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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Fabricantes querem vender publicidade nas smart TVs

As fabricantes pretendem usar as plataformas para vender publicidade a anunciantes, dividindo a receita com os produtores de conteúdo

Smart TV LA8600, da LG
Divulgação
Em painel realizado durante a terceira edição do TV.Apps, evento realizado nesta quinta, 7, pela Converge Comunicações, as fabricantes Sony e Samsung apresentaram seus planos para lançar plataformas de publicidade em suas smart TVs. As fabricantes pretendem usar as plataformas para vender publicidade a anunciantes, dividindo a receita com os produtores de conteúdo.

Em sua apresentação, o gerente de conteúdo para smart TVs da Samsung, Marcelo Natali, citou dados de estudo realizado pela TDG Research que apontam que em 2017 a maior parte da receita obtida com conteúdo fora do broadcast tradicional em smart TVs, cerca de 70%, virá da publicidade. Além disso, o executivo citou a pesquisa Ericsson Consumer Lab, que aponta que o conteúdo gratuito com publicidade é preferência entre os usuários, ficando a frente de qualquer modalidade de venda de conteúdo.

De acordo com Natali, a plataforma começa a ser testada já em dezembro deste ano e contempla duas modalidades de anúncio: banners na página principal da interface da smart TV, direcionando para um conteúdo específico, e vídeos pre-roll executados quando o usuário acessa um aplicativo ou quando ele acessa um vídeo, no caso de estar utilizando uma app de vídeo.

“É um modelo semelhante ao do Youtube. Nós iremos vender esse espaço publicitário para o anunciante e distribuir os anúncios utilizando conteúdo relacionado ao produto, remunerando o proprietário do conteúdo, dividindo a receita. Estamos trabalhando para lançar isso e já estamos formando uma equipe para negociar a publicidade”, disse.

A plataforma da Sony oferecerá também banners em locais de destaque direcionando o usuário para um conteúdo específico. De acordo com Leonardo Castro, coordenador de desenvolvimento de novos negócios da Sony Brasil, o conteúdo interativo e de VOD permite identificar as preferências do consumidor e melhor direcionar a publicidade.

“Nós sabemos qual o interesse da pessoa, podemos reduzir a dispersão da publicidade. Também tem a questão de que é possível oferecer conteúdo adicional com a propaganda, aumentando sua relevância”, disse. Ainda segundo ele, a plataforma já está pronta e deve ser lançada em breve, apesar de não haver uma previsão oficial para o lançamento.

Provedores de conteúdo

Para os provedores de conteúdo, a entrada dos fabricantes no mercado de publicidade é vista com ressalvas.

“O radiodifusor busca o anunciante, ele tem esse modelo de negócio. A entrada dos fabricantes pode gerar uma divisão maior da receita, e isso não é bem visto no mercado. É preciso alinhar a plataforma de negócios com os radiodifusores. Se a fabricante atuar de forma ativa, trazendo anunciantes, e alinhar a divisão da receita com os radiodifusores não vejo problema”, disse Jefferson Padilha, gerente de produtos digitais do Grupo Bandeirantes.

Para Leonardo Cesar, do Esporte Interativo, é preciso avaliar em quais conteúdos o modelo de divisão de receita de publicidade poderia ser aplicado.

“Se é um conteúdo aberto, é uma coisa. Se é um conteúdo Premium, que você está investindo para levar ao cliente e cobrando por ele, aí pode ser que esse modelo não combine”, disse.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

LG lança smartphone curvo em corrida contra Samsung

Displays curvos e telas flexíveis são os novos campos de batalha para os fabricantes de telefone

LG
Bloomberg
A sul-coreana LG Electronics revelou um smartphone curvo nesta segunda-feira em um movimento para alcançar sua maior concorrente, a Samsung.

Displays curvos e telas flexíveis são os novos campos de batalha para os fabricantes de telefone pois as telas abrem novas possibilidades que podem eventualmente transformar o mercado de smartphones de ponta.

Smartphones curvos oferecem um encaixe mais confortável na mão do que modelos de tela plana, mas a falta de recursos essenciais significa que eles não devem ser grandes sucessos entre os consumidores tão cedo, segundo analistas. Os custos de fabricação também permanecem relativamente altos.

O modelo lançado nesta segunda-feira pela LG tem um display curvado verticalmente de seis polegadas. A empresa disse que o telefone estará disponível a partir do mês que vem pelas três operadoras de celular da Coreia do Sul.

A tela curva oferece uma experiência de assistir a vídeos mais imersiva e o telefone usa uma bateria também curva para suportar sua forma, disse a LG.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Samsung busca aquisições para se fortalecer em software

A Samsung Electronics Co. está intensificando sua busca por aquisições e aumentando sua presença no Vale do Silício para tentar superar sua principal fragilidade: o software.

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Bloomberg News
A empresa sul-coreana se tornou a maior fabricante mundial de smartphones, com aparelhos atraentes que chegam ao mercado de forma rápida e barata. Mas para prosperar num mercado de dispositivos móveis cada vez mais dominado por especialistas em software como Apple Inc., Google Inc. e Microsoft Corp. — que comprou a divisão de telefones da Nokia Corp.  no mês passado—, a Samsung quer se tornar também uma potência no software.

No início do ano, a Samsung estava entre as candidatas a adquirir a israelense Waze Ltd., serviço de mapeamento para celulares, segundo pessoas a par do tema. Em julho, o Google acabou comprando a Waze por cerca de US$ 1,1 bilhão, negócio que ainda está sendo analisado pela Comissão de Comércio Federal dos Estados Unidos. De acordo com uma fonte, antes de começar a negociar uma aquisição, a Samsung procurou a Waze para fazer um grande investimento e fechar uma parceria.

A Samsung tem em vista muitas outras novas firmas de software, em especial nas áreas de jogos, buscas na internet em aparelhos móveis, redes sociais móveis e serviços de mapas, segundo funcionários da empresa e um documento interno analisado pelo The Wall Street Journal.

O documento, uma apresentação sobre fusões e aquisições preparada em fevereiro pela divisão da Samsung que trabalha com iniciativas de software, detalha as razões da empresa para ampliar sua presença em cada categoria e apresenta possíveis metas de aquisição e investimento.


[image]Segundo o documento, a Samsung já avaliou firmas novatas como a Unity Technologies, que desenvolve plataformas para jogos, e a Green Throttle Games Inc., que fabrica controladores de jogos e software para conectar dispositivos móveis a televisores. Ela também considerou a Atari Inc., pioneira dos videogames, que a Samsung poderia ter usado para oferecer jogos clássicos como Asteroids e Pong com exclusividade em seus celulares. A Atari leiloou alguns de seus ativos este ano como parte de sua recuperação judicial, após rejeitar ofertas de empresas interessadas em seu portfólio de jogos.

A Samsung também estudou a Glympse, empresa de Seattle que permite ao usuário compartilhar sua localização com os amigos — serviço que a Samsung acredita que pode ser integrado às funções de calendário e contatos já existentes em seus celulares, o que lhe permitiria diferenciar-se das concorrentes.

Primeiro, a Samsung procurou a Glympse no início de 2012 e lançou a ideia de um investimento, embora as conversas ainda estejam em curso, segundo uma pessoa a par do tema. Em setembro, a Glympse apresentou um aplicativo para o relógio inteligente Galaxy Gear, da Samsung.

Em outra parte do documento, a Samsung menciona como um possível alvo a Everything.me, de Tel Aviv, que desenvolve um motor de busca para celulares. Também estudou outra firma israelense, a Rounds, que faz aplicativos para bate-papo em vídeo e pode ajudar a Samsung a competir com o FaceTime, da Apple, e o Hangouts, do Google.

A Samsung não quis comentar os planos de aquisição.

Nos últimos meses, a Samsung iniciou as obras de um grande centro de pesquisas perto da sede da Apple e lançou uma incubadora para novas firmas de software, com sedes em Palo Alto, na Califórnia, e em Manhattan, Nova York. Ela fará investimentos iniciais em firmas jovens, em especial nas que desenvolvem software para aparelhos Samsung.

A Samsung tem US$ 1,1 bilhão para investimentos em capital de risco e em firmas em estágio inicial nos EUA. Ela também tenta "roubar" engenheiros de software de suas rivais. Este mês, em San Francisco, ela realizará sua primeira conferência para desenvolvedores, um passo importante para criar um "ecossistema" de aplicativos exclusivos para seus celulares e tablets.

Essa entrada agressiva no quintal das suas rivais não é típica da Samsung, empresa que sempre manteve suas operações muito centralizadas e evitou fazer negócios com firmas externas. A ênfase na autossuficiência é tão profunda que a Samsung fabrica cerca de 90% dos seus produtos dentro das suas próprias fábricas.

Executivos da empresa qualificam a recente mudança como um complemento aos seus esforços de pesquisa e desenvolvimento, que continuam substanciais.

No ano passado, a companhia gastou US$ 10,8 bilhões em pesquisa e desenvolvimento e manteve 67.000 funcionários dedicados a ajudá-la a manter a sua vantagem nos mercados mundiais de televisores, semicondutores e eletrodomésticos.

Até agora, porém, suas tentativas de desenvolver um software próprio para seus celulares — que representam quase 70% dos lucros operacionais da Samsung — não acertaram o alvo.

No Vale do Silício, a Samsung está desenvolvendo o Tizen em conjunto com a Intel Corp. Se esse novo sistema operacional se popularizar, ele poderia reduzir a dependência da empresa do Android, sistema do Google que é a base da grande maioria dos seus aparelhos móveis.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

LG e Samsung são ameaçadas por fabricantes chinesas de TVs

Enquanto gigantes se ocupam com OLED, chinesas começaram a vender um tipo de tela mais fina que LCD padrão e mais barata que OLED

Pessoas olhando para a primeira televisão UHD curva, de 55 polegadas, no estande da Samsung em uma feira de produtos eletrônicos em Berlim
Fabrizio Bensch/Reuters
As fabricantes chinesas de tela plana, no passado consideradas empresas de segunda classe no mercado global de LCD, estão recebendo olhares invejosos de grandes nomes como LG Display e Samsung.

Enquanto os gigantes sul-coreanos estavam ocupados desenvolvendo TVs com a nova tecnologia OLED, pequenas e desconhecidas empresas chinesas começaram a vender um tipo de tela mais fina que a LCD padrão e mais barata que a OLED. São as UHD, telas de ultra alta definição.

Até o ano passado, o mercado UHD era quase inexistente, com apenas 33 mil unidades vendidas no mercado de 200 milhões de TVs LCDs. Desde então, os embarques subiram 20 vezes, graças à China, apontam dados da empresa de pesquisa IHS.

Consumidores chineses que querem imagens mais brilhantes e intensas, mas não podem pagar por uma tela OLED feita por LG e Samsung Display, uma unidade da Samsung Electronics, estão recorrendo ao UHD.

O risco para a tecnologia OLED é que a UHD se torne famosa, enquanto as aguardadas TVs OLED mais baratas cheguem muito tarde para substitui-la, afirmam analistas.

O potencial de longo prazo da OLED é enorme: tem ultra alta resolução, telas finas o suficiente que podem ser curvadas ou até mesmo enroladas, e assim por diante.

Mas sua lenta introdução no mercado e os preços altos abriram uma brecha para as fabricantes de UHD, neste caso empresas chinesas como BOE Technology e para a unidade de LCD da TCL, a CSOT.

Na China, modelos UHD de 55 polegadas são vendidos por cerca de 1,8 mil dólares, enquanto as TVs OLED de dimensões similares vendidas pela Samsung Electronics custam cerca de 10 mil dólares.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Google poderá se tornar uma montadora de carros

Empresa estaria fechando acordos para produzir sua própria frota de veículos auto-dirigíveis de forma independente de outras fabricantes

Google poderá se tornar uma montadora de carros
Reprodução/NY Daily News

A Google pode estar planejando desenvolver e fabricar seu próprio carro equipado com piloto-automático. A informação foi divulgada pelo ex-repórter de tecnologia do jornal Wall Street Journal, Amir Efrati, em seu blog.

A empresa tem trabalhado há alguns anos em um software para ajudar grandes montadoras a construir carros de auto condução, mas parece que agora a companhia estaria disposta a iniciar um projeto de veículo completamente independente, de acordo com “pessoas familiarizadas no assunto”.

De acordo com as fontes, a Google estaria conversando com as fabricantes para a construção de novos carros com as especificações da empresa, mas as negociações não teriam vingado. Além disso, a empresa teria como objetivo a construção de “taxis-robôs”.

Fechando parcerias

terça-feira, 11 de junho de 2013

De avião a bonecas, impressoras 3-D mudam a manufatura

Empresas como a General Electric Co. a Ford Motor Co.e a Mattel Inc. estão usando a impressão 3-D com mais frequência do que as pessoas imaginam.
Também conhecida como manufatura aditiva, porque os objetos produzidos dessa forma são construídos com a adição de uma camada de material por vez, essa tecnologia está permitindo que os fabricantes tenham os produtos prontos para a entrega de forma mais rápida.
Ao contrário das técnicas tradicionais, pela qual os objetos são cortados ou perfurados a partir de moldes, o que gera desperdício de material, a impressora 3-D permite que os trabalhadores projetem o objeto no computador e o imprimam usando plástico, metal ou materiais compostos.
"Ela nos permite ser muitos mais produtivos, eficientes e inovadores em design", diz Scott Goodman, diretor de desenvolvimento global de produtos da Mattel.
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Embora os preços tenham caído, os materiais usados nas impressoras 3-D são mais caros que os de processos tradicionais de manufatura. Pete Basiliere, analista do Gartner Inc., diz acreditar que os preços desses materiais vão cair à medida que cresça a demanda por impressoras 3-D.
A receita global com impressoras 3-D deve atingir US$ 3,7 bilhões em 2015. Em 2012, foi de US$ 2,2 bilhões, segundo a firma de pesquisa Wohlers Associates.
A Ford já vislumbra um futuro onde os consumidores da montadora serão capazes de imprimir suas próprias peças de reposição. Teoricamente, um cliente poderá se conectar à Web, escanear um código de barras ou imprimir um pedido, levá-lo a um local próximo que tenha uma impressora 3-D e, assim, ter a peça que precisa em horas ou minutos.
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A Ford já vinha usando impressoras 3-D para produzir protótipos de peças para veículos de teste desde os anos 80. Os engenheiros da montadora no Centro Técnico Beech Daly, no Estado americano de Michigan, hoje usam equipamentos de nível industrial que custam até US$ 1 milhão para fabricar protótipos de cabeças de cilindros, rotores de freio e eixos traseiros em menos tempo do que pelos métodos tradicionais de manufatura, diz Paul Susalla, supervisor da seção de manufatura rápida da Ford.
Ao usar a impressão 3-D, a Ford ganha, em média, um mês na produção de um molde de uma cabeça de cilindro para a sua família de motores EcoBoost, projetados para uma melhor eficiência no consumo de combustível. Essa peça complexa inclui numerosos portos, dutos, passagens e válvulas para controlar o fluxo de ar e combustível.
A indústria aeroespacial também tira proveito. A unidade de aviação da GE imprime injetores de combustível e outros componentes do sistema de combustão de uma turbina de avião que está sendo construída pela CFM International, uma joint venture entre a GE e a francesa Snecma SA. Em 2016, o motor Leap deve ser montado para aeronaves como o Boeing 737 Max e o Airbus A320neo, que ainda estão sendo desenvolvidos.
Mark Little, diretor do grupo de pesquisa global da GE, diz que produzir moldes de uma peça complexa pelo derretimento de pó do metal camada por camada pode ser mais preciso do que fazer e cortar as partes de um molde de cerâmica.
A GE também está experimentando produzir um dispositivo médico, a sonda de ultrassom, por meio de impressoras 3-D. O equipamento transmite sinais que geram imagens de ultrassom em exames de pacientes. Métodos tradicionais de produção exigem horas de corte e refinamento da peça para que ela possa reproduzir as imagens. Pesquisadores da GE dizem que a impressora 3-D pode ajudar a reduzir os custos de algumas peças da sonda em 30%.
As impressoras 3-D também estão revolucionando a indústria dos brinquedos. A Mattel costumava esculpir protótipos de cera e argila antes de produzir seus brinquedos de plástico. Hoje, seus engenheiros usam uma das 30 impressoras 3-D para criar partes de praticamente todo tipo de brinquedo, incluindo marcas populares como Barbie, Max Steel e os carros Hot Wheels.
Mas a Mattel diz não ter planos para vender software a consumidores que permita que eles imprimam seus próprios brinquedos em impressoras 3-D caseiras. Um porta-voz diz que a empresa não pode garantir que brinquedos impressos em casa sejam seguros para crianças, "questão essa que toda indústria terá que enfrentar e abraçar" à medida que o uso das impressoras 3-D se amplia.

Matéria publicada em http://on.wsj.com/11DQ6W6