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sexta-feira, 6 de junho de 2014

Luvas de realidade virtual ampliam 'poderes' do Oculus Rift

Divulgação
Uma empresa tentará colocar no mercado um sistema de controle gestual para ser usado nos braços que, quando combinado com um Oculus Rift, leva o usuário a um nível superior de realidade virtual.

A tecnologia é chamada de Control VR, ela entrará em campanha de financiamento colaborativo nas próximas horas para levantar US$ 250 mil. Caso consiga, a empresa venderá o produto por US$ 350.

A luva é feita com microssensores desenvolvidos pela DARPA que detectam pequenos gestos a fim de garantir um controle apurado pelos braços. Um exemplo do que isso é capaz por ser visto no vídeo abaixo.


A Control VR permite controle de objetos virtuais como personagens de jogos e animações tridimensionais, além de dispositivos físicos e equipamentos militares.

A novidade é compatível com Windows, Mac e Android. O kit de desenvolvimento incluirá 20 aplicativos de demonstração e haverá códigos open-source com os quais será possível criar softwares para Oculus Rift e Google Glass, por exemplo.

Os primeiros 1 mil a apostar na ideia receberão suas unidades em dezembro deste ano, enquanto o restante terá a Control VR a partir de janeiro que vem. O valor de US$ 350 compra um braço com uma luva de sete sensores, um sensor para o peito, outro de braço, as 20 demos e o SDK; para ter dois braços é preciso gastar US$ 699.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Selfie, hashtag e big data agora fazem parte do dicionário

Dicionário americano Merriam-Webster anuncia incorporação dos termos selfie, hashtag e big data após atualização que envolveu participação de 30 editores

Osservatore Romano/EPA
Difundidos na internet, termos como selfie, hashtag e big data agora fazem parte do dicionário americano Merriam-Webster. A novidade foi anunciada ontem.

"Termos como crowdfunding, gamification e big data mostram que a internet mudou o mundo dos negócios de forma profunda", afirmou o editor da publicação Peter Sokolowski em texto sobre a iniciativa.

Cerca de 30 editores contribuíram com sugestões para a 11ª atualização do Merriam-Webster. Nela, 150 novos termos foram incorporados ao dicionário.


A seguir, veja algumas das palavras da área de tecnologia que passaram a fazer parte da publicação.

Termos

Big Data: uma acumulação de dados que é muito grande e complexa para ser processada pelos tradicionais métodos de análise.

Crowdfunding: a prática de solicitar contribuições financeiras de um grande número de pessoas, especialmente na comunidade online.

Gamification: o processo de incorporar jogos ou elementos de jogos a algo (como uma tarefa) com a finalidade de encorajar a participação.

Hashtag: uma palavra ou frase precedida do símbolo # que classifica ou categoriza o texto que acompanha (como um tuíte).

Selfie: uma imagem de alguém tirada por ele mesmo usando uma câmera digital criada especialmente para ser postada em redes sociais.

Selfie

Febre na internet nos últimos meses, selfie já havia sido escolhida a palavra do ano pelo dicionário Oxford em 2013.

Já em 2014, uma selfie tirada no Oscar pela humorista americana Ellen Degeneres se tornou a foto mais republicada da história do Twitter.


Em março, um levantamento realizado pela Time apontou Carapicuíba, na Grande São Paulo, como a cidade brasileira onde mais se tira selfie.

Matéria publicada em http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/selfie-hashtag-e-big-data-agora-fazem-parte-do-dicionario

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Gadget promete controlar o que você sonha

Projeto entre os mais populares do Kickstarter usará luzes e aplicativo para permitir que você controle o que sonha

Reprodução
Uma startup de San Diego, nos Estados Unidos, criou um gadget que promete controlar o que você sonha com luzes e um aplicativo para smartphone.

O projeto da iWinks, lançado no site de crowdfunding Kickstarter, está perto de se tornar realidade. Menos de um mês depois de ser lançada, a ideia é uma das mais populares do site e já arrecadou 134 mil dólares, 44 mil a mais do que seus donos julgaram necessário.

Funciona assim: antes de dormir você coloca uma faixa na cabeça que mede ondas cerebrais e detecta o sono REM (rapid eyes movement, estágio do sono em que sonhamos).

Sobre os olhos esta faixa tem uma série de luzes que se acendem em uma determinada frequência e intensidade, permitindo que você entre no que pesquisadores chamam de sonho lúcido — um estágio em que teríamos consciência que estamos sonhando e poderíamos controlar nossas aventuras oníricas.

Enquanto isso, um aplicativo no smartphone se conecta à faixa e grava sua atividade cerebral durante a noite. Se o gadget vai funcionar mesmo, só será possível saber depois de junho, quando a empresa promete entregar os primeiros aparelhos.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Empresa promete "smartphone dos sonhos" por US$ 300

Reprodução
Você pode nunca ter ouvido falar no nome BungBungame, e isso seria plenamente natural. A empresa de Taiwan foi fundada há 5 anos e agora tenta ganhar espaço na mente do grande público com um projeto de smartphone "dos sonhos", que precisa de apoio na plataforma de crowdfunding IndieGogo para sair do papel (confira aqui).

O Project S, como tem sido chamado pela empresa, promete especificações que o colocam em competição direta com os principais smartphones do mercado. A empresa promete uma tela de 5,8 polegadas, resolução de 2560 x 1440, 3 GB de memória RAM, câmera de 16 megapixels com um processador "de oito núcleos de verdade", provavelmente em comparação com o Galaxy S4, que possui um chip octa-core, mas só usa quatro por vez. O sistema operacional é uma versão não especificada do Android.

Tudo isso, no entanto, sairia por um preço muito amigável para quem apoiar o projeto no Indiegogo. Por lá, é possível reservar o seu, caso ele atinja a meta de US$ 5 milhões, por US$ 300, pouco menos do que o Nexus 5, que é o aparelho high-end mais barato do mercado.

O problema é que o FAQ do Project S prevê que em caso de sucesso, a entrega dos celulares deverá acontecer em outubro de 2014, daqui a quase um ano. Como o Androidbeat aponta, até lá já terão sido lançados os próximos Galaxy S5 e Note 4, iPhone 6, Xperia Z2, LG G3 e o novo Nexus. Até lá, estas especificações podem estar defasadas em relação ao mercado, assim como o preço.

Vale lembrar também que o caminho para fazer um projeto desta magnitude sair do papel no Indiegogo é longo, como já mostrou o "fracasso bem-sucedido" do Ubuntu Edge. Na ocasião, o supersmartphone da Canonical precisava levantar US$ 32 milhões para ser desenvolvido, mas não alcançou a marca. Entretanto, bateu recordes de arrecadação, sendo o projeto de crowdfunding que mais gerou contribuições na história.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Novos gadgets carregam smartphone usando a chama do fogão

Equipados com geradores termoelétricos, PowerPot e FlameStower usam o fogo como fonte de energia e querem facilitar a vida dos aventureiros

Homem carrega iPhone com PowerPot
Divulgação
Novos gadgets em busca de financiamento na rede KickStarter prometem revolucionar a vida dos aventureiros: usando apenas o fogo, são capazes de recarregar dispositivos eletrônicos, como iPhone, por exemplo.

Um deles é o PowerPot, uma espécie de panela que conta com um gerador termoelétrico e produz energia quando seu dono a enche com água fria e a coloca sobre uma fonte de calor, como um fogão, por exemplo.

A diferença de temperatura entre a panela e o fogo é a responsável por gerar a energia que será então transmitida ao dispositivo, que estará ligado ao gadget via porta USB.

A boa notícia é que é possível usá-la para cozinhar o jantar da noite enquanto se carrega o aparelho desejado. Atualmente, o PowerPot está disponível em duas versões: uma que gera até 5 watts (W) de eletricidade e outra mais potente, capaz de produzir até 10 W.

O site Business Insider testou o dispositivo e constatou que ele funciona muito bem. De acordo com a crítica do veículo, recarregar um smartphone via PowerPot é até duas vezes mais rápido que através de um cabo USB conectado a um computador. “O PowerPot é perfeito para quem gosta de acampar ou para quem quer apenas ter acesso fácil à eletricidade independente das circunstâncias.”

À venda no KickStarter, o PowerPot pode ser adquirido por 125 dólares em sua versão do capaz de gerar até 5 W. Já o modelo que consegue produzir 10 W de energia custa 199 dólares.

O outro dispositivo, mais compacto, mas menos poderoso que o PowerPot , é o FlameStower. Assim como seu concorrente maior, este gadget conta com um gerador termoelétrico para a produção de energia e repassa a carga para o dispositivo também via cabo USB. Uma diferença está na sua capacidade de produção, que é de apenas 3 W. No KickStarter, o FlameStower custa a partir de 70 dólares.

África

Apesar de ambos gadgets terem sido desenvolvidos com o objetivo de facilitar a vida de quem gosta de acampar, também desejam prestar um serviço social. Os fundadores do PowerPot, por exemplo, oferecem no KickStarter uma opção para quem desejar doar uma unidade do gadget para pessoas em países em desenvolvimento que não contam com fácil acesso à energia elétrica. O valor mínimo é de 99 dólares.

Já a equipe do FlameStower irá ajudar o engenheiro queniano Alex Odundo. A ideia é auxiliá-lo no desenvolvimento de versões ainda mais baratas deste pequeno gerador de energia e que serão então vendidas em países carentes. As doações para este projeto começam em 100 dólares. 

O vídeo abaixo, em inglês e sem legendas, mostra o PowerPot em ação. Confira.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Magoo aposta no crowdfunding para telas 3D do iPad Mini

Magoo3D-iPad2
INFOlab

Magoo é o nome de uma tela que sobrepõe a tela do Apple iPad, da primeira a quarta geração, para oferecer um efeito de 3D em imagens e vídeos. A técnica de exibição não é nova, mas a empresa brasileira foi a primeira do gênero para o tablet.

A Magoo agora quer levar a tela para o iPad Mini, construída com uma membrana própria. E para isso colocou a meta 150 telas vendidas antecipadamente pelo preço de 105 reais. Se a meta for atingida ou ultrapassada a tela será produzida. Explicando porque a Magoo decidiu não procurar o apoio de outro plataforma de crowdfunding, colocando a campanha em seu próprio site, André W. Zanuto, um dos fundadores da Magoo, respondeu: “Não escolhemos o modelo brasileiro devido a alta tributação. O catarse pede 13% sobre o valor total. O Kickstarter não aceita projetos brasileiros”.

Para usar a tela há um aplicativo específico chamado Magoo 3D. Ele oferece pouco conteúdo próprio, mas dá acesso a Youtube e Instagram, além de fotos e vídeos que você tem no aparelho.

Espessura-Magoo-3D-iPad2
INFOlab

A tecnologia por trás da tela é um efeito de óptica conhecido como barreira de paralaxe. Grosso modo, esta técnica consiste em dividir os pixels da tela em duas imagens distintas, com ângulos de visão diferentes para cada olho. Seu cérebro ao reconstruir a imagem, acaba fazendo cálculos de profundidade de campo e a sensação é estar vendo uma imagem em terceira dimensão. Os primeiros estudos de barreira de paralaxe tem mais de 100 anos e tudo começou na mão dos pesquisadores Auguste Berthier e Frederic E. Ives. É claro que esta abordagem foi aprimorada com o tempo e ainda é muito utilizada em TVs e consoles portáteis.

O maior problema desta abordagem é o efeito conhecido como crosstalk. Onde o limiar de imagem de um olho se sobrepõe com o limiar de imagem do outro. Há uma degradação na qualidade da exibição. Isto piora com alto contraste. Portanto, se pretende usar esta tela, nunca deixe o brilho no máximo (não pelo efeito do brilho, mas pela percepção do contraste). Outro detalhe é que você notará que conteúdo preparado para este 3D passivo terá um efeito de profundidade mais pronunciado. Imagens não preparadas tem um efeito parecido com adesivos holográficos (os conhecidos “Tazos”, febre na década de 90).

Veja o vídeo dos criadores: