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sexta-feira, 23 de maio de 2014

Computadores podem parar de contar o tempo em 2038

Alguns sistemas operacionais só conseguem contar o tempo até 19 de janeiro de 2038. E isso pode se tornar um problema.

Felipe Wiecheteck / Stock Xchng
Em 2038, computadores e outros dispositivos eletrônicos em todo o mundo podem parar de contar o tempo. Embora pareça simples, o problema pode ter sérias consequências.

"Crônometros podem parar de funcionar, lembretes de eventos podem não ser enviados e atualizações ou backups agendados podem não acontecer", afirmou Jonathan Smith, professor da Universidade da Pensilvânia, em entrevista ao Business Insider.

A origem do problema está no Unix, sistema operacional criado na década de 1970 que inspirou o Windows e outros sistemas desenvolvidos depois dele.

O Unix tem um formato de registro de tempo muito limitado. E esse formato é usado também em outros sistemas. Em função disso, diversos gadgets e softwares vão precisar passar por uma atualização nos próximos 24 anos.

Problema

Quando criaram o Unix, os programadores optaram por contar o tempo em segundos a partir das 12h no UTC (um horário internacional de referência) do dia 1º de janeiro de 1970. 

Para isso, eles usaram um número de 32 bits. Com ele, é possível contar até 2.147.483.647 segundos.

Somados à hora a partir da qual a contagem começou, esses segundos nos levam ao horário de 3h14 UTC de 19 de janeiro de 2038.

Nesse momento, todos os gadgets e programas de computador que registram o tempo dessa forma devem reiniciar a contagem.

Teoricamente, devem voltar a marcar a hora partir da qual a contagem começou. Alguns deles entenderiam que estaríamos, de novo, em 1º de janeiro de 1970.

A solução para o problema é que, até 2038, todos os computadores estejam registrando o tempo com um número de 64 bits - que é capaz de contabilizar uma quantidade de segundos equivalente a mais de 290 bilhões de anos.

Corrida contra o tempo

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Mouse de Steve Jobs é encontrado em cápsula do tempo perdida

Mouse deixado por Jobs em uma cápsula do tempo que ficou três décadas perdida foi finalmente retirado de dentro do tubo junto com outros itens

Jovem Steve Jobs
Divulgação
Na semana passada, a equipe do programa “Diggers” (Escavadores), veiculado no canal da National Geographic, conseguiu encontrar a “Cápsula do Tempo de Steve Jobs”, perdida há 30 anos em algum lugar da cidade de Aspen, nos EUA. A boa notícia é que um dos itens mais procurados foi encontrado em bom estado: o mouse que Steve Jobs usava no Lisa, um dos primeiros computadores da Apple.

A cápsula do tempo foi enterrada nos idos de 1983, durante cerimônia de encerramento de uma conferência de design da qual o ex-CEO da Apple participou. Na época, foi solicitado que cada um dos palestrantes escolhesse um objeto para ser colocado dentro do tubo que foi em seguida coberto por terra.

A ideia original era a de desenterrar a tal cápsula em 2000, mas, por motivos desconhecidos, isto não foi feito. Anos depois, quando a organização finalmente decidiu procurá-la, perceberam que não mais sabiam a sua localização exata. Mas aí a equipe do “Diggers” entrou na jogada.

A cápsula foi finalmente encontrada e desenterrada na semana passada. Na ocasião, a equipe notou que não poderia retirar os objetos de dentro do tubo imediatamente, uma vez que, depois de três décadas embaixo da terra, a condição dos itens era desconhecida.

De acordo com o site CNET, que cobriu com afinco o processo de busca e abertura da “Cápsula do Tempo de Steve Jobs”, o mouse de Jobs estava escondido em meio a dezenas de outros objetos. Segundo imagens obtidas pelo site, a peça se encontra em bom estado, mas ainda não se sabe se poderia funcionar.

Além do mouse, foram encontrados ainda um disco com um mapa em 3D da cidade de Aspen, dois cubos de Rubik e várias fitas VHS. Outros itens que também estavam na mira dos escavadores eram as seis latas de cerveja que foram colocadas na cápsula por Harry Tague, presidente da conferência.

Bom, segundo a CNET, as cervejas da marca Ballantine foram encontradas em boas condições. Mas o site não soube informar se algum membro do programa arriscou abrir uma delas para se refrescar. E foi justamente tendo este objetivo em mente que Tague decidiu colocá-las na cápsula: “O cara que desenterrar isso aqui estará suado e irá apreciar uma cerveja.”

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Cápsula do Tempo de Steve Jobs é encontrada 30 anos depois

Enterrado em 1983, tubo recheado com objetos dos participantes de uma conferência de design, incluindo Steve Jobs, ficou três décadas perdido

Steve Jobs e John Sculley, nos anos 80
 Wikimedia Commons

Nos idos de 1983, Steve Jobs e outros participantes da Conferência Internacional de Design, que aconteceu em Aspen naquele ano, aproveitaram o momento para eternizar objetos caros a eles dentro de um grande tubo que ficou conhecido como “Tubo do Tempo de Aspen”.

De acordo com o site CNET, houve quem resolvesse enterrar um cubo de Rubik ou um disco da banda The Moody Blues. Jobs, contudo, resolveu deixar para a eternidade o mouse usado por ele no Lisa, um dos primeiros computadores desenvolvidos pela Apple. E graças a este pequeno acessório é que o tal tubo acabou ficando conhecido como “A Cápsula do Tempo de Steve Jobs”.

A ideia da organização do evento era a de recuperar a cápsula em 2000, mas, segundo relatou o CNET, por alguma razão desconhecida, a escavação não foi realizada. E aí, quando resolveram finalmente encontrá-la, não conseguiram determinar a sua localização exata.

Isso até que a equipe do programa “Diggers” (Escavadores), do canal da National Geographic, resolveu entrar no jogo e ajudar a organização do evento a encontrar a tal cápsula, que há 30 anos estava perdida. Eles finalmente a encontraram ontem.

Ainda não há nenhum sinal do mouse de Steve Jobs e poucas informações do que, de fato, está lá dentro. Isto porque, segundo explicado pela equipe do programa ao site, havia tanta coisa enterrada que o desafio agora será o de catalogar todos os objetos, descartando os que já estão comprometidos e cuidando dos que estão em boas condições.

Mas não é só do mouse que os “escavadores” estão atrás. Ainda de acordo com a CNET, a cápsula pode estar recheada de fotografias da época, além de seis latas de cerveja. “O cara que escavar tudo isso estará suado e irá apreciar uma cerveja”, disse na época o presidente da conferência, Harry Tague. O estado da bebida segue desconhecido.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Como você seria se fosse um viciado

Aplicativo simula aparência do usuário durante o tempo se ele fosse usuário de metanfetamina

YourFaceOnMeth1


Associar o abuso de substâncias químicas aos seus efeitos devastadores tem sido um desafio para as campanhas anti-drogas. Apesar das recentes Drugfree.org e Rehabs.com – que mostram através de vídeos e infográficos as consequências do uso de droga ao longo do tempo – estes esforços apontam a vida de outra pessoa, fazendo com que os efeitos continuem distantes, como se acontecesse apenas com os outros.

Pensando nisso, em parceria com a agência Fractl, o Rehabs.com lançou um web aplicativo que traz as consequências do uso da metanfetamina para dentro da vida do usuário.

Your Face on Meth é uma simulação visual de como você aparentaria durante o tempo, se fosse um viciado.

Ao fazer o upload de uma foto ou usar a webcam, o aplicativo transforma o rosto do usuário através de uma linha do tempo, baseando-se nos efeitos que o abuso da droga causa como pele deteriorada, olheiras profundas, boca estourada, etc.

“ESPERAMOS QUE ESSA VISÃO DO SEU PRÓPRIO FUTURO FAÇA O USUÁRIO PENSAR DUAS VEZES.”
– JEFF SMITH, CEO DA RECOVERY BRANDS

YourFaceOnMeth2
O objetivo do projeto é trazer os efeitos das drogas para mais perto do usuário, permitindo uma visão do seu próprio futuro e o impactando com a realidade.

Embora a campanha seja para todos, aqui existe um exercício fundamental de levantar a questão do ego e da aparência, tão presentes hoje na vida dos jovens devido às ferramentas sociais.