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terça-feira, 19 de novembro de 2013

Gene Wolverine é descoberto pela universidade de Harvard

Por Eric Colombo

O que acha da ideia de clonar animais? E da ideia de imprimir humanos? Se os cientistas podem fazer isso, eles podem também curar a si mesmo assim como Wolverine.

Divulgação
Segundo uma descoberta acidental encabeçada pelo cientista George Daley, da Universidade de Medicina de Harvard, encontrou um gene com poder semelhante ao personagem da Marvel, Wolverine, o gene é capaz de acelerar a cicatrização de sangramento e lesões.

A descoberta foi feita durante uma pesquisa sobre o câncer, quando Daley realizou furos em orelhas de ratos, geneticamente modificado com o gene Lin28a e os furos se regeneraram muito rapidamente, o pesquisador cortou também um dos dedos dos pés dos ratos, os quais cresceram novamente, já em outro teste, Daley raspou os pelos das costas, e eles cresceram numa velocidade muito maior do que o natural, o gene deu aos ratos a habilidade especiais de regeneração.

Daley disse: "Parece ficção científica, mas Lin28a poderia ser parte de um coquetel de cura que dá aos adultos a reparação dos tecidos superiores visto em seres mais jovens." Daley disse também "Este é um gene que já estimulou um enorme interesse, e isso é um testemunho de seu papel central em muitas áreas da biologia".

Por enquanto, os cientistas apenas observaram o poder de cura do Lin28a em pequenos ratos, e não poderiam realizar a mesma regeneração de membros em camundongos de 5 semanas de idade. Porém, Daley acredita que é possível ativar esse gene em pessoas adultas, o que ia acelerar o processo de cicatrização de tecidos em ocasiões muito importante, como por exemplo, em cirurgias.

Agora, vale esperar ansiosamente para nos tornarmos futuros X-Mens.

Fonte: CNET

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Descoberta científica abre caminho para a cura de Alzheimer

Cientistas encontraram substância capaz de barrar a morte de neurônios em ratos em pesquisa classificada pelo The Guardian como “decisiva e histórica”

Mulher em exposição do cérebro humano
Matt Cardy/Getty Images
Uma descoberta da equipe da Universidade de Leicester (Inglaterra) publicada nesta semana trouxe boas notícias: a ciência está cada vez mais próxima de encontrar a cura para o Mal de Alzheimer. Esta doença hoje atinge mais de 36 milhões de pessoas em todo o mundo. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2050, este número deve triplicar.

Pois a equipe de neurcientistas liderada pela professora Giovanna Mallucci descobriu uma substância capaz de barrar a morte de neurônios. Testada em ratos de laboratório, tal substância conseguiu impedir a neurodegeneração nestes animais, que eram portadores da chamada “doença de príon”.

O estudo havia previamente descoberto que o acúmulo de proteínas no cérebro destes ratos doentes era responsável por ativar um mecanismo de defesa das células. Este processo, por sua vez, bloqueava a produção de novas proteínas.

Segundo a equipe, o normal seria que a produção normalizasse em algum momento, mas nestes ratos isto não foi observado. Constataram então que este seria justamente o “gatilho” que levaria os neurônios à morte, pois algumas das proteínas essenciais para a sua sobrevivência deixavam de ser produzidas.

Ao injetar a substância, os cientistas conseguiram bloquear este mecanismo paralisador da produção de proteínas em uma parte do cérebro destes ratinhos, normalizando, assim, todo o processo. Foi possível então impedir a morte das células e ainda restaurar os níveis de proteína e a comunicação entre os neurônios. Conclusão: prolongaram a vida destes animais.

Bom, ainda de acordo com a equipe, em entrevista ao jornal “The Guardian”, a pesquisa está em estágio inicial e pode ser que a produção medicamentos leve um tempo para se tornar realidade. Além disso, o processo causou sérios efeitos colaterais nos ratos, fato que levou os cientistas a preverem que testes em humanos ainda estão longe de acontecer.

Independente disso, a comunidade científica considerou os resultados altamente significativos e celebrou o estudo. “Futuras gerações certamente verão esta pesquisa como um pilar histórico e decisivo”, considerou o The Guardian.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

The Naked Truth destaca importância do auto-exame

Ideia é mostrar as mudanças a serem observadas para um diagnóstico precoce do câncer de mama

mama
Reprodução
Ao redor do mundo, o mês de outubro é dedicado à conscientização sobre o câncer de mama. Enquanto diversos prédios e movimentos adotam uma iluminação cor-de-rosa, entidades realizam campanhas direcionadas às mulheres. É o caso da bela The Naked Truth, que a Colenso BBDO de Auckland criou para a New Zealand Breast Cancer Foundation.

Para ilustrar as mudanças a serem observadas – por exemplo uma nova massa ou espessamento na área da mama ou da axila, diferença na forma ou tamanho da mama, alteração na pele da mama ou no mamilo, entre outras – foram utilizados objetos do dia a dia, colocados na altura dos seios das atrizes.

De certa forma, o filme da campanha lembra um pouco a Garotas do Calendário, longa-metragem de 2003 que conta a história de mulheres maduras que posaram nuas para levantar dinheiro a princípio para comprar um sofá para um hospital, mas que conseguiram levantar quantia suficiente para as pesquisas relacionadas à leucemia.

É uma maneira diferente de destacar a importância do auto-exame, sem repetir fórmulas tradicionais, mas que fica bastante claro como nós mesmas podemos colaborar com um diagnóstico precoce.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Pesquisadores descobrem molécula capaz de destruir o vírus da AIDS

Batizada de DAVEI, ela é capaz de tornar o HIV inofensivo, mesmo quando há resistência a medicamentos

Pesquisadores descobrem molécula capaz de destruir o vírus da AIDS
Reprodução/Wisegeek
A AIDS é responsável pela morte de aproximadamente 2 milhões de pessoas todos os anos, principalmente devido à capacidade que o vírus tem de se tornar resistente aos medicamentos e adquirir características mutantes, fazendo com que mesmo os tratamentos mais modernos não sejam totalmente eficazes.

Ainda assim, o que se tem disponível hoje para tratar a doença é suficiente para garantir que os pacientes tenham melhor qualidade de vida. Quando o assunto é o vírus HIV, as pesquisas são constantes e cada nova descoberta é, na verdade, uma nova esperança, se não de cura, de melhores condições de tratamento.

A boa notícia é que a Universidade de Drexel, na Filadélfia, nos EUA, divulgou uma descoberta feita por seus pesquisadores, que encontraram uma nova molécula, capaz de causar a autodestruição do vírus HIV antes mesmo de ele infectar as células.

Reprodução/MinhaVida

Mecanismos

Assim como os outros vírus, o HIV age inserindo seu material genético em células saudáveis, invadindo suas estruturas até que elas “estourem”. A molécula criada pelos pesquisadores da Universidade de Drexel foi batizada de DAVEI – sigla em inglês para “dupla ação inibidora de entrada viral”. Ela é capaz de alterar alguns componentes de ligação celular do próprio HIV, com a ajuda de uma proteína que “engana” o vírus, fazendo com que ele mantenha seu revestimento protetor aberto e fique vulnerável.

A DAVEI se conecta ao vírus e faz com que o HIV reaja da mesma forma que reagiria se estivesse ligado a uma célula, despejando seus materiais genéticos e destruindo a cápsula necessária para que o vírus invada uma célula, tornando-o inofensivo. Ou seja: mesmo que o paciente esteja infectado, é possível que uma destruição do vírus aconteça antes que as células sejam contaminadas, prevenindo o desenvolvimento da imunodeficiência.

Essas descobertas não garantem a cura para a AIDS, mas indicam novas possibilidades de estudos para o combate aos vírus, incluindo aqueles que são resistentes aos medicamentos tradicionais. Para que você consiga visualizar melhor os mecanismos que explicamos até agora, acompanhe o vídeo a seguir – em inglês. Ele ilustra a ação da DAVEI de uma maneira bem simples.