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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Schmidt, do Google, prevê fim da censura em uma década

REUTERS/Bobby Yip
O presidente do conselho do Google, Eric Schmidt, tem uma previsão audaciosa: a censura em todo o mundo pode acabar em uma década, e um uso melhor de criptografia ajudará as pessoas a superar a vigilância governamental.

Em uma palestra nesta quarta-feira, na Universidade Johns Hopkins, o executivo da maior companhia de buscas na web fez uma proposta para acabar com a censura na China e em outros países com liberdade de expressão restrita, conectando todos à Internet e protegendo a comunicação contra espionagem.

"Primeiro eles tentam te bloquear; depois, tentam infiltrar; e depois, você ganha. Eu realmente penso que funciona assim. Pois o poder está mudado", disse ele.

"Eu acredito que há uma chance real de que possamos eliminar a censura e a possibilidade de censura em uma década."

Schmidt há muito tempo se manifesta contra limitações da liberdade de expressão e acesso restrito à Internet no mundo todo. No começo deste ano, ele viajou à Coreia do Norte, um país desconectado do resto do mundo, para promover a causa.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Smartphones serão mais inteligentes que usuários em 2017

Predição e o comportamento proativo dos dispositivos móveis deverá ser a próxima inovação no setor

Smartphone Sony Xperia Z em uso
Divulgação
Com o aumento de processamento e funções na nuvem, a predição e o comportamento proativo dos dispositivos móveis deverá ser a próxima inovação no setor. De acordo com a empresa de pesquisas e consultoria Gartner, em 2017 o smartphone poderá prever o próximo movimento do consumidor, próxima compra ou interpretar ações dos usuários.

"Os smartphones estão ficando mais inteligentes, e serão mais inteligentes do que você em 2017", disse a vice-presidente de pesquisas do Gartner Carolina Milanesi em comunicado. Um dos exemplos que ela dá é de aparelhos acordando o usuário antes do alarme configurado ao saber que o trânsito está mais intenso do que o normal. O conceito, apresentado como uma proposta de futuro, na verdade diz respeito ao uso da computação na nuvem, que, integrada com a mobilidade, aumenta o poder de processamento.

A previsão do Gartner é que esses smartphones do futuro consigam primeiro usar armazenamento na nuvem; depois saber onde o usuário está e entender o seu contexto; entendendo também o que é preciso e apresentando isso de maneira proativa; e, finalmente, agindo como o usuário, enviando mensagens curtas em respostas automáticas, por exemplo. Por conta disso, os fabricantes de smartphones deverão mudar o foco do hardware para esses serviços e, nos próximos cinco anos, a computação cognitiva será um dos mercados mais fortes do setor, ainda de acordo com a empresa de pesquisas.

Exemplos disso já acontecem para donos de smartphone atualmente. A Apple conta com a secretária virtual Siri, que, embora ainda seja um recurso baseado em ações responsivas, utiliza o processamento dos data centers da empresa para realizar as interpretações e pesquisas contextuais. Já o Google oferece o Google Now como aplicação tanto para o Android quanto para o iOS. O aplicativo usa dados de geolocalização e histórico de pesquisas para sugerir serviços nos mapas ou a previsão do tempo, por exemplo.