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sexta-feira, 13 de junho de 2014

Este copo inteligente consegue dizer o que você está bebendo

Criado por startup, o Vessyl é capaz de identificar tipo de bebida que tem dentro de si e níveis de açúcar, calorias e outras substâncias presentes no líquido

Reprodução
Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos apontou as bebidas como uma das principais fontes de calorias. De olho nisso, um novo gadget promete ajudar a quem quiser monitorar esta parte de sua dieta.

Criado pela startup Mark One, o Vessyl é um copo inteligente. Além de ser capaz de identificar o tipo de bebida que está dentro dele, o dispositivo revela ao usuário quantas calorias e a quantidade de cafeína presente no líquido - entre outros indicadores.

"Nós queríamos criar algo que fosse belo, funcional e durável - mas que também pudesse estar confortavelmente numa mesa de trabalho", afirmou sobre o produto Eunice Joung, diretora criativa da startup Mark One - em vídeo (em inglês) sobre o produto divulgado no YouTube.



Vessyl

Açúcar, gordura, proteína e sódio estão entre as substâncias identificadas pelo Vessyl. No gadget, uma linha iluminada indica ainda ao usuário seus níveis de hidratação - apontando a ele o quanto falta ingerir para bater sua meta diária, também calculada pelo dispositivo.

"O Vessyl demorou sete anos para ser desenvolvido", afirma Justin Lee, co-fundador da Mark One. De acordo com Lee, a ideia de criar o gadget surgiu quando ele percebeu que havia várias ferramentas para monitorar atividade física - mas poucas voltadas para o acompanhamento do consumo de calorias.

Por meio de uma conexão via Bluetooth, o Vessyl pode ser sincronizado a outros gadgets - como smartphones e pulseiras inteligentes. Atualmente, o copo está à venda na internet por 99 dólares.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Cápsula do Tempo de Steve Jobs é encontrada 30 anos depois

Enterrado em 1983, tubo recheado com objetos dos participantes de uma conferência de design, incluindo Steve Jobs, ficou três décadas perdido

Steve Jobs e John Sculley, nos anos 80
 Wikimedia Commons

Nos idos de 1983, Steve Jobs e outros participantes da Conferência Internacional de Design, que aconteceu em Aspen naquele ano, aproveitaram o momento para eternizar objetos caros a eles dentro de um grande tubo que ficou conhecido como “Tubo do Tempo de Aspen”.

De acordo com o site CNET, houve quem resolvesse enterrar um cubo de Rubik ou um disco da banda The Moody Blues. Jobs, contudo, resolveu deixar para a eternidade o mouse usado por ele no Lisa, um dos primeiros computadores desenvolvidos pela Apple. E graças a este pequeno acessório é que o tal tubo acabou ficando conhecido como “A Cápsula do Tempo de Steve Jobs”.

A ideia da organização do evento era a de recuperar a cápsula em 2000, mas, segundo relatou o CNET, por alguma razão desconhecida, a escavação não foi realizada. E aí, quando resolveram finalmente encontrá-la, não conseguiram determinar a sua localização exata.

Isso até que a equipe do programa “Diggers” (Escavadores), do canal da National Geographic, resolveu entrar no jogo e ajudar a organização do evento a encontrar a tal cápsula, que há 30 anos estava perdida. Eles finalmente a encontraram ontem.

Ainda não há nenhum sinal do mouse de Steve Jobs e poucas informações do que, de fato, está lá dentro. Isto porque, segundo explicado pela equipe do programa ao site, havia tanta coisa enterrada que o desafio agora será o de catalogar todos os objetos, descartando os que já estão comprometidos e cuidando dos que estão em boas condições.

Mas não é só do mouse que os “escavadores” estão atrás. Ainda de acordo com a CNET, a cápsula pode estar recheada de fotografias da época, além de seis latas de cerveja. “O cara que escavar tudo isso estará suado e irá apreciar uma cerveja”, disse na época o presidente da conferência, Harry Tague. O estado da bebida segue desconhecido.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Tecnologia imprime em 3D objetos projetados pela mente


A startup chilena Thinker Thing criou uma tecnologia capaz de imprimir em 3D objetos feitos mentalmente. A técnica acabaria com a dificuldade da grande massa em modelar objetos em 3D, o que pode ajudar a popularizar impressoras desse tipo.

A startup usou no projeto o EmotivEPOC, um headset especial. O aparelho consegue captar ondas cerebrais que, em um software, dão forma ao objeto.

Isso significa que o sistema funciona por sensores que captam as ondas cerebrais. Enquanto isso, um software apresenta ao usuário uma série de modelos 3D em uma tela, como curvas, círculos e linhas. Em seguida, o programa começa a moldar o objeto aos poucos a partir de várias bases. Depois de finalizado, o objeto é impresso com uma impressora 3D da MakerBot.

Os próprios pesquisadores afirmam que ainda há limitações da neurociência e da própria tecnologia aplicada. Mas já é possível usar os estímulos cerebrais para moldar alguns objetos.

Os pesquisadores já começaram a planejar o primeiro projeto com essa tecnologia, o Monster Dream. O objetivo é criar monstros imaginados por crianças de diversos locais do Chile. Cada criatura traduziria um pouco da realidade de cada criança, que poderá "soltar" a imaginação. Depois, o projeto dará origem a uma exposição com todos os monstros e seus criadores.
Matéria publicada em http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/2013/07/tecnologia-imprime-em-3d-objetos-projetados-pela-mente.shtml

terça-feira, 11 de junho de 2013

De avião a bonecas, impressoras 3-D mudam a manufatura

Empresas como a General Electric Co. a Ford Motor Co.e a Mattel Inc. estão usando a impressão 3-D com mais frequência do que as pessoas imaginam.
Também conhecida como manufatura aditiva, porque os objetos produzidos dessa forma são construídos com a adição de uma camada de material por vez, essa tecnologia está permitindo que os fabricantes tenham os produtos prontos para a entrega de forma mais rápida.
Ao contrário das técnicas tradicionais, pela qual os objetos são cortados ou perfurados a partir de moldes, o que gera desperdício de material, a impressora 3-D permite que os trabalhadores projetem o objeto no computador e o imprimam usando plástico, metal ou materiais compostos.
"Ela nos permite ser muitos mais produtivos, eficientes e inovadores em design", diz Scott Goodman, diretor de desenvolvimento global de produtos da Mattel.
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Embora os preços tenham caído, os materiais usados nas impressoras 3-D são mais caros que os de processos tradicionais de manufatura. Pete Basiliere, analista do Gartner Inc., diz acreditar que os preços desses materiais vão cair à medida que cresça a demanda por impressoras 3-D.
A receita global com impressoras 3-D deve atingir US$ 3,7 bilhões em 2015. Em 2012, foi de US$ 2,2 bilhões, segundo a firma de pesquisa Wohlers Associates.
A Ford já vislumbra um futuro onde os consumidores da montadora serão capazes de imprimir suas próprias peças de reposição. Teoricamente, um cliente poderá se conectar à Web, escanear um código de barras ou imprimir um pedido, levá-lo a um local próximo que tenha uma impressora 3-D e, assim, ter a peça que precisa em horas ou minutos.
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A Ford já vinha usando impressoras 3-D para produzir protótipos de peças para veículos de teste desde os anos 80. Os engenheiros da montadora no Centro Técnico Beech Daly, no Estado americano de Michigan, hoje usam equipamentos de nível industrial que custam até US$ 1 milhão para fabricar protótipos de cabeças de cilindros, rotores de freio e eixos traseiros em menos tempo do que pelos métodos tradicionais de manufatura, diz Paul Susalla, supervisor da seção de manufatura rápida da Ford.
Ao usar a impressão 3-D, a Ford ganha, em média, um mês na produção de um molde de uma cabeça de cilindro para a sua família de motores EcoBoost, projetados para uma melhor eficiência no consumo de combustível. Essa peça complexa inclui numerosos portos, dutos, passagens e válvulas para controlar o fluxo de ar e combustível.
A indústria aeroespacial também tira proveito. A unidade de aviação da GE imprime injetores de combustível e outros componentes do sistema de combustão de uma turbina de avião que está sendo construída pela CFM International, uma joint venture entre a GE e a francesa Snecma SA. Em 2016, o motor Leap deve ser montado para aeronaves como o Boeing 737 Max e o Airbus A320neo, que ainda estão sendo desenvolvidos.
Mark Little, diretor do grupo de pesquisa global da GE, diz que produzir moldes de uma peça complexa pelo derretimento de pó do metal camada por camada pode ser mais preciso do que fazer e cortar as partes de um molde de cerâmica.
A GE também está experimentando produzir um dispositivo médico, a sonda de ultrassom, por meio de impressoras 3-D. O equipamento transmite sinais que geram imagens de ultrassom em exames de pacientes. Métodos tradicionais de produção exigem horas de corte e refinamento da peça para que ela possa reproduzir as imagens. Pesquisadores da GE dizem que a impressora 3-D pode ajudar a reduzir os custos de algumas peças da sonda em 30%.
As impressoras 3-D também estão revolucionando a indústria dos brinquedos. A Mattel costumava esculpir protótipos de cera e argila antes de produzir seus brinquedos de plástico. Hoje, seus engenheiros usam uma das 30 impressoras 3-D para criar partes de praticamente todo tipo de brinquedo, incluindo marcas populares como Barbie, Max Steel e os carros Hot Wheels.
Mas a Mattel diz não ter planos para vender software a consumidores que permita que eles imprimam seus próprios brinquedos em impressoras 3-D caseiras. Um porta-voz diz que a empresa não pode garantir que brinquedos impressos em casa sejam seguros para crianças, "questão essa que toda indústria terá que enfrentar e abraçar" à medida que o uso das impressoras 3-D se amplia.

Matéria publicada em http://on.wsj.com/11DQ6W6