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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Microsoft testa rival para Google Glass, diz WSJ

Fontes ouvidas pela reportagem revelaram que empresa encomendou peças usadas em dispositivos como os óculos de realidade aumentada do Google

Pessoas testam o Google Glass
 Justin Sullivan/Getty Images
A Microsoft está testando um dispositivo similar ao Google Glass. O rumor foi divulgado nesta manhã pelo jornal The Wall Street Journal (WSJ), que alega ter ouvido fontes próximas à empresa. De acordo com a reportagem, a companhia encomendou componentes a fornecedoras asiáticas que seriam compatíveis com os usados nos dispositivos da categoria “computação para vestir”.

O The Verge lembra que, no ano passado, surgiram evidências de que a Microsoft estava trabalhando em um gadget similar para seu console Xbox. O conceito que vazou na época mostrava óculos de realidade aumentada que poderiam se conectar via 4G ou Wi-Fi. Segundo o site, este protótipo era marcado como um produto “para 2014”.

Bom, ainda de acordo com as fontes ouvidas pelo WSJ, a estratégia da gigante tem como objetivo fazer com que ela acompanhe as mudanças do mercado de dispositivos móveis no mesmo passo da concorrência, deixando para trás a imagem de empresa concentrada em software.

Faz bem: quando todos olhavam para este setor com atenção, a Microsoft deixou o bonde passar e lançou seu tablet com atraso, quando suas rivais, como Apple e Samsung, já estavam consolidadas. Até o próprio Ballmer reconheceu em certa ocasião que a empresa deveria ter anunciado o seu dispositivo mais cedo.

Mas, no que diz respeito aos gadgets “para vestir”, o timing da empresa fundada por Bill Gates pode estar de acordo com o esperado. Especialmente quando se considera que esta categoria ainda está se estruturando. Atualmente, um dos seus maiores expoentes é o Google Glass, que nem sequer está à venda para o público geral.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Apple ainda dependerá da Samsung para a produção do chip A8

Empresa busca soluções para não depender tanto da sua forte concorrente

Apple ainda dependerá da Samsung para a produção do chip A8
Reprodução
É quase impossível não saber que a Apple e a Samsung travam uma batalha incansável tanto no mercado de dispositivos móveis quando nos tribunais. Porém, ironicamente a Maça depende (e muito) da sua principal rival companhia sul-coreana, que atualmente é uma das principais responsáveis pela fabricação de componentes que integram os produtos da empresa comandada por Tim Cook.

Com isso, segundo The Korea Economic Daily, a Samsung ainda será responsável por cerca de 30% a 40% na participação da produção dos novos chips A8, que aparentemente equipará a nova geração do iPhone. Porém, a Apple busca incansavelmente soluções para que isso em um futuro próximo termine, começando por uma intensa negociação com a TSMC (Taiwan Semiconductor Manufacturing Co.), que incluiria a fabricante taiwanesa como sua principal fornecedora dos novos processadores de 20 nanômetros.

Ainda assim, caso a informação realmente se confirme, ainda levaria algum tempo até que a Apple alcance sua total “independência” da sua principal concorrente Samsung.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Executivo da Apple diz que Samsung trapaceia nos testes

Phil Schiller, da Apple, aponta um artigo que afirma que a Samsung usou truques para enganar programas de teste e fazer o Galaxy Note 3 parecer mais rápido

Phil Schiller apresenta o novo iMac
Kevork Djansezian/Getty Images
Phil Schiller, vice-presidente sênior de marketing da Apple, investiu alguns segundos num ataque à rival Samsung hoje. Em sua conta no Twitter, ele compartilhou um artigo que afirma que o smartphone Galaxy Note 3 foi preparado para enganar os programas de teste usados para avaliar esses aparelhos.

Schiller escreveu “shenanigans“ (cambalacho). Na sequência, compartilhou um link para um artigo no blog Ars Technica com o título “’Ajustes’ para benchmarking no Galaxy Note 3 inflam pontuação em até 20%”.

Ron Amadeo, o autor do artigo, diz que desconfiou do fato de os resultados de testes do Galaxy Note 3 serem superiores aos do LG G2. Ambos possuem processador Snapdragon 800, da Qualcomm, trabalhando a 2,3 GHz. Era de se esperar que os resultados fossem parecidos.

Amadeo diz que investigou essa discrepância e concluiu “com segurança” que a Samsung implantou, no Galaxy Note 3, um modo especial, de alta potência, que só é acionado quando se rodam programas de teste.

Se a Samsung deixasse esse modo turbo funcionar com todos os aplicativos, a carga da bateria se esgotaria rapidamente. O truque é fazer com que o modo turbo seja acionado apenas durante os testes de velocidade.

Amadeo afirma que conseguiu desabilitar esse modo turbinado. Comparando os resultados com e sem o turbo, ele observou que o truque faz o Galaxy Note 3 parecer até 20% mais veloz do que é na realidade.

O Ars Technica costuma ser um blog confiável. E os argumentos técnicos de Amadeo parecem sólidos. Além disso, a Samsung tem antecedentes.

Na época do lançamento do Galaxy S4, o Anandtech, outro blog especializado, descobriu que a empresa havia usado um truque parecido, aparentemente com o objetivo de inflar resultados de testes do smartphone. 

A Samsung, então, respondeu que seu processador de fato podia trabalhar no modo mais veloz. Mas disse que a velocidade era reduzida ao rodar determinados jogos para evitar sobrecarga. A empresa negou que a intenção fosse trapacear nos testes.

Apesar de esses truques serem condenáveis, o episódio não tem muita importância para o consumidor, Não há muita gente que compra smartphones para rodar programas de teste. E pessoas que experimentaram o Galaxy Note 3 relatam que ele é muito rápido no uso prático (alguns diriam que é tão rápido quanto o LG G2).

Logo, não há de que reclamar sobre o desempenho do smartphone da Samsung. Amadeu observa que, mesmo sem o modo turbo, o Galaxy Note 3 ainda é ligeiramente mais veloz que o G2. 

“Se a intenção por traz do modo turbo era assegurar que o Galaxy Note 3 ficaria à frente na disputa dos benchmarks, parece que nem era necessário ter feito isso”, conclui ele.

O Ars Technica também publicou um teste com o tablet Galaxy Note 10.1, anunciado junto com o Galaxy Note 3. Segundo Jason Inofuentes, que assina o artigo, o truque de enganar benchmarks também está presente nesse tablet, ainda que de forma mais limitada. 

Phil Schiller, da Apple, ainda pode se vangloriar de duas coisas. Primeiro, o iPhone 5s, com processador de 64 bits (o primeiro num smartphone), tem superado os rivais em testes de desempenho. Segundo, a Apple nunca foi acusada de trapacear nesses testes.