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segunda-feira, 5 de maio de 2014

Intel apresenta plano de quase US$6 bi para atualizar fábrica em Israel

Josh Bancroft/Flickr.com
A gigante de chips Intel enviou um plano ao governo de Israel para investir 20 bilhões de shekels (5,8 bilhões de dólares) na atualização de sua fábrica no sul do país, disse o Ministério da Economia israelense nesta segunda-feira.

O ministério disse que prometeu à Intel que iria trabalhar para acelerar os procedimentos burocráticos tanto quanto possível para desenvolver e promover o emprego no sul do país.

Como parte do investimento, a Intel irá receber um subsídio do governo que a mídia israelense estimou em cerca de 1 bilhão de shekels.

A mídia também noticiou que a Intel abrirá 1.200 novos empregos.

Acredita-se que o investimento da Intel é destinado à mudança para a nova tecnologia de 10 nanômetros.

Um porta-voz da empresa não quis comentar, mas a Intel disse em janeiro que iria decidir sobre a localização de uma fábrica para a tecnologia de 10 nanômetros neste ano. Israel era um dos países candidatos a sediar a unidade.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Apple compra israelense PrimeSense por US$345 mi

Divulgação
A Apple adquiriu a PrimeSense, uma fabricante israelense de chips que permitem visão artificial tridimensional (3D), por 345 milhões de dólares, publicou no domingo o jornal financeiro Calcalist, sem citar fontes.

A PrimeSense levantou 85 milhões de dólares em Israel e nos Estados Unidos junto a fundos de investimento como Canaan Partners Global, Gemini Israel e Genesis Partners, segundo o Calcalist.

"Estamos focados em construir uma companhia próspera enquanto levamos interação natural e sensoriamento 3D ao mercado de massa em diversos mercados como o da sala de estar interativa e dispositivos móveis", disse uma porta-voz da PrimeSense.

"Nós não comentamos sobre o que qualquer um de nossos parceiros, clientes ou clientes em potencial estão fazendo e não nos associamos a rumores ou rumores reciclados."

A tecnologia de sensoriamento da PrimeSense, que dá a dispositivos digitais a capacidade de observar um ambiente em três dimensões, foi usada no acessório Kinect, usado pelo videogame Xbox, da Microsoft, rival da Apple.

A aquisição da PrimeSense seria a segunda aquisição de uma empresa israelense pela Apple. A empresa norte-americana comprou a fabricante de chips de armazenamento em memória flash Anobit em janeiro de 2012.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Israel ameaça Vale do Silício como paraíso das startups

Combinação entre investimentos do governo, pesquisas do exército e excelência universitária já faz da capital israelense 2ª cidade no mundo em número de startups

Homens olham para laptops
Getty Images
Reconhecida hoje como a nação startup, Israel tem mais empresas do tipo per capita do que qualquer outro país do mundo e já ameaça o reinado absoluto do Vale do Silício, nos Estados Unidos, como lugar preferido dos empreendedores da tecnologia.

Uma pesquisa da Startup Genome, empresa que rastreia essas empresas, colocou Tel Aviv como a segunda melhor cidade para as startups.

E não é sem motivos: a metrópole tem cerca de 4.800 destas empresas, mais que qualquer outro país fora os EUA, de acordo com dados da Israel Venture Capital Research Centre.

Tudo isso fez com que Israel chegasse ao posto de segundo país estrangeiro (atrás da China) com mais empresas listadas na Nasdaq, a bolsa de valores americana para empresas de tecnologia.

Nos últimos cinco anos, a cidade viu o surgimento de uma nova geração, colocando Tel Aviv de volta nos radares da indústria de tecnologia e investidores.

Pode-se dizer "de volta" porque, nos anos 1990, Israel viveu, junto com o mundo, o boom das empresas de tecnologia, e também sofreu quando a “bolha das pontocom” levou ao desaparecimento de grande parte delas. 

Agora, a cidade compete com outros centros de empreendedorismo como Moscou, Londres, Nova York e Berlim pelo posto de novo Vale do Silício.

Diferente

O que difere Tel Aviv de seus competidores globais, como aponta o jornalista britânico Monty Munford, especalista na cobertura de startups, é a energia que exala da cidade. “Todo mundo parece ser o fundador de um novo empreendimento e eventos de networking acontecem todos os dias”, diz ele no Mashable, após uma visita à capital israelense.

O empreendedor de Tel Aviv é, em geral, jovem e recém-saído do exército – no país, o serviço militar é obrigatório por 3 anos para os homens e por 2 para as mulheres.

A passagem pelas forças armadas é, inclusive, uma das maiores responsáveis pelo interesse pela tecnologia entre os jovens.

De acordo com uma reportagem da BBC, além das unidades militares regulares, os jovens também são designados para unidades de desenvolvimento de tecnologia, em que os recrutas são estimulados a desenvolver ideias inovadoras para as áreas de segurança da informação, criptografia, comunicações e guerra eletrônica. 

Quando voltam à realidade cotidiana, parece natural a usem a experiência adquirida para se lançar no mercado das startups. 

Além disso, Israel é um dos líderes mundiais em gastos do governo com pesquisa e desenvolvimento. É também sede para muitas escolas de engenharia de primeira classe, como a Universidade Hebraica de Israel, ou institutos, como o Tecnion.