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quarta-feira, 4 de junho de 2014

Holanda descobre como fazer a datação das impressões digitais

CPOA/ Flickr.com
O Instituto Médico Legal holandês anunciou nesta quarta-feira que já pode fazer a datação com precisão das impressões digitais, uma importante descoberta que permitirá determinar a idade das digitais deixadas na cena de um crime.

"É uma descoberta muito importante", assegura Marcel de Puit, pesquisador do IML e especialista em impressões digitais, enfatizando que se trata de um achado mundial inédito.

"A polícia geralmente nos pede para datar as impressões achadas na cena de um crime. Poder datar as impressões permite determinar quando um potencial suspeito se encontrava no local do crime ou que impressões são pertinentes ou não para uma investigação", acrescenta.

Quando uma pessoa toca um objeto, deixa uma impressão, a marca de sua pele, que é constituída por suor e gordura, além de colesterol, aminoácidos e proteínas.

"Os componentes químicos destas impressões podem ser analisadas. Algumas desaparecem com o tempo e é a proporção desses elementos químicos em relação aos outros que permite datar a impressão", explica.

Se as condições de conservação da impressão forem conhecidas - o calor e o frio terão uma diferente influência nos componentes químicos -, será possível datá-la com certa exatidão, com uma margem de um ou dois dias, e isso até 15 dias depois de ter sido deixada. Além desse tempo, este método é ineficaz", concluiu.

Matéria publicada em http://www.afp.com/pt/node/2468295

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Espionagem: gigantes da internet pressionam Obama por nova legislação

757 Live/Flickr.com
Microsoft, Google, Apple, Facebook, LinkedIn, Yahoo!, AOL, Twitter: oito gigantes da internet pediram nesta segunda-feira ao presidente Barack Obama que limite as práticas de vigilância, depois que revelações do ex-consultor da NSA Edward Snowden abalaram seriamente a confiança dos usuários.

"Nós compreendemos que os governos têm o dever de proteger seus cidadãos. Mas as revelações deste verão (hemisfério norte) demonstram a necessidade urgente de reformar as práticas de vigilância dos governos em escala mundial", afirmam em uma carta aberta ao presidente dos Estados Unidos e aos membros do Congresso publicada em um site 'ad hoc'.

As escandalosas revelações do ex-consultor da Agência de Segurança Nacional (NSA) americana destacaram o alcance do PRISM, programa secreto de vigilância que envolve milhões de comunicações eletrônicas em todo o mundo.

Snowden também divulgou evidências de que a NSA poderia decodificar certos sistemas de comunicação criptografados, um procedimento no qual se baseiam várias soluções de segurança informática.

"Estamos focados na segurança dos dados de nossos usuários, utilizando as últimas tecnologias de criptografia para evitar qualquer vigilância não autorizada de nossas redes" e passando por uma peneira os pedidos do governo de dados dos usuários "para garantir que sejam legais e sensatos a respeito de seu alcance", destacam as empresas.

"O equilíbrio em muitos países oscila de forma excessiva a favor do Estado em detrimento dos direitos individuais, direitos que estão inscritos em nossa Constituição. Isto afeta as liberdades que tanto queremos. É hora de mudar", acrescentam.

Restaurar a confiança

Na semana passada, a Microsoft anunciou que adotaria a criptografia para os dados trocados em suas redes informáticas, motivada por "sérias preocupações" a respeito da vigilância do governo americano, seguindo os passos de Google, Yahoo! e inclusive do Twitter, que aumentou no fim de novembro o nível de segurança para dificultar as tentativas de espionagem.

"As pessoas não querem utilizar uma tecnologia na qual não confiam. Os governos colocaram em perigo esta confiança e os governos devem restaurá-la", afirma Brad Smith, vice-presidente executivo da Microsoft, citado na carta publicada no endereço http://reformgovernmentsurveillance.com.

Os oito signatários "pedem ao Congresso americano que mudem as leis de vigilância, com o objetivo de garantir a transparência e a responsabilidade que envolve as ações do governo", nas palavras de Marissa Mayer, presidente do Yahoo!.

Os grupos exigem do governo americano "autorização para publicar o nome e o tipo de solicitações relacionadas com informações dos usuários", assim como "restringir sua vigilância a usuários específicos, com base em ações legais, e que não obtenham informação a granel de dados de comunicações".

Também acreditam que na busca de informações, as agências de segurança "devem atuar em um marco legal claro" e que devem fazer o possível para evitar os "conflitos" entre países, estabelecendo, por exemplo, um tratado de assistência judicial mútua durante a demanda de informações entre diferentes jurisdições.