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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Cientistas inventam chip capaz de aprender como o cérebro humano


Cientistas apresentaram nesta quinta-feira um chip do tamanho de um selo dos correios, que opera como um supercomputador que imita o funcionamento do cérebro humano.

O chamado chip "neurossináptico" abre todo um leque de possibilidades na computação, de carros que se dirigem sozinhos a sistemas de inteligência artificial que podem ser instalados em celulares inteligentes, explicaram seus criadores.

Cientistas de IBM, Cornell Tech e colaboradores de todo o mundo disseram que foi preciso adotar um novo conceito de design em comparação com arquiteturas de computação prévias, avançando para um sistema chamado de "computação cognitiva".

"Nós nos inspiramos no córtex cerebral para desenhar esse chip", afirmou Dharmendra Mohda, diretor científico da IBM para a computação inspirada no cérebro.

Mohda explicou que a linhagem dos computadores atuais remonta a máquinas criadas nos anos 1940, que são, essencialmente "calculadoras de números sequenciais", que agem de forma matemática, ou que executam tarefas próprias da parte esquerda do cérebro, porém um pouco mais.

Já o novo chip, também chamado "TrueNorth", opera imitando o lado "direito do cérebro", onde estão as funções que processam a informação percebida pelos sentidos, razão pela qual pode responder a imagens, aromas e informações do entorno para "aprender" a agir em diferentes situações.

O sistema consegue fazer isso usando uma grande rede de "neurônios e sinapses", similares às que o cérebro humano utiliza para usar informação compilada dos sentidos.

Os cientistas projetaram TrueNorth com um milhão de neurônios programáveis e 256 milhões de sinapses programáveis em um chip com 4.096 núcleos e 5,4 bilhões de transistores.

Outro fator-chave desse chip é seu baixo consumo, pois é capaz de funcionar com uma pequena bateria como as utilizadas nos fones de ouvido, razão pela qual pode ser instalada em carros, ou celulares inteligentes.

Seus inventores acreditam que ainda levará anos para que o chip esteja disponível em aplicativos comerciais, mas destacam que tem o potencial de "transformar a sociedade" - sobretudo, quando "computadores híbridos" combinarem, no futuro, as capacidades do lado esquerdo e direito do nosso cérebro.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

O chute mais importante do dia foi visto por poucas pessoas

Cercada de críticas, a primeira demonstração pública do projeto Andar de Novo, do neurocientista Miguel Nicolelis, foi feita na abertura da Copa do Mundo

Getty Images
No dia da abertura da Copa do Mundo, o chute mais importante do dia não foi dado por nenhum dos jogadores que passaram pelo campo. Juliano Pinto, de 29 anos, foi o responsável por ele.

Ele foi o voluntário paraplégico que usou o exoesqueleto desenvolvido pelo neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis. O chute, no entanto, passou quase sem ser percebido na transmissão do evento.

Em dado momento na celebração de abertura da Copa do Mundo, Pinto foi levado até uma bola em uma das laterais do campo e deu um leve chute (veja vídeo no final deste texto). Em seu Twitter, Nicolelis comemorou. “We did it!!!!” (nós conseguimos, em português).

O chute foi a demonstração pública do projeto Andar de Novo, de Nicolelis. Ele é resultado de um investimento de 33 milhões de reais do governo federal. Mesmo sendo um avanço científico exemplar, o fato é cercado de desconfiança.

O plano inicial era que o voluntário desse alguns espaços dentro do campo para dar o chute. No momento, no entanto, ele deu apenas um passo fora do campo.

De acordo com o Comitê Organizador, o chute foi dado fora do gramado para que ele não fosse prejudicado. O exoesqueleto que sustentava o corpo de Pinto pesa 70 quilos.

O peso do esqueleto é exatamente uma das críticas de pesquisadores da área. Alguns apontam estrutura como algo pesada e pouco prática, que traria benefício a poucos paraplégicos.

Outra crítica constante ao trabalho de Nicolelis é devido à falta de publicação de trabalhos científicos mostrando os resultados de suas pesquisas. O neurocientista publicou trabalhos detalhando os testes da “interface cérebro-máquina” que foram feitos com macacos ou ratos.

De acordo com a equipe do trabalho (que envolve 156 pesquisadores de vários países) os resultados dos testes com humanos serão publicados nos próximos meses.

Em entrevistas, Nicolelis afirmou que esse é apenas o começo. A tecnologia deve continuar em desenvolvimento para que os exoesqueletos se tornem em uma solução viável.

Andar de Novo

O exoesqueleto é uma estrutura de 70 quilos que permite que paraplégicos possam andar. Com uma touca, o equipamento é capaz de ler impulsos cerebrais.

Os impulsos são processados por um computador que fica localizado na parte traseira da veste. Depois, são transmitidas ordens para que a estrutura faça os movimentos.

Outro ponto ressaltado pelos pesquisadores é uma espécie de pele artificial. Com ela, seria possível simular o tato de quando o pé toca o chão.



quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Conheça o aplicativo que promete melhorar a visão

Reprodução
Um neurocientista da Universidade da Califórnia criou um aplicativo que promete melhorar a visão, inclusive fazendo com que os usuários enxerguem melhor em ambientes escurecidos.

Conforme explica o Mashable, o app, chamado UltimEyes, pede à pessoa que complete tarefas a fim de reprogramar o cérebro para interpretar as informações recebidas dos olhos, algo chamado de neuroplasticidade. As tarefas são atreladas a pontuações, o que mantém o estímulo do usuário em efetuá-las.

Quem desenvolveu a tecnologia por trás do app foi a Carrot Neurotechnology, empresa especializada em ferramentas para melhorar a visão.

Aaron Seitz, professor associado de psicologia da universidade, testou a eficácia do UltimEyes em 19 jogadores de beisebol, fazendo com que cada um usasse o app 30 vezes em intervalos de 25 minutos. O resultado foi uma melhora média de 31% na visão.

Por enquanto, o aplicativo só está disponível para download na App Store da Apple, em que pode ser comprado por US$ 5,99 para ser usado no iPad.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Miguel Nicolelis mostra exoesqueleto controlado pela mente

Neurocientista brasileiro divulgou no Facebook as imagens do exoesqueleto que poderá auxiliar pessoas com paralisias severas na recuperação de seus movimentos

Miguel Nicolelis/Divulgação
O brasileiro Miguel Nicolelis, um dos neurocientistas mais importantes do mundo, divulgou nesta semana em seu perfil no Facebook as primeiras imagens do exoesqueleto robótico que poderá auxiliar um paciente tetraplégico a dar o pontapé inicial da Copa do Mundo 2014, que acontecerá no dia 12 de junho.

As fotos publicadas por Nicolelis mostram alguns detalhes da parte frontal e lateral da estrutura. Controlado pela mente, o equipamento faz parte do projeto “Andar de Novo”, iniciativa conduzida pela Universidade de Duke (EUA) e o Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra.

O experimento tem como objetivo construir no Brasil a primeira neuroprótese capaz de trazer a mobilidade de volta a pacientes com paralisias severas. E, ao que tudo indica, os cientistas envolvidos, liderados por Nicolelis, estão muito próximos de conquistar esta meta.

Em um pequeno vídeo, também publicado pelo neurocientista da rede social, é possível observar o exoesqueleto, que veste um manequim, fazendo um leve movimento para frente, como um chute.

Interface cérebro-máquina

Segundo Nicolelis, em artigo publicado no site da revista Brasileiros, experimentos com a primeira geração da chamada “interface cérebro-máquina” foram realizados em macacos. Com ela, estes animais conseguiram controlar movimentos usando apenas a sua imaginação.

De acordo com ele, os macacos foram capazes de executar tarefas a partir de braços e pernas mecânicos. “Utilizaram o seu próprio pensamento para jogar videogames ou mover objetos localizados próximos a si ou em ambientes remotos”, explicou o neurocientista.

Veja o vídeo publicado pelo pesquisador e que mostra o exoesqueleto robótico em ação.



quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Descoberta científica abre caminho para a cura de Alzheimer

Cientistas encontraram substância capaz de barrar a morte de neurônios em ratos em pesquisa classificada pelo The Guardian como “decisiva e histórica”

Mulher em exposição do cérebro humano
Matt Cardy/Getty Images
Uma descoberta da equipe da Universidade de Leicester (Inglaterra) publicada nesta semana trouxe boas notícias: a ciência está cada vez mais próxima de encontrar a cura para o Mal de Alzheimer. Esta doença hoje atinge mais de 36 milhões de pessoas em todo o mundo. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2050, este número deve triplicar.

Pois a equipe de neurcientistas liderada pela professora Giovanna Mallucci descobriu uma substância capaz de barrar a morte de neurônios. Testada em ratos de laboratório, tal substância conseguiu impedir a neurodegeneração nestes animais, que eram portadores da chamada “doença de príon”.

O estudo havia previamente descoberto que o acúmulo de proteínas no cérebro destes ratos doentes era responsável por ativar um mecanismo de defesa das células. Este processo, por sua vez, bloqueava a produção de novas proteínas.

Segundo a equipe, o normal seria que a produção normalizasse em algum momento, mas nestes ratos isto não foi observado. Constataram então que este seria justamente o “gatilho” que levaria os neurônios à morte, pois algumas das proteínas essenciais para a sua sobrevivência deixavam de ser produzidas.

Ao injetar a substância, os cientistas conseguiram bloquear este mecanismo paralisador da produção de proteínas em uma parte do cérebro destes ratinhos, normalizando, assim, todo o processo. Foi possível então impedir a morte das células e ainda restaurar os níveis de proteína e a comunicação entre os neurônios. Conclusão: prolongaram a vida destes animais.

Bom, ainda de acordo com a equipe, em entrevista ao jornal “The Guardian”, a pesquisa está em estágio inicial e pode ser que a produção medicamentos leve um tempo para se tornar realidade. Além disso, o processo causou sérios efeitos colaterais nos ratos, fato que levou os cientistas a preverem que testes em humanos ainda estão longe de acontecer.

Independente disso, a comunidade científica considerou os resultados altamente significativos e celebrou o estudo. “Futuras gerações certamente verão esta pesquisa como um pilar histórico e decisivo”, considerou o The Guardian.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

O que sua empresa pode conquistar com ajuda da neurociência

Explorada por consultorias, a neurociência pode contribuir para o bom desenvolvimento de uma companhia

Cérebro
Reprodução

Entender como funciona o cérebro humano pode ajudar não só os relacionamentos interpessoais, como os processos práticos dentro de uma organização. Por isso, diversas consultorias utilizam a neurociência para otimizar treinamentos corporativos. Os benefícios vão desde a aumento da produtividade à melhoria do ambiente de trabalho. Veja o que sua empresa pode conquistar com a compreensão da neurociência:

Aumento da produtividade

Dentro da neurociência, há um segmento chamado "cronobiologia", que consegue indentificar em quais horários do dia o organismo humano produz mais substâncias químicas para a atividade física e mental. Se o gestor souber explorar tais períodos, pode conseguir um aumento significativo de produtividade.

"A esmagadora maioria das pessoas é mais produtiva entre as 6h e as 10h e entre às 16h e 20h. No restante do tempo, o corpo precisa se esforçar mais, então o volume e qualidade do trabalho são menores", explica a neuropsicóloga e fundadora da Tai Consultoria, Inês Cozzo.

Ainda segundo ela, logo depois das refeições (chamado período pós-prandial), o organismo se concentra em fazer a digestão e, por isso, neste período, as pessoas ficam com o raciocínio mais lento.

"É também nesse período que acontece o maior número de acidentes de trabalho. Funcionários de uma empresa que conseguem tirar um cochilo logo após o almoço, voltam às suas funções com energia e concentração redobradas". Está explicado o porquê de as "salinhas do cochilo" serem tendência entre empresas inovadoras.

Evitar conflitos desnecessários