações de que a NSA estava espionado tudo e todos, a grande maioria das pessoas, senão todas, que utilizam a internet, ficaram extremamente preocupadas, e irritadas com tal atitude! Se fosse possível, essas pessoas, ligariam pessoalmente para o presidente dos Estados Unidos e reclamaria diretamente a fonte! Mas como isso não é possível, muitas reclamam via Facebook!

Mark Zuckerberg, criador do Facebook, talvez representando todos seus usuários, fez isso! Ligou diretamente para Barack Obama, e fez um "desabafo" que muitos gostariam de fazer!

Em seu perfil do Facebook, Zuckerberg, postou uma explicação de como ele se sente a respeito da espionagem!

Nessa postagem, Zuckerberg, diz: "Para manter a internet forte, precisamos mante-la segura. Por isso, que no Facebook, gastamos uma boa parte de nossas energias, para fazer nossos serviços e a internet toda, cada vez mais segura. ... A internet funciona, porque, a maioria das pessoas e empresas, fazem o mesmo! Trabalhamos juntos, para criar um ambiente mais seguro, e transformar nosso espaço de compartilhamento melhor para o mundo"

Ele não revelou o conteúdo completo da conversa, mas disse “Eu liguei para o presidente Obama para expressar minha frustração sobre o dano que o governo está criando para todo o nosso futuro. Infelizmente, parece que vai levar bastante tempo para uma reforma completa e verdadeira acontecer”!

E para terminar o post, Zuckerberg, passou uma menssagem motivacional: "Cabe a nós -todos nós- contruir a internet que queremos! juntos podemos construir um espaço maior e melhor do que nós temos hoje. Estou comprometido em ver isso acontecer, e você pode contar com o Facebook para fazer sua parte!"

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Empresa anuncia smartphone Android anti-monitoramento

O smartphone roda uma versão modificada do sistema móvel do Google que tem o codinome de Private OS

Divulgação
Uma startup espanhola anunciou nesta quarta-feira (15) um smartphone com sistema Android que não pode ser monitorado por agências de inteligência, como a NSA, dos Estados Unidos. Chamado Blackphone, o aparelho será apresentado oficialmente durante o Mobile World Congress 2014, evento de tecnologia que acontece em fevereiro, em Barcelona, Espanha.

O smartphone roda uma versão modificada do sistema móvel do Google que tem o codinome de Private OS. Ele será independente de operadoras de telefonia e da própria fabricante. Vale lembrar que muitos dos dados pessoais foram obtidos pela NSA após uma solicitação feita às empresas de tecnologia.

A promessa da empresa é que, devido ao novo sistema, será possível fazer e receber ligações de forma segura.

O Blackphone também promete segurança na hora de enviar mensagens de texto e vídeo, bem como privacidade quanto aos arquivos que estão armazenados na memória do aparelho.

O projeto foi idealizado por Phil Zimmermann, da companhia Silent Circle, em parceria com a startup espanhola Geeksphone, que foi a responsável pela criação de aparelhos com o sitema Firefox OS para desenvolvedores.

Há uma página oficial de cadastro para pessoas interessadas em saber mais sobre o novo produto, mas o preço e a data de lançamento ainda não foram divulgadas. A pré-venda, no entanto, começa junto com o Mobile World Congress, em 24 de fevereiro.


quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

NSA instalou software em computadores do mundo todo, diz NYT

Software pode servir de caminho para ataques cibernéticos

Getty Images
A Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla em inglês) colocou um software em quase 100.000 computadores ao redor do mundo que a possibilita realizar operações de vigilância nesses equipamentos e pode servir de caminho para ataques cibernéticos, revelou o jornal New York Times na terça-feira.

A NSA plantou o software na maioria dos casos por meio de acesso a redes de computadores, mas também usou uma tecnologia secreta que possibilita a invasão de computadores que não estão conectados à Internet, disse o jornal, citando autoridades dos EUA, especialistas em computação e documentos vazados pelo ex-prestador de serviço da NSA Edward Snowden.

O Times disse que a tecnologia está em uso desde pelo menos 2008 e utiliza um canal secreto de ondas de rádio transmitidas de minúsculas placas de circuito e cartões USB secretamente inseridos nos computadores.

"A tecnologia de frequência de rádio ajudou a resolver um dos maiores problemas enfrentados pelas agências de inteligência norte-americanas por anos: entrar em computadores que adversários, e alguns parceiros dos EUA, tentavam tornar impermeáveis à espionagem ou ataques cibernéticos", disse o jornal.

"Na maioria dos casos, o hardware de frequência de rádio precisa ser fisicamente instalado por um espião, uma fabricante ou um usuário sem intenção", acrescentou.

Alvos frequentes do programa, conhecido como Quantum, incluíam unidades militares da China, que é acusada por Washington de conduzir ataques digitais contra militares e empresas dos EUA, segundo o Times.

O jornal disse que o programa também conseguiu plantar o software em redes militares da Rússia, assim como em sistemas utilizados pela polícia e os cartéis de drogas do México, instituições de comércio da União Europeia e em aliados como Arábia Saudita, Índia e Paquistão.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Espionagem: gigantes da internet pressionam Obama por nova legislação

757 Live/Flickr.com
Microsoft, Google, Apple, Facebook, LinkedIn, Yahoo!, AOL, Twitter: oito gigantes da internet pediram nesta segunda-feira ao presidente Barack Obama que limite as práticas de vigilância, depois que revelações do ex-consultor da NSA Edward Snowden abalaram seriamente a confiança dos usuários.

"Nós compreendemos que os governos têm o dever de proteger seus cidadãos. Mas as revelações deste verão (hemisfério norte) demonstram a necessidade urgente de reformar as práticas de vigilância dos governos em escala mundial", afirmam em uma carta aberta ao presidente dos Estados Unidos e aos membros do Congresso publicada em um site 'ad hoc'.

As escandalosas revelações do ex-consultor da Agência de Segurança Nacional (NSA) americana destacaram o alcance do PRISM, programa secreto de vigilância que envolve milhões de comunicações eletrônicas em todo o mundo.

Snowden também divulgou evidências de que a NSA poderia decodificar certos sistemas de comunicação criptografados, um procedimento no qual se baseiam várias soluções de segurança informática.

"Estamos focados na segurança dos dados de nossos usuários, utilizando as últimas tecnologias de criptografia para evitar qualquer vigilância não autorizada de nossas redes" e passando por uma peneira os pedidos do governo de dados dos usuários "para garantir que sejam legais e sensatos a respeito de seu alcance", destacam as empresas.

"O equilíbrio em muitos países oscila de forma excessiva a favor do Estado em detrimento dos direitos individuais, direitos que estão inscritos em nossa Constituição. Isto afeta as liberdades que tanto queremos. É hora de mudar", acrescentam.

Restaurar a confiança

Na semana passada, a Microsoft anunciou que adotaria a criptografia para os dados trocados em suas redes informáticas, motivada por "sérias preocupações" a respeito da vigilância do governo americano, seguindo os passos de Google, Yahoo! e inclusive do Twitter, que aumentou no fim de novembro o nível de segurança para dificultar as tentativas de espionagem.

"As pessoas não querem utilizar uma tecnologia na qual não confiam. Os governos colocaram em perigo esta confiança e os governos devem restaurá-la", afirma Brad Smith, vice-presidente executivo da Microsoft, citado na carta publicada no endereço http://reformgovernmentsurveillance.com.

Os oito signatários "pedem ao Congresso americano que mudem as leis de vigilância, com o objetivo de garantir a transparência e a responsabilidade que envolve as ações do governo", nas palavras de Marissa Mayer, presidente do Yahoo!.

Os grupos exigem do governo americano "autorização para publicar o nome e o tipo de solicitações relacionadas com informações dos usuários", assim como "restringir sua vigilância a usuários específicos, com base em ações legais, e que não obtenham informação a granel de dados de comunicações".

Também acreditam que na busca de informações, as agências de segurança "devem atuar em um marco legal claro" e que devem fazer o possível para evitar os "conflitos" entre países, estabelecendo, por exemplo, um tratado de assistência judicial mútua durante a demanda de informações entre diferentes jurisdições.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Tor pode deixar a internet toda invisível a espiões

Reprodução
Enquanto o pessoal que trabalha na construção do HTTP 2 tenta fazer com que toda a internet seja criptografada de forma padrão, há quem pense que a rede deveria adotar o esquema de distribuição de acessos do Tor, o que deixaria praticamente todos os internautas no escuro para os espiões.

O Tor é a principal via de acesso à deep web, camada da rede que não pode ser indexada por buscadores. Além disso, ele provê navegação anônima ao criar vários pontos de acesso entre o internauta e o site: a página fica sabendo de onde veio o último nó, mas não o anterior, ou o anterior a este. Esse princípio é o que alguns consideram ideal para transformar a internet toda em um espaço livre de monitoramento.

Stephen Farrel, cientista da computação da Trinity College, em Dublin, disse à revista digital do MIT que o Tor não deveria operar como uma ferramenta separada, como é hoje. E a solitiação vem sendo analisada, pois Andrew Lewman, diretor-executivo do Tor, afirmou que a organização considera a criação de um padrão para o serviço que possa ser adotado em grande escala.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Microsoft quer criptografar seu tráfego na web

Empresa decidiu reforçar segurança depois do escândalo datagate

EPA
À luz do escândalo datagate, depois de Google, Facebook e Yahoo!, agora é a vez da Microsoft intensificar os esforços para criptografar seu tráfico na internet. As informações são do jornal Washington Post.

Segundo a publicação norte-americana, nos documentos de Edward Snowden sobre o sistema de espionagem da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês) havia informações sobre a companhia, em particular em relação aos produtos Hotmail e Windows Live Messenger. A diretoria da empresa deve reunir-se ainda nesta semana para decidir qual método de segurança será adotado e quando.

Mas não somente as gigantes da tecnologia estão tentando aumentar suas barreiras de segurança. Os internautas também se equipam como podem, utilizando aplicações como Wickr, que "protege" as informações com um mecanismo de autodestruição de mensagens. Há alguns dias, o CEO da Wickr, Nico Sell, disse ao Financial Times que o aplicativo, lançado em 2012, teve o número de downloads mais do que duplicado depois do escândalo do datagate.

Gmail na Rússia

O Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB, na sigla em russo) recomendou a seus funcionários administrativos que não usem serviços de mensagens estrangeiros, principalmente o Gmail, do Google. A decisão foi tomada depois das revelações de Edward Snowden, que recebeu asilo político no país, segundo o jornal russo Izvestia.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Zuckerberg diz que EUA estragaram tudo com espionagem

O presidente do Facebook disse esperar que o governo americano torne suas decisões mais transparentes

David Paul Morris/Bloomberg
O governo dos Estados Unidos “realmente estragou tudo” realizando programas de vigilância que aborreceram líderes estrangeiros e céticos locais, disse o presidente da Facebook, Mark Zuckerberg, em uma entrevista à TV.

“Eles continuam estragando tudo de certa forma. Eu espero que se tornem mais transparentes”, disse Zuckerberg, de 29 anos, em uma entrevista ao programa “This Week” da ABC, transmitida em 23 de novembro.

“Essas coisas sempre estão em equilíbrio, sobre fazer as coisas certas e também ser claro e contar às pessoas sobre o que se está fazendo”.

A Agência Nacional de Segurança (NSA) está enfrentando questionamentos no Congresso e no exterior devido às revelações de que espionou líderes estrangeiros, grampeou cabos de fibra ótica no exterior e reuniu e-mails e registros telefônicos de americanos inocentes.

A maioria das revelações foi exposta por Edward Snowden, o ex-contratado da NSA que continua na Rússia sob asilo temporário.

Zuckerberg, cuja companhia de redes sociais sediada em Menlo Park, Califórnia, realizou sua abertura de capital em maio de 2012, investiu boa parte dos últimos doze meses envolvendo-se em questões políticas, desde a educação em Nova Jersey até o desenvolvimento de infraestrutura na África.

Em abril, ele anunciou a formação de um grupo de advocacia chamado FWD.us para fazer lobby por mudanças na política imigratória dos EUA, maiores padrões acadêmicos e investimentos na pesquisa científica.

“O futuro da nossa economia é uma economia de conhecimentos, o que significa que trazer as pessoas mais talentosas para este país é a coisa mais importante que podemos fazer para garantir que as companhias de amanhã sejam fundadas aqui”, disse Zuckerberg, cuja fortuna estimada de US$ 22,6 bilhões o coloca no 32° lugar no Índice de Bilionários da Bloomberg dos indivíduos mais ricos do mundo, na entrevista à ABC.

Concepções erradas sobre os não documentados

sábado, 23 de novembro de 2013

NSA infectou computadores brasileiros, diz relato

Para espionar, a NSA contaminou com malware 50 mil redes de computadores em dezenas de países, incluindo o Brasil, diz um documento vazado por Edward Snowden

Divulgação
A Agência de Segurança Nacional americana (NSA) contaminou 50 mil redes de computadores em dezenas de países, incluindo o Brasil. A informação é de um slide de apresentação vazado por Edward Snowden e publicado pela agência de notícias holandesa NRC

Segundo o noticiário, a NSA usou um programa maligno, que foi inoculado em computadores para furtar informações deles. O slide publicado mostra um mapa com pontos onde esse tipo de ação teria sido realizado.

Curiosamente, no Brasil, os pontos assinalados parecem se concentrar nas regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste, deixando livres o Sul e Sudeste. É possível que quem desenhou o mapa não tenha se preocupado em posicionar os marcadores de forma precisa, distribuindo-os de forma um tanto descuidada pelo país.

NSA
Não é a primeira vez que afloram informações sobre o uso de malware pela NSA. O site oficial da agência tem uma página que menciona suas operações de ciberguerra. Ela lista três tipos de ação: ataque direto a redes de computadores, defesa contra ataques e invasão de redes.

Este último tipo é descrito assim: “Ações de apoio e coleta de informações por meio de redes de computadores que exploram dados obtidos de sistemas de informação de alvos ou inimigos”. É uma descrição confusa, mas compatível com o emprego de programas malignos para obter informações.

Em agosto, o jornal Washington Post publicou uma reportagem sobre uma divisão da NSA chamada Tailored Access Operations (TAO). Esse departamento teria uma tropa de elite de 600 hackers dedicados a operações de ciberguerra.

O jornal cita informações de ex-agentes da NSA. Um deles diz ter comandado uma equipe de 14 hackers que realizaram 54 mil invasões para a agência. Se o número for verdadeiro, imagine quantos ataques devem fazer os 600 agentes da TAO.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Eu avisei, diz Maddog a Dilma sobre espionagem da NSA

O evangelista do software livre Jon “Maddog” Hall diz que há anos vem alertando o governo brasileiro sobre a espionagem da NSA

Jon "Maddog" Hall fala na Campus Party 2011, em São Paulo
Divulgação / Campus Party
O evangelista do software livre Jon “Maddog” Hall tem um recado para Dilma Rousseff sobre a espionagem da NSA: “Desculpe-me por dizer isto mas, eu avisei”, diz, numa carta aberta à presidente.

O americano Maddog é diretor executivo da Linux International, organização que divulga o software livre. Ele esteve diversas vezes no Brasil participando de congressos.

“Durante pelo menos os últimos dez anos, falei a pessoas ao redor do mundo que eu amo meu país. Mas, se você não vive em meu país, qualquer dado armazenado em meu país ou que passe perto das fronteiras do meu país não é realmente privado”, diz ele.

Maddog diz que a raiz do problema está no chamado Ato Patriótico, de 2001, instituído em reação ao ataque de 11 de setembro. O ato deu poderes quase irrestritos aos arapongas americanos para espionar pessoas com o objetivo de combater o terrorismo. 

“Comecei a sentir certo frio na espinha. Eu sabia que esse poder amplo e descontrolado não era o que os patriotas que fundaram nosso país pretendiam. Na verdade, é o oposto”, comenta ele.

Para Maddog a disseminação da computação em nuvem só piora as coisas. “Nuvens vão esconder o software do controle das pessoas e torná-las ainda mais dependentes das grandes empresas de serviços online baseadas nos Estados Unidos”, afirma.

Sua receita para resolver o problema é criar serviços locais com base em software livre. Isso, em sua visão, daria ao país mais independência tecnológica, mais controle sobre as informações críticas e mais privacidade. Ele também prega o uso de hardware aberto fabricado no país. 

Maddog já tem um projeto para isso: “O plano é um de que venho falando nos últimos três anos. É chamado Projeto Cauã e temos trabalhado duro para realizá-lo.”

Ele reclama que os brasileiros não têm dado atenção ao que ele diz: “Dizer que fomos recebidos com falta de cooperação tanto do governo brasileiro (federal, estadual e local) como da indústria brasileira é pouco.”

Nas próximas semanas, Maddog virá divulgar seu plano em duas palestras em Foz do Iguaçu e uma em Brasília. Ele tem esperança de que Dilma mande alguém do governo para ouvi-lo e discutir o projeto.

Considerando que o governo já trabalha num sistema de comunicações próprio com foco na privacidade, é possível que algumas de suas ideias encontrem respaldo. Mas isso é na esfera governamental.

Fora dela, as chances de o plano de Maddog avançar são muito menores. Afinal, não deve haver muitos cidadãos comuns interessados em trocar Google e Facebook por serviços locais construídos com software livre.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Rússia usa máquina de escrever para driblar espionagem

Segundo jornal, Serviço de Proteção Federal da Rússia está precisando de pelo menos 20 máquinas, estando disposto a pagar US$ 750 por cada

Máquina de escrever

O Serviço de Proteção Federal da Rússia (FSO, na sigla em russo) está precisando de pelo menos 20 máquinas de escrever com o objetivo de contornar a espionagem eletrônica dos Estados Unidos, informa o jornal Izvestia.

De acordo com o periódico, o FSO, uma das agências governamentais a sucederem a KGB após a extinção da União Soviética, está disposto a pagar o equivalente a até US$ 750 por máquina de escrever. Uma encomenda de 20 máquinas Triumph Adler foi autorizada nos últimos dias.
O FSO considerou necessário recorrer às máquinas de escrever depois da revelação da amplitude dos programas de espionagem eletrônica da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla em inglês) feitas pelo ex-agente norte-americano Edward Snowden. Os vazamentos de informação realizados pelo WikiLeaks nos últimos anos também foram levados em consideração pela FSO.
O Izvestia informa que máquinas de escrever já foram utilizadas para redigir rascunhos de alguns documentos oficiais e de informes ao presidente da Rússia, Vladimir Putin.
O FSO não se pronunciou sobre o teor da reportagem.