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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Lançado o verdadeiro 'Lulu para homens'

Reprodução
Ainda não acabou a polêmica em torno do Lulu. O Tubby podia até ser blefe, mas agora existe um aplicativo rival de verdade, o Clube do Bolinha. Criado pela Online Clothes Company, o serviço já está disponível na Google Play e aguarda aprovação da Apple para entrar na App Store.

O funcionamento é o mesmo do Lulu: um sistema em que "eles" podem avaliar "elas"; no final, surge uma nota. As mulheres também podem acessar o serviço, mas só para saber o que os homens estão dizendo.

Entre as hashtags positivas há algumas como #RainhaDaPista, #TopCapaDeRevista, mas, entre as negativas, algo como #Bigodinho e #VidaLoka.

Embora o logo do aplicativo possa dar a impressão de que o Clube do Bolinha segue os mesmos caminhos propostos pelo falso Tubby, o CEO da Online Clothes, Murilo Vianello, afirmou em nota que sua intenção não é vingar os homens chateados com o Lulu, mas proporcionar experiência semelhante à que as mulheres têm com o outro app.

"É importante frisar que não é nossa intenção denegrir a imagem do publico feminino, não queremos vingança, muito pelo contrário, queremos que os homens avaliem as mulheres de uma maneira positiva, e que elas encarem e usem isso de uma maneira positiva também, assim no final servirá de experiência seja ela boa ou ruim para os dois", diz.

Segundo Vianello, mais 1 mil pessoas baixaram o aplicativo nos primeiros dias, mas a maioria dos que deram opinião sobre ele na Google Play se diz insatisfeita. Muitos afirmam que o produto tem defeitos. Para conferir, clique aqui.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Aplicativo Tubby é mais uma trollagem da internet

No dia do lançamento do app, farsa é exposta em vídeo e na página do serviço na Google Play



Nesta altura do campeonato, você já deve saber do que se trata o aplicativo Tubby: ele seria uma versão do Lulu para homens, com as mesmas formas de avaliação e com hashtags bastante pesadas. Antes do lançamento, o serviço até foi proibido pela Justiça de ser disponibilizado na Google Play, na App Store e no Facebook. Hoje (6) é o dia do grande lançamento da ferramenta – e a possível data em que será revelado que tudo isso é apenas uma farsa.

São várias as pistas que indicam que o Tubby é apenas mais uma trollagem da internet, incluindo postagens no perfil do Twitter do site Não Salvo. Mais informações devem ser liberadas no decorrer do dia, mas já é possível conferir a falta de veracidade do app.

O principal argumento é o vídeo abaixo, um "clipe institucional" do Tubby que conta até com um suposto investidor sul-coreano. Só por ser profissional demais já é possível desconfiar, mas a farsa só é revelada se você ativar as legendas do YouTube, que se sobrepõem às embutidas no clipe e revelam o verdadeiro conteúdo da mensagem. O executivo é, na verdade, o ator Pyong Lee.

Reprodução
No final da mensagem, consta que o clipe é uma parceria entre o canal de humor de Lee no YouTube, o cuboX, o site Não Salvo (note que o idealizador do site, Maurício Cid, aparece aos 1:30 entregando inocentemente um papel para um colega) e os dois supostos criadores do app, Rafael Fidelis e Guilherme Salles, que chegaram até a dar entrevistas em alguns veículos de comunicação. O site oficial do Tubby agora redireciona o usuário diretamente para o vídeo, que afirma que nenhuma linha de código foi escrita ou e que um app desse porte não poderia ficar pronto em tão pouco tempo.
Mais que uma "zoeira sem limites"

Os idealizadores do projeto devem estar orgulhosos: o app falso não só foi proibido pela Justiça como gerou muitas discussões por aí, seja em sites de todos os tipos ou mesas de bar formadas por homens e mulheres.

Na legenda oculta, há a mensagem de que a brincadeira pode até ter existido mais pela "trollagem", mas se trata também de uma lição moral valiosa para quem acha correto e divertido julgar as mulheres de um jeito tão vulgar a partir de uma ferramenta anônima, além de acreditar em qualquer coisa que surge na rede.

Justiça proíbe lançamento do Tubby

Reprodução
O aplicativo Tubby, anunciado como "vingança" dos homens que foram avaliados pelas mulheres no Lulu, não poderá ser lançado no Brasil, graças a uma decisão da 15ª Vara Criminal de Belo Horizonte proferida na noite de feira, 4.

A estreia do app estava prevista para ontem mas foi adiada para sexta-feira, 6, por causa da alta demanda. Agora a Justiça proibiu que os desenvolvedores, o Facebook (que forneceria dados das mulheres), o Google ou a Apple (por meio de suas lojas) coloquem o serviço no ar. Caso descumpram a medida, terão de pagar multa diária de R$ 10 mil.

A decisão, noticiada pelo G1, atende a um pedido de medida cautelar feito pelos coletivos Frente de Mulheres das Brigadas Populares de Minas Gerais, Margarida Alves, Movimento Graal no Brasil, Marcha Mundial das Mulheres, Movimento Mulheres em Luta, Marcha das Vadias e Coletivo Mineiro Popular Anarquista (Compa).

O pedido se baseava na Lei Maria da Penha (11.340/06) sob justificativa de que o aplicativo incentivaria a violência contra a mulher - na imagem de divulgação, por exemplo, é mostrada a hashtag #CurteTapas, uma das que provavelmente seriam adotadas para avaliar as mulheres.

O juiz Rinaldo Kennedy Silva, titular da Vara Especializada de Crimes Contra a Mulher de BH, considerou que há “plausibilidade jurídica na tese”, no pedido, ”uma vez que a requerente pretende a defesa dos interesses difusos das mulheres”. “Há também fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação, uma vez que depois de ofendida a honra de uma mulher por intermédio do mencionado aplicativo, não haverá como repará-la”, escreveu ele.