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quarta-feira, 4 de junho de 2014

Holanda descobre como fazer a datação das impressões digitais

CPOA/ Flickr.com
O Instituto Médico Legal holandês anunciou nesta quarta-feira que já pode fazer a datação com precisão das impressões digitais, uma importante descoberta que permitirá determinar a idade das digitais deixadas na cena de um crime.

"É uma descoberta muito importante", assegura Marcel de Puit, pesquisador do IML e especialista em impressões digitais, enfatizando que se trata de um achado mundial inédito.

"A polícia geralmente nos pede para datar as impressões achadas na cena de um crime. Poder datar as impressões permite determinar quando um potencial suspeito se encontrava no local do crime ou que impressões são pertinentes ou não para uma investigação", acrescenta.

Quando uma pessoa toca um objeto, deixa uma impressão, a marca de sua pele, que é constituída por suor e gordura, além de colesterol, aminoácidos e proteínas.

"Os componentes químicos destas impressões podem ser analisadas. Algumas desaparecem com o tempo e é a proporção desses elementos químicos em relação aos outros que permite datar a impressão", explica.

Se as condições de conservação da impressão forem conhecidas - o calor e o frio terão uma diferente influência nos componentes químicos -, será possível datá-la com certa exatidão, com uma margem de um ou dois dias, e isso até 15 dias depois de ter sido deixada. Além desse tempo, este método é ineficaz", concluiu.

Matéria publicada em http://www.afp.com/pt/node/2468295

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Computadores podem parar de contar o tempo em 2038

Alguns sistemas operacionais só conseguem contar o tempo até 19 de janeiro de 2038. E isso pode se tornar um problema.

Felipe Wiecheteck / Stock Xchng
Em 2038, computadores e outros dispositivos eletrônicos em todo o mundo podem parar de contar o tempo. Embora pareça simples, o problema pode ter sérias consequências.

"Crônometros podem parar de funcionar, lembretes de eventos podem não ser enviados e atualizações ou backups agendados podem não acontecer", afirmou Jonathan Smith, professor da Universidade da Pensilvânia, em entrevista ao Business Insider.

A origem do problema está no Unix, sistema operacional criado na década de 1970 que inspirou o Windows e outros sistemas desenvolvidos depois dele.

O Unix tem um formato de registro de tempo muito limitado. E esse formato é usado também em outros sistemas. Em função disso, diversos gadgets e softwares vão precisar passar por uma atualização nos próximos 24 anos.

Problema

Quando criaram o Unix, os programadores optaram por contar o tempo em segundos a partir das 12h no UTC (um horário internacional de referência) do dia 1º de janeiro de 1970. 

Para isso, eles usaram um número de 32 bits. Com ele, é possível contar até 2.147.483.647 segundos.

Somados à hora a partir da qual a contagem começou, esses segundos nos levam ao horário de 3h14 UTC de 19 de janeiro de 2038.

Nesse momento, todos os gadgets e programas de computador que registram o tempo dessa forma devem reiniciar a contagem.

Teoricamente, devem voltar a marcar a hora partir da qual a contagem começou. Alguns deles entenderiam que estaríamos, de novo, em 1º de janeiro de 1970.

A solução para o problema é que, até 2038, todos os computadores estejam registrando o tempo com um número de 64 bits - que é capaz de contabilizar uma quantidade de segundos equivalente a mais de 290 bilhões de anos.

Corrida contra o tempo